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Viva o Rei! Viva a Rainha! Viva a Família Real Portuguesa!

Hoje, 13 de Maio de 2012 contamos e celebramos os 17 anos de Aniversário de Casamento de Suas Altezas Reais o Senhor Dom Duarte e a Senhora Dona Isabel, Duques de Bragança e Herdeiros da Casa Real Portuguesa.

Hoje é um dia de Festa!

Hoje celebramos o amor que o nosso Rei tem pela nossa Rainha e vice-versa.

Hoje, ao celebrarmos esse mesmo Amor, celebramos os seus frutos, que é como quem diz, os nossos Infantes, Herdeiros da Sereníssima Casa de Bragança.

Desejo a Suas Altezas Reais um muito feliz Aniversário de Casamento e votos de que esse Amor perdure para sempre.

Viva o Rei! Viva a Rainha! Viva a Família Real Portuguesa!

E foi precisamente assim há 17 anos. Vamos ver:

Recordar Sua Alteza a Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança Van Uden

É fundamental conhecer esta nossa Princesa. Leiam o Livro “A Infanta Rebelde” de Raquel Ochoa:

Carta a Sua Alteza Real, o Príncipe da Beira

Meu Sereníssimo Senhor,

Alteza Real,

Herdeiro dos Reis de Portugal, pela Graça de Deus, Príncipe da Beira, Duque de Barcelos, Herdeiro da Sereníssima Casa de Bragança, Herdeiro de Vosso Augusto Pai, El Rei, de jure de Portugal, Dom Duarte III, Nosso Soberano Senhor e Representante de todos os Reis de Portugal,

A Vós, Meu Príncipe, me dirijo humildemente, para Vos saudar, por ocasião do Vosso 16.º Aniversário, que hoje, dia 25 de Março do ano 2012, com a Graça de Deus, celebrais. Os meus primeiros votos, são essencialmente, de Saúde, Alegria, e que todos os Vossos Sonhos se realizem.

Mas, meu Príncipe, chegando a esta idade, Vossa Alteza Real vai começar a sentir cada vez mais, de ora em diante o enorme peso de ser o Herdeiro de uma Dinastia que resgatou a Independência de Portugal, que contribuiu enormemente para a consolidação definitiva do Reino de Portugal, que deu ao Povo Português o Liberalismo, que iniciou o processo de Industrialização da nossa Pátria e que foi dos Primeiros Países a abolir tanto a Pena de Morte, como a Escravatura, assim como nos deixou a todos nós Portugueses um enorme Património Histórico de que todo o Português se orgulha!

Meu Príncipe,

Vossa Alteza Real é, mais do que um Herdeiro de uma Família. Vossa Alteza Real é o futuro representante de uma História que tem que ser preservada, uma História de Glória, uma História de lutas pela Liberdade do Vosso Povo que deseja Vos amar e sobretudo Vos aclamar!

Meu Príncipe,

Vossa Alteza Real vai começando aos poucos a se aperceber da enorme importância que tendes para a continuação de algo que é muito mais que uma História.

Trata-se de uma Instituição, a Instituição Real, de que cuja Herança Vossa Alteza Real é o Fiel depositário e que terá o dever de preservar e enriquecer, sempre preservando o bem comum de todos os Portugueses; Nós Portugueses, Vosso Povo.

Portugal clama por ter novas Instituições para regerem o bem comum de todos nós. Portugal precisa de uma Democracia moderna e plural. Portugal precisa de um Chefe de Estado politicamente neutro, independente, isento, e ao mesmo tempo que tenha autoridade moral, para poder agir, sempre que necessário, para a preservação da Constituição garantia das liberdades e garantias dos cidadãos do futuro Reino a vir.

Um Rei, assim como o Príncipe Real, juram a Constituição em qualquer Monarquia Europeia e em qualquer Monarquia Democrática. O Rei jura fidelidade à Nação. O Príncipe Real jura fidelidade à Nação, pelo seu Rei.

Fidelidade, protecção, defesa de uma Instituição que tem por fim o dever de defender Portugal e o seu futuro.

Que enormes responsabilidades aguardam Vossa Alteza Real!

Vossa Alteza Real como Vosso Pai, Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, são a esperança de um Povo castigado por uma infortuna História de mais de 100 de repúblicas. 100 anos de enganos. 100 anos de perturbações que hipotecaram o nosso progresso civilizacional.

E hoje, sentimos todos na pele, os erros da ética republicana, que ao longo de 100 anos aspirou a ser o que nunca conseguiu, porque faltava e falta, um Chefe de Estado Tradicional, aquele que vem e que é o Eleito da História e Aclamado pela Nação como o verdadeiro representante da Civilização Portuguesa, e por isso, da nossa Cultura, da nossa História, e dos interesses fundamentais para a prosperidade de Vosso Reino e Povo.

Uma Nação como Portugal, com todo este Património, merece muito mais do que tem hoje. Vivemos uma crise terrível em que muita gente não tem trabalho, em que muita gente por ter imensas dificuldades em viver em tais circunstâncias, sente-se na obrigação de ter que abandonar a Pátria fisicamente, mas nunca de coração, porque o coração chora quando está longe das suas origens e com isso vem a Saudade, a tal saudade que só o Português consegue cantar, através de um Património da Humanidade que é o Fado.

Lembrai-vos, Alteza Real, daqueles marinheiros que partiram à descoberta de novos mundos. Lembrai-vos também daqueles que tiveram que ir para outros Países para conquistarem a sua dignidade e futuro.

Neste dia de Aniversário, Vossa Alteza Real é recordado, em toda a Internet Monárquica Portuguesa mas estou seguro disso também no Estrangeiro. Afinal de contas, 16 anos, já é uma idade importante e que significa que Vossa Alteza Real está a tornar-se num Homem e um Homem com um futuro brilhante à frente, estou convicto disso.

Este Vosso Leal Servidor, se dá a liberdade de lhe enviar um conselho:

Acima dos nossos interesses particulares, está Portugal, a Vossa Terra que também é Nossa – nós o Povo. Olhai para o Exemplo de Vossos Pais, Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte e Sua Alteza Real a Senhora Dona Isabel que se têm dedicado a Portugal de alma e coração. Seguir os passos de Vossos Pais, será o caminho que estou certo, Vos levará ao Trono de Portugal, e em que ouvireis em todos os cantos do Reino a Aclamação do Vosso Povo.

Lembrai-vos que deveis Lealdade ao Senhor Vosso Pai e Rei, mesmo que não esteja a reinar de facto, mas é o Rei de Portugal e Vossa Alteza Real é o Herdeiro de Vosso Pai e Vossos Avós. Deveis Lealdade a Todos Eles, que sempre amaram Portugal e Vosso Povo.

Meu Príncipe,

Desejo-Vos um muito Feliz Dia de Aniversário.

Que Deus Vos abençoe com todo todas as Graças que estou certo Vossa Alteza Real merece.

Que Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal vos guie!

Que São Miguel Arcanjo Vos livre de toda a tentação do mal!

Que Santa Isabel Vos dê o Exemplo de Serviço ao Povo de Portugal.

De Vossa Alteza Real,

Vosso Humilde Servidor,

David Garcia 

LONGA VIDA AO PRÍNCIPE DE PORTUGAL!!!

Marcelo vai ter de reconhecer a actual dinastia de Bragança

“A existência da própria Casa de Bragança é,
evidentemente, um bom ponto de partida para se iniciar um processo de restauração”.
Quase a fazer 90 anos, Gonçalo Ribeiro Telles mantém firme a defesa incondicional de uma monarquia democrática.

Gonçalo Ribeiro Telles, monárquico convicto e fundador do PPM, fala sobre a mudança de liderança da Fundação Casa de Bragança. Acredita que Marcelo Rebelo de Sousa vai reconhecer’ “a actual dinastia de Bragança” e assume que a devolução do património) da fundação à família “é um processo em curso”.

Expresso: Para os monárquicos é boa notícia ter um republicano à frente da Fundação da Casa Bragança?

GRT - Com certeza. Desde logo porque o novo presidente é um profundo conhecedor do assunto.

Exp. Não é estranho que seja logo um potencial candidato a PR o responsável pelo legado pessoal do último rei de Portugal?

GRT - O problema é dele. Foi nomeado, penso que é uma pessoa digna para assumir as funções e agora tem possibilidade de mostrar toda a sua autenticidade.

Exp. A fundação tem desempenhado bem o seu papel?

A Fundação foi criada na II República por Salazar. A continuidade da Casa Real passou de D. Manuel II para D. Duarte Nuno (pai do actual duque) e hoje para D. Duarte e família. Com certeza que o presidente da Fundação tem isto em consideração e vai estabelecer uma ligação indispensável com a família, quer pela importância que tem para o país a dinastia de Bragança como pela própria autenticidade da Fundação.

Exp. Há queixas sobre o divórcio entre a família de Bragança e a fundação…

GRT - Nem é um divórcio! Não há qualquer ligação. A Fundação funcionou como unica instituição do Estado e não se relacionou de forma alguma — como deveria ter feito — com a dinastia, que tem uma face humana.

Exp. Sendo uma instituição do Estado, a fundação deve aproximar-se da família Bragança?

GRT - Fundamental! Até pelo respeito que todos nós devemos à família Bragança. Mesmo os republicanos! Desde o problema da independência nacional, até ao problema da liberalização da sociedade portuguesa, deve muito à dinastia de Bragança. O reconhecimento desta actual dinastia como património de todos nós é importante. Tenho a certeza absoluta de que o próximo presidente da fundação o vai fazer.

Exp. O que correu mal na relação entre a FCB e a família?

GRT - Da distância. Salazar tentou evitar um problema, afastando o mais possível a dinastia de Bragança dos portugueses,

Exp. Salazar pretendia que parte da direcção da fundação fosse indicada pela família…

GRT. Mas este não é um problema de ‘parte’, nem de ‘metade’ dos membros indicados pelo Estado ou pela família. O novo presidente vai ter de reconhecer na fundação toda a sua ligação com D. Duarte e com a Casa Real.

Exp. Os monárquicos querem que a fundação seja uma âncora para defesa dos seus ideais?

GRT - Não é a defesa dos ideais monárquicos, mas do património de Portugal. Quando o povo português quiser defender os ideais monárquico; fá-lo-á de uma forma democrática. Não através de qualquer instituição.

Exp. Gostava que a Fundação desse maior visibilidade à causa monárquica?

GRT - Não. Gostaria que desse mais visibilidade à Casa Real. que encarna esses ideais.

Exp. A devolução do património da Fundação é um caso aberto?

GRT – Partilho a opinião de Augusto Ferreira do Amaral, que tem muito mais conhecimento jurídico do que eu.

Exp. Ou seja, que se tratou de uma espoliação de património, que deve ser devolvido à família…

GRT - Com certeza! É um processo que está em curso.

Exp. O facto de um professor de Direito estar à frente da fundação ajuda a encontrar uma solução?

GRT - Pode ajudar. Mesmo dizendo-se um republicano.

Exp. Não precisa ser monárquico?

GRT – Não, basta ser português.

Rosa Pedroso Lima – Expresso 17 de Março 2012

Retirado do Site da Real Associação de Lisboa

Fez-se Justiça. Vamos comemorar!

Via Facebook: Acto de Justiça: o Senhor Presidente da Republica acaba de assinar o despacho em que atribui à Senhora Infanta Dona Adelaide de Bragança em véspera do seu centenário, a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Mérito. Antes tarde que nunca!

Recebo esta notícia com grande satisfação. Depois de ter lido a Biografia da Senhora Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança Van Uden, de facto, estamos em presença não só de uma Princesa, mas acima de tudo, de uma Grande Senhora que lutou toda a sua vida contra as injustiças. Mérito a quem merece!

E digo mais! O exemplo vem sempre de cima e de facto, a nossa Infanta Centenária, neta do Rei Dom Miguel I, pelo seu exemplo de serviço desinteressado aos outros, é um exemplo que a nós Monárquicos cada vez mais deve servir de inspiração na luta por um Portugal melhor.

Confesso que não conhecia muito bem a História de Vida desta Grande Senhora, que é Infanta de Portugal e única neta ainda viva do Rei Dom Miguel I, até ter lido o livro de Raquel Ochoa “D. Maria Adelaide de Bragança – A Infanta Rebelde”, e devo dizer que fiquei deveras surpreendido pela forma extraordinária como a Nossa Princesa, encarou sempre a vida. Preocupando-se sempre com os outros acima de tudo. Tinha a consciência de ser Princesa, mas isso nunca significou se sentir superior a ninguém. Lidou tão bem com Comunistas como lidou com Conservadores. Mas aqui nem está em causa as ideologias políticas de ninguém em particular. Está aqui presente no livro “uma História singular de dedicação aos outros.”

Cabe a nós Monárquicos, então, comemorarmos no próximo dia 31 o Centenário da Nossa Senhora Infanta, e agradecer a Deus por podermos partilhar um pouco deste momento Histórico único nas nossas vidas.

Fez-se justiça. Esta condecoração vinda da Presidência da República é acima de tudo uma Condecoração que ultrapassa, a meu ver, a questão Monarquia vs República. É acima de tudo, uma Condecoração Nacional. Estou certo que esta Condecoração poderá servir para que os Portugueses que não conheçam a nossa Infanta Rebelde, a possam conhecer melhor, espero com mais publicações sobre a Vida desta extraordinária Senhora, Princesa, Infanta de Portugal.

Aqui vão os pormenores do Aniversário da Senhora Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança Van Uden, Infanta de Portugal, Tia Paterna de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa:

PROGRAMA – 31 de Janeiro de 2012

- 18h45m – Missa de Acção de Graças na Igreja do Bom Sucesso, Rua Bartolomeu Dias, 53 - Pedrouços. A Santa Missa é presidida pelo Senhor Bispo de Beja;
- 20h15m – Jantar de Homenagem no Centro Cultural de Belem;
Inscrições: Envio de comprovativo de Transferencia Bancária para o NIB 0007 0023 0057 6270 00796 para o seguinte endereço de e-mail : commenda.ccb@cerger.com até ao dia 27 de Janeiro às 12.00h mencionando o nome das pessoas a que correspondem.
Informações: 21 362 75 27 ou 92 597 98 36
Atenção : Face à limitação do espaço será respeitada a ordem de inscrição.
Preço do Jantar: 20,00 €

Programa e reservas aqui

Viva a Infanta de Portugal!

FONS HONORUM DE DA CASA REAL PORTUGUESA 79 ANOS POR UMA MONARQUIA EM PORTUGAL

FONS HONORUM DE DA CASA REAL PORTUGUESA

79 ANOS POR UMA MONARQUIA EM PORTUGAL

Pelo Real Colégio Nobiliárquico

21 de Fevereiro de 2011

Após a morte do último monarca português, os diversos organismos monárquicos à altura existentes, Causa Monárquica, Delegados dos Antigos Combatentes, etc., sob a presidência do Lugar-Tenente de Sua Majestade o Senhor Dom Manuel II, considerando e aclamando em 1932, a continuidade da Chefia da Sereníssima Casa de Bragança e da Casa Real Portuguesa, na linha genealógica oriunda de Sua Majestade o Senhor Dom Miguel I, à altura representada pelo seu neto S.A.R. o Senhor Dom Duarte Nuno e hoje por S.A.R. o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança.

Hoje, em início de 2011, não querendo minimizar os tratados e aclamações acima mencionados, são acima de tudo 79 anos de continuidade pela voz monárquica, pela continuidade dinástica, pela continuidade histórica, etc., apesar das vicissitudes da sociedade, da política, ou de outros factores prejudiciais aos valores que os monárquicos defendem, só conseguidos pela coragem e determinação de 1932 e pelo pólo de união, a Família Real.

Um Fons Honorum aclamado em 1932, pela continuidade Dinástica em república da Sereníssima Casa de Bragança, pela palavra “esperança”, que todos os Monárquicos têm no seu coração e pelo vincado trabalho de 79 anos desta Nossa Família Real.

Nas linhas que se seguem, apresenta-se a aclamação de S.A.R. o Senhor Dom Duarte Nuno de Bragança, filho de S.A.R. o Senhor Dom Miguel II e da Princesa D. Isabel de Thurn e Taxis, neto de S.M.F. o Senhor Dom Miguel I e da Princesa D. Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosemberg; e a mensagem de S.A.R. o Senhor Dom Duarte Pio de 1977, assumindo a sua responsabilidade Dinástica, após a morte do Seu Augusto Pai.

Retirado de: “Edição das Juventudes Monárquicas”

“Documentos da Aclamação de El-Rei D. Duarte II”

VOTOS APRESENTADOS A S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE NUNO DE BRAGANÇA, PELOS CORPOS DIRIGENTES DA CAUSA MONÁRQUICA

Os corpos Dirigentes da Causa Monárquica, tendo reconhecido na Augusta Pessoa de S.A.R. o Senhor Dom Duarte Nuno de Bragança todos os títulos de sucessor de El-Rei o Senhor Dom Manuel II e tendo por conseguinte decidido fazer a sua aclamação como Rei legitimo de Portugal, pedem respeitosamente por meu intermédio para, desde já, submeterem à consideração de S.A.R. os seguintes votos, exprimindo orientações fundamentais desta Causa, na esperança de que, sendo aprovados por S.A.R., constituam uma feliz expressão, neste momento solene, daquele íntimo acordo que deve sempre existir entre o Príncipe e a Nação além de significar também a continuidade, no novo reinado, das tradições, além de significar também a continuidade, no novo reinado, das tradições gloriosas de El-Rei D. Manuel II, votos de:

1.º- Que seja integralmente mantido o pensamento político de El-Rei D. Manuel, caracterizado pela orientação de, pondo sempre Portugal acima de tudo, se considerar Rei de todos os monárquicos e de todos os portugueses, fosse qual fosse a corrente de opinião, e não Rei de grupos ou facções políticas;

2.º- Que seja devidamente defendida a Religião e assegurados os direitos da Igreja;

3.º- Que seja mantida a nossa secular aliança com a Grã-Bretanha e como sinal dessa orientação, logo após a aclamação, seja esse feliz sucesso levado ao conhecimento de Sua Majestade o Rei de Inglaterra;

4.º- Que, até que as Côrtes Gerais precisem e aprovem o Estatuto Nacional, seja doutrina oficial da Causa Monárquica um programa inspirado em príncipios semelhantes aos daquele que o Governo da Ditadura, interpretando o pensamento da Nação, apresentou em 30 de Julho de 1930 na Sala do Risco e que El-Rei D. Manuel classificou de perfeito para o actual momento em sua carta de Setembro de 1930 ao seu Lugar-Tenente;

5.º- Que a organização política da Causa Monárquica, dissolvidas todas as agremiações de carácter especial hoje existentes, seja de futuro formada pelos seguintes elementos:

a) uma representação do Rei:

b) uma representação política do Rei, constituída por um Lugar-Tenente, assistido dos seus adjuntos, para o coadjuvarem e eventualmente substituírem, o qual nomeará, por ordem e em nome de El-Rei, as organizações convenientes, nas quais serão representadas as várias correntes que vão integrar-se na Causa Monárquica.

c) um representante das organizações directivas da Causa Monárquica que poderá estar junto do Rei, para o acompanhar no lugar da sua residência.

6.º- Que a nomeação para lugares de direcção importe para os seus titulares a leal aceitação do programa oficial da Causa Monárquica e a escolha do representante político recaia em pessoa que, sendo da inteira confiança de El-Rei, possa garantir a necessária continuidade com a política anteriormente seguida e o mais perfeito entendimento dos vários agrupamentos políticos que vão juntar-se numa só organização;

7.º- Que continue a ser dado todo o apoio à Ditadura Nacional, enquanto o bem público assim o exigir.

PELOS CORPOS DIRIGENTES DA CAUSA MONÁRQUICA

João d´Azevedo Coutinho (ultimo Lugar-Tenente d´El-Rei Dom Manuel II)

RESPOSTA DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE

Seebenstein, 25 de Setembro 32

Meu Caro João de Azevedo Coutinho:

Muito lhe agradeço a sua carta de alta importância, e tenho o gosto de poder dizer-lhe que aprovo todos os votos que me são submetidos pela Causa Monárquica, pois o seu espírito está dentro dos meus princípios e da minha orientação política.

Desta fazem parte, com efeito, a completa ortodoxia em matéria religiosa, o princípio de me considerar Rei de todos os Portugueses e não Rei de qualquer grupo político, a regra de apoiar tudo o que a vida portuguesa nos deu ou nos vier a dar de útil à Nação e, como tal, o esforço nacionalista da actual Ditadura; finalmente, em política externa, o propósito de manter a nossa secular aliança com a Grã-Bretanha, no leal cumprimento e efectivação dos respectivos deveres e direitos.

Aprovo plenamente também o programa para a organização política da nossa União Monárquica, contido no ponto 5.º da sua carta.

Pelo que diz respeito à doutrina oficial da Causa Monárquica, não tendo eu próprio outra que não seja a da constituição natural e histórica da Nação, entendo que esta Causa não pode impor como sua uma rígida ideologia de escola ou de partido; pelo contrário, ela é que deve integrar-se docilmente no pensamento de Portugal em via de salvar-se e libertar-se a si mesmo.

Ora sabe-se como a Nação chegou, por si própria, à afirmação (bem clara no programa de 30 de Julho de 1930) daqueles princípios nacionalistas, geradores e conservadores da Pátria, à totalidade dos quais foi sempre fiel o meu programa dinástico; e também é notório que o Rei D. Manuel II, meu malogrado Primo, juntou às suas benemerências nacionais a da sinceridade e inteligência com que, em documentos vários, soube formular os mesmos princípios fundamentais da teoria monárquica.

Desta sorte, o voto que me é submetido sobre a doutrina oficial da Causa Monárquica, tomo-o como a expressão daquela unidade de pensamento que a todos os junta na fé portuguesa de uma Monarquia cristã, fundada na Família, corporativa e representativa, ao mesmo tempo autoritária pela atribuição ao Rei da função governativa e da suprema sanção das leis, e libertadora pelo reconhecimento de todas as legítimas liberdades e autonomias, – Monarquia que seja verdadeiramente a garantia do bem comum e a salvaguarda do interesse e da honra nacional contra a corrupção da política interna e, sobretudo, contra a ameaça do inimigo externo.

Estes são os princípios essenciais da Doutrina Monárquica, capazes pela sua maior evidência, de conciliar a mais larga adesão dos portugueses de boa fé e de boa vontade. Com a sua orientação corporativa e nacionalista coincide o programa de 30 de Julho de 1930, mas a mais do que essa orientação, contêm uma perfeita fidelidade à natureza da Pátria, a necessária e clara afirmação cristã e monárquica.

Tais princípios bastam como doutrina oficial da União Monárquica, enquanto não chega o dia em que a Nação, de todo renascida e liberta, nas suas Côrtes Gerais, representativas das instituições, corporações e regiões que a constituem, precise e aprove o definitivo Estatuto Nacional.

Quanto à organização futura da nossa União Monárquica, desejoso de manifestar a minha plena confiança tanto àqueles que com lealdade portuguesa se preparam para ser os meus novos soldados e companheiros nas lutas pela Pátria, como àqueles que me têm acompanhado com heróica fidelidade nessas mesmas lutas, uns e outros cheios de sacrifícios e gloriosos serviços à Nação e à Monarquia, os quais, em nome de Portugal, agradeço e sempre agradecerei, eu determinei nomeá-lo a Si, meu caro João de Azevedo Coutinho, como meu Lugar-Tenente. Com esta nomeação e quero, com efeito, reconhecer não só os seus altíssimos serviços à Pátria e à Monarquia e, em especial, os seus recentes e beneméritos esforços para assegurar a união de todos os monárquicos, como também a circunstancia feliz de coincidir com a minha a confiança que em João de Azevedo Coutinho têm todas as correntes políticas que vão agora fundir-se numa só organização.

Apesar de estar informado de que o meu caro João de Azevedo Coutinho aspirar a um repouso que pareceria legítimo com uma tão larga folha de serviços como a sua, eu lhe peço em nome dos altos interesses da Causa, que aceite esta nomeação.

Rogo a Deus que tenha o meu caro João de Azevedo Coutinho em Sua Santa Guarda.

Seu muito afeiçoado

(a) Duarte

RECONHECIMENTO DE EL-REI D. DUARTE II PELOS CORPOS DIRIGENTES DA CAUSA MONÁRQUICA

(Cópia)

Acta

Aos dezoito de Outubro de mil novecentos e trinta e dois, nesta cidade de Lisboa, reuniram, sob a presidência do Exmo. Senhor Conselheiro João de Azevedo Coutinho, os vogais do Conselho da Lugar-Tenência e da Comissão Política da Causa Monárquica, adiante assinados, tendo faltado os senhores Drs. Artur de Morais Carvalho, João do Amaral e Luís Vieira de Castro que justificaram as suas faltas.

Foi pelo Exmo. Presidente comunicado que apresentara a Sua Alteza o Senhor Dom Duarte os votos dos Corpos Dirigentes da Causa Monárquica sobre o momento político, tendo recebido a resposta que leu, na qual Sua Alteza se manifesta em inteira concordância com a orientação proposta.

Em vista disto, foi apresentada e votada a seguinte moção:

«O Conselho da Lugar-Tenência e a Comissão Política da Causa Monárquica que, sob a presidência do Exmo. Lugar-Tenente de Sua Majestade El-Rei, o Senhor Dom Manuel II, Conselheiro João de Azevedo Coutinho, constituíram os Corpos Dirigentes da Causa no último período da vida do mesmo Augusto Senhor:

Considerando os factos ocorridos àcêrca do reconhecimento, em princípio, do Senhor Dom Duarte, como Sucessor de Sua Majestade El-Rei, o Senhor Dom Manuel II, no caso do falecimento deste sem sucessão;

Considerando que Sua Alteza, na carta dirigida ao Exmo. Conselheiro João de Azevedo Coutinho, que acaba de ser lida, manifesta inteiro acordo e concordância com a orientação do finado Monarca perante o momento político, orientação esta mantida nos votos acima referidos;

Considerando que se torna indispensável dar a máxima coesão e força à Causa Monárquica, realizando sem demora a união de todas as correntes que nela se tem manifestado e hoje se acham identificadas àcêrca das bases fundamentais da respectiva união;

Considerando que, por isso mesmo, se torna necessário e oportuno o reconhecimento público de Sua Alteza o Senhor Dom Duarte, como Rei de Portugal:

O Conselho da Lugar-Tenência, e a Comissão Política são do voto que o Exmo. Lugar-Tenente, de acordo com os mesmos, com a opinião já manifestada por numerosos correligionários de representação na política monárquica e ouvidos ainda os que por ventura comparecerem na reunião convocada para amanhã e que o Govêrno não permite neste momento – faça a referida declaração de reconhecimento do Senhor Dom Duarte, como Rei de Portugal, em nome da Causa Monárquica, e com esse voto julgam finda a sua missão».

Eu, Eurico de Sampaio Satúrio Pires, Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Lugar-Tenente e Chefe Supremo da Causa Monárquica, servindo de Secretário, a escrevi e assino, e comigo S. Ex.ª o Lugar-Tenência e a Comissão Política da Causa Monárquica a que esta Acta atrás se reporta. Desta Acta foi tirado um duplicado, devidamente assinado que se destina a Sua Alteza o Senhor Dom Duarte.

(a a) João de Azevedo Coutinho

José Fernando de Sousa

Conde das Alcáçovas

Carlos de Sacadura Bote Pinto Mascarenhas

Fernando Cortês Pizarro de Sampaio e Melo

Mário de Aguiar

Rui de Andrade

Conde de Vale de Reis

Querubim da Rocha Vale Guimarães

Paulo Cancela de Abreu

Eduardo Pinto da Cunha

Alvaro César de Mendonça

José Luís Supico

Conde de Azevedo

Alberto Pinheiro Tores

Luis Falcão de Sommer

Eduardo Valado Navarro (Visconde da Trindade), com declaração de voto de não concordância.

Eurico de Sampaio Satúrio Pires.

NOTA: o sr. Dr. Luís Vieira de Castro que havia faltado, deu, dias depois, a sua inteira aprovação a esta moção dos Corpos Dirigentes da Causa Monárquica.

RECONHECIMENTO DE EL-REI D. DUARTE II PELOS DIVERSOS ORGANISMOS, POR DELEGADOS DOS ANTIGOS COMBATENTES E ALGUMAS PESSOAS DE REPRESENTAÇÃO DA CAUSA MONÁRQUICA

(Cópia)

Acta

Aos dezanove de Outubro de mil novecentos e trinta e dois, nesta cidade de Lisboa, os adiante assinados, convocados pelo Exmo. Lugar-Tenente de Sua Majestade El-Rei e Chefe Supremo da Causa Monárquica, a reunir, por si individualmente, ou por si e como representantes dos vários organismos da Causa, tendo-lhes por Sua Ex.ª sido exposta a situação proveniente do infausto e prematuro falecimento de Sua Majestade El-Rei, o Senhor Dom Manuel II e, ouvidos ler os documentos à mesma situação respeitantes e cujas cópias, conforme os originais, numeradas de uma a três, e devidamente rubricadas por mim, acompanham esta Acta, e ouvidos, ainda, cada um individualmente para emitirem os seus pareceres, resolveram dar a sua inteira aprovação e concordância ao voto emitido, quanto à sucessão de Sua Majestade El-Rei, pelos Corpos Dirigentes da Causa Monárquica, na sua sessão de ontem, dezoito do corrente, cuja Acta lhes foi lida, e igualmente são de parecer que Sua Ex.ª o Lugar-Tenente proceda desde já ao reconhecimento de Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte de Bragança, como Rei de Portugal. Eu, Eurico de Sampaio Satúrio Pires, Chefe do Gabinete de Sua Excelência o Lugar-Tenente de Sua Majestade El-Rei e Chefe Supremo da Causa Monárquica, servindo de Secretário, a escrevi e assino, e comigo, Sua Ex.ª o Lugar-Tenente e os Exmos. Senhores, constantes das folhas numeradas de uma a duas, e todas por mim rubricadas, que vão apensas a esta Acta.

Pronunciaram-se pelo imediato reconhecimento de S.A.R. o Senhor Dom Duarte, como sucessor de El-Rei Dom Manuel II no trono de Portugal, aprovando a Acta de 19 de Outubro de 1932, os seguintes Exmos. Senhores:

João de Azevedo Coutinho

Comandante Henrique Paiva Couceiro

Conselheiro Fernando de Sousa

Conde das Alcáçovas

Dr. Carlos de Sacadura Bote Pinto de Mascarenhas

Dr. Fernando Cortês Pizarro de Sampaio e Melo

Dr. Mário Correia de Aguiar

Dr. Rui de Andrade

Conde de Vale de Reis

Dr. Querubim da Rocha Vale Guimarães

Dr. Paulo Cancela de Abreu

Conde de Azevedo

Dr. Alberto Pinheiro Torres

Dr. Luís Vieira de Castro

Dr. Eduardo Pinto da Silva e Cunha

Tenente-Coronel Alvaro César de Mendonça

Capitão de Engenharia José Luís Supico

Luís Falcão de Sommer

Conde de Mafra (D. Tomás de Melo Breyner)

Dr. João Franco Pereira de Matos

Dr. Mário Nogueira Ramos

Vitor Alberto Ribeiro de Menezes, antigo oficial do exército

Dr. José Antunes dos Santos

Dr. António Jorge de Lemos Ferreira

Dr. João Espergueira da Rocha Páris

Visconde do Torrão

Dr. Miguel d´Alpoim d´Agorreta, pelo Distrito de Viana do Castelo

Dr. Artur de Novais Vilaça, pelo Distrito de Braga

Cons. Albino Moreira de Carvalho, pelo Distrito de Vila Real

Dr. António de Menezes Cordeiro, pelo Distrito de Bragança

António de Carvalho Cirne, pelo Distrito de Porto

Dr. António da Silveira, pelo Distrito de Viseu

Conde de Fornos, pelo Distrito de Guarda

Dr. António Aug. de Serra Belo, pelo Distrito de Castelo Branco

Dr. Carlos de Sacadura, pelo Distrito de Coimbra

Visconde de S. Sebastião, pelo Distrito de Leiria

Dr. João P. de Sousa Canavarro, pelo Distrito de Santarém

Dr. Fernando Pizarro, pelo Distrito de Lisboa

António Lobo de Portugal e Vasconcelos, antigo of. do exército, pelo Distrito de Setúbal

José Nogueira Vaz Monteiro, pelo Distrito de Portalegre

Major João de Vasconcelos e Sá, pelo Distrito de Évora

Dr. Francisco C. Soares Vitor, pelo Distrito de Beja

José Zuzarte de Figueiredo Mascarenhas, antigo of. do exército, pelo Distrito de Faro

Dr. Juvenal de Vasconcelos, pelo Distrito do Funchal

Conselheiro António Cabral Pais do Amaral

Coronel Artur Maria da Silva Ramos

Conde de Arrochela, pelas Juventudes Monárquicas de Lisboa

Dr. Francisco Pereira de Sequeira, pelas Juventudes Monárquicas do Porto

Marquês de Lavradio (com declaração de voto)

D. Vasco da Câmara (Belmonte)

Dr. José Vaz Guedes Bacelar

Dr. Alfredo Augusto Cunhal

Conde de Mangualde

Dr. Mário de Miranda Monteiro

Joaquim Xavier da Costa Lobo

Conde de Sucena

Capitão Francisco Solano de Almeida

Dr. António Pinto de Mesquita Carvalho Magalhães

Conselheiro Luís Ferreira de Figueiredo

Dr. António de Carvalho Lucas

Dr. José de Matos Graça

Dr. Joaquim Pais de Vilas Boas

Dr. Alexandre de Almeida Garrett

Dr. Rufino César Osório

Dr. Gilberto Veloso da Costa

Francisco Ferreira Cardoso

Henrique Monteiro de Mendonça

Conde de Monte Real

Manuel Figueira Freire da Câmara

Eduardo Perestrêlo de Vasconcelos

Dr. António Caldeira Coelho

Dr. Joaquim José da Costa Simas

Damião Augusto Guedes da Cunha

Conde da Borralha

Conde de Sant´Iago

Dr. Manuel Múrias

Dr. António Homem de Melo

Dr. Luís Ferreira de Figueiredo (Filho)

Dr. Fernando Teixeira de Abreu

Dr. João Alberto de Azevedo Neves

Dr. Augusto Camossa Saldanha

Francisco de Albuquerque (Mangualde)

António de Queirós de Vasconcelos e Lencastre

José Augusto de Macedo Campos e Sousa

Miguel de Melo Vaz de Sampaio, antigo oficial da Armada

Coronel Augusto de Madureira Beça

Coronel Luís Ribeiro Tôrres

Tenente-Coronel Fernando Coutinho da Silveira Ramos

Major Luís de Azevedo Cruz

Capitão João de Azevedo Lobo

Capitão Francisco Supico

António de Sá Guimarães, antigo capitão do Exército

Dr. Francisco António da Cruz Amante, antigo tenente-médico

Guilherme Street de Arriaga e Cunha (Carnide) ant. ten. do Exército

Delfim Maia, antigo capitão do Exército

Alberto Rodrigues Brás, antigo oficial do Exército

Tenente Artur Maria de Sobral Carvalho Figueira

Jaime Segurado Ferreira Caio, antigo oficial do Exército

José Ferreira Lima, antigo tenente do Exército

José Ferreira Lima, antigo tenente do Exército

Engenheiro António Alves Gomes Leal, antigo tenente do Exército

Dr. Alvaro dos Reis Torgal, antigo alferes do Exército

Joaquim Simões Cantante, antigo alferes do Exército

António Carneiro de Sousa Pires, antigo alferes do Exército

Eurico de S. Satúrio Pires, ant. of. do Ex., servindo de Secretário.

PROCLAMAÇÃO DO LUGAR-TENENTE

AOS MONÁRQUICOS PORTUGUESES

Por grande desgraça e luto de Portugal, foi Deus servido chamar a Si o nosso Rei Senhor D. Manuel II, cuja memória de bondade, desdita e glorioso serviço à Pátria todos os portugueses veneram e honram.

Considerando que perante este doloroso e inesperado acontecimento, importa acatar e aplicar as regras do sistema monárquico, que asseguram a sucessão real;

Considerando que a união de todos os monárquicos é indispensável neste momento, mais que nunca, por motivos de ordem nacional e internacional;

Considerando que as normas do direito, acordes com o sentimento público, fazem recair a necessária sucessão de El-Rei na Pessoa de Sua Alteza o Príncipe D. Duarte de Bragança;

Considerando que as doutrinas que Sua Alteza Real se dignou aprovar em carta que me dirigiu, se identificam com o pensamento político claramente manifestado por El-Rei D. Manuel II em vários documentos;

Ouvidos o Conselho da Lugar-Tenência, o Conselheiro Político e a Comissão Executiva da Causa Monárquica, membros dos anteriores Conselhos, direcção das Juventudes Monárquicas, delegados distritais, antigos ministros, parlamentares, governadores civis e senadores monárquicos, antigos combatentes e representantes da imprensa monárquica:

Em nome da Causa que tenho representado, reconheço e proclamo num brado de fé e patriotismo, como já o fizeram outros grupos monárquicos, Rei Legítimo de Portugal Sua Alteza Real o Senhor D. Duarte de Bragança.

VIVA SUA MAJESTADE O SENHOR D. DUARTE II!

João d´Azevedo Coutinho”

1977 Mensagem de S.A.R. O Duque de Bragança

“Ao Povo Português

Aos Povos dos Novos Países de Expressão Portuguesa

Às Comunidades de Raiz Lusa do Mundo Inteiro

Na véspera de Natal do ano findo, ao falecer o meu querido Pai, o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, encontrei-me investido na chefia da nossa Família e na Representação do Princípio Monárquico, sobre o qual a Nação Portuguesa se organizou, consolidou e desenvolveu, projectando no Mundo benéficos e valores indiscutíveis. Assim, por força de uma sucessão dinástica a que me sinto completamente vinculado, achei-me perante deveres recebidos de meu Pai e dos Reis de Portugal, nossos Antepassados, que a eles nunca se escusaram.

Sejam quais forem as circunstâncias, tais deveres não prescrevem pois constituem a justificação essencial do Princípio que represento; a Instituição Real explica-se por uma dádiva total ao País, para além da existência ou inexistência do Trono. Os Reis e os seus Herdeiros nascem para servir a colectividade e todavia, deve afastá-los da competição pelo Poder. Atentos à vontade do Povo, livremente expressa, poderá caber-lhes reinar, mas jamais disputar; explicam-se para unir, no Trono ou na vida mais discreta, no devotamento público ou na dedicação mais silenciosa. Se de tal forma procederem, serão sempre coerentes face à Realeza que detêm, independentemente do respectivo exercício.

Farei do cumprimento desses deveres a razão da minha vida, não esquecendo que a Instituição Real, como elo entre o Passado, o Presente e o Futuro, tem uma função de síntese e obriga a visão conciliadora, onde, por vezes, se tenham cavado notórias diversidades. Não estranhareis, assim, o meu cuidado em dirigir-me a vós no imenso conjunto formado por este Povo antigo, pelos Povos dos novos Países de expressão portuguesa e, de modo geral, por todas aquelas Comunidades que na Europa, em África, na Ásia, na América e na Oceânia guardam raízes culturais e formas de sentir que nos irmanam, mesmo para além das alterações mais recentes e, por isso, mais vivas. Não poderia dirigir-me apenas ao Povo Português nos seus limites geográficos quase iniciais, muito embora sejam para ele, naturalmente, a minha primeira dedicação e a minha fidelidade total. Se tal fizesse, faltaria a amplitude do Principio que encarno, traço de união no tempo, permanência no desenvolvimento das circunstâncias, sinal de identidade nas separações. Embora na devida consideração pelas soberanias dos novos Países de expressão portuguesa, consciente de realidades bem patentes e da sua irreversibilidade, não poderia deixar de me dirigir aos respectivos Povos neste meu primeiro acto formal: jamais deixarei de olhar-vos, meus irmãos na expressão lusa, com a imensa afeição com que sempre o fiz, sem paternalismo, mas antes na perspectiva de quem, personificando valores comuns, vos encara e à Nação Portuguesa, como indissoluvelmente ligados. As nossas fisionomias nacionais não seriam o que são caso não tivéssemos vivido, durante séculos, um Destino comum. Nada conseguirá apagar esta realidade em todos nós! Ao ver, ao ouvir e ao sentir Portugal, vejo-vos, ouço-vos e sinto-vos sempre; foi sobretudo através das vossas Terras que nós, Portugueses, sentimos a Terra inteira. Tenho fé em que distinguireis um dia, serenamente, entre colonialismo e colonização (correspondente, esta, a movimentos naturais dos povos) e atingireis a conclusão de que Portugal foi no Mundo um obreiro de experiências ímpares, de que muito haveis beneficiado. Tenho fé em que encontraremos, no futuro, fórmulas de convívio também excepcionais, assentes no respeito pelos direitos dos Estados e cimentadas pelo património lusíada e pelas vossas culturas.

Desejaria de todo o coração que esta minha fé fosse partilhada por todos os Portugueses! Desejaria ver-vos, meus Compatriotas, completamente libertos de uma certa má-consciência que, a dado momento, vos foi instilada… Má-consciência que minou o justo orgulho por quanto, ao longo de séculos, foi tarefa colectiva Além-Mar. Desse sentimento de frustração, insinuado entre nós havia muito, aproveitou um processo de «descolonização» que, por mim, prefiro não qualificar; a Nação Portuguesa o fará, se acaso o não fez ainda, como também sucederá ou já sucedeu com os próprios Povos dos novos Países de expressão portuguesa. Em vós, saúdo a Grei magnífica, humilde e grande, sofredora e combativa, que na força das suas virtudes e na humana crueza dos seus defeitos marcou de forma excepcionalmente positiva uma presença por onde quer que tenha passado, escrevendo comunicação na História como mais ninguém soube fazê-lo.

Assim, dizendo, recordo certas Comunidades de raiz lusa, como Goa, Damão e Diu, e lembro dolorosamente o Povo de Timor, traído na sua aspiração de Portugalidade. Com mágoa funda e a mais fraterna solidariedade, dirijo uma saudação especial àqueles Portugueses das mais variadas etnias que, atingidos por um processo de descolonização sobre o qual não lhes foi feita qualquer consulta, sofrem entre nós a amargura das suas vidas destroçadas e as dores da saudade: ânimo, meus Compatriotas, pois muito tereis a das e a receber neste velho País!

Sede pacientes e guardai a cabeça levantada pelo muito que haveis feito; os factos vos darão, também aqui, ensejo de utilizardes a grande riqueza da vossa experiência e da vossa abertura.

O equilibrado orgulho, a convicção de nós próprios, o sentido de uma identidade nacional são-nos fundamentais na fase histórica que atravessamos. Nenhum Povo digno desse nome se apresentou jamais perante a História ou perante a Comunidade Internacional como réu do seu Passado! Tal equivaleria a pedir desculpa de existir… É necessário que tenhamos consciência disso para podermos preservar a nossa fisionomia e realizar, sobre nós mesmos, um exame de consciência, uma reforma de mentalidade, direi mesmo uma pedagogia colectiva. Disso carecemos para conseguirmos, enfim, rever sem espírito destruidor, reconstruir sobre valores imperecíveis, dialogar sem a brecha da malquerença, reformular sem criar situações de vácuo, defender a liberdade sem resvalar para a demagogia. Nesta se instalam as tentações totalitárias e se insinuam os messianismos ditatoriais, que as gentes fatigadas e desejosas de ordem acolhem com natural alívio para, depois, perigosamente neles delegarem a consciência.

Ao dirigir-vos estas palavras, interrogo-me sobre se serão elas, efectivamente, as que muita gente esperaria ouvir de mim. Em consciência, sei serem as que me competem. Notai bem que não sou chefe político. Não me identifico compartido algum. Não procuro propagandas eleitorais, nem dependo delas. Não me cabe, em suma, fazer politica na acepção comum da palavra. O Herdeiro dos Reis de Portugal não tem de pretender; ele detém a Representação imprescritível de um Princípio, cabendo-lhe aguardar quanto os Portugueses possam, porventura, decidir sobre as Instituições. Não cabe à Realeza impor-se, mas sim escutar o chamamento do Povo. Não me cabe pois pretender; cabe-me estar ao vosso dispor. O Rei só se justifica como Chefe livre de uma Nação livre. Para que ele possa ser livre, é imprescindível que a Nação o consagre em liberdade, ou por amor da liberdade, como aconteceu com El-Rei D. Afonso Henriques, com El-Rei D. João I e com El-Rei D. João IV.

Nas circunstâncias actuais, cabe-me prestar em interessada abstenção o meu desvelo a todos os Portugueses, de quaisquer correntes políticas, desde que respeitem e preservem a independência da Pátria, sirvam o interesse colectivo, cumpram os deveres inerentes à cidadania, no usufruto da sua liberdade, respeitem a liberdade dos outros e reconheçam a dignidade transcendente da pessoa humana. Integrado neste Povo de que sou parte, cabe-me servi-lo por todos os meios, consoante a lição recebida dos meus Antepassados e vivida no dia-a-dia da minha Família, com a elevação inerente à Instituição que personifica. Tal me obriga a uma dádiva aberta, a uma militância constante ao serviço do interesse nacional, a uma disponibilidade discreta mas atenta. Assim Deus me ajude, fortalecendo-me a Fé Católica, como ajudou os Reis Fidelíssimos meus Avós. Pois creio interpretar quanto o Povo Português desejaria fosse, por parte do Rei, a compreensão do Princípio Real, caso um dia decida aclamá-lo.

Rogo a Deus vos tenha a todos em Sua Santa Guarda

Lisboa, Março de 1977

Dom Duarte de Bragança”

Fonte: Real Colégio Nobiliárquico

Hoje: Centenário do Falecimento da Rainha Dona Maria Pia

A Casa Real e a Drª Isabel Silveira Godinho, Directora do Palácio da Ajuda,  mandam celebrar Missa por alma de S.M.F. a Rainha Dona Maria Pia, na Igreja de S. Vicente de Fora, no dia 5 de Julho, pelas 19h00, na passagem do Iº centenário da sua morte.
Presidirá à Eucaristia S. Exº Revma. o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo.

Comunicado do Secretariado da Casa Real Portuguesa

Pede-se divulgação do seguinte Comunicado:

«Em face de diversas notícias divulgadas em diferentes orgãos de comunicação social , algumas delas atentatórias da dignidade e do bom nome do Senhor Dom Duarte de Bragança, vem o seu Secretariado esclarecer o seguinte:

1- Não existe qualquer sentença de condenação do Senhor Dom Duarte de Bragança ao pagamento de 100.000 €, nem existe qualquer sentença ordenando a penhora de bens da sua propriedade para garantia do pagamento dos referidos 100.000 €.

2- Corre os seus termos no 1º Juízo do Tribunal do Comércio de Lisboa a acção nº 93/07.0TYLSB, na qual, com base no registo de marca nacional nº 366085 e de logotipo nº 5694, é pedido que o Senhor Dom Duarte seja impedido de utilizar símbolos, ou semelhantes, com as insígnias usadas pela associação denominada Ordem de São Miguel da Ala

3- Tal pretensão foi contestada pelo Senhor Dom Duarte e a acção em causa aguarda, desde 2009, que seja proferido despacho saneador. Assim, a referida acção ainda não teve julgamento nem foi proferida qualquer sentença a esse respeito.

4- Por apenso a esta mesma acção foi instaurado um procedimento cautelar no qual foi proferida uma decisão – necessariamente provisória e meramente destinada a garantir o efeito útil de qualquer sentença que vier a ser proferida no processo principal – ordenando aos requeridos que se abstivessem de utilizar sinais idênticos ou confundíveis com aquelas marca e logotipo e estipulando, para a hipótese de atraso no cumprimento da decisão, uma sanção pecuniária compulsória de 200,00 € diários.

5- Posteriormente a esta decisão, datada de 23 de Outubro de 2009, não foi proferida qualquer outra decisão judicial sobre o assunto.

6- Enquanto aguarda serenamente a sentença a ser proferida no processo principal, o Senhor Dom Duarte de Bragança respeitou a decisão proferida no procedimento cautelar, abstendo-se imediatamente da utilização dos sinais distintivos em questão.

7- Carece, assim, de qualquer fundamento o requerimento executivo apresentado, bem como a penhora dos bens divulgada, pelo que foi oportunamente apresentada uma oposição à execução, aguardando-se decisão judicial sobre a mesma.

8- Todas as outras questões relacionadas com a divulgação e o conteúdo das notícias em causa serão, a seu tempo, encaminhadas para sede própria.»

O Secretariado da Casa Real

Foi assim, há 16 anos…


Desejo a Suas Altezas Reais o Senhor Dom Duarte e a Senhora Dona Isabel, Duques de Bragança, um muito Feliz Aniversário de Casamento e Votos de que a Felicidade se prolongue por muitos mais anos.

Viva a Família Real Portuguesa!

SAR o Duque de Bragança na SIC (Excerto)

Última hora: Morreu S. A. I. R. Dona Teresa de Orleães e Bragança, Tia Materna de S. A. R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança

 S.A.I.R., A Senhora Dona Tereza, no dia em que fez 90 anos, Revista Caras, de 08 de Julho de 2009.
Dona Tereza Teodora de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz (nasceu em Boulogne-sur-Seine, 18 de junho de 1919), Princesa de Orléans e Bragança. É a última filha de Dom Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança e da Senhora Condessa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz. Sua Avó paterna foi a Princesa Dona Isabel do Brasil.
É Tia Materna de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança, e Irmã de S.A.R., A Senhora Dona Maria Francisca de Bragança, Mãe de S.A.R., O Senhor Dom Duarte.
No dia 7 de Outubro de 1957, em Sintra, casou com Ernesto António Maria Martorell y Calderó (1921-1985). Tiveram duas filhas, Elisabeth (1959) e Nuria (1960).
«A minha tia deu-nos durante toda a vida um exemplo de coragem e de coerência. Tem uma vida de dedicação aos mais necessitados.» - palavras de S.A.R., O Senhor Dom Duarte à revista “Caras”.
«O segredo para se chegar a esta idade é ser feliz e uma boa cristã, amar a Deus e acreditar sempre. Se não perdermos essas capacidades, conseguimos ultrapassar tudo.» - Princesa Dona Tereza de Orleans e Bragança, à revista “Caras”.
———————————
Dai-Lhe, Senhor, o descanso eterno entre os esplendores da luz perpétua, que descanse em paz. Amen.
Publicada por Maria Menezes em “Família Real Portuguesa

A Real Associação da Beira Litoral manifesta à Família enlutada e, muito em especial, à Família Real Portuguesa as mais sentidas condolências neste momento tão difícil.

—————————
S.A.R., A Princesa Dona Teresa de Orleans e Bragança, que completou no ano passado 90 anos de idade, esteve presente na Santa Missa celebrada por Sua Santidade, O Papa Bento XVI no dia 13 de Maio último, no Terreiro do Paço.
Dona Teresa Teodora de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz (nasceu em Boulogne-sur-Seine, (18 de junho de 1919), Princesa de Orléans e Bragança. É a última filha de D. Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança e de Sua Mulher, a Condessa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz. Sua Avó Paterna foi a Princesa Dona Isabel do Brasil.
É Tia materna de S.A.R., O Senhor Dom Duarte, ou seja, Irmã de S.A.R., A Senhora Dona Maria Francisca de Bragança, Mãe de S.A.R., O Senhor Dom Duarte de Bragança.
No dia 7 de outubro de 1957, em Sintra, casou com Ernesto António Maria Martorell y Calderó (1921-1985). Tiveram duas filhas, Elisabeth (1959) e Nuria (1960).
«A minha tia deu-nos durante toda a vida um exemplo de coragem e de coerência. Tem uma vida de dedicação aos mais necessitados.», disse S.A.R., Dom Duarte de Bragança sobre a Princesa Dona Teresa de Orleans e Bragança à revista Caras no ano passado quando celebrou o seu 90º aniversário de vida .
«O segredo para se chegar a esta idade é ser feliz e uma boa cristã, amar a Deus e acreditar sempre. Se não perdermos essas capacidades, conseguimos ultrapassar tudo.» disse A Princesa Dona Teresa de Orleans e Bragança, a propósito do seu 90º aniversário (18-06-2009) – (Revista Caras)
(Fonte: Facebook)
Nota:
Já tive oportunidade de comunicar a Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, os meus mais sentidos pêsames. Que a Sua Alteza Imperial, a Senhora Dona Teresa de Orleães e Bragança descanse em Paz. Deus a Guarde.

Feliz Aniversário à Infanta de Portugal, Dona Maria Francisca de Bragança

Desejo a Sua Alteza a Infanta Dona Maria Francisca um muito Feliz Aniversário e faço votos que tenha sempre muita alegria, saúde e felicidade em toda a sua vida.

Longa Vida à Nossa Infanta!

Longa Vida à Família Real Portuguesa!

Viva o Rei!

Viva Portugal!

Dom João IV – Crux Fidelis

Sua Alteza, o Infante Dom Dinis

Hoje celebra o seu 11.º aniversário, Sua Alteza, o Infante Dom Dinis de Bragança, terceiro filho de Suas Altezas Reais o Senhor Dom Duarte e Dona Isabel, Duques de Bragança.

Espero que esteja a passar um dia muito feliz e que tenha muita saúde, e muita felicidade.

Longa vida ao Duque do Porto!

 

Feliz Aniversário!!!

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Hoje é dia de Festa na Família Real Portuguesa!

Sua Alteza Real, a Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança, completa hoje o seu 44.º Aniversário.

Desejo à Senhora Dona Isabel, um muito Feliz dia de Aniversário, com muita alegria, saúde e muitas graças.

Viva a Rainha de Portugal!

Deixo aqui uma Biografia de Sua Alteza Real, a Duquesa de Bragança:

 
“S.A.R. a Senhora Dona Isabel de Bragança nasceu em Lisboa em 22 de Novembro de 1966.

Até 1976 viveu entre Portugal e Angola e estudou no Colégio das Doroteias.

Em 1976 a sua família mudou-se para o Brasil. Estudou então em S.Paulo, no Colégio de S. Luís, da Companhia de Jesus, até 1988.

Licenciou-se em Administração de Empresas na Universidade Getúlio Vargas em 1990.

Nesse ano regressou a Portugal e iniciou a sua actividade profissional numa empresa financeira, a BMF – Sociedade de Gestão de Patrimónios, S.A. onde esteve até 1995.

 
Em 13 de Maio de 1995 casou com S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, tendo três filhos: os Príncipes Dom Afonso de Santa Maria, Dona Maria Francisca e Dom Dinis.
 
 
 
 
 
 
 
 
 Desde 1995 a Senhora Dona Isabel tem realizado colóquios e conferências em vários países. É patrona de algumas instituições, de entre as quais:
 
Instituição privada de solidariedade social cuja finalidade é admitir, adaptar socialmente e devolver posteriormente às suas famílias naturais, crianças vítimas de abusos físicos , negligência e quaisquer outras formas de violação do seu desenvolvimento e direitos.

· Ajuda ao Recém Nascido
Instituição ligada à Maternidade Alfredo da Costa para apoio de emergência a recém-nascidos carenciados, que apoia cerca de 500 crianças por anos com roupas, medicamentos, alimentos e leite.

 
 
 
 
 
 
· Trissomia 21
Associação social privada sem fins lucrativos, cujos principais objectivos são a implementação de todas as acções relacionadas com os aspectos científicos, educacionais e sociais da Trissomia 21, Mongolismo e Doença de Down.

 

· Associação Portuguesa de Miastenia Grave e Doenças Neuro-Musculares
Associação criada no âmbito do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para melhores condições de atendimento dos doentes.

· Ajuda de Berço
Casa que acolhe temporariamente crianças, desde recém-nascidos até aos três anos, em situações de risco, que não tem possibilidade de receber cuidados dos pais.

· Os Francisquinhos
Associação de solidariedade social de pais e amigos de crianças do Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, com problemas de mal-formação ou filhos de mães toxico-dependentes ou portadoras do vírus da Sida, para acompanhamento e auxílio aos pais em colaboração com a comunidade.

 
 
 
 
 
S.A.R, a Senhora Duquesa de Bragança é Grã-Mestra da Real Ordem de Sta Isabel, Grã-Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Dama Grã-Cruz de Honra e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta. ”
 
 
Biografia retirada do Site da Casa Real Portuguesa

Discurso de Encerramento de S. A. R. Dom Duarte, no II Congresso “Os Mares da Lusofonia” – 22 de Outubro 2010

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Map highlighting countries where Portuguese ha...

Image via Wikipedia

Cascais, 22 de Outubro de 2010
Deste belo local que, em boa hora, a Câmara Municipal de Cascais ofereceu para a realização do II Congresso dos Mares da Lusofonia, podemos olhar para o Mar que criou o Mundo Lusófono do qual, felizmente, fazemos parte.

Mar que nos corre nas veias e cujas correntes nos impelem para desígnios de importância vital para o desenvolvimento e bem-estar de cada um e de todos, seja na vertente económica, social ou cultural.

O tema central escolhido para este ano: “A extensão da Plataforma Continental nos Países Lusófonos” – como se pode confirmar pela importância e profundidade das intervenções aqui registadas – é assunto do maior interesse para todos os Estados da CPLP face às novas e abundantes oportunidades que se abrirão. Queira Deus que as saibamos aproveitar…
O exemplo desta iniciativa da sociedade civil, num alargado espaço de debate politicamente descomprometido, com o objectivo de reunir pessoas interessadas e qualificadas em assuntos do Mar tendo como denominador comum falarem a mesma língua, crescerem do mesmo tronco e comungarem das mesmas convicções e preocupações, reúne condições únicas para construir algo de importante e consequente para o nosso futuro colectivo.
Neste aspecto, será importante relembrar o esforço desenvolvido pela CPLP para dar corpo às grandes linhas e orientações que tem vindo a apresentar, entre as quais destacamos pela natureza do tema a sua “Estratégia para os Oceanos” – que no seu conjunto perfazem mais de 7,5 milhões de Km2 – esforço esse, ao qual a Fundação D. Manuel II tem tentado corresponder, entre outras iniciativas, com a organização destes Congressos, no âmbito das Jornadas Rei D. Carlos.
Pela segunda vez, em dois anos, o Congresso dos Mares da Lusofonia realizou-se em Portugal, contando este ano, para além da Câmara Municipal de Cascais e da CPLP, com o apoio da Agência Cascais Atlântico e de um grande número de patrocinadores. A todos muito agradeço.
Os meus agradecimentos dirigem-se, também, àqueles que contribuíram para o sucesso desta acção, desde as várias Comissões envolvidas – a de Honra, a Científica e a Organizadora, aqui com uma referência especial ao seu Presidente Senhor D. Nuno van Uden e ao seu Coordenador Senhor Vice-Almirante Henrique Fonseca – e, naturalmente, a todos os oradores, conferencistas e moderadores cujas intervenções pela sua qualidade e interesse não podem nem devem ficar confinadas a este espaço.
Neste sentido, proponho que, à semelhança do sucedido em 2008, seja elaborada uma publicação idêntica à que ontem aqui foi apresentada, contendo todas as intervenções e conclusões deste II Congresso acrescida de objectivos para realizações concretas, cuja avaliação deverá ser feita no próximo Congresso em 2012, a realizar num outro País Lusófono, cujo local, em breve, gostaria que fosse anunciado.
Para concluir, tenho a grata satisfação de anunciar para muito breve o início de actividade do Instituto dos Mares da Lusofonia, cuja criação já havia proposto há dois anos, e que, em colaboração com a CPLP, terá como objectivo dinamizar e promover a discussão e realização de trabalhos relacionados com o Mar nos espaços sob soberania e jurisdição dos Países Lusófonos; estimular o intercâmbio na investigação marítima; contribuir para a criação e o desenvolvimento de iniciativas e projectos conjuntos entre os seus membros bem como envolver academias e universidades, nacionais e internacionais, para programas de licenciaturas e mestrados ligadas às ciências do Mar para jovens lusófonos.
A adesão a este projecto que tem recolhido grande entusiasmo da parte de tantos interessados sobre assuntos do Mar, oriundos de todos países de expressão portuguesa, deixam-me profundamente convicto do seu êxito e da importância de se trabalhar em conjunto.
Na verdade não nos poderemos nunca esquecer que o Mar foi, é e será o nosso Destino!

Muito obrigado a todos.

Dom Duarte de Bragança
Publicada por Maria Menezes
(Fonte: Blogue “Família Real Portuguesa”)
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