Real Portugal

Por um Portugal Real!

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Faleceu a Infanta Centenária

Publicado por David Garcia em 02/24/2012
Publicado em: Casa Real Portuguesa, Dom Duarte de Bragança, Monarquia, Portugal. Com as etiquetas: Bragança Van Uden, Dona Maria Adelaide, Falecimento, Família Real Portuguesa, Infanta de Portugal, Portugal.

Sua Alteza a Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança Van Uden foi chamada por Deus para repouso eterno.

Ainda há bem pouco tempo tivemos todos a oportunidade de cada um, à sua maneira e de acordo com as possibilidades, de celebrarmos o Centenário desta Grande Senhora. Hoje, Portugal e os Portugueses, despedem-se da sua Infanta Centenária.

A Casa Real Portuguesa está de luto, assim como, Portugal.

Rezemos pela Alma da nossa Infanta, esta Grande e Exemplar Senhora que nos deixou uma lição de vida!

Eu, através do Blogue Real Portugal, quero apresentar à Família Real Portuguesa e à Família de Bragança Van Uden em particular, em meu nome e no da minha Família, os meus sentidos pêsames; é o mínimo que posso fazer. Nestas horas, as palavras são o que menos importa. Acima de tudo, está o gesto em nome da Memória de quem partiu e que, repito, nos deixou a todos nós Portugueses (não importam as opiniões políticas – mais um Exemplo deixado pela nossa Infanta), um Grande Exemplo, de serviço desinteressado aos outros.

Rogo a Deus para que Sua Alteza Sereníssima a Infanta Dona Maria Adelaide repouse em Paz.

Requiem In Pace

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Um Amigo de Portugal: Rei Eduardo VII

Publicado por David Garcia em 02/22/2012
Publicado em: Casa Real Portuguesa, Empire, Monarchism, Monarchy, Reino Unido. Com as etiquetas: Aliança, King Edward VII, monarchy, monarquia, Portugal, Rei Eduardo VII, Reino Unido, united kingdom.

 

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O Rei

Publicado por David Garcia em 02/22/2012
Publicado em: Monarquia, Democracia, Portugal, Casa Real Portuguesa, Dom Duarte de Bragança. Com as etiquetas: Portugal, democracia, monarquia, rei, Instituição Real.

Herdeiro da História de um povo, ele e sua Família, são uma referência essencial da liberdade política. Para o Rei todos têm os mesmos direitos, todos as expressões políticas, sociais e religiosas, merecem a mesma atenção e devem ter as mesmas condições de acção. O Rei não depende de nenhuma “ vontade” organizada. A unidade do povo, a sua respeitabilidade, a sua dignidade, as suas ansiedades, os seus problemas colectivos, são a Sua exclusiva preocupação.O Rei é assim absolutamente livre, e livre será o povo.

O Rei não governa, reina.O Rei está no vértice de toda a pirâmide social e política. Ele é o Chefe de Estado, que dá a credibilidade e a garantia do funcionamento regular dos poderes executivo, legislativo e judicial. O Rei representa interna e externamente, o normal funcionamento das Instituições e por ser essa referência histórica e de união de todo o povo, não interfere nas suas escolhas democráticas, mas pela sua postura e presença, dá uma superior dignidade ao exercício do serviço público. O Rei não interfere, mas os eleitos têm de o respeitar, de o informar, pois é Ele que assume a responsabilidade de lhes dar posse, ou demitir, seguindo a vontade popular, através da expressão eleitoral livre e universal. O Rei assume este papel relevante de respeitabilidade, de exigência dos políticos para com a sua respeitabilidade, que é decisiva para o cumprimento rigoroso dos compromissos políticos eleitorais e para a conduta ética dos políticos e dos partidos políticos.

O Rei é Independente.O Rei não depende de nenhuma força ou organização política, não segue nenhuma ideologia e por esse facto é Livre e Independente. O Rei não é eleito através de nenhum compromisso, nem de nenhuma proposição, por isso a sua independência é a mais objectiva forma de salvaguarda de um regime democrático e constitucional. O seu único objectivo é o bem de um povo, a salvaguarda do seu futuro, por isso ele não assume nunca qualquer compromisso, com forças políticas ou sociais, mas simplesmente jura a constituição portuguesa e assina os acordos internacionais, que comprometem toda a Nação e são uma indiscutível manifestação maioritária da vontade do eleitorado. Decorrente desta premissa também compete ao Rei, sempre que se levantem dúvidas fundamentadas na sociedade sobre a legitimidade, de qualquer questão de âmbito nacional, promover os referendos de auscultação da vontade popular.

O Rei é Imparcial.O Rei está acima de todas as lutas políticas pelo poder. O Rei tem como obrigação ser o garante da verdadeira liberdade de expressão e informação. O Rei tem como premissa essencial dar a todas as organizações políticas, profissionais, sociais e religiosas, uma efectiva igualdade de condições de expressão e de acção. Esta Imparcialidade é essencial não apenas para a liberdade de expressão individual ou colectiva, mas também para a liberdade da informação pública através da comunicação social. A Imparcialidade do Rei, é assim uma premissa essencial na expressão pública das liberdades individuais.

O Rei é Exigente.O Rei e a Família Real, são a referência primeira dos valores morais e éticos de uma sociedade. A honra, a verdade, a honestidade, o compromisso, o respeito, a moral, a família e o patriotismo, são valores essenciais de cada um e de toda uma sociedade, que se revê neles pelo exemplo Real. Por isso, o Rei também é exigente para com todos no assumir colectivo desses valores. Esta exigência do Rei é assim determinante no que respeita ao serviço público, pois dando esse exemplo aos políticos, pode também exigir deles essa postura permanente.

O Rei é Unificador.A Família Real descende do Fundador da Nação. O Rei é assim o símbolo histórico unificador de um povo com a sua própria história. O Rei está destinado desde o dia do seu nascimento para essa sua função. A sua educação e formação, é uma das mais importantes matérias do interesse colectivo. Ele é assim formado para a sua missão, através da permanente apreciação popular, que com ele vai estabelecendo uma verdadeira familiaridade. O Príncipe Herdeiro é assim amado pelo povo que o viu crescer e que acompanhou toda a sua formação. O Rei é assim amado por toda a população e unifica todo o sentimento patriótico, todo o orgulho próprio de um povo.

O Rei é Representativo.É precisamente por não ser eleito, que o Rei é representativo de toda a população. Ele não é eleito por uma parte, nem proposto por nenhum partido. O Rei é proposto pela História de uma Nação e deve-lhe obediência. Por não ser eleito, o Rei é o único que poderá dizer que representa todos, pois foi para isso que foi formado, pois foi por isso que nasceu.

O Rei é o garante da Estabilidade.O Rei é também o símbolo da estabilidade política. Um regime monárquico nunca é instável, porque o Rei é respeitado e porque nunca participa nas lutas políticas pelo poder, mas tem a qualidade e obrigação de velar pelas regras constitucionais e pelo seu estrito cumprimento.

O Rei tem o culto da Democracia.Como não é dependente de nenhuma força política, como não governa, o Rei não tem preferências ideológicas, nem simpatias partidárias ou sociais. O Rei é assim o garante da participação cívica da sociedade civil e da igualdade de oportunidade de todas as organizações politicas, sociais ou profissionais no exercício da sua acção e na prossecução dos seus objectivos, de acordo com o rigoroso cumprimento da Lei e da Constituição. Como a mais importante preocupação do Rei é a resposta satisfatória da participação cívica aos problemas da sociedade, ele tem pela sua preocupação permanente sobre todas as questões, associada á sua respeitabilidade e afectividade popular, um papel determinante no rigor com que as organizações políticas, sociais e profissionais dão resposta efectiva aos problemas de toda a sociedade. Promove a participação, é exigente perante as respostas.

O Rei é o Garante da Identidade.Um povo de uma Nação tem uma Identidade. A Identidade do povo português é muito acentuada. Decorre da sua História, da sua situação geográfica e de um património genético exclusivo, que foi sendo preservado. Os valores próprios dessa Identidade, originam uma enorme potencialidade moderna, que é expressa na Lusofonia e no desígnio marítimo português. O Rei como garante de uma História de um povo, não está dependente das mensagens e influências exteriores e por isso salvaguarda como ninguém os valores tradicionais de um povo com nove séculos de história, as suas tradições e os seus costumes.

O Rei é a expressão do Orgulho.A Família Real é a expressão pública do orgulho de uma população. Todas as famílias a têm como referência. A preocupação permanente da Família Real com todas as questões da sociedade, são um exemplo determinante para a cultura da solidariedade. A dignidade da Família Real, são uma motivação permanente de todas as famílias e para a dignidade social.

O Rei é o garante da Nacionalidade.O Rei é o chefe supremo das forças armadas e da diplomacia. Ele é o garante histórico da soberania de um povo sobre o seu património. Por ter esta função essencial e por ser independente face ás dinâmicas políticas de influencia exterior, Ele assume com rigor estas suas funções na salvaguarda da independência nacional, presente e futura e na preservação da soberania nacional.

O Rei é o Futuro.O futuro de uma Nação, passa pela sua afirmação no presente. Um Rei não é permissivo a dinâmicas de dissolvência ou de limitações de soberania territorial. Por isso o Rei tem como prioridade política a abertura de novos horizontes e de novas oportunidades de evolução. Um Rei moderno colabora nos caminhos que abrem novas perspectivas de evolução. Ele aproxima os povos da Lusofonia e ele aponta os caminhos possíveis das potencialidades futuras. O Rei nunca compromete um povo apenas numa direcção ou em apenas um desígnio, porque ele sabe que o seu povo é um povo do mundo e está presente em todo o mundo.

José J. Lima Monteiro Andrade

Casa Real Portuguesa O último Rei de Portugal, Dom Manuel II, morreu no exílio em 1932. Não deixou descendentes. E também não havia descendência legítima portuguesa de sua bisavó (a Rainha Dona Maria II), nem de seu trisavô (o Rei Dom Pedro IV). Conforme as normas da Carta Constitucional, que aliás seguiu aí os princípios da antiga Lei Fundamental, devia suceder no trono e, portanto, na qualidade de Chefe da Casa Real, o português que proviesse da linha legítima colateral anterior, segundo as regras da primogenitura e representação. Essa linha colateral anterior era a da descendência da Dom Miguel I, filho de Dom João VI e tio paterno de Dona Maria II. O filho primogénito varão de Dom Miguel I fora Dom Miguel II. E este tivera três filhos varões, mas o único dentre eles com a nacionalidade portuguesa era Dom Duarte Nuno. Dom Duarte Nuno era pois, após a morte de Dom Manuel II, o Chefe da Casa Real portuguesa. No caso de a monarquia ser restaurada, cabia-lhe a sucessão no trono de Portugal. E isto foi reconhecido pela quase totalidade dos monárquicos e pacificamente aceite quer no País quer no estrangeiro. Dom Duarte Nuno casou perante autoridades consulares portuguesas no Brasil, com Dona Maria Francisca de Orléans e Bragança, legítima descendente da Casa Imperial daquele país e, portanto, do nosso Dom Pedro IV (Imperador Pedro I do Brasil). Desse casamento nasceu, primogénito, em 1945, Dom Duarte Pio, que com o falecimento de seu pai em 1976, passou a ser o Chefe da Casa Real portuguesa. Nessa qualidade, sempre tem servido o País, procurando, com permanente actividade corresponder às numerosas iniciativas para que é solicitado, quer de representação dos Reis de Portugal, quer para fazer viver o rico património cultural que eles incarnavam, quer de ajuda e promoção da ajuda aos mais desfavorecidos, quer em diligências junto de entidades estrangeiras, nomeadamente nos países da CPLP. Dom Duarte Pio foi afilhado e herdeiro patrimonial da Rainha Dona Amélia (mãe de Dom Manuel II) e hoje é o Chefe da Casa Real Portuguesa.

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Nuno Pombo sobre as limitações do presidente da república

Publicado por David Garcia em 02/20/2012
Publicado em: Monarquia, Portugal, República. Com as etiquetas: causa real, monarquia, República.

Nuno Pombo, futuro Presidente da Direcção da Real Associação de Lisboa, na TVI24, sobre as limitações do Presidente da República.

Muito bem!

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Umas notas para os republicanos

Publicado por David Garcia em 02/20/2012
Publicado em: República, Monarquia, Democracia, Portugal, Dom Duarte de Bragança. Com as etiquetas: democracia, monarquia, República, futuro.

A defesa da Monarquia não é demagogia. É a realidade pura e dura. Se não quer acreditar, só posso lamentar. Mas sem dúvida que esse erro na História já aconteceu, quando o Partido Republicano Português prometia mundos e fundos para o Povo e quando tomou o Poder com o 5 de Outubro de 1910 bem se viu o que aconteceu. EM 16 anos, 45 (des)governos que levaram a uma Ditadura de 48 anos, etc, etc…. Portanto, sem dúvida que a História ensina-nos muito. Do lado republicano, esperava que não quisessem repetir o mesmo erro, abrindo as portas a um verdadeiro regime democrático que é a Monarquia Parlamentar.
Entre o sustentar um Político Profissional que vai acumulando pensões de reforma e depois diz que não tem dinheiro para pagar as despesas e um Rei que não faria um escandalo desses, desculpem, mas prefiro um Rei. E já agora, porque a Constituição impede o referendo ao regime, quero ter o direito a poder escolher entre Monarquia e República. O artigo da Constituição 288b faz de mim, como Monárquico, um Cidadão Proscrito! E pago os meus Impostos como qualquer Português. Pelo que “vamos a jogo”, vamos a referendo e vamos ver quem ganha. Seja qual for o resultado há que aceitá-lo. Mas não podemos apenas e só reclamar por Direitos quando também temos o Dever de lutar por um País melhor! Não é só reclamar por Direitos. Isso em excesso cria sérios problemas na Sociedade. Prefiro abdicar de um direito se o País ficar melhor servido e se os meus Direitos como Cidadão forem respeitados.

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Não! Não estou a brincar!

Publicado por David Garcia em 02/19/2012
Publicado em: República, Monarquia, Democracia, Portugal, Casa Real Portuguesa, Dom Duarte de Bragança. Com as etiquetas: democracia, monarquia, República.

Para quê tempestades? Quando pode ter o Sol?

Não estou a brincar de forma alguma!

Você (sim você que me está a ler) quer um País com perspectivas de futuro ou quer andar aos soluços rumo ao futuro? Veja bem o seguinte: A Monarquia que hoje é defendida para Portugal é um regime democrático, com eleições normais. O Rei é Aclamado no Parlamento, isto é, é confirmado, depois de jurar defender a Constituição que é feita pelos Representantes do Povo em Assembleia Constituinte. O Rei fica limitado à Constituição e ao serviço que tem que prestar ao País. Por outro lado, uma Monarquia aceite maioritariamente por Referendo, tem toda a legitimidade democrática! A República nunca foi a referendo e até proíbe (insultando as Monarquias Europeias indirectamente, e insultando os Monárquicos Portugueses que são Contribuintes como Você!). A Aclamação é a confirmação da legitimidade democrática do Rei e é feita pelos Representantes da Nação. O meu caro, baseia-se em preconceitos e devia levar o debate mais a sério! A Monarquia é um Investiimento e não uma despesa! Investimento porque atrai imenso dinheiro para os cofres do País com a visibilidade da nossa Realeza, Turismo, com tudo o que isso implica. Veja no Reino Unido por exemplo… Em relação aos gastos, algo que preocupa obviamente bastante os Portugueses, deixe-me lhe dizer sem qualquer tipo de problema que a Presidência gasta 8 vezes mais que a Casa Real Espanhola! Não sou eu quem o diz, são estudos e houve até uma reportagem da RTP onde a jornalista fala disso e posso pôr aqui depois. Pelo que, meu caro, com o devido respeito, não olhe as coisas ao contrário. A Presidência da República é um gasto desnecessário. Sustentamos pensões de reforma de ex-presidentes, motoristas e viaturas topo de gama! Sustentamos pensões de viuvez de primeiras damas, sustentamos fundações de ex-presidentes, etc, etc…. Deixe-me lhe dizer que os Reis não recebem Salários, nem Pensões de Reforma! Os Reis têm um Património Familiar, como todos nós temos, obviamente, e por outro lado, o dinheiro que vai do Estado para o Rei e Família Real (Rei, Rainha e Principes Herdeiros , só!) são apenas e só para efeitos de exercício de Funções Constitucionais. Viagens de Estado e ao País, Organizações de Eventos de Interesse Público ou Caritativo, e pouco mais. Ter uma Monarquia é, sem margem para dúvidas, o melhor que podemos ter. E podemos ser de que partido entendermos, da esquerda à direita, nada nos impede de ter um Regime Democrático, com um Rei na Chefia do Estado, a vigiar com independência, equidistância e isenção pelos Interesses de todo o Povo Português. Acredite, meu caro, finalizando, que estaríamos bem melhor servidos! Bem haja!
O vídeo de que falo só por curiosidade:

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Alegria – Cirque du Soleil

Publicado por David Garcia em 02/19/2012
Publicado em: Musica. Com as etiquetas: Alegria, Cirque du Soleil.

Um momento musical com imagens fabulosas. Disfrute!

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Por amor de Deus, meus Senhores!

Publicado por David Garcia em 02/17/2012
Publicado em: Dom Duarte de Bragança, Monarquia, Portugal. Com as etiquetas: Monárquico, Portugal, reino.

Dirijo-me aos Monárquicos, Realistas, ou simplesmente à Resistência Monárquica Portuguesa, composta por bravos homens e mulheres dispostos a fazerem o que tem que ser feito por Portugal.

Meus Caros,

Nas Redes Sociais somos cada um por si. Somos vários grupos. Cada um na sua capelinha. Não estamos unidos, não estamos organizados, e pior que isso, todos ralham e ninguém tem razão!

Ninguém é dono da Monarquia. Ninguém é dono do Ideal Monárquico. Somos todos Monárquicos e somos todos Leais ao Senhor Dom Duarte, Legítimo Herdeiro do Trono de Portugal e, sim, Futuro Rei se Deus quiser!

Não podemos continuar assim. Muitos de nós, por amizade, naturalmente, estamos em vários grupos! Vamos repetindo e repetindo o que vamos escrevendo. Vamos falando às tantas sempre do mesmo. Deixem-me dar-vos alguns exemplos dos assuntos que se vão repetindo:

- Rivalidade entre Liberais e Miguelistas;

- Tradicionalistas e Democratas;

- Sucessão Real;

- e pouco mais,… Salvo honrosas excepções de quem fala do que faz e faz bem feito, na divulgação do Ideal Monárquico.

Meus Caros Amigos,

A rivalidade proveniente da Guerra Civil entre Liberais e Miguelistas já passou! Já não faz sentido. Isso já foi há quase 200 anos. Tem interesse histórico, mas a História nunca mudará. E portanto, é de denunciar este ponto absolutamente inacreditável. Há que aceitar o que aconteceu, quer queiramos ou não! O que conta agora é o futuro!

A rivalidade entre Tradicionalistas e Democratas ou Integralistas (pseudo-Salazaristas) e Democratas, também não faz sentido. Ser Monárquico é ser Tradicionalista, é ser a favor das Tradições que compõem o ADN da nossa própria Identidade Nacional, e a Democracia é o Regime por definição que o Senhor Dom Duarte tem defendido e que temos todos que defender sob pena de a Causa da Monarquia se perder!

Discutir o que é óbvio, relativamente à Sucessão Real é de um absurdo total que nem eu irei tecer mais  nenhum comentário.

Chegou a hora de nos unirmos e trabalharmos em conjunto. Quantos já o terão dito? Quantas vezes já concordámos e mesmo assim ainda continuamos divididos? Muitas vezes confundimos (mea culpa para mim) relações pessoais com relações políticas. Posso não gostar do fulano A, B ou C, mas para conseguirmos ultrapassar esta situação temos que pensar no futuro do País e assumirmos a Militância Monárquica com ampla responsabilidade, responsabilizando, naturalmente, todo aquele que procurar travar de alguma maneira o processo Histórico da Restauração da Monarquia em  Portugal!

Devemos todos nós, Monárquicos Democratas, defensores das Tradições Portuguesas, fazer o trabalho de casa e preparar o futuro. Quem tem medo da luta Monárquica não pode liderar! Quem tem medo da luta monárquica não pode debater nas plataformas virtuais nem em público. Quem tem medo da luta monárquica, só serve a República e não o Rei e a Monarquia!

A Monarquia Portuguesa não foi uma História de Cobardes, mas sim de Grandes Portugueses, que sangraram e morreram pela sua Liberdade e pela Pátria. Acreditaram no que tinham que fazer e fizeram-no, sem questionarem-se a si próprios.

Um Monárquico nunca abandona a luta e está sempre na primeira fileira na defesa da Bandeira da Monarquia, que é a Bandeira do seu Reino.

Um Monárquico nunca em público poderá alguma vez dizer que se hoje houvesse um referendo a Monarquia perdia. Isso está fora de questão! Não podemos ter esta atitude cobarde e derrotista. Somos Monárquicos. Temos que seguir o exemplo dos nossos Maiores, e do nosso Eterno Comandante, Henrique de Paiva Couceiro!

 

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“A PROBLEMÁTICA MONÁRQUICA E AS CRISES NACIONAIS”, por Jorge Borges de macedo

Publicado por David Garcia em 02/17/2012
Publicado em: Cidadania, Monarquia, Portugal, República. Com as etiquetas: Crises, Doutrina, monarquia, República.

Um texto essencial que formou doutrina monárquica.Parte do ciclo de conferências do Grémio Literário este texto é essencial para compreender a forma como a monarquia é relevante para a resolução de momentos de crise:

O monarca aparece como aquele que conserva força suficiente para resolver os diferendos; que tem capacidade para, entre vários, sucessivos confrontos, arbitrar; que tem condições para, em face de um conflito ocorrido em disparidade de recursos, dar poder executivo à parte tomada por mais justa ou vantajosa. Se esta tem ou não razão, é um problema importante, sem dúvida, mas menos decisivo do que a existência eminente de uma capacidade arbitrai que não admite a solução pela mera imposição das forças em presença, mas dispõe de meios para julgar e meios para impor a decisão e assim corrigir a situação.

O monarca aparece como quem decide, como quem faz com que um problema político se possa encerrar de uma forma satisfatória para a comunidade.
JORGE BORGES DE MACEDO

Conferência proferida no dia 2.” de Novembro de 1982, na Sala da Biblioteca do Grémio Literário.

A PROBLEMÁTICA MONÁRQUICA E AS CRISES NACIONAIS

«Minhas Senhoras e meus Senhores:

Quero em primeiro lugar agradecer ao grupo organizador destas conferências a honra que me deu em se lembrar de mim, ao considerar que, a respeito da problemática monárquica e das crises nacionais, poderia eu apresentar algumas reflexões que tivessem viabilidade de ser discutidas e analisadas com utilidade, à luz da nossa experiência contemporânea — nossa, como Nação.

E para começar, permitam-me V. Ex.as que lembre uma anedota atribuída a D. João V. Este Rei recebeu, segundo a narrativa, a visita de um ambicioso — é a expressão utilizada — que lhe vinha propor um remédio radical para resolver o problema português e tornar Portugal um país modelo. O Rei ouviu com toda a atenção o que ele lhe dizia e convocou — segundo reza a história — os sábios do reino para lhes perguntar se tal era possível. A fim de esclarecer a proposta, os sábios acharam, também, que deveriam chamar o proponente que a história só identifica por ambicioso. Este manteve o que tinha dito ao Rei e punha como condição única, para resolver o problema nacional, mudar a natureza do povo!
Em face deste esclarecimento, a junta de sábios reuniu de novo, a pedido do Rei, e considerou que tal condição era absolutamente impossível: só Deus a poderia realizar. D. João V voltou a chamar o ambicioso e disse-lhe: «Não me apresentes a mim o plano, apresenta-o a Deus Nosso Senhor que só Ele poderá satisfazer essa condição que tens como indispensável para que seja posto em prática».

É, realmente, deste ponto que temos de partir. Somos como somos, temos as qualidades que temos, os defeitos que temos e é em função dessas qualidades, desses defeitos intransponíveis que fazem com que sejamos assim, que poderemos pensar alguma coisa. Poderemos pensar a nossa experiência histórica, a nossa experiência política e aplicá-la; só há uma coisa que realmente nos escapa: não somos capazes, e até seria um atrevimento — como já tem sido — pensar que é possível mudar a natureza do povo. Querer mudar a natureza do povo tem levado sempre à tirania, à violência e acaba por não dar qualquer espécie de resultado estável e essencial. Portanto, D. João V dá-nos já uma norma para o governante — e é a este propósito que nos importa mencioná-lo: mudar a natuereza do povo não pertence aos homens, pertence a Deus; os ambiciosos que querem tornar os homens perfeitos ou maleáveis e partir dessa condição prévia absolutamente irrealizável, não servem na verdade para governantes. Servem para tiranos e os resultados são nulos.
Posto isto, que me parece vir a propósito, é bom lembrar agora a célebre, conhecida e divulgada classificação de Aristóteles dos regimes políticos em monárquicos, aristocráticos e democráticos. Esta classificação continua a ter utilidade como esquema de análise para abertura do debate, mas a nossa cultura, ou antes, a cultura do nosso mundo contemporâneo, encontra-lhe um óbice radical: não aponta o modo como as sociedades se tornam monárquicas, democráticas ou aristocráticas. São meras designações, meros tipos, quando o que a nós mais nos interessa, na nossa ansiedade, na nossa inquietação, não é só qualificar o sistema mas saber como se chega à situação que ele representa. A formulação por termos abstractos, por regras gerais, sem ser de excluir, já não basta: em si mesma, interessa-nos até muito pouco. O problema mais importante é saber como se entra ou se sai da categoria; como se empobrece e como se enriquece numa sociedade; como esta se torna aristocrática, democrática ou monárquica. Esse é o problema central que preocupa a cultura do nosso tempo e que é essencial à nossa formação política.

A simples classificação dos tipos de governo, muito aquém dos nossos interesses, preocupações e necessidades tem, pois, de ser acrescentada pelo estudo de como aquilo que alcançamos se corrompe ou se perde. Na verdade, essa preocupação pertence à própria natureza das sociedades ocidentais: o seu «modo» é serem instáveis, facultarem sucessos precários, como, de facto, o são, na medida em que queremos que a fase seguinte não «tenha» as características da anterior. Garantimos em sequência expressiva o que retiramos em profundidade analítica. A nossa tendência é procurar um encadeamento, mas torna-se difícil dar-lhe validade constante e geral. Por isso podemos dizer que, para a ciência política, o tema principal deixou de ser o tipo de governo mas o encontro ou a percepção do seu desenvolvimento dinâmico.
Importa lembrar, nesta análise, ainda um outro ponto prévio: as concepções políticas, sem deixarem de ser racionais, envolvem, sempre, considerações de natureza prática. Não basta apreender as concepções políticas pela sua natureza abstracta. As exigências, as necessidades imediatas não podem ser esquecidas, ao aproveitarmos esquemas abstractos que servem como mera arrumação conceptual. Mais em particular, quando se analisa ou estuda uma sociedade, em termos de prática política, podem não se alcançar relações directas com a sociologia, ou a teologia; as análises de uma sociedade, em termos de teologia, de sociologia ou de ciência política, sem serem contraditórias nem dispensáveis, podem não coincidir. Preparam mas não decidem. O esquecimento dessas posições prévias, a tentativa de fusão das suas consequências ou conclusões ou o uso exclusivo da dedução pelos princípios de cada uma, provoca equívocos e anula a experiência política propriamente dita de um país ou de uma época. Para conservar a experiência intrínseca é preciso encontrar, além das regras, as condições práticas, as características históricas em que um determinado regime se manteve, se defendeu, evoluiu, corrigiu ou purificou. A partir das exigências e dos modos concretos de um povo ser, podemos e devemos recorrer aos teólogos, aos sociólogos, aos politólogos; mas sem esquecer que as regras de prática política têm de ser norteadas, como a própria expressão o diz, pelas conveniências não-arbitrárias da eficácia. É essa a razão pela qual não pode deixar de fazer intervir no governo de urna comunidade a sua experiência histórica, com toda a consideração das situações reais e dos comportamentos concretos para se poder chegar, com sentido nacional, a sistemas adequados a novos modos e a outras situações.

Assim, os problemas das comunidades em crise só podem esclarecer-se e definir soluções, analisando, além dos novos dados, como procederam essas mesmas comunidades noutras emergências. Pode acrescentar-se ao modo histórico, o sociológico, o teológico ou o político: as conclusões podem ser as mesmas mas as regras de análise, as perspectivas de abordagem, não o são. Isto quer dizer que a história, a ciência política, a teologia, a sociologia só nos dão indicações ou conselhos para nos orientarmos na prática corrente, com vista a conquistar a continuidade e a segurança possíveis. A política assenta na experiência colectiva, é uma forma de pensar e de perceber o real, não uma ciência exacta e universal.
Ora, a prática corrente, hoje, salienta uma característica bem significativa, como seja a insuficiência da vida política em si mesma. Somos levados a verificar que ela, em si, não tem nem dignidade nem capacidade para auto-subsistir, para explicar os seus próprios acontecimentos. Estas são as primeiras conclusões indispensáveis em face deste nosso controverso mundo: as relações políticas, como tais, nem são indiscutíveis nem suficientes para garantirem a dignidade de exercício de qualquer sistema.

O político é uma expressão derivada, nunca é válido em si mesmo. Por isso, a força da política tem de se ir buscar à dignidade do homem, à condição de honra e de honestidade, ao respeito pela palavra dada, aos costumes, à história e ao interesse da comunidade, nunca ao universo da política. Quer dizer, pela nossa própria experiência, nós sabemos que o homem-político que cria as suas próprias regras e as quer impor vive num universo artificial sem outra força que não sejam as manobras dos seus próprios pares. O político derivado e escolhido pelas regras de selecção preconizadas pelos próprios sistemas de que ele vive, como são hoje, por exemplo, as eleições, não oferece garantias suficientes de idoneidade. Temos pois de exigir um político orientado por normas de razão, de dignidade e de honra, pela experiência histórica concreta, de forma a transcender esse universo político, para que a comunidade se possa sentir defendida por outros meios além do sistema, de modo a, ao mesmo tempo, ter recursos para verificar, com justeza, o comportamento do eleito. Evidentemente que o político operativo, prático, tem de continuar a ter o seu papel na vida pública, mas, em verdade, só pode ter audiência se lhe acrescentarmos essas condições de sacrifício, senso público, dignidade e sentido histórico exigidas a todos. Esta exigência verdadeiramente prática voltou, de há uns dez anos a esta parte, a ter todo o peso e veio alterar, por completo, o modo de qualificar a «classe política», não só em Portugal como noutros lugares. Sem dúvida nenhuma que foi a desilusão relativa aos sistemas eleitorais exclusivos, pretensamente objectivos, aos planos sociológicos, à praxis externa, quem revelou a absoluta insuficiência do universo político. O dirigente pode ter sido aceite, eleitoralmente faiando, e ser desonesto, destrutivo, falho de carácter, embora cumpra rigorosamente a lei: é o fariseu dos Evangelhos. Por isso, nós temos de chegar a outro político, a outro dirigente ou responsável, ligado a exigências mais profundas, mais autênticas do que a mera prática eleitoral ou as condições da coerência. O político tem primordialmente de ser — além de eleito — uma pessoa de bem. Fora disso, a «classe política» não tem sentido e é uma forma de corrupção.
E assim somos levados a considerar a problemática particular das diferentes propostas, isto é, o conjunto de problemas que as diferentes soluções consideram significativos ou essenciais. Há, na verdade, uma problemática democrática, outra aristocrática, outra ainda monárquica. Não vamos considerá-las uma por uma. O que nos importa, agora, é só o saber qual é a participação da problemática monárquica na sociedade portuguesa e na história de Portugal.

Em primeiro lugar, na problemática monárquica está incluída unia referência primordial à representação concreta do poder. Não é suficiente, mas é indispensável. O chefe monárquico, o responsável tem uma imagem concreta e até prevista, uma das razões para que seja hereditário. Essa imagem concreta do responsável, a sua percepção visual pela comunidade, como presença física, vivência humana, expressão concreta do seu próprio ser e agir é a representação humanizada do Político que, no passado português, nunca deixou, de facto, de desempenhar um papel essencial. Na realidade, nós, portugueses, não vamos ao encontro dos responsáveis pelos seus projectos abstractos nos momentos críticos nacionais. O responsável não nos aparece só em nome de princípios gerais, mas sim como uma força prática, visível e executiva, como uma entidade numa dimensão concreta, imediata, viva, dramática: uma terra, uma Pátria, uma pessoa, uma mensagem. Os princípios, embora existam, não são recebidos nem percebidos como condição suficiente para se prescindir do responsável. O político português do passado, desde o século XII até ao século XIX e até ao século XX, com todos os riscos que isso pode ter de oportunismo ou de apresentação popularista ou qualquer outra, raramente adquire dimensão em nome de uma ideia abstracta. Existe representando e manejando, efectivamente, ideias, mas sempre como uma pessoa que aborda, ao vivo, os problemas e as situações, e cuja perspectiva é inseparável dessa mesma pessoa visível, concreta, imediata que os aponta ou refere. É o defensor do Reino e da Nação. Constitui isso um «modo» do português político e essa característica não pode deixar de se referir quando se pretende apreender o pensamento português nesse domínio.

A problemática política em Portugal usa, também, evidentemente, a doutrina e a teorização abstracta. Mas a dominante está na entidade humana, na pessoa. Só depois vamos considerar as suas posições e as suas opiniões. Para bem ou para mal, raramente nos basta avaliar um dirigente pelas suas ideias; pelo contrário, ele representa, sobretudo, o modo que nos parece insubstituível da ideia ser. Para além do que está representado no dirigente visto e conhecido pelo que faz, o povo comum, a gente corrente, a gente vulgar que somos todos nós, a pouco mais dá importância. Pois não são os frutos mais importantes do que a árvore? Isto foi visível na crise de 1383, como o foi em 1640 e em tantos outros momentos dramáticos da vida nacional. Quer dizer que o político, em Portugal, se apresenta com uma visualidade, com um concretismo essencial para a sua aceitação pública. O abstracto, as normas gerais, as características de ele ser o representante de algum princípio político têm de passar pelo conhecimento da pessoa vivida que é. Vemos que a interpretação dos poetas, dos sociólogos, dos políticos, até dos historiadores portugueses visa personalizar as ideias, aquilo que, nas formas subalternas dos corrilhos jornalísticos, se exprime no termo «fulanizar». As ideias que estão por trás desta ou daquela pessoa constituem um elemento, decerto significativo. Mas depois do político ser recebido, conhecido ou apreciado pelas suas atitudes pessoais, as ideias tornam-se secundárias para o definir. Entre nós, portugueses, é esse o comportamento comum acerca do político. Envolvendo perigos? Decerto. Mas o que quer dizer é que o monarca, entidade viva, o responsável concreto, predomina sobre o abstracto: mais do que «representante», é alguém onde vive o poder. Esta forma de pôr o problema pertence à experiência política essencialmente portuguesa; sendo concreta, visual, imediata, responsável, duradoura, inclina-se para a vantagem da continuidade.
Entrando agora na área do exercício do poder, vemos que o monarca, na história portuguesa, é interpretado como o ponto terminal dos debates nacionais. É assim que a experiência pública portuguesa, desde os séculos XII e XIII até à actualidade o concebe e lhe atribui funções. O monarca aparece como aquele que conserva força suficiente para resolver os diferendos; que tem capacidade para, entre vários, sucessivos confrontos, arbitrar; que tem condições para, em face de um conflito ocorrido em disparidade de recursos, dar poder executivo à parte tomada por mais justa ou vantajosa. Se esta tem ou não razão, é um problema importante, sem dúvida, mas menos decisivo do que a existência eminente de uma capacidade arbitrai que não admite a solução pela mera imposição das forças em presença, mas dispõe de meios para julgar e meios para impor a decisão e assim corrigir a situação. O monarca aparece como quem decide, como quem faz com que um problema político se possa encerrar de uma forma satisfatória para a comunidade.
Ora, se formos aplicar esta ideia ou exigência ao drama português, que é, realmente, o drama do confronto das minorias sem possibilidade de se tornarem majoritárias — problema não só de hoje, mas de sempre — logo verificamos o papel decisivo desta entidade política detentora do poder de decisão, que não pode depender de circunstâncias mas tem de se escorar em condições estáveis e independentes para se exercer nos momentos decisivos. Portugal, na sua história, teve sempre momentos em que tiveram razão minorias desprovidas da possibilidade imediata de imposição, apesar de tal vir a revelar-se como sendo do interesse da maioria. Pois não saiu D. Nuno Alvares Pereira do conselho reunido antes de Aljubarrota por não ter conseguido levá-lo a adoptar a decisão de «dar batalha» ? E não foi o Rei que acabou por apoiar essa minoria que «tinha razão»? Acaso podemos dizer que fossem populares e majoritários os descobrimentos no século XV? Quem os sustentaria se não fosse o Rei? Que teria sido da política ultramarina portuguesa do último quartel ao século XIX, sem D. Carlos? Portugal, na verdade, sempre teve problemas de equilíbrio interno, não só de opinião como de população e outros, problemas difíceis, graves e imediatos que seriam insolúveis sem a existência de uma entidade arbitrai superior que desse um peso definido a uma das correntes ou das posições, coordenasse e organizasse o Estado, a partir de uma decisão ponderada, de uma definição alternativa, institucional e respeitada mas que não pode estar sujeita às pressões de momento, nem sempre orientadas pelo interesse nacional. É uma situação que aparece na história de Portugal com frequência suficiente para ser pensada como problema político e que, entregue às circunstâncias da força ocasional dos votos ou das classes dominantes, comprometeria irremediavelmente a continuidade da Nação. Está aqui expressa a função da unidade monárquica. Uma minoria irremediável enfrenta diversas outras minorias que assim se tornam, por soma, maioria e se oporiam nas decisões se a força arbitrai não tivesse poder para garantir a orientação necessária. É bem claro que a ausência dessa força arbitrai e superior teria tornado absolutamente insanáveis muitas das crises que têm caracterizado a história portuguesa. Quase podemos dizer que todas as situações de crise foram resolvidas segundo este processo político.
O princípio monárquico de que o Rei, o chefe último, tem o poder de arbitrar e depois decidir, é fundamental para uma sociedade como a nossa. Nela, com efeito, volto a dizer, para além do elo nacional, dificilmente poderemos encontrar — a não ser em momentos muito precários e para questões circunstanciais — maiorias que se tenham determinado de uma forma peremptória e actuante. Áreas, regiões, grupos populacionais, são em Portugal profundamente assimétricos, A unidade é-lhes dada pelo poder arbitrai, coordenador e superior. Tem riscos? Decerto que sim. Mas a sua ausência tem riscos muito maiores.

O exercício de um poder que estabelece, caso por caso, o equilíbrio entre os vários grupos e as diversas forças — que não são nem dos séculos XIX ou XX: vamos encontrar quase sempre essa diversidade de propostas — é um elemento fundamental da problemática monárquica. O Rei existiu para isso, para arbitrar e «constituir» a solução terminal dos diferendos que se têm confrontado ao longo da vida nacional. E esse dado básico acabou por inserir-se na experiência nacional. Sem ele, muitos dos diversíssimos problemas dificilmente teriam sido resolvidos em termos de inde-

pendência, manutenção das fronteiras portuguesas e capacidade de resistência às pressões estrangeiras.
No ponto de vista pragmático, importa lembrar que a presença dessa entidade arbitrai impede, praticamente, a transformação dos confrontos em guerra civil, enquanto a sua ausência ou contestação os agrava. Só há guerra civil quando a entidade representada no Rei não consegue — em condições concretas e públicas — levar por diante aquela função essencial. Quando assim sucede, em regra, acaba por triunfar a corrente que, ao fim de muitas hesitações ou de muitas dificuldades, o poder arbitrai teria escolhido. A sua existência institucional fez ganhar tempo e deu força à decisão. Ou então, pode dar-se o caso desse poder, como aconteceu no século XIX, estar subvertido pelas exigências internacionais. São, nesse caso, muito maiores as dificuldades para corrigir as situações em controvérsia, uma vez que a pressão internacional tem força para se impor ao poder arbitrai o que, na práctica, é o mesmo que suprimi-lo. Mas sem esse poder arbitrai, nunca se puderam corrigir.

Portanto, para ultrapassar a crise ou as crises, a presença do Rei como representante da Nação, do monarca como solução terminal, do seu conselho para ponderação das várias correntes, têm sido elementos básicos da experiência portuguesa. A aplicação do comportamento monárquico relativamente às crises, tem sido a condição, diríamos regulamentar, para a salvação ou continuidade do País. Por ela se transforma a minoria em maioria ou se consegue que a minoria, quando justa e viável, alcance capacidade idónea para orientar e decidir. Evidentemente que isto obriga a que o Rei se não envolva antecipadamente em debates de partido, choques de opinião, ou tome posições afastadas da dignidade moral e da respeitabilidade pública.

O Rei, o chefe de Estado, tem uma respeitabilidade e uma função que precisam ser preservadas como bens essenciais na problemática monárquica. O monarca está (aliás, até a Constituição de 1822 o diz), acima dos diferendos; consequentemente, a sua participação nos debates preparatórios da decisão desgastaria a sua imagem. Deve dizer-se que no século XIX, por exemplo, a maneira como a monarquia foi atacada visou, precisamente envolver o monarca nas querelas imediatas, procurando fazê-lo passar, de moderador que era, para participante partidário. Temos de concordar que as formas processuais da Carta Constitucional facilitavam esse processo de acção política e permitiram que muitos dirigentes pudessem alijar responsabilidades, transferindo-as indevidamente ao Rei.

Mas essa não é a forma correcta da problemática monárquica. Neste caso, como que pela negativa, verifica-se que a problemática monárquica nunca deve deixar de ressalvar e impor a capacidade arbitrai do chefe do Estado; para tanto, o Rei não pode misturar-se com as questões, os debates e as correntes; tem de se colocar acima desses debates e confrontos, o que não quer dizer que os ignore. Isso só é possível, enquanto a natureza do seu próprio poder se mantiver isenta de quaisquer dúvidas fundamentadas quanto à sua origem e à idoneidade e legitimidade no apreciar e no decidir.
Portanto, a problemática monárquica pela forma de definir a função do chefe do Estado e determinar o momento em que ele tem de intervir, é indispensável para dar segurança à Nação. Quando assim não sucede, a sociedade portuguesa sente que corre risco.

Não é uma questão que possa resolver-se só com a disposição eleitoral das forças políticas. É uma interpretação da responsabilidade governativa no seu mais alto significado, que a conduz ao cerne da solução dos problemas nacionais. Não há solução para eles, em virtude das nossas próprias motivações humanas e de grupo, pela natureza diversíssima das nossas regiões — para além da unidade nacional, Trás-os-Montes ponco tem a ver, geograficamente, com o Algarve, o Alentejo pouco a ver com o Minho — sem a existência de uma entidade política unitária ou global que coordene os elementos e lhes garanta força e presença concreta e permanente no conjunto superior que é a Nação. Um País como o nosso em que os seus elementos componentes são grandes demais para serem regiões, pequenos demais para serem países, só se concebe e actua quando está garantida a unidade confluente de todas as suas forças e recursos, sustentada por uma entidade arbitrai indiscutível, que se torna condição básica de sobrevivência.

Poderá perguntar-se, se estamos perante uma doutrina só, aqui e agora, no nosso tempo, formulada. Se esta problemática monárquica só nos ocupa hoje, em resultado da situação contemporânea. Não sucede assim. Ela tem sido apreendida desde sempre, desde a atitude política de D. Nuno Álvares Pereira que tantas vezes discordou de D. João I, mas estipulando sempre a qualidade arbitrai do seu Rei, até D. Carlos, ao justificar o seu apoio a João Franco. E podíamos ir mais adiante.
Lembremos, pois, a este respeito, diferentes crises por que passou a nossa nacionalidade.
Comecemos por uma, hoje na realidade quase esquecida, mas que teve um papel importante na vida política medieval. Refiro-me à primeira crise da experiência nacional, como país independente: a luta entre D. Sancho II e seu irmão, o conde de Bolonha, futuro D. Afonso III. Este último foi chamado a Portugal porque o Rei, descurando a função da Justiça que lhe pertencia, a não desempenhava, comprometendo, desse modo, o seu papel de árbitro. O papa Inocêncio III nem sequer censurava pessoalmente o monarca; tão só alegava não exercer ele as suas funções, não conservar o poder necessário que lhe estava entregue. Em consequência, o Papa designou defensor do Reino — de acordo, sem dúvida, com as forças vivas do País — a Afonso, conde de Bolonha. Como tal, este último dirige-se a Portugal para restabelecer a paz civil. Não lhe foi atribuído o título de Rei: se acaso essa paz fosse estabelecida e D. Sancho II concordasse em reassumir, em moldes adequados, as suas funções, nada impedia, em legitimidade, que o fizesse: o conde de Bolonha teria de lhe entregar o poder. Não sucedeu assim. Afonso, conde de Bolonha, defensor do Reino até à morte de seu irmão, só então tomou o título de Rei. Quer portanto isto dizer que a luta entre D. Sancho II e seu irmão resultou do desaparecimento do poder arbitrai do rei, da sua indiferença aos sucessivos confrontos que pediam o exercício da função real sem que ela se verificasse. O rei foi substituído por um regedor referendado. Este, calculando estrategicamente, com grande habilidade, o jogo de forças do Pai», apoiou-se pela primeira vez na cidade de Lisboa e partindo dela, conseguiu vencer seu irmão e recuperar a necessária autoridade real perdida. Logo em seguida deu ao País um projecto nacional, que foi a conquista irreprimível do Algarve. Sem ele, a Nação não teria possibilidade de defender uma tão extensa e envolvente fronteira terrestre que, desse modo, teria passado a ter.

Assim, por D. Afonso, conde de Bolonha, como chefe concreto e dispondo das forças suficientes para se definir, foi retomada a função arbitrai de que falámos para, em seguida, chamar a si uma missão nacional que reuniu todo® numa inadiável tarefa de segurança para o País. Esse objectivo, a posse legítima do Algarve, legalmente assegurada, não se realizou num ou dois anos, mas em vinte anos de esforços diplomáticos, acabando Afonso X, o Sábio, de Castela, por reconhecer os direitos portugueses à sua nova e definitiva fronteira.
Outro exemplo que poderemos referir é o da célebre luta encerrada, em Alfarrobeira. Nela encontramos uma questão semelhante. D. Pedro, duque de Coimbra, tornou-se fundamentalmente o chefe de uma região—Coimbra. Conhecemos, hoje, mercê de estudos eruditos importantíssimos do professor Baquero Moreno, a proveniência dos soldados de Alfarrobeira: a sua maioria provinha da área de Coimbra. Afinal, por trás desta intenção do duque D. Pedro estava um projecto federal, consequência da fórmula governativa de atribuir grandes regiões a grandes nobres responsáveis perante o Rei. Era uma espécie de federalismo senhorial que derivava das condições que saíram da crise de 1383-1385 e acaso inspirada nas ligações com a Inglaterra provenientes do Tratado de Windsor e nas condições decorrentes dos primeiros anos do reinado da Dinastia de Avis. O duque de Coimbra representava, assim e sobretudo, uma forma de governo que acabou por ser recusada pelo País. Quando os emissários de

D. Pedro se dirigiram a Lisboa, encontraram fechadas as portas da cidade, que se recusou a apoiá-lo. E com o assumir da dignidade de chefe da Nação contra um perigo de sectorização, D. Afonso V representou a vontade nacional. Mais tarde, no século XIX, Oliveira Martins deu ao acontecimento uma coloração romântica, acaso num decalque simpático para as suas próprias concepções de governo. Mas a causa de D. Pedro não era de interesse nacional. Decerto que D. Afonso V se apoiava no duque de Bragança, assim como no Infante D. Henrique e em Lisboa. Mas a batalha de Alfarrobeira foi a condição do restabelecimento da unidade nacional e da imposição do Rei como chefe efectivo das várias regiões e do País e não como mero representante da sua hierarquia condicional.
Outro exemplo que igualmente pode ser aqui citado ou mencionado pelas suas gravíssimas consequências é o da crise de 1580. Não foi, nessa altura, possível à Nação impor uma candidatura ou uma legitimidade (mais do que uma legalidade) exclusiva. Essa entidade que unificaria a questão nacional foi vivamente confrontada entre D. António, Prior do Grato, por um lado, e «L duquesa de Bragança, por outro. Não se alcançou a unidade interna para enfrentar o candidato que manejava a força internacional e outras formas de pressão sobre o nosso País. Quer dizer, a proposta que representaria quem tivesse tido possibilidade de unir a vontade nacional num poder arbitrai e unificador não conseguiu concretizar-se. Por sua vez, os nexos estabelecidos com a política externa eram diferentes e de consistência muito precária: a duquesa de Bragança concebia uma política externa, D. António, Prior do Grato concebia outra; não nos cabe dizer qual fosse boa, embora eu próprio pense que a de D. António não o era. De qualquer maneira, a força de unidade foi substituída peia incapacidade de decisão; o país-nação não foi capaz de resistir ou de encontrar as formas de congregar os recursos para resistir à pressão espanhola. A vitória desta última resultou, em grande medida, do facto de as forças nacionais não terem conseguido chegar ao princípio monárquico da direcção nacional.

Pelo contrário, submeteram-se ao princípio da divisão e foram dominadas pela sua consequência inevitável: a derrota.
Consideremos, ainda e agora, como também interessante para a nossa questão teórica, a luta, complexa, difícil, de 1662, entre D. Afonso VI, por um lado e sua mãe e irmão, por outro. Claro está que o princípio monárquico em 1662 não sofria grande discussão. Simplesmente, a maneira como D. Afonso VI podia levá-lo à prática era considerada débil; este Rei era um doente psíquico, caprichoso, oscilante, inquieto, com múltiplas anomalias de comportamento. Como conseguiu o País, em 1662, enfrentar esta dificuldade, estando, além disso, D. Afonso VI em choque com sua mãe e seu irmão? Houve, em primeiro lugar, o projecto de «substituir» o Rei. Mas, logo em seguida, muito ao modo do século XVII, esta solução não venceu, acabando por se levar por diante a «entrega», passe o termo, do princípio monárquico, sob o título dependente de escrivão da puridade, ao conde de Castelo Melhor. Foi ele que assumiu o principal das responsabilidades governa-tivas, enquanto durou a ameaça espanhola. Mas em 1667, passado, em grande parte, o perigo, atenuada essa ameaça espanhola que pendia sobre o País, quase os mesmos conspiradores de 1662 conseguem corrigir a solução anómala que poderia tornar-se perigosa e o rei D. Afonso VI é irremediavelmente destituído. D. Pedro tornou-se regente, substituindo o irmão: aquilo a que podemos chamar o absolutismo derivado desapareceu.
Um outro exemplo ainda: o Pombalismo. Trata-se de um exemplo histórico na experiência política portuguesa da exorbitância do poder unitário e terminal. O poder, de árbitro idóneo que era, de ponto terminal dos desafios e dos confrontos, torna-se uma força doutrinariamente desligada do corpo nacional e que passa a existir não para resolver os diferendos mas para exprimir a legalidade do despotismo. Não se trata aqui de saber se o governo pombalino foi bom ou mau. O seu princípio governativo consistiu no estabelecimento do poder a partir dele mesmo e, portanto, muito acima da dimensão legítima permitida pelo direito natural. Nessas condições, o que aconteceu foi a «invenção» de diferendos para o poder justificar as suas intervenções. É claro que o Pombalismo tem, na sua base, uma realidade social e económica concreta: não se inventam, na Europa Ocidental, anomalias políticas sem base. Mas a questão fundamental para a experiência portuguesa é que o Pombalismo, para se manter, inventa obstáculos, exorbita resistências que naturalmente existiam mas que, legitimamente, não precisariam de conduzir à liquidação física dos participantes e à eliminação de instituições cujo desaparecimento nada justificava, O Pombalismo, em vez de ser um poder terminal, como o havia sido antes o de D. João V, D. João IV, D. Manuel ou D. João II, com todas as dificuldades e limitações que o governar envolve, transforma os confrontos em choques irredutíveis e desse modo estabelece o Estado tirânico, isto é, o Estado que dcstrói os seus componentes funcionais e suprime o debate para fazer prevalecer a solução deduzida. Ora, a função do poder real não é destruir a oposição, é ultrapassá-la, ou vencê-la e estabelecer o equilíbrio. Essa função, com o Pombalismo, foi substituída pelo esmagamento material dos discordantes.
Chegamos, finalmente, ao último ponto que nos importa focar quanto à experiência nacional: a proclamação da República. Decerto que esta questão é extremamente complexa, cheia de dificuldades resultantes, entre outras razões, quer da natureza dos políticos, quer da própria táctica que orientava os republicanos na sua propaganda anti-monárquica, quer ainda da área de manobra onde se colocaram muitos dos monárquicos mais influentes.
Na sua propaganda, os republicanos sabiam perfeitamente a que o Rei significava para os portugueses, como representante arbitrai do poder. É o que se exprime no conceito de poder moderador, consignado na Carta Constitucional. O Rei é a entidade de quem se espera que transforme os confrontos de ideias e de políticas em soluções de equilíbrio, a entidade que defende as minorias e o exercício dos direitos. Mas essa função arbitrai e como tal executiva do Rei foi isolada tanto pela propaganda republicana como pelos próprios monárquicos. O Rei foi apontado, perante a opinião pública, como um órgão de partido, através de uma campanha sistemática que durou dezenas de anos e envolveu quase todos os políticos constitucionais. Isto não constitui mistério para quem ler ou consultar os jornais da época, as revistas humorísticas, os espectáculos teatrais do Teatro da rua dos Condes, do Ginásio, etc., ou para quem ler os panfletos e outras publicações do tempo. A esta propaganda ninguém respondeu com o esclarecimento da problemática monárquica, no sentido de a considerar capaz de oferecer reservas poderosas para a solução dos antagonismos e divergências que todas as sociedades comportam. Ao mesmo tempo, sistematicamente, a propaganda republicana levava à prática, ponto por ponto, linha por linha, momento por momento, esse objectivo e acabou por conseguir, sobretudo na cidade de Lisboa, isolar o rei. E quando este parecia isolado no meio do país político a ponto de vir a ser assassinado, a proclamação da República tornou-se inevitável.
Quer, portanto, isto dizer que a nossa experiência histórica, a nossa sensibilidade política, quaisquer que sejam as opções que tenhamos, têm de pensar e resolver o problema básico de definir, criar e manter uma entidade arbitrai para ponderação e desempate, com responsabilidade própria, das forças em jogo. Essa entidade arbitrai — o chefe do Estado — tem de ser o representante natural da Nação e por consequência, aquele que, em última instância, tem de tomar a responsabilidade incontroversa da nossa sobrevivência, de exprimir a nossa consciência nacional e de dirigir a nossa capacidade de enfrentar, em continuidade, os problemas imediatos, sem comprometer o nosso futuro como Pátria.

Eis, penso eu, a ligação fundamental entre a experiência política portuguesa e a problemática monárquica.

JORGE BORGES DE MACEDO»

Fonte: Blogue “O Manto do Rei”

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Eu não sou Monárquico!

Publicado por David Garcia em 02/16/2012
Publicado em: Democracia, Monarquia, Rússia, República. Com as etiquetas: Filosofia Política, monarquia, Monárquico, Portugal, Realista, República.
Na babilónia de ideias e de conceitos do actual debate “República versus Monarquia”, eu quero afirmar aqui, sem qualquer subterfúgio, que não sou Monárquico!
A Monarquia terminou em 1820 e não a quero de volta. E não quero também de volta a Monarquia que lhe sucedeu, a chamada “Monarquia Constitucional”, derrubada em 1910. Vivo bem, e creio que os meus concidadãos também vivem bem, sem a verídica Monarquia do século XVIII ou sem a Monarquia com alcunha do século XIX.

Sou pela República! Sou republicano! Sou aliás visceral e radicalmente republicano!

A República ( Res publica ou Coisa pública) tem, entre nós, uma longa e nobre tradição, bem viva antes do século XVIII. É com essa Tradição que me identifico.

Eis o que nos diz Duarte Nunes de Leão na “Crónica del-Rei D. Fernando”: “em cortes que para isso ajuntou fez algumas leis muito úteis à república, e naqueles tempos muito necessárias.”

Na orientação que traçou para o seu reinado, escreveu o rei D. Sebastião numa das suas “Máximas”: “Gavar os homens, e cavaleiros que tiverem bons procedimentos, diante de gente, e os que tiverem préstimo para a República e mostrar aborrecimento às coisas a ela prejudiciais”.

Depois da Restauração de 1640, exarou o Doutor Vaz de Gouveia na “Justa Aclamação”: “o poder dos reis está originariamente nos povos e nas repúblicas, que delas o recebem por forma imediata.”

Não julgo ser necessário alongar aqui as citações comprovativas da República portuguesa ao longo dos séculos, mas cumpre lembrar que foi quando as Cortes deixaram de reunir, no século XVIII, que começou a haver cada vez mais Monarquia em Portugal.

Depois, a temática política do século XIX tratou de inventar o antagonismo, colocando, de um lado, os chamados “monárquicos” e, do outro, os chamados “republicanos”. Os primeiros diziam defender o Rei, os segundos defender a Res publica. Estava instalado um pernicioso divórcio. Em abono da verdade, os republicanos tinham motivo para classificar os seus adversários como monárquicos. Não eram outra coisa. Pouco lhes importava o bem da Res publica, da Coisa pública. Quando o republicanismo se tornou consciente e organizado, os seus adversários, se bem que adoptando a alcunha de constitucional, aceitaram de bom grado a qualificação de monárquicos. Diziam defender o Rei e era, com efeito, à sombra do poder do monarca, à sombra do suposto “poder de um só”, que eles usufruíam das benesses do poder do Estado. E foi só quando o Rei D. Carlos se opôs à rapina que a coisa deu para o torto. Por isso o mataram e, depois de derrubada a Instituição Real, só às atenções mais distraídas causou escândalo a adesivagem em massa que os ditos monárquicos fizeram à novel “República”. Tratava-se de mudar a tabuleta à mesma droga. E a verdade é que conseguiram mesmo abrigar-se nela. Estamos nisto vai para mais de um século.

Hoje, o que me separa de um “soi-disant” republicano, de um autêntico republicano, que queira o bem da República, é fundamentalmente isto: ele quer para a República um presidente eleito; eu quero que a República remate pela chefatura dinástica de um Rei. Ele defende a Presidência da República; eu defendo a Instituição Real na chefia do Estado.

Eu não sou Monárquico; sou Realista!

José Manuel Quintas

03/02/12
Fonte: Blogue Resistência Popular Realista

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Portugueses é a Hora!!!

Publicado por David Garcia em 02/16/2012
Publicado em: Cidadania, Cultura, Dom Duarte de Bragança, Monarquia, Portugal. Com as etiquetas: É a Hora, Fernando Pessoa, futuro, Literatura, monarquia, Nevoeiro, Portugal, Portugueses.

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a Hora!

Fernando Pessoa

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SAR o Senhor Dom Duarte, já é cidadão timorense! Será?

Publicado por David Garcia em 02/16/2012
Publicado em: Cidadania, Dom Duarte de Bragança, República, Timor Leste. Com as etiquetas: Dom Duarte, Duarte Pio Duke of Braganza, Dukes of Braganza, José Ramos-Horta, Portugal, Timor.

Muitos Portugueses, hoje, congratulam-se com o facto de o Presidente da República de Timor, Sr. Ramos-Horta, ter distinguido SAR o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança como cidadão timorense. É uma leitura simplista, errada e redutora das verdadeiras intenções do Povo Timorense, através do seu Chefe de Estado.

Quem foi distinguido foi PORTUGAL que, através de SAR, mantem a secular Amizade e a Portucalidade de que se revestiu a relação com os Povos que foi encontrando ao longo dos séculos e que, não poucos, quizeram juntar-se para em conjunto engrandecerem a Humanidade e o Progresso.

Essa distinção da cidadania Timorense é a confirmação da superior grandeza de Portugal !

A intenção do Povo de Timor foi afirmar que todos nós  os Portugueses, também, somos Timorenses. Eu sou!

SAR o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança foi, indubitavelmente, a força indomável que conseguiu e inverteu a situação de Timor, como parte subjugada e territorial indonésia, num Timor altivo, digno e independente no seio das nações do Mundo.

Não se pode olvidar que a única vez, desde o 25A, em que o nobre Povo esteve em total unidade e em consonância firme num objectivo tornado comum foi no apoio entusiástico, que assistimos, á libertação timorense da Indonésia e, consequentemente, á Independência de Timor, como País e como Nação !

Quem pretender ser sério e honesto terá de admitir que o nobre Povo, monárquico ou republicano, esteve consciente e/ou instintivamente á volta do seu Rei, a única Figura agregadora da Nação Portuguesa!

O bom e sábio Povo Timorense escolheu Aquele que consideram o verdadeiro representante e Chefe de Portugal para tornar TODOS os Portugueses, seus irmãos,  Timorenses também.

Só esta pode ser a leitura lógica e verdadeira da Honra que o Povo Timorense concedeu ao Povo Português e á sua Nação. Obviamente, fê-lo na Pessoa de SAR o Senhor Duque de Bragança.

Bem hajam, Timorenses!

João de Faria-Lopes.

15Fev2012.

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A propósito de uma infâmia ontem derrogada

Publicado por David Garcia em 02/15/2012
Publicado em: Dom Duarte de Bragança, Timor Leste. Com as etiquetas: Combustões, Dom Duarte, monarquia, Timor.
Foi ontem derrogada a humilhação que nos tolhia a espontaneidade do coração e a liberdade da razão. Foi ontem a enterrar esse sentimento hipócrita de uns e a ingénua despreocupação de muitos que, cúmplices por cobardia, foram também eles responsáveis. Foi ontem e esta gente cala, esconde, vira os olhos para os futebóis, as troikas, as Merkel e essa crise dos metecos que querem mais moedas quando já não há nem pão nem honra. Não percebem que ontem nos libertámos de uma culpa, que os 300.000 que entregámos à morte já não pesam na consciência dos que ficaram com o futuro limpo, por escrever? Imaculados e perdoados. Hoje pensei nestes trinta e tal anos de catacumbas e do mistério da revelação da verdade pelo tempo histórico. Os patetas não pensam nessas coisas; as amibas também não. Abri, do velho amigo já falecido, o Eu Fui ao Fim de Portugal e só me saíram duas palavras: OBRIGADO, TIMOR.
Miguel Castelo-Branco
COMBUSTÕES
Publicada por Maria Menezes em Família Real Portuguesa
Retirado do Blogue da Real Associação da Beira Litoral

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Meu comentário à atribuição da Cidadania Timorense e Condecoração a Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte

Publicado por David Garcia em 02/15/2012
Publicado em: Casa Real Portuguesa, Cidadania, Democracia, Dom Duarte de Bragança, História, Portugal, Timor Leste. Com as etiquetas: Cidadania Timorense, Dom Duarte, Dukes of Braganza, Jorge Sampaio, Liberdade, Ordem de Mérito, Portugal, Ramos Horta, República Portuguesa, Timor.

Grande motivo de orgulho!

Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte bem merece esta distinção do Estado Timorense. Quando muitos cá em Portugal o gozavam e faziam orelhas moucas, o Senhor Dom Duarte foi dos primeiros a chamar a atenção constante (tantas vezes que alguns ignorantes o gozavam) sobre a situação dramática do Povo Timorense, que foi vítima de um autêntico atentado contra os seus Direitos Humanos. A República Portuguesa, através do seu Presidente, Jorge Sampaio, nem foi capaz de convidar o Senhor Dom Duarte para as Cerimónias da Restauração da Independência Timorense! O Estado Timorense, ao atribuir, por um lado a Cidadania Timorense e por outro, a Ordem de Mérito, está a dar uma valente chapada nos Portugueses que passam a vida a dizer mal e a gozar, chegando mesmo a ofender o Senhor Dom Duarte, assim como e sobretudo, uma valente bofetada de luva branca na República Portuguesa e seus incapazes políticos.

E digo isto do fundo do coração, pois para quem conhece o Senhor Dom Duarte, como eu conheço, sabe tão bem quanto eu, o quanto Sua Alteza Real lutou pela Liberdade do Povo Timorense.

Deus abençoe Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa. Viva o Rei!

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Video da RTP: S. A. R. Dom Duarte já é Cidadão Timorense!

Publicado por David Garcia em 02/15/2012
Publicado em: Casa Real Portuguesa, Cidadania, Dom Duarte de Bragança, História, Lusofonia, Portugal, Timor Leste. Com as etiquetas: Cidadania Timorense, Condecoração Ordem de Mérito, Dili, Dom Duarte, East Timor, Ramos Horta, Timor, Timor - Leste.
Dom Duarte Pio também é a partir desta terça-feira cidadão de Timor. O Parlamento de Dili decidiu atribuir nacionalidade timorense ao Herdeiro da Coroa Portuguesa. O Duque de Bragança agradeceu e disse que até tem planos para ir viver em Timor Leste com a família.
Jornal da Tarde da RTP de 14 de Fevereiro 2012
RealMedioTejo
Blogue Família Real Portuguesa

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Limpa a última ferida da descolonização: um grande exemplo de coragem e perseverança

Publicado por David Garcia em 02/13/2012
Publicado em: Casa Real Portuguesa, Democracia, Dom Duarte de Bragança, História, Portugal. Com as etiquetas: Condecoração, d. duarte de bragança, East Timor, Nacionalidade, Portugal, Timor, Timor - Leste, Timorense.
Não há ventos da história, pois tudo o que é profundo acaba por triunfar.SAR o Senhor Dom Duarte, mostrou desde 1975 uma teimosa e obstinada força de resistência à fatalidade de quantos queriam fazer esquecer Timor. Persistiu quando todos viraram as costas, se renderam, desanimaram e até traíram. Não havia Coronel Pires, jornalista Rocha, ministro Almeida ou Antunes pretoriano que não quisesse desfazer-se da memória das promessas traídas, dos 300.000 mortos da invasão, das igrejas queimadas, das valas-comuns e do campo de concentração do Jamor, ali escondido atrás da floresta de Monsanto para que ninguém se lembrasse desse povo que éramos nós, que amava a tais extremos de fidelidade Portugal que ali, pisar a sombra da bandeira portuguesa, era acto passível de morte. Ora, entre as sapatilhas importadas da Indonésia por tanto biltre e as viagens, jornais e revistas pagas por Jacarta, destacou-se um homem, por vezes envolto em chacota, outras no escarninho de quem considerava a defesa da causa de Timor uma quixotada. Passaram 37 anos e hoje, o português que resgatou a honra de Portugal passou a ser o mais novo cidadão de Timor-Leste. Como diz o hino dessa nação-irmão: “glória ao povo e aos heróis da nossa libertação”. Dom Duarte é, também, um dos heróis dessa libertação.
Miguel Castelo Branco
Fonte: Blogue Combustões
Hino de Timor-Leste:

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A Hora de lutar chegou!

Publicado por David Garcia em 02/12/2012
Publicado em: Parlamentarismo, República, Monarquia, Democracia, Portugal, Casa Real Portuguesa, Causa Real, Dom Duarte de Bragança, Monarchy, Monarchism, Monarchie. Com as etiquetas: Portugal, democracia, monarquia, Hora, Luta.

Este presente artigo, dirige-se a todos os Monárquicos Portugueses, espalhados nos mais variados quadrantes político-ideológico-partidários, que trabalham no sector público ou privado ou corporativo, aos Monárquicos de todas as origens sociais, aos Monárquicos das mais variadas Religiões, aos Monárquicos Portugueses residentes em Território Nacional ou noutros Países do Mundo.

Muito em Particular, a quem tem que tomar decisões diariamente para Portugal e que é Monárquico, seja na Assembleia da República, no Governo da República, nas Assembleias Municipais, nas Freguesias, e demais Orgãos de Representação, no Continente e nas Regiões Autónomas, nas Embaixadas Portuguesas, e outros locais não sublinhados.

Meus Caros Compatriotas,

No passado dia 1 de Fevereiro, ao completarem 104 anos sobre o Regicídio, eu, David Garcia, assinei e iniciei uma nova viragem na História da minha Militância Monárquica, ao subscrever o Manifesto “Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia”. Ao fazê-lo, tomei a clara consciência do que é que defendem os subscritores do dito Manifesto. Porquê que assinei esse Manifesto?

Assinei esse Manifesto, porque definitivamente já não é possível acreditar em nada do que venha das actuais Instituições da III República Portuguesa.

Assinei esse Manifesto, porque dei-me conta de que, já não há mais nada a fazer do que, nós Monárquicos, de todos os quadrantes Políticos e Ideológicos, nos unirmos para instaurarmos uma Verdadeira Democracia, de preferência, restaurando a Monarquia Portuguesa!

Meus Caros e Ilustres Amigos,

Portugal, a nossa Pátria, a nossa mui querida e Amada Pátria, não é isto que vemos diariamente!

A Nossa Pátria tem 900 anos de História e não pode ser tratada de uma forma tão leviana e abominável por este regime que nunca respeitou, de forma alguma, as nossas raízes, a nossa História, a nossa Cultura, e a Dignidade de Sermos o que SOMOS. SOMOS PORTUGUESES!

Gozam com a nossa História, insultam o nosso Povo, insultam a nossa Memória colectiva, impedem-nos de referendar o regime e ficamos de braços cruzados à espera que o País melhore para depois avançar para a Monarquia, como alguns defendem?

Meus caros, se alguns de vós pensam assim, perdoem-me mas isso não é, de forma alguma, ser Patriota e Monárquico!

A Hora da luta chegou!

A Hora de reerguermos a nossa Pátria chegou!

E para isso temos que trabalhar todos unidos, nós, os verdadeiros Monárquicos, aqueles que sentem a Monarquia na Alma e no Coração. Aqueles que jamais permitiriam que seu País, Nossa Pátria chegasse ao estado lastimoso a que chegou!

Amamos a nossa Pátria e ao amá-la temos que a acarinhar e dizer a cada Português para sentir o chamamento que todos nós sentimos no nosso peito para Salvar Portugal, enquanto ainda é tempo!

Não podemos continuar mais a assistir incrédulos a este aumento de corrupção e sua respectiva impunidade. Não podemos aceitar este aumento da criminalidade violenta e com uma Justiça tão branda, que coloca os criminosos em liberdade!

Temos que exigir uma Verdadeira Democracia, onde é fundamental haver um equilibrio entre Direitos e Deveres para todos os Cidadãos. E uma Monarquia, com a qual teremos uma Instituição Histórica, a Instituição Real a olhar para Portugal como um todo, e que nos unirá como Portugueses com um objectivo comum: o Respeito Devido à Nossa Pátria e por isso ao seu Bem-estar e progresso! Levará à responsabilização dos Políticos e dos Governos em particular! Terá um verdadeiro sistema de Justiça totalmente independente da partidocracia. O combate à corrupção em qualquer Monarquia é uma prioridade, onde, por exemplo, nem Espanha onde o marido de uma Infanta não se livrou da Justiça que é cega seja para quem for! A isto eu chamo um verdadeiro Estado de Direito Democrático!

A Hora de lutar chegou!

E chegou como um chamamento. Chegou como nunca tinha chegado, nem quando foi o Centenário do Regicídio, ou o Centenário da República. Chegou, porque está na Hora de lutar, responsabilizando todos aqueles que durante anos ofenderam grandemente os Portugueses e que terão que pagar pelos crimes cometidos!

Chegou a Hora de lutar por uma Verdadeira Democracia, Portugueses!

O que é ser Monárquico? É acima de tudo recordar todos os que antes de nós deixaram um País com 900 anos de História e que merece melhor tratamento!

Ser Monárquico é além de defender a Monarquia, é defender a bem Velha Terra Portuguesa, a Terra dos nossos Ancestrais! A Terra pela qual tantos morreram pela sua Dignidade, Independência e Liberdade!

Ser Monárquico não é apoiar doutrinas autoritárias. Muitos, mas muitos Monárquicos mesmo, foram enganado com a II República – o Estado Novo – muitos foram presos e até mesmo deportados, como um Grande Herói Nacional chamado Henrique de Paiva Couceiro que foi no passado dia 11 de Fevereiro recordado nos seus 68 anos de falecimento, e muitos estiveram do lado da oposição ao regime ditatorial, a favor de uma Democracia e muitos morreram pela Democracia!

O próprio Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança defendeu e apoiou o 25 de Abril de 1974 com vista a criação de uma Verdadeira Democracia! Coisa que, agora passados quase 38 anos sobre essa Revolução, temos que admitir que as aspirações dos Democratas saíu em grande medida frustrada.

Vivemos dias muito dificeis, Portugueses. Mas não chegou a hora de baixar os braços!

Os Verdadeiros Portugueses nunca baixam os Braços!

Português, estejas tu onde estiveres, procura no teu coração e na tua alma a Memória dos teus Antepassados que nos momentos mais dramáticos da História de Portugal, nunca baixaram os braços!

Um Português nunca baixa o braço! E se alguém vos disser isso, é MENTIRA!

Portugal é a mais antiga Nação da Europa! Portugal, por isso merece todo o respeito e consideração da parte não só dos Portugueses, mas também daqueles que se revêem como eu, na Instituição Real!

É tempo de acordar a Consciência Nacional. É tempo de acreditarmos em nós próprios e lutar, para derrubar democraticamente esta República traidora à Memória dos nossos Avós!

Tal como Paiva Couceiro nas várias Incursões Monárquicas que fez, sempre defendeu o Plebiscito, para perguntar se os Portugueses de facto queriam mesmo viver em República ou se queriam o regresso do Rei, pelo que ele foi além do nosso Grande Comandante, também um Grande Democrata, também nós, tal como Paiva Couceiro, temos que a partir do dia 11 de Fevereiro de 2012 iniciar a INCURSÃO 2012 com vista ao Referendo sobre a Titularidade do Regime e depôr a República de vez!

Portugueses,

Meus Caros Compatriotas,

Um bom republicano é aquele que reconhece a importância da Instituição Real para o bom serviço do bem comum, da respublica, para beneficio de todos nós, a Comunidade Portuguesa!

Hoje, na Europa não há uma única Monarquia que impeça o referendo ao regime. Todos os Monarcas Europeus e não só, são confirmados pelo Parlamento. Assim deverá ser também em Portugal.

Temos que deixar de vez os egocentrismos de lado. Temos que abandonar os egoísmos e as hipócrisias.

Portugal tem uma História Gloriosa!

Portugal tem uma Liberdade conquistada pelo Sangue dos nossos Avós!

Portugal tem um Rei!

Portugal tem que aclamar o seu Rei, e ganhar uma Verdadeira Democracia!

Só assim, poderemos ganhar o futuro. Uma Pátria como a nossa não pode cair no desanimo!

Uma Pátria como a nossa tem que olhar para Exemplo dos Grandes Portugueses que fizeram a nossa História. E tirar daí as maiores lições para o futuro. Nós somos grandes! Nós somos um Povo Vencedor. Nós vencemos Exércitos muito maiores do que os nossos, como os Espanhóis, os Franceses e os Ingleses assim como até os Holandeses! Vencemos grandes Potências Europeias em nome da nossa Liberdade. Não nos venham a nós, dizer que somos um Povo de brandos costumes! Nós somos um Grande Povo e temos que arregaçar as mangas e fazer por ganhar um futuro!

Venha pois a Antiga Liberdade Lusitana.

Venha pois, uma Verdadeira Democracia!

Venha pois, uma Monarquia Parlamentar e Democrática!

Daí, ser absolutamente fundamental subscreverem o Manifesto Monárquico “Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia” restauraramonarquia@gmail.com – enviem para este e-mail o vosso nome, e-mail e contacto!

Para ler o Manifesto “Instaurar a Democracia, Restaurar a Monarquia”, clique aqui

VIVA PORTUGAL!

Nota: peço que este texto seja amplamente divulgado! Obrigado.

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ALMOÇO DE HOMENAGEM A HENRIQUE DE PAIVA COUCEIRO

Publicado por David Garcia em 02/12/2012
Publicado em: Cultura, Democracia, Dom Duarte de Bragança, História, Monarquia, Portugal. Com as etiquetas: Henrique de Paiva Couceiro, Homenagem, Instaurar a Democracia, Manifesto, Restaurar a Monarquia.

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por Miguel de Paiva Couceiro

Boa tarde.
Pediu-me a nossa querida amiga Maria João para vos dizer algumas palavras sobre Henrique de Paiva Couceiro na ocasião deste almoço em que se comemora o 68° aniversário da sua morte.
Não podendo, infelizmente, estar presente, foi evidentemente com enorme prazer que preparei uma curta revista de imprensa desse já longínquo mês de Fevereiro de 1944, em que mais de 40 jornais diferentes do país e mesmo o ABC de Madrid, publicaram artigos sobre Paiva Couceiro, na maior parte dos casos acompanhados de uma ou várias fotos do Comandante.
A maior dificuldade que se me deparou foi portanto a de escolher – na abundância de documentos que contém este dossier que há pouco começara a examinar – alguns títulos e frases de maior interesse.

Começo pois com uma expressão típica de Paiva Couceiro, quando sabia que devia ser breve: “vamos então ao assunto”!

O jornal “Aléo”, na sua edição de 17 de Março de 1944 dedica as suas 24 páginas à morte de Paiva Couceiro, começando, na primeira, com a célebre frase de D. Duarte Nuno:

“A minha profunda admiração pelo herói nacional Paiva Couceiro, filia-se simultaneamente na sua bravura de militar e na sua coragem moral demonstrada pela aceitação plena de todas as consequências das suas atitudes e acções”

In Aléo do mesmo dia, encontramos artigos de variadas personagens como por exemplo:

· João de Azevedo Coutinho: à “Henrique de Paiva Couceiro – UM HOMEM”
·
· D. João de Almeida: à “RECORDAÇÕES”
·
· Hipólito Raposo: à “A Espada e a Honra” – “E em tempos de tão confusa e dolorosa provação, é consolador de esperança e confiança esse impulso do mais espontâneo sentimento público, na homenagem a um homem tão rico de honrada pobreza que ninguém podia igualar em inconformidade, desinteresse e renuncia pessoal, por bem da Nação.” …. “Grande, opulenta herança deixou esse Soldado e Sonhador – uma espada, em cuja lamina cintilaram rubros clarões de epopeia e um prestigio de honra sem mancha que há muito dera à sua vida um inestimável valor moral, para o rendido respeito de todos os portugueses, dignos de tal nome.
Rapazes: Aí tendes uma lição para aprender e um exemplo a seguir. Os vossos anelos de servidores da Pátria tornai-os sempre dignos daquela sincera comoção com que foi levado para a sepultura um dos soldados mais despresadores da morte que o Sol de África beijou e sagrou para a imortalidade.”
·
· Eurico Satúrio Pires: à “História de uma Espada e de um Soneto”
· Delfim Maya: “Os grandes paladinos nacionais”
· Luís de Almeida Braga: “De todas as Histórias é a História Contemporânea a mais difícil de entender. Esquecido por uns e desprezado por outros, Paiva Couceiro parecia morto em vida, e eis que a morte verdadeira o restitui à Pátria! Pobre terra, onde só na sepultura os homens são grandes!”
· Visconde de Torrão: “Paiva Couceiro – Homem moral”
· Francisco Quintella (Xavico): “O Sonho e a Vida de um Soldado”
· Conde de Valle de Reis: “Mortos da Pátria! Sentido!”
· Fernando Amado: “Morreu o Comandante”
· Tomaz de Figueiredo: “Velada mortuária, velada de armas…”
· Luiz Leite Rio: “Couceiro, Construtor de Império”
· Da redacção de “Aléo”: à “Paiva Couceiro não foi discípulo de ninguém. Foi MESTRE de todos.”

Entre os títulos mais sugestivos dos outros jornais, notei os seguintes:

· “Diário da Manhã”: “A Morte de um Soldado”
· “Jornal de Notícias”: “Glorioso soldado e grande colonialista”
· “Diário de Lisboa” : “Uma vida de aventura e glória”
· “A Voz”: “A morte do Comandante”
· “Diário Popular”: “Ilustre Militar, Exemplo de coragem, dignidade e constância”
· “A Voz”: “A Morte do Herói”
· “Comércio do Porto”: “Grande Herói da nossa epopeia africana”
· “A Voz”: “Prestigioso militar e insigne colonialista”
· “Jornal de Notícias”: “Um grande português, notabilíssima figura de militar e de colonialista célebre”
· “Correio da Manhã”: Uma Figura Nacional”
· “A.B.C. – Madrid”: “Una Vida de Leyenda”
· “Ecos de Sintra”: “A Morte do Leão”

Os títulos que acabo de citar são títulos de artigos de fundo, certamente da autoria do director do respectivo jornal.

&&&&&&

Passo em seguida a citar alguns dos textos que mais me emocionaram:

1. No cemitério dos Prazeres, durante a cerimónia fúnebre, disse o Conselheiro António Cabral, antigo Ministro da Marinha e Ultramar:
“Como soldado, foi herói em Marracuene e em Magul; como colonial serviu, como nenhum outro, a província de Angola; como político, foi sempre fiel à sua bandeira e ao seu Rei; como Português, foi uma das mais altas figuras da nossa vida contemporânea, amando acima de tudo a sua Pátria”.

2. 1944-2-11 in « Diário Popular », passagem de um artigo sem assinatura:

“Morreu Hoje PAIVA COUCEIRO – Ilustre Militar, Exemplo de Coragem, Dignidade e Constância”.

Com Paiva Couceiro desaparece o ultimo sobrevivente de uma geração que as próprias condições da vida actual não se consentem se renove.

Coragem temerária, desinteresse total de benesses materiais, amor sem limite ao perigo e à gloria, integridade de carácter, fidelidade imutável, juventude que os insultos do tempo não atingem – eis, em resumo desbotado e rápido, os traços dominantes dos homens dessa geração, nos quais a alegria acompanhava a temeridade, a gentileza caminhava de par com a energia, o brilho do espírito iluminava a força do braço.

Paiva Couceiro foi, sempre, em síntese literária, o descendente lusitano do Cid Campeador, do místico Nun’Alvares, do fidalgo du Guesclin.

Centenas de anos atrás, Couceiro teria sido Condestavel. Assim, foi o que na realidade sempre são tais homens – um Exilado.

Mais adiante:

Morreu Paiva Couceiro.

………………

Hoje foi a enterrar um dos últimos portugueses que a lenda envolveu e aureolou. A sua vida foi uma cadeia maravilhosa de rasgos e aventuras. Vida longa e cheia. Chamaram-lhe o “Paladino”, o “Comandante”, o “Bayer Português”, o “Capitão Fantasma”. António Enes chamou-lhe “Leão de Combate”.

Ou ainda:

1944-2-16 in “Gazeta dos Caminhos de Ferro”

“Comandante Paiva Couceiro

….

Morreu alguém. Morreu o herói das campanhas coloniais; morreu um honrado soldado que cobriu de glória o exército português, morreu o paladino de uma causa que sempre defendeu com denodo e altivez; morreu um político, sim, mas em quem os seus adversários admiravam um carácter nobilíssimo; morreu, finalmente, um homem de bem, que acima de tudo colocou a imagem da Pátria e a obrigação de a servir.”

Tantas palavras bonitas, tantas verdades ditas por grandes Portugueses cuja idoneidade não pode ser posta em causa!…

Devo confessar que me apaixonei por tudo o que li neste dossier, como em tantos outros, e que teria, com imenso gosto, continuado a citar-vos, noite fora, tudo o que me maravilhou.

Mas o tempo não é elástico e por isso me limitarei a mais algumas palavras publicadas no jornal “Domingo” de 20 de Fevereiro de 1944:

… – É que nessa figura espantosa de soldado e de herói, perfil quase de lenda, última flor da cavalaria que desabrochou e viveu na terra de Portugal, simboliza-se, mais que em qualquer outra, toda a grandeza heróica e magnífica, esbelta e luminosa desse período em que, à custa de mil sacrifícios, de incontáveis dificuldades, foi possível a um punhado de homens desprovidos dos mais rudimentares elementos, das mais comezinhas condições, erguer e consolidar o vasto Império, projectando Portugal no Mundo.
… o intemerato Português que logrou ser a melhor e mais lídima expressão das virtudes da Raça, num tempo em que o abastardamento do carácter, o desprezo pela lealdade, o esquecimento do respeito à fé jurada foram infelizmente o timbre, a marca duma sociedade em decomposição.
Duma integridade moral que jamais foi excedida e desgraçadamente bem poucas vezes tem sido igualada, Paiva Couceiro foi principalmente e acima de tudo, um grande carácter e por isso mesmo a figura ideal de Português sem mácula que viveu deslocado no seu tempo. Alma de elite, poucos como ele tiveram em tão alto grau o culto da Honra e do Dever.

E por aqui me fico, ainda com muito para contar, mas, como dizia Pedro de Alferrara, no jornal “Domingo” de 20-2-1944:

“…. era assim este homem duma só fé e duma só lei, cuja estatura só se compreenderá em toda a sua completa grandeza no dia em que dele se disser aquele muito, imenso mesmo, que ainda há para dizer”.

Para terminar queria dizer-vos que a responsabilidade da escolha do assunto é toda minha; alguém disse um dia que os “heróis não morrem”, por isso, ao publicar o que admiradores, amigos e mesmo inimigos disseram de Paiva Couceiro na hora da morte, faço-o com a sensação que ele está bem vivo no meu espírito, como também estará, possivelmente, no vosso.

Ele que não tinha medo de nada, nem da morte, dizia poucos dias antes de morrer: “estou cansado da vida, e estou pronto para ir para junto de Deus, meu único Rei e Senhor”.

Estou portanto certo de que, para Paiva Couceiro, a morte foi mais uma vitória; e, quando se viveu bem, o caixão é um arco de triunfo!

Para todos os presentes um abraço sincero.

Miguel de Paiva Couceiro.

Crans, 8/2/2012

Por: Nuno Álvares de Noronha de Paiva Couceiro

11 de Fevereiro de 2012

Em primeiro lugar gostaria de dizer quanto lamento não poder estar presente nesta simpática iniciativa e quanto agradeço à Maria João Quintans o convite para participar nesta homenagem ao meu querido avô Henrique.

Também agradeço a solicitação da Maria João para escrever umas palavras sobre HPC, o que é por demais fácil e prazeroso para eu fazer.

Dificilmente eu falaria sobre meu avô sem acabar incorrendo em comentários ou descrições de fatos por todos conhecidos e portanto para não ser repetitivo, me decidi por expressar o que eu acho que meu avô gostaria que todos ouvissem.

INCURSÃO 2012

Mais uma vez estamos vendo Portugal atravessando uma época difícil da sua história, época esta repetitivamente marcada por culpa do seu próprio povo, de todos nós portugueses, a culpa dos que mal fazem e mais ainda, dos que assistem e nada de bem fazem.

Na verdade mais culpo os que nada fazem contra os malandros que fazem o mal. Malandro é pessoa sem caráter, submisso, perdido na vida, nós que aqui estamos presentes e tantos outros espalhados pelo país e estrangeiro afora somos pessoas que querem renovar a dignidade da sua Pátria, da raça, da nossa posição perante os demais países e viver uma vida de gente evoluída e com 900 anos de tradições.

É isto que me vai na alma. Depois de tanto saber de escritos e livros sobre meu avô assim como por ler qualquer diário português de qualquer dia de qualquer década ou ouvir qualquer notícia sobre Portugal em qualquer mídia de qualquer país, certamente considero que meu avô já se levantou do seu túmulo, e está entre nós para mais uma incursão, para nos transmitir a forma, a força e a vontade de agir para fazer de Portugal o que ele sempre apregoou.

Nós estamos na verdade muito acomodados e ficamos sentados ouvindo por exemplo que Portugal está colonizado pelos países europeus, de “colonizadores” viramos colonizados, continuamos sentados ouvindo, entregamos nossos irmãos do ultramar pela vontade covarde de alguns – ainda vivos inclusive – que não estão sequer indiciados pelos seus crimes contra a humanidade, temos que abrir as portas aos fiscais estrangeiros para que decidam o que podemos ou não fazer em nosso parco orçamento, estamos sendo taxados com impostos e reduções de nível de vida decididos e aceites lá por Bruxelas ou Berlin, estamos na verdade navegando ao sabor da nossa indiferença, ficando fracos e fácil presa de algum outro país expansionista.

Diria meu avô, mas que país é este? Onde estão os portugueses? Onde está nosso povo e nosso brio? Onde está nossa independência e soberania, portugueses? De que servem tantas sub-facções monárquicas, tantas discussões sem resultado, tantos vivas ao rei que não temos, quem sabe se o país quer república ou monarquia? Por acaso os monárquicos já se esforçaram assertivamente para mudar a constituição? Por acaso os monárquicos já sabem que quem ganhou em 1910 não foram os republicanos e sim que foram os monárquicos que perderam?

Pois é, nem uns nem outros são a questão, o que falta mesmo é o amor ao país, o amor ao povo, a vontade de lutar, a vontade de combater, a vontade de vencer e alcançar o conteúdo dos ideais que trazemos na alma e fazer Portugal voltar a ser Portugal.

Partilhado no Facebook por Maria João Quintans

Henrique Mitchell de Paiva Couceiro

Image via Wikipedia

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