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Viva o Rei! Viva a Rainha! Viva a Família Real Portuguesa!

Hoje, 13 de Maio de 2012 contamos e celebramos os 17 anos de Aniversário de Casamento de Suas Altezas Reais o Senhor Dom Duarte e a Senhora Dona Isabel, Duques de Bragança e Herdeiros da Casa Real Portuguesa.

Hoje é um dia de Festa!

Hoje celebramos o amor que o nosso Rei tem pela nossa Rainha e vice-versa.

Hoje, ao celebrarmos esse mesmo Amor, celebramos os seus frutos, que é como quem diz, os nossos Infantes, Herdeiros da Sereníssima Casa de Bragança.

Desejo a Suas Altezas Reais um muito feliz Aniversário de Casamento e votos de que esse Amor perdure para sempre.

Viva o Rei! Viva a Rainha! Viva a Família Real Portuguesa!

E foi precisamente assim há 17 anos. Vamos ver:

Casamento Real na Alemanha!

O Chefe da Casa Imperial da Alemanha e da Casa Real da Prússia deu o nó. Poderia ser, se a Alemanha fosse uma Monarquia, o Kaiser Frederich IV von Hohenzollern. Bisneto do Kaiser Wilhelm II. De notar a elegante presença Portuguesa, de Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, neste Casamento Real.

Royal Wedding in Germany:

Germans rediscover royal glamour

CORRECTION Germany Royal Wedding

Ex-royalty: A wedding between two descendants of Germany’s defunct royalty has rekindled interest in the nation’s monarchist past. Picture: AP AP

A ROYAL wedding yesterday in Germany has rekindled the country’s interest in its long-defunct royals.

Prince Georg Friedrich Ferdinand of Prussia, great-great-grandson of Kaiser Wilhelm II, married Princess Sophie of Isenburg, in a church in Potsdam, outside Berlin.

The town is the former seat of the prince’s family that ruled much of Germany until the monarchy was abolished in 1918.

After yesterday’s ceremony, the couple travelled by horse-drawn carriage to Sanssouci Palace for a dinner and ball.

Several hundred onlookers lined the streets outside of the church to see the couple, who were relatively unknown until the announcement of the wedding.

Both work as consultants in Berlin.

The 33-year-old bride wore a dress designed by Wolfgang Joop, and a diamond tiara belonging to her family.

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The 35-year-old groom was dressed in a top hat and tails.

The event was broadcast live on local public TV, sparking protest from members of the former communist Left party, and was splashed across the pages of newspapers and glossy magazines. The couple held a civil ceremony on Friday.

From 1871, the Kings of Prussia also served as German Emperors, with Wilhelm II being the last. He abdicated in 1918, following World War I, and the German monarchy was dismantled.

Descendants of German royal families still carry their titles, although they have no meaning and are legally considered part of their names.

Germans view their own aristocrats sceptically, but many ardently follow the royal houses of their European neighbours.

Both this year’s major royal weddings, in London and Monaco, were broadcast live on German TV, attracting millions of viewers.

Herald Sun

SAR o Duque de Bragança na SIC (Excerto)

Hoje é dia da Santa Raivinha anti-monárquica

Calculo as cólicas, cãibras estomacais, ranger de dentes e erupções que hoje acometerão por esse mundo fora o grande partido da inveja anti-monárquica. Hoje, a Santa Liga da micro burguesia dos “direitos” e das “conquistas” do “somos todos iguais” estará indisposta. Mais abespinhada, a multidão de patetas endinheirados que se perguntarão “o que é que eles têm a mais ?” “Com que direito, só por serem príncipes, merecem tanta atenção ?” Há dois ou três anos, em Banguecoque, frequentando alguns meios “farang“, sobretudo americanos, angustiados pela monarquia tailandesa deles não querer saber para nada, apercebi-me da real expressão do anti-monarquismo da maioria dos ditos republicanos. Trata-se, pura e simples, de inveja: inveja por terem dinheiro e não poderem comprar um lugar na Casa Real, inveja por saberem que a monarquia está acima dos negócios, dos lóbis e até da macaqueação snob – isto é, Sans Noblesse – que dá pelo nome de “alta sociedade”; inveja, por se chamarem Smith, Jones, Lorent, Silva, Petit, Bauer e não Windsor, Orléans, Bourbon, Habsburg, Chakri.
A monarquia é mais atraente, possuiu uma dignidade quase genética e inspira nas pessoas bem formadas uma instintiva atitude reverente e comedimento nobilitador. A monarquia não são apenas pessoas, como os Reis não são burgueses, não têm “carreira” e não vivem derrancados no “negócio”, a alma da burguesia. É isto que não compreendem os fulanizadores. Por outro lado, a monarquia é mais bonita: pelos seus protagonistas, pela grandeza de que se reveste, pelas atitudes generosas que inspira. A monarquia apela a categorias do belo e do estético que contrariam, bem sei, o mundo moderno. A chave da sua magia está precisamente em reunir numa instituição tudo o que é passado, sem ser velha, tudo o que é presente, sem ser seguidista e aspirar ao futuro, naturalmente.
Publicada por Combustões em 29.4.11

Os solípedes do microfone

Como seria normal, sentei-me diante do televisor e fui seguindo os comentários das televisões portuguesas. O zapping oferece-nos a oportunidade de avaliar o nível geral dos profissionais da comunicação e como esperava, o superlativo dislate confirmou-se. Informações erradas são uma vulgaridade nestas ilustres personagens e para quem dedica a sua vida a ler notícias e a visionar os actores políticos do planeta, tal facto é imperdoável. Passando sobre parvoíces como a confusão de dinamarqueses com holandeses, notou-se sobretudo, uma irresistível mania pela conspiração e o anúncio de um “provável” ou “possível” desastre. Neste país que há décadas vive na queda mais absoluta da sua longa história, os repórteres de serviço não fugiram à regra. O nível geral fica-se pela compra de acções subavaliadas, golpes bancários, vigarices adjudicativas e comissõezitas à conta do pagode. Enfim, a república.

Enquanto as imagens da sua própria estação mostravam multidões a perder de vista por avenidas, parques, praças e ruas, os  pivots da nossa informação, os tagarelas de luxo convenciam-se acerca de um imaginado “periclitar” da Monarquia britânica. As entrevistas que de tempo a tempo iam fazendo aos entusiasmados participantes de rua, não foram capazes de os demover da sua augusta estupidez. Sempre de “república” na boca, iam justificando o irresistível contágio a que há muito se entregaram com vergonha de si próprios. Mas que intérpretes de gente! Habituados à solenidade das meias brancas de encavacados e outros bem conhecidos solípedes convivas de orçamento, medem o seu microcosmos à lupa, pretendendo extrapolá-lo para outras galáxias. “Se” o casamento não der certo, “se” a Monarquia ainda serve as conveniências da Grã-Bretanha, “se” a Monarquia serve a democracia – como se Portugal pudesse minimamente comparar-se à democracia britânica… – e mais outras tantas interrogações semi-imbecis, polvilharam o histerismo do todo televisivo português. Faltas de respeito, interrupções da fala de convidados que se dignaram a ajudar o canal a ser mais credível, eis tudo aquilo que se pode dizer. Cem anos “disto” e aqui temos um anedota de Estado, uma tropa fandanga de passo desconjuntado e à espera de pré, uma gente que não lembra ao diabo. É “isto”, a república portuguesa em iminente queda.

Muita frustração, muita inveja, burrice de estalo, uma excelsa e ignorante arrogância “militante e ajuramentada”, resume o todo das pretensas reportagens nacionais.

Quando a noiva entrou na Abadia de Westminster, premi o botão e decidi-me pela BBC. Que pena não o ter feito logo no primeiro minuto! O maior espectáculo do mundo bem merecia.

A Monarquia é de facto outra coisa e aqui está a explicação.


Fonte: Blogue “Estado Sentido”

Momentos do Casamento Real de Suas Altezas Reais, o Principe William e da Princesa Catherine, Duques de Cambridge

Não há República nenhuma do Mundo, que possa chegar aos calcanhares de uma Monarquia! Nem em sonhos!

Vivam os Noivos!

Viva a Monarquia!

Hinos Patrióticos Britânicos

E para fechar com “chave de ouro”, esta noite, ainda convido a verem os seguintes vídeos nos quais se cantam Hinos Patrióticos Britânicos.

Com todo os conteúdos que aqui deixei, quis chamar a atenção dos Portugueses, sobre que é uma Monarquia e sobretudo o que ela representa. Não! Não é nunca, nem poderia ser, um privilégio. Trata-se do cumprimento de um Dever, que é o de Servir o seu respectivo Povo. São poucos os dignos de ostentar uma Coroa, por alguma razão, esta função só é confiada a quem está, efectivamente, preparado para tal.

Daqui a poucas horas, começa o grande evento: Casamento Real de Sua Alteza Real, o Príncipe William de Gales com Catherine Middleton.

Entretanto, convido a verem, então os seguintes vídeos. Boa noite!

Power & Glory of the British Monarchy

Casamento Real em Terras de Sua Majestade Britânica

Dia 29 de Abril de 2011 é um dia histórico para a História da Monarquia Britânica. Sua Alteza Real, William of Wales e Catherine Middleton vão se unir, esperemos que para sempre, num Casamento que será transmitido em Directo para várias cadeias de televisão a nível mundial e a Boda Real entrará por nossas casas e seremos, a nível global mais de 100 milhões de pessoas a assistir.

É de facto, um evento Histórico. E como qualquer evento histórico, o PDR junta-se à festa que é também uma festa Monárquica, uma festa que celebra a união de um povo à sua Casa Real. É bom aqui sublinhar, que não é o Reino Unido que tem o FMI e o BCE a fazer inquéritos às suas contas públicas, pelo que, as críticas republicanas portuguesas e de outras partes, que são uma minoria e às quais ninguém dá a menor importância, não terão qualquer fundamento.

Entre hoje à noite e amanhã à noite, o PDR estará trajado celebrando o Casamento Real. Serão colocados artigos e vídeos alusivos à Monarquia Britãnica, acabando o dia com resumos do Casamento do Príncipe William e Catherine Middleton.

As Bandeiras da Monarquia Portuguesa voltarão a ser fundo de Página a partir de Sábado, meia noite.

Da minha parte, os meus votos para o Príncipe William e para Catherine Middleton toda a sorte do Mundo. Muita felicidade e façam da Rainha Isabel II, à semelhança da Vossa Antepassada a Rainha Vitória, uma Bisavó rapidamente.

Vivam os noivos!

Sigam todas as notícias do Casamento do ano, no Site do Casamento Real.

O sol nunca se põe põe para Isabel II

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA

O sol nunca se põe põe para Isabel II

Há mais monarquias do que monarcas. É que a rainha de Inglaterra também é soberana de países como o Canadá, a Austrália e a Jamaica.

Foi nos tempos da rainha Vitória que o Império Britânico atingiu o seu apogeu, estendendo-se do Canadá às Fiji, da Jamaica à Austrália, com Nigéria, Quénia e Índia pelo meio. Com justiça, os britânicos do século XIX argumentavam que nas terras da Coroa o sol nunca se punha. Ora, a descolonização acabou com os últimos impérios, e do britânico não restam hoje senão confetes como Gibraltar, as Malvinas ou Pitcairn. Mas Isabel II, a trineta de Vitória, pode continuar a reivindicar que nos seus domínios o sol nunca se põe: é que o prestígio dos monarcas ingleses sobreviveu ao fim da era colonial, e se Nigéria ou Índia preferiram ser repúblicas, já o Canadá, a Austrália ou a Nova Zelândia optaram por continuar a ter como chefe do Estado uma cabeça coroada.

Por culpa de Isabel II, o mundo tem assim 44 monarquias, mas 29 monarcas. Por exemplo, todas as monarquias das Américas têm a rainha de Inglaterra como titular. Aliás, os seus 135 milhões de súbditos espalham-se por três continentes e têm direito a atenções especiais. Aos 85 anos, Isabel II já não viaja tanto como no passado, mas desde que foi entronizada, em 1952, fez sempre questão de ser figura presente nos países que a reverenciam. Aliás, no primeiro ano de reinado visitou logo Jamaica e Nova Zelândia. E no ano seguinte foi à Austrália. A viagem mais recente aconteceu no ano passado, com uma ida ao Canadá. Ao longo do reinado, a monarca visitou já 24 vezes esse país.

Faltam quatro anos a Isabel II para bater o recorde de Vitória como a monarca inglesa mais duradoura. A trisavó reinou entre 1837 e 1901, e os seus tempos até passaram a ser conhecidos como era vitoriana. Mas a longevidade de Isabel II não lhe dá mesmo assim o título de monarca há mais tempo no trono. Essa honra cabe ao rei Bhumibol, que subiu ao trono tailandês em 1946.

Mas se a rainha de Inglaterra é a recordista em número de súbditos, hoje em dia a monarquia mais populosa é o Japão, com 128 milhões de habitantes. Akihito, que pertence à mais antiga das dinastias, é o único imperador entre os monarcas contemporâneos: além de reis, existem príncipes, grão-duques, sultões e emires. Todos juntos, reinam sobre 553 milhões de pessoas, menos de um décimo da humanidade.

Apesar de terem campeões de popularidade, como Isabel II ou Juan Carlos de Espanha, os monarcas são cada vez menos. Desde o final da I Guerra Mundial, quando desapareceram os impérios alemão, russo, austro-húngaro e otomano, as repúblicas têm vindo a ganhar terreno. E a última derrota das monarquias foi há três anos, quando o Nepal trocou o rei por um presidente. Mas a tendência não assusta Isabel II: dos seus domínios, só a Austrália possui um forte movimento republicano, e mesmo este admite que enquanto a actual soberana viver a mudança de sistema não acontecerá.

Fonte: SOL

Os livros sobre a monarquia inglesa – Da literatura ‘light’ aos contos de fadas

por JOANA EMÍDIO MARQUESOntem

Da literatura 'ligth' aos contos de fadas

Nasceram no centro do poder. As suas vidas ganham um estatuto lendário mesmo quando são marcadas pela tragédia. A literatura encarrega-se disso. Em Portugal as obras sobre a monarquia inglesa não abundam.

Príncipes e princesas, reis, rainhas, aias, criados, tesouros e tronos, conflitos, guerras e depois o final feliz. São assim os contos de fadas, histórias maravilhosas em que estas figuras surgem como uma encarnação do bem ou do mal, da beleza ou da fealdade mas sempre como modelo a seguir ou a evitar. Este universo dos contos de fadas que recobre de maravilhoso as monarquias e com o qual gerações atrás de gerações constroem o imaginário infantil. Não se pode pois falar de livros sobre a família real sem falar primeiro destas histórias que alimentam muito do fascínio que os membros das monarquias exercem sobre o mundo.

No caso da família real inglesa a sua história começa com o lendário rei Artur e a sua espada mágica, Excalibur, o reino de Camelot cheio de fadas, feitiços e glórias contados na saga de Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon. Os livros, que venderam milhares de exemplares, foram para muitos o único contacto com a história da família real inglesa, que em Portugal nunca constituiu um motivo de interesse suficiente para levar as editoras a apostar em edições e traduções. Só a princesa Diana, cuja vida atribulada e morte trágica tiveram durante muitos anos direito a crónicas diárias nos media originaram uma procura do público que justificou a edição de vários livros, entre elas Diana: Uma Vida, a biografia escândalo escrita por Tina Brown e editada pela Asa,Diana: O mito e a Moda, de Tamsin Blanchard e Tim Graham (Verbo) ou Diana: Um segredo bem Guardado, da autoria do inspector Ken Wharfe e de Robert Jobson (Estampa). Porém, na livraria virtual Amazon estão disponíveis 25 títulos, em inglês, sobre a mãe do príncipe William, cujo casamento, marcado para sexta-feira, dia 29, está já a gerar também um certo frisson no mundo editorial anglo-saxónico. Nos escaparates das livrarias portuguesas pode encontrar-se William e Kate: Uma história de Amor Real (Guerra&Paz).

Percorrer as estantes de livrarias reais como a Fnac ou a Bertrand ou virtuais como a Wook mostra que a monarquia inglesa não tem sido alvo de investimento por parte das editoras portuguesas. Nem o Tratado de Windsor, que liga Portugal a Inglaterra (o mais antigo em vigor na Europa) e que está na origem dos casamentos de D. João I com a princesa inglesa Filipa Lencastre e da infanta Catarina de Bragança com o rei inglês Carlos II, tem produzido muita literatura. A Esfera dos Livros e a escritora Isabel Stilwell são responsáveis por duas obras que se debruçam sobre estas mulheres.

O rei Henrique VIII ou as rainhas Isabel I e Vitória são as personagens mais retratadas na literatura traduzida para português. Dos títulos, entre elas estão: Os Últimos Dias de Henrique VIII, de Robert Hutchinson (Casa dasLetras), A Rainha Vitória: Biografia, de Jacques Langlade(Europa- -América) ou As Rainhas Tudor – O Poder Feminino em Inglaterra, de David Loads (Caleidoscópio). Uma das curiosidades sobre a realeza editada em Portugal é Reis Que Amaram como Rainhas, de Fernando Bruquetas de Castro, uma obra sobre os monarcas homossexuais da história europeia.

As paixões, os amores, infelicidades, o heroísmo ou a baixeza ou grandezas, seja em literatura light ou em profundas investigações históricas, a verdade é que as existências dos membros da monarquia inglesa parecem destinadas a deixar um rasto na posteridade. Mas, seja na literatura, na música ou apenas no imaginário popular, esse rasto colocá-los-á para sempre entre a realidade e a lenda.

Fonte: DN

A Monarquia Britânica é importante?

Euronews no Youtube

Uma indústria turística chamada monarquia

por LUMENA RAPOSOOntem

Uma indústria turística chamada monarquia

O casamento de Kate Middleton e do príncipe William, sexta-feira, está a ter um impacto significativo no aumento do número de turistas que por estes dias se encaminham para Londres.

No momento em que a crise económica e financeira se faz sentir também no Reino Unido, o já denominado “casamento do século” é encarado como uma “bênção dos deuses” para a economia do país.Os mais cépticos afirmam, porém, que o impacto será menor.

Menor ou não, o facto é que o enlace, no próximo dia 29, do príncipe William e Kate Middleton – como qualquer evento da família real britânica – está já a reflectir-se no número de turistas que rumam ao Reino Unido e em especial a Londres, onde irão fazer o “roteiro” dos monumentos que estão intimamente ligados à monarquia. Esta constatação reforça a ideia de que se a família real – acusada de ser uma das mais dispendiosas da Europa – constitui uma despesa para o erário público e, por isso, é alvo de críticas, ela é também geradora de fundos ao ponto de haver quem refira a monarquia como indústria turística. Segundo um estudo publicado em 2010, turistas estrangeiros que em 2009 visitaram locais relacionados directa ou indirectamente com a monarquia “contribuiram” com mais de 600 milhões de euros para os cofres britânicos.

O turismo, com os seus 2,1 milhões de postos de trabalho – 7% do total do país – é uma das maiores indústrias do Reino Unido. Este recebeu 23,9 milhões de turistas, em 2010, que terão contribuído com mais de 12 mil milhões de euros para a economia britânica. E, segundo alguns estudos, não se está perante o melhor ano do turismo do Reino Unido. Em 2009, por exemplo, foram mais de 28 milhões os estrangeiros que chegaram a Londres, um número que deverá ser ultrapassado este ano com o casamento real e mais ainda em 2012, ano do Jubileu da rainha Isabel II, dos Jogos Olímpicos e dos Paraolímpicos.

Um estudo recente publicado em alguns jornais britânicos dava conta de que o “casamento do século” deverá render mais de mil milhões de euros extra para a economia britânica, tendo em conta o movimento de turistas que estarão então na capital, que visitarão os monumentos da cidade e regressarão, depois, com as inúmeras “recordações” que ali adquirem para celebrar não só o momento mas também outros elementos da família real, como Isabel II ou a “Princesa do Povo”. Eles são as moedas, os DVD, as bonecas de papel a representar o jovem casal, os coloridos pratos, as toalhas de chá, as canenas de cerveja, etc..

“Sempre quis ver Buckingham Palace.” Esta é uma frase vulgarmente utilizada por muitos dos milhões de turistas que, anualmente, visitam a residência e local de trabalho da rainha em Londres e que só está aberta oito semanas por ano. No entanto, o local mais procurado por visitantes estrangeiros é precisamente a Torre de Londres, célebre por ter sido o local onde Ana Bolena, a segundo mulher de Henrique VIII, esteve presa, foi julgada e executada. Em 2009, por exemplo, só a Torre de Londres – onde podem ser vistas as jóias reais – recebeu 2,4 milhões de visitantes. Não existem, assim, dúvidas de que a monarquia é geradora de fundos, mas também é facto que a família real constitui um item algo pesado nas despesas do erário público.E as críticas aos seus gastos são tanto mais acesas quanto maior é a crise económica ou os escândalos em que se envolvem alguns príncipes.

Fonte: DN

Casas Reais

A ideia monárquica em Portugal ou, talvez ainda melhor, “realista”, como se diz noutros países europeus,  está condicionada por “cem anos sem rei”, facto que fez desaparecer a vivência directa do que significa ter um chefe de Estado cuja legitimidade assenta na cultura e na história nacionais, e não em processos eleitorais. Por outro lado, a memória desse facto tem vindo a crescer mercê do esforço da convicção dos que nunca desistiram, do que tem revelado a investigação histórica e das novas formas de comunicação das redes sociais digitais.

Entretanto o “feitiço virou-se contra o feiticeiro” porque as criticas à Casa Real portuguesa de há cem anos atrás, viraram-se contra o regime republicano. A crise da dívida externa portuguesa que explodiu com a crise internacional de 2008 parece-se demasiado com a crise de financeira de 1892. A falta de soluções convincentes dos partidos do Bloco Central da 3ª República recorda o empastelamento dos partidos rotativos da Monarquia. E mesmo os gastos da Presidência República Portuguesa são tão superiores em bruto e em termos relativos aos da Coroa espanhola, por exemplo, que todos se interrogam se, em tempo de crise, também daqui não poderá vir alguma solução.

Falta ainda definir claramente na opinião pública como, em Portugal, monarquia e democracia precisam uma da outra. Houve uma manipulação evidente dos ideais monárquicos pelas forças salazaristas desde o Estado Novo e nunca houve uma alternativa muito clara a este “roubo do realismo” . D Duarte de Bragança, , representante da Casa Real Portuguesa tem dado os passos decisivos ao responder quando lhe perguntam se “foi educado para ser rei”, que “foi educado para servir Portugal”. Esse sentido de serviço, que é o melhor da cidadania, ajuda a explicar a popularidade crescente da ideia monárquica entre uma população farta de ver os políticos “servirem-se a si próprios” em vez de servir o país.

Quanto ao casamento do príncipe Harry Windsor com Kate Midleton, ele significa, a meu ver, mais uma aliança das Casas Reais  com os respectivos povos.  Embora os tradicionais casamentos dinásticos entre monarcas e seus sucessores ainda sejam por vezes apresentados  na “imaginação mediática” como de “sangue azul”, sempre corresponderam a alianças no quadro europeu. Começaram a desaparecer nas monarquias nórdicas desde a década de 80, devido ao sólido posicionamento dos respectivos países dentro da realidade comum europeia, o que dispensa casamentos entre príncipes de nações estrangeiras e reforça os sentimentos de coesão nacional.

Mendo Henriques

Presidente do Instituto da Democracia Portuguesa

Fonte:  Blogue do “Movimento de Unidade Monárquica”

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