Ao contrário dessa gente importante
Comunicado de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa
As propostas do nosso Governo para a abolição de Feriados civis e religiosos são uma tentativa para aumentar a produtividade nacional, com o custo de apagar datas evocativas que reconhecem a dignidade, identidade, e individualidade de Portugal.
Pelas suas repercussões no futuro, não são conhecidas contas de organismos responsáveis que provem ser este um meio eficaz de o conseguir, mas compreendo a tentação em aumentar tempo de trabalho.
Contudo, e tal como afirmei nas celebrações do Dia 1 de Dezembro em Mirandela, é um mau caminho apagar as datas nacionais que a História consagrou.
O Dia 1 de Dezembro é o mais antigo feriado cívico português, que une toda a Nação Portuguesa, em torno da sua Bandeira, do seu Hino, da sua História e cuja Instituição Histórica evoca a Restauração da Independência contra a subjugação do nosso país a exigências externas.
O 10 de Junho começou por ser Dia de Camões, e afirmação da nossa Língua e Cultura e tornou-se em afirmação de Portugal e das Comunidades Portuguesas e celebração dos Encontros Nacionais de Combatentes, de cuja Comissão de Honra me orgulho de fazer parte.
Num cenário de não poder respeitar as duas datas, opto por manter o 1º. de Dezembro, porque para além do seu próprio significado, haveria oportunidade para honrar os Combatentes que ao longo dos séculos o tornaram possível, invocar a Cultura que Portugal soube, por isso, edificar e homenagear as Comunidades que nos continuam no mundo. Difícil seria apelo de igual abrangência no 10 de Junho.
Os feriados não pertencem aos Governos mas sim aos Povos e no grave transe que o nosso país atravessa, com acentuada crise de princípios, não se afigura útil eliminar datas que são de reconhecimento da nossa História e dos nossos valores quase milenares, afirmados por gerações sucessivas de Portugueses desde o 5 de Outubro de 1143.
Dom Duarte de Bragança
Sintra, 20/12/2012
Uma vontade enorme de vencer!
Ontem realizou-se o Jantar dos Conjurados 2011, no Centro Cultural de Belém, no qual, Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte, leu a tradicional Mensagem aos Portugueses.
Da Mensagem propriamente dita, gostaria de ressalvar dois pontos essenciais:
1- o provável desaparecimento do feriado do 1.º de Dezembro;
2- a missão que foi incutida mais uma vez, em lutarmos por Portugal e pela mudança necessária.
Começando pelo primeiro ponto, obviamente que não posso também concordar com o fim do Feriado que nos recorda todos aqueles que lutaram e muitos morreram para que Portugal voltasse a ser livre. Se o Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, como se pode ler aqui , considera uma estupidez, eu considero um verdadeiro insulto à nossa Memória Histórica Colectiva.
Retirar o Feriado do 1.º de Dezembro, é fechar os olhos à nossa História, é dar, de facto, razão ao Senhor Dom Duarte quando diz que, por exemplo, os manuais de História dão uma certa ideia de que Portugal não tem razão de ser como Nação e que não vale a pena lutar por ele. Mas quem não lutar por Portugal, além dos Portugueses, serão os franceses que nos invadiram 3 vezes no início do século XIX? Ou os Alemães que queriam dominar toda a Europa, com o objectivo claro de industrializar e desenvolver todas as áreas circundantes ao antigo III Reich e que a Europa mediterrânica seria o centro Agrícola?
Meus Senhores,
Portugal tem mais Dignidade do que vocês todos juntos!
Portugal tem um passado de glória e de afirmação do seu povo. Portugal, nem durante a Monarquia Dual, foi uma província de Espanha, mas sim, sempre um Reino. Se bem que, bem o sabemos, que o Conde-Duque de Olivares queria acabar com essa realidade, centrando todo o Poder em Madrid e na Coroa Espanhola. E nós, o nosso Povo, isto é, os nossos antepassados de 1640 levantaram-se em peso para aclamar o nosso Rei Dom João IV.
A República pode ter criado o feriado do 1.º de Dezembro e agora até o pode tirar. Mas uma coisa garanto, é que na Monarquia não brincaremos com o que nos é mais Sagrado que é a História dos Nossos Maiores.
Por outro lado, relativamente à Missão que nos foi incutida, mais uma vez pelo Senhor Dom Duarte, dá-nos uma enorme vontade de vencer e ultrapassar todas as barreiras até chegarmos, de facto, à Aclamação.
E aqui quero apelar a todos os Monárquicos:
Não esmoreçam! Bem sabemos que não é fácil, mas se não fizermos nada, mais difícil será. A Monarquia tem potencialidades e precisamos utilizá-las para a salvação da Pátria. É o nosso País todo que clama por soluções. Uma delas, pode ser a Monarquia!
É com a Monarquia que o Estado nos sairá mais barato!
É com a Monarquia que o nosso Estado se dará ao respeito!
É com a Monarquia que venceremos o futuro!
Portugueses
Ontém como hoje, temos que pensar sobre o futuro que queremos. Continuar a viver sob esta irresponsável república que já nos demonstrou que não tem um pingo de vergonha?
Ou mudar para algo verdadeiramente Português e que nos dê motivos de orgulho e satisfação e sobretudo confiança num futuro melhor para todos?
Será tão importante “podermos todos, se quisermos, ser candidatos a Presidente da República” que mereça a pena viver em República, mesmo no estado em que esta se encontra?
Será tão importante, em nome do egocentrismo republicano, sermos tão egoístas ao ponto de querermos resultados imediatos que não percebemos que mesmo que tenhamos bons resultados hoje, amanhã poderemos estar bem piores se não tomarmos em mão o nosso País e lhe dermos condições para uma estável governação em Democracia, com um Rei na Chefia do Estado?
Até quando vamos admitir que nos tratem como ignorantes ao ponto de não nos deixarem poder escolher entre Monarquia e República por via referendária, através do artigo 288b) da Constituição de 1976, que aliás é celebrada todos os anos, com a cançaõ “Grandola Vila Morena” gritando que o Povo é quem mais ordena, mas nunca perguntaram ao povo se queria mesmo viver em República!!!
É por causa dos valores da Liberdade e da Democracia, que eu prezo. E também com enorme amor a Portugal, que olhando para o Estado a que chegámos, acredito que tudo é possível e por isso, tenho uma enorme vontade em vencer! Se todos unidos lutarmos, lá chegaremos ao dia da Aclamação!
Sejamos hoje, como em 1640, Conjurados e resgatemos o nosso País!
Liberdade Portugueses!
Viva o Rei Dom Duarte!
Viva Portugal!
O meu Rei favorito é:
Eu gosto de todos os nossos Reis, pelos bons e maus motivos. Os que fizeram coisas boas, dão-me orgulho em Ser Português, com os que fizeram coisas erradas, dão-me uma tremenda lição, para que esse passado não se repita. O meu Rei favorito, é o de hoje: Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte. É o Senhor Dom Duarte que eu quero no Trono de Portugal, e portanto, é o meu Favorito. Viva o Rei!
O significado do Projecto Democracia Real
Ao defender a Democracia Real para Portugal, procura-se acima de tudo, fazê-lo com Respeito, Isenção Político-Partidária, Profissionalismo, Elegância e Objectividade.
O Projecto Democracia Real tem demonstrado ser um Projecto com enorme potencialidade.
Temos Respeito pelas Instituições e Representantes do Estado Português;
Somos Isentos em termos Partidos Políticos. No que toca à Equipa do Projecto Democracia Real, cada um de nós, vota no Partido que bem entende e não deixamos de concordar no objectivo comum para que nascemos lutar: a Salvação de Portugal!
Profissionalismo. Nos espaços do Projecto Democracia Real não há espaço para insultos, conversas sem conteúdos políticos sérios, procuramos sempre a originalidade, e poucas cópias. Não vivemos à conta das cópias dos outros. Só em casos considerados absolutamente imprescindíveis é que o fazemos, para dar força ao Movimento Monárquico no seu Todo!
Elegância. A forma organizada como está o Projecto Democracia Real, com 3 Blogues e um Canal no Youtube e ainda a publicação periódica de um Boletim Online, já para não falar dos Layouts escolhidos para diversas ocasiões, tem mostrado que este é um Projecto elegante e que chama a atenção dos interessados nesta área da Política.
Objectividade. O Blogue PDR – Reino de Portugal existe para a defesa e divulgação exclusiva da Monarquia Portuguesa, de ontem, hoje e de sempre! O Blogue PDR Lusofonia existe para a defesa da Lusofonia, sabendo, como sabemos, ser uma Bandeira que SAR o Senhor Dom Duarte tem lutado ao longo da sua vida. O Blogue PDR Europa existe, porque Portugal está na Europa, porque a Casa Real Portuguesa tem ligações familiares e de amizade com grande parte das Famílias Reais, Imperiais e Principescas e Aristocráticas do Velho Continente. E finalmente, o Canal no Youtube, é um trabalho multimédia, em que o visitante, poderá ver os vídeos que foram feitos, mas também os nossos vídeos favoritos, mais variados.
E se há mais algum valor a ter em conta, este é a Humildade.
O Projecto Democracia Real não é uma “seita”, nem o pretende ser. Nem nos move ser movimento oficial. O que nos move, é sem margem para dúvidas, usar estas fantásticas ferramentas que a Internet nos tem dado ao longo destes anos, e darmos também o nosso contributo e ajuda à Causa Real e Reais Associações, para com amizade que temos pelos Dirigentes do PPM e outros Monárquicos de outros Partidos, aqueles que têm lutado com a maior dignidade e sobriedade em prol da Monarquia, nunca misturando as funções do Rei com as funções Executivas.
O Rei que defendemos, é o representante máximo de uma Instituição verdadeiramente Nacional.
O Rei não entra em assuntos governativos. O que não significa que não possa estar informado sobre esses assuntos, e aconselhar aqueles que receberam pelo voto, o Dever de Governar a Respublica.
Neste sentido, mais uma vez, apelamos à Causa Real e Reais Associações, para que divulguem o nosso trabalho, que divulgaremos o vosso.
Por um Portugal Melhor!
Viva o Rei!
República Coroada
As Monarquias Parlamentares e Democráticas de hoje são autênticas “Repúblicas Coroadas” – quem o já afirmou várias vezes: SAR Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa. Se podemos ter uma Instituição verdadeiramente Nacional ligada à Democracia, na Chefia do Estado, por que haveríamos de nos cingir à mediocridade, quando a Dinastia representa o que de mais glorioso temos na nossa História e Património?
VIVA O REI DE PORTUGAL!
Tenho por Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Chefe da Casa Real Portuguesa, a maior admiração e respeito e sinto-me bastante honrado e dou Graças a Deus todos os dias, pelo facto, de ter excelentes relações de amizade.
O Senhor Dom Duarte carrega nos seus ombros uma tarefa árdua que poucos mortais conseguiriam aguentar: É portador da maior Herança que ele próprio, por ser quem é, representa: A Herança de manter viva a Memória Histórica dos seus Antepassados os Reis de Portugal, mas também garantir a continuidade dessa mesma herança e se possível enriquece-la com o que de melhor tem dado ao longos destes anos todos, ao serviço de Portugal, mesmo não sendo Rei de facto, mas de jure.
Por outro lado, o Senhor Dom Duarte, ao representar a Instituição Monárquica, está a defender os valores inerentes à mesma Instituição, tais como, a Liberdade, a Democracia, o Respeito pelo Próximo, a Responsabilidade de quem tem mais do que um Direito, um Dever, de Servir a sua Pátria e não se servir dela.
Ao representar a Monarquia em Portugal, o Senhor Dom Duarte, enquanto Rei de facto, poderá representar, seguramente, a continuidade da Democracia, e sem margem para dúvidas, será o melhor conselheiro de qualquer governante, com independência, equidistância e isenção.
A Monarquia em si, é uma Instituição de prestígio, que tem inúmeras vantagens. Acrescentarei apenas uma, num momento de crise como atravessamos: é um enorme factor de Riqueza Nacional.
Viva a Monarquia!
Viva Portugal!
Entrevista de SAR Dom Duarte ao Diário de Notícias
“Empréstimo do Brasil seria sempre melhor que do FMI“
por FERNANDO MADAÍL
Crise. Na sua mensagem de 1º de Dezembro, D. Duarte lançou a ideia de uma Confede-ração de Estados Lusófonos, para servir de rede ao falhanço do projecto europeu. Ao DN, advoga que o Brasil pode vir a desempenhar na CPLP o papel que, hoje, a da Alemanha tem na UE
Na sua mensagem de 1º de Dezembro defendeu a ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos. A CPLP pode ser aprofundada?
A CPLP deveria começar a evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos, que não é uma alternativa às alianças regionais (Mercosul, UE ou União Africana), mas um complemento – que, no caso de Portugal, iria conferir-nos uma posição muito mais forte dentro da UE, como a Inglaterra tem vantagens por causa da Common- wealth. Como se sabe, Isabel II [de Inglaterra] é rainha de mais uma dúzia de países: Austrália, Nova Zelândia, Canadá, várias ilhas nas Caraíbas e alguns Estados do Pacífico. Mas a Commonwealth não é só a chefia do Estado; é toda uma solidariedade entre esses países. Não sabemos o futuro. E pode acontecer – espero que não! – que as coisas corram muito mal na UE. Nesse caso, é bom termos uma alternativa.
E quais seriam as vantagens dessa confederação?
Há uma diferença muito importante entre a Confederação dos Países Lusófonos e a União Europeia. A UE tem uma certa unidade cultural – enquanto assumirmos que é, como diz o Papa Bento XVI, uma mistura entre a espiritualidade judaica, a lógica grega e o sentido de organização romano -, mas baseia-se sobretudo em interesses, enquanto a lusofonia é uma questão de afectividades. Apesar de todas as divergências e das guerras de independência, mantém-se uma afectividade e uma identidade cultural muito fortes. O que é que distingue um timorense de um indonésio? Aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia. É também o que distingue um angolano de um zairense ou um moçambicano de um sul-africano.
E como imagina essa confederação, pois não existe uma monarca comum como na Commonwealth?
Claro que a Commonwealth tem essa grande vantagem de ter uma rainha que é o Chefe do Estado de todos os países, mas isso não é indispensável. Uma união de repúblicas independentes pode muito bem criar uma série de organismos que preparem o caminho para uma confederação. Há vários exemplos. A própria UE, no meu entender, devia ser uma confederação e nunca uma federação. Muitos dos fundadores da UE diziam que o modelo para a Europa do futuro devia ser a antiga Confederação Suíça, em que as diferenças eram respeitadas. Infelizmente, estão a tentar uniformizar tudo e a extingir as diferenças, a começar pela moeda comum, que, como era de prever, provocou aos pequenos países um desastre económico.
Há alguma resistência ao Brasil como a potência dominante na CPLP.
Cada um dos grandes países tem um contributo importante a dar. Angola poderá vir a ser, em breve, uma grande potência económica – e tem todas as condições para ser um Brasil em África, desde que consiga resolver os problemas de adaptação à democracia e garanta uma administração que funcione melhor. Portugal tem inegavelmente capacidades enormes do ponto de vista cultural e científico. Mas é óbvio que o Brasil tem a dimensão, o sucesso económico e o desenvolvimento humano que lhe permitirão ser a locomotiva e um grande esteio da confederação. Se o Brasil tem um potencial económico muito grande isso é benéfico para todos os outros membros. Neste momento, na UE, estamos todos pendurados na Alemanha. Os alemães estão fartos e dizem que já não estão para aturar os países que se governaram mal e, daqui a pouco, deixam-nos cair.
Na sua mensagem, sugere mes- mo que “muito nos beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo em melhores condições do que com o FMI ou a Europa”. O Brasil poderia ser a nova Alemanha?
O Brasil tem capacidade para ser o motor do desenvolvimento económico de todos os países lusófonos. Veja-se esta curiosidade: o Estado de Minas Gerais, que é o terceiro mais importante do Brasil, só por si seria um país mais importante do que a Argentina, o Chile ou a Venezuela.
E que vantagens teria o Brasil, já representado no G20 e a reclamar um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, com a confederação?
Um país que atinge certo nível de desenvolvimento económico começa a ter também interesses geo-estratégicos. Assim como os EUA estão muito interessados no que se passa no resto do mundo e têm a sua área de influência, o Brasil também estaria interessado em ter uma presença na Europa que lhe pode ser benéfica, do ponto de vista económico e também político, e uma presença em África aparentemente menos interessante, mas com futuro – e, já hoje, o Brasil investe muito em Angola.
Um conjunto de países unidos pela mesma língua teria hipóteses de aumentar a área de influência?
Neste momento, já há interesse da Guiné Equatorial (julgo que tenho alguma culpa na vontade manifestada pelo seu Governo em aderir à CPLP); das ilhas Maurícias, porque se querem associar a Moçambique; e do Senegal, que queria entrar só como observador.
E a Galiza.
A Galiza gostava de ser considerada uma região (não um Estado) dentro da CPLP. O Governo português fica sempre muito preocupado, não vá eventualmente ofender Madrid. Mas isso não faz sentido. Em primeiro lugar, porque os galegos é que têm de decidir. Depois, porque os castelhanos também nunca se preocuparam em não ofender a nossa sensibilidade quando os interesses deles estão em jogo, nomeadamente quando começaram a ensinar espanhol em Angola.
Ontem anunciou que pediu a nacionalidade timorense. Porquê?
Primeiro, a minha pátria é a língua portuguesa – e gostava de ter uma ligação com o mais recente país de língua portuguesa. Mas sobretudo devido à ligação que todos conhecem e que tenho mantido com Timor-Leste.
Fonte: DN
Comemorações da Restauração na Imprensa Nacional
D. Duarte já pediu nacionalidade timorense
D. Duarte de Bragança pediu nacionalidade timorense pelas “relações profundas com Timor-Leste”. O pretendente ao trono afirma que Timor-Leste tem uma relação especial com a família real portuguesa.
“Gostaria de ter nacionalidade timorense”, declarou o herdeiro da Casa de Bragança, no Dia da Restauração da Independência, que se assinala esta quarta-feira, dia 1 de Dezembro.
Dom Duarte revelou que já “encetou contactos para obtenção da dupla nacionalidade através de um pedido comunicado ao presidente timorense José Ramos-Horta”.
O pretendente ao trono português afirmou ainda que sempre apoiou a causa de independência timorense e destacou “as relações profundas e espirituais do povo timorense com Portugal”.
A Casa de Bragança e a bandeira monárquica são símbolos de “grande significado” para a nação timorense, segundo D. Duarte, acrescentando que Timor-Leste tem uma relação especial a última dinastia portuguesa.
“Eu sou o liurai de Portugal”, disse o duque de Bragança, fazendo alusão ao nome utilizado antigamente para os chefes timorenses.
Fonte: Correio da Manhã
D. Duarte propõe ‘commonwealth’ lusófona
O Chefe da Casa Real, D. Duarte de Bragança, defende uma confederação dos países lusófonos, semelhante à Commonwealth, e rejeita quaisquer «fantasias iberistas, que seriam inconvenientes para Portugal».
Em entrevista, antes da comemoração da Restauração da Independência de 1640, D. Duarte de Bragança afirmou que uma comunidade dos países lusófonos «poderia ser extremamente positiva e benéfica».
D. Duarte de Bragança referiu que a ideia recolheu «grande aceitação» numa recente visita que efectuou ao Brasil, além de ser bem acolhida por diferentes países africanos de língua oficial portuguesa.
«Não é necessário, mas é verdade que um rei facilitaria a unidade dos países lusófonos porque não se punha tanto o problema de quem seria a chefia de estado dessa união. Mas pode-se perfeitamente levar o projecto para a frente com repúblicas», acrescentou o Chefe da Casa Real.
A ideia «não vai no sentido contrário à União Europeia e a outras uniões regionais dos diferentes países, antes pelo contrário. Seria uma dinâmica económica que provavelmente seria mais fértil e mais forte do que a dinâmica exclusivamente europeia», declarou o herdeiro da Coroa portuguesa.
Questionado sobre a pertinência histórica de uma união do mesmo tipo com Espanha, D. Duarte de Bragança rejeitou «fantasias iberistas ideológicas que seriam muito inconvenientes» para Portugal.
«Se perguntar aos bascos e aos catalães o bom que é ser governado pelos castelhanos, vai perceber o problema que têm os espanhóis, que é (que) os castelhanos querem mandar em todos», respondeu D. Duarte de Bragança.
O Chefe da Casa Real acrescentou também a situação dos galegos e defendeu que Portugal devia estreitar os laços com aquela região espanhola.
Lusa / SOL
Os cem anos de República foram “uma grande perda de tempo” e Portugal “voltou à situação dramática em que nos encontrávamos em 1910”, afirmou o Chefe da Casa Real, D. Duarte de Bragança, em entrevista à Agência Lusa.
“Depois de 100 anos de República, nós voltamos à situação dramática em que nos encontrávamos no começo da República, que estava também num regime praticamente falido”, declarou o Chefe da Casa Real numa entrevista antes das comemorações da Restauração da Independência.
D. Duarte de Bragança recordou que “foi por isso que os militares deram o golpe em 28 de maio de 1926” e acrescentou que “a II República, o Estado Novo, também não satisfez os portugueses. Daí um terceiro golpe militar, em 1974”.
Para o herdeiro da Casa de Bragança, “cada um desses golpes militares, 1910, 1926 e 1974, provocaram grandes perturbações, grandes atrasos na nossa economia, até situações de perseguição e perturbações políticas gravíssimas”.
Para D. Duarte de Bragança, “isso é a prova de que os cem anos de República foram uma grande perda de tempo. Perdemos cem anos, no fundo, a brincar às revoluções. Chegou a altura de percebermos que as revoluções trazem mais problemas do que vantagens”.
D. Duarte de Bragança declarou que Portugal “precisa de uma revolução cultural, não é de uma revolução militar”, que passa, por exemplo, por uma completa revisão dos programas de todos os níveis e sistemas de ensino no país.
“Temos que nos adaptar às novas circunstâncias em que vive hoje o mundo. Os privilégios de sermos europeus e de termos um nível de vida muito mais elevado do que os outros povos, trabalhando menos do que os outros, não podem ser mantidos. Temos que produzir para poder ter os privilégios de um estado social e de uma situação melhor”, considerou o Chefe da Casa Real.
Fonte: Diário Digital
Discurso do 1º de Dezembro
Duarte Pio compara crise actual à da Primeira República e pede referendo à monarquia 
30.11.2010 – 17:53 Por Maria Lopes
Duarte de Bragança considera que a actual crise que Portugal enfrenta é “comparável à vivida nos tempos da Primeira República”, e defende que a solução seria o país regressar à monarquia, razão pela qual insiste na realização de um referendo.
Num discurso a que o PÚBLICO teve acesso e que D. Duarte proferiu ao princípio da noite no Convento do Beato por ocasião das comemorações da Restauração da Independência, que se assinala amanhã, dia 1 de Dezembro, lembra que “a República, fundada pela força que derrubou um regime democrático, nunca, até aos nossos dias”, foi “legitimada pelo voto popular”.
Mais: o regime republicano não teve “capacidade para resolver nenhum dos problemas de que acusava a monarquia” e deverá ser significativo que as “democracias mais desenvolvidas e estáveis da Europa” sejam monarquias.
“Chegou a hora de a sociedade livremente dizer que Estado quer”, vinca D. Duarte, que recorrentemente fala sobre a necessidade de um referendo sobre a matéria. E alude a “sondagens que chegam a referir 20, 30 ou 40 por cento de monárquicos, conforme as perguntas são feitas, percentagens tanto mais valiosas quanto resultam da escolha de pessoas livres e não de propagandas de partidos ou de movimentos sem transparência”. Daí acreditar que os monárquicos são hoje uma minoria, mas “serão a maioria no futuro que se aproxima”.
Numa mensagem de “ânimo” aos portugueses, D. Duarte apela: “Lembrai-vos que tivemos momentos bem mais graves na nossa História em que a perenidade da instituição real foi suporte decisivo para a recuperação conseguida. A dinastia, baseada na família, oferece o referencial de continuidade de que Portugal está carente há cem anos.”
A “situação humilhante” de Portugal
No seu discurso, D. Duarte reflecte sobre a actual crise económica e financeira, mas também sobre a sua vertente social e educativa. E, tal como o Presidente da República vincou em diversos discursos nos últimos meses, considera o mar e a lusofonia como áreas de eleição para “um projecto de futuro” para Portugal e para os países que compõem a comunidade dos países de língua oficial portuguesa.
O Chefe da Casa Real classifica de “situação humilhante” o cenário em que Portugal se encontra actualmente, o que obriga a “reflectir sobre novos modelos de desenvolvimento económico e de vida em sociedade, inspirados na caridade”. É nesse campo que considera “desejável dinamizar as antigas tradições de voluntariado” e sobretudo que se recorra “aos beneficiários de subsídios do Estado, como condição para receberem esses subsídios”. “Receber subsídios sem dar a sua contribuição para a sociedade equivale a receber esmolas, o que não é bom”, aponta.
Outro factor de valorização da sociedade, aponta D. Duarte, é a educação, cujo sistema deve ser todo repensado, do pré-primário ao superior, “adaptando os cursos às necessidades profissionais actuais e futuras”, e criando condições para que as famílias com menos recursos possam escolher os estabelecimentos para os seus filhos frequentarem, sem que isso implique aumento de encargos para o Estado.
“Hoje é no mar e na lusofonia que a nossa atenção deve ser focada como áreas de eleição para realizar um projecto de futuro para o país” e para a CPLP, adianta, na mesma linha que o actual Presidente da República vem defendendo.
D. Duarte deixa também o seu apoio expresso à constituição de uma Confederação de Estados Lusófonos, “cuja adesão não comprometeria as alianças regionais existentes” – e exemplifica com o caso de o Reino Unido pertencer à Commonwealth e isso não prejudicar a sua participação na União Europeia, antes a “valoriza”.
Fonte: Público
MENSAGEM 1 DE DEZEMBRO 2010 DE SUA ALTEZA REAL O SENHOR DOM DUARTE, CHEFE DA CASA REAL PORTUGUESA

2010
Comecemos pela curiosa circunstância de a República, fundada pela força que derrubou um Regime Democrático, nunca, até aos nossos dias, haver sido legitimada pelo voto popular.
Significativo é, também, o facto de o regime republicano, nas suas várias expressões, não ter tido capacidade para resolver nenhum dos problemas de que acusava a Monarquia e o facto de que as Democracias mais desenvolvidas e estáveis da Europa serem Monarquias.
As nossas três repúblicas do séc. XX nasceram de três golpes militares após os quais os governantes se lançaram a reorganizar a sociedade, com os resultados que agora estão à vista.
Como herdeiro dos reis de Portugal, eu represento um outro princípio, o princípio da liberdade e não o da coerção. Chegou a hora de a sociedade livremente dizer que Estado quer.
Em vários reinos do Norte da Europa ouvi destacados políticos afirmarem que “vivemos em República, mas o nosso Rei é o melhor defensor da nossa República”.
Deixo aqui uma mensagem aos monárquicos, aos convictos que, hoje, são a minoria mas, segundo as sondagens, serão a maioria no futuro que se aproxima.
Quero lembrar que essas sondagens chegam a referir 20%, 30% ou 40% de monárquicos, conforme as perguntas são feitas, percentagens tanto mais valiosas
quanto resultam da escolha de pessoas livres e não de propagandas de partidos ou de movimentos sem transparência.
Quero agradecer-lhes a sua generosidade, o seu entusiasmo, a sua dedicação quando içam nas ruas a bandeira das quinas com a coroa e quero dizer-lhes que continuarei a acompanhá-los, como sucedeu no 5 de Outubro em Guimarães, o dia da independência nacional.
A situação humilhante em que a Nação se encontra perante nós próprios e a comunidade internacional obriga-nos a reflectir sobre novos modelos de desenvolvimento económico e de vida em sociedade, inspirados na Caridade (conceito mais abrangente do que o de solidariedade).
Com efeito, depois da expectativa inicial do projecto europeu que a generalidade dos membros abraçou e que assumindo-se, na sua origem, como um projecto de cooperação entre Estados – com os mais ricos a ajudarem os mais pobres – passou, rapidamente, de miragem a tragédia, com os mais fortes a ditar regras e a impor sanções aos mais vulneráveis.
Neste contexto de incerteza e preocupação, são, por isso, cada vez mais as vozes autorizadas que preconizam a necessidade da reforma do modelo de desenvolvimento económico global. A reactivação estratégica de uma agricultura sustentável e ecologicamente equilibrada é fundamental para enfrentarmos com segurança os desafios actuais, como há pouco tempo lembrou o Papa Bento XVI.
Precisamos de um novo modelo para conseguir maior felicidade e bem-estar com menor desperdício de recursos, que deverão ser melhor e mais justamente partilhados, para que a ninguém falte o essencial.
Havendo tantas necessidades de apoio às populações, seria desejável dinamizar as antigas tradições de voluntariado, recorrendo também aos serviços dos beneficiários de subsídios do Estado, como condição para receberem esses subsídios. Receber subsídios sem dar a sua contribuição para a sociedade equivale a receber esmolas, o que não é bom.
Portugal não pode cair no desânimo a que nos conduzem os constantes e confusos acontecimentos políticos nacionais amplamente noticiados.
É fundamental acreditar no Futuro e partilhar Esperança, nunca nos esquecendo de onde viemos e para onde queremos ir.
Para isso, há que cultivar os exemplos de competência, seriedade e coragem na defesa de ideais, combatendo a falta de autenticidade que, infelizmente, constitui uma das mais comuns e perversas características do nosso tempo.
Quem está na Política deve ter como primeiro e último objectivo SERVIR a Pátria e, em particular, permitir a valorização dos mais desfavorecidos.
E para esta valorização ser possível, teremos de repensar todo o nosso sistema educativo, do pré-primário ao superior, adaptando os cursos às necessidades profissionais actuais e futuras e criando – com suporte da rede de ensino privado e cooperativo – condições às famílias com menos recursos para poderem escolher os estabelecimentos que gostariam que os seus filhos frequentassem, sem que tal venha a implicar aumento de encargos para o Estado.
Tenho visitado muitas escolas onde me explicam que os programas são desajustados às realidades actuais e às saídas profissionais, e particularmente aos jovens com problemas de adaptação. O “ Cheque Ensino” seria uma solução para estes problemas, permitindo às famílias escolher a oferta escolar mais adaptada às necessidades dos seus filhos, evitando a discriminação económica actual e promovendo a qualidade do ensino através de uma saudável concorrência…
Só desta forma conseguiremos melhorar efectivamente o nível médio cultural, académico e profissional da população com vista ao progressivo desenvolvimento e engrandecimento do País e não com fim exclusivamente estatístico.
Na sua longa História, Portugal foi grande quando se lhe depararam desafios que envolveram projectos galvanizadores de verdadeira dimensão nacional. Nessas alturas, os portugueses sempre souberam responder com criatividade, entusiasmo e coragem.
Hoje, é no Mar e na Lusofonia que a nossa atenção deve ser focada como áreas de eleição para realizar um projecto de futuro para o País e para a Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa. Afinal, são estas duas vertentes que, desde o início da Expansão Marítima Portuguesa, com períodos de maior ou menor brilho, maior ou menor envolvimento, têm vindo a constituir o nosso Desígnio.
O prestigiado Jean Ziegler, meu professor em Genebra, ensinava que existem dois caminhos para desenvolver os povos. O primeiro começava pela educação profissional, académica e ética da população, que iria desenvolver o país e conduzi-lo ao enriquecimento. O segundo caminho consistia em injectar dinheiro estrangeiro na economia. Os governantes criariam grandes infra-estruturas, enriquecendo-se alguns deles no processo, e a população compraria bens de consumo importados, enriquecendo o comércio. Mas no fim, essa nação estaria endividada e a classe média empobrecida porque as capacidades de produção teriam diminuído.
Infelizmente é esta a nossa realidade recente.
Deixo para os especialistas apontarem os factores da crise que nos fustiga, fazerem os diagnósticos acertados, apontarem as vias de solução. Mas não posso deixar de dizer que é urgente arrepiarmos o caminho que nos trouxe vez, promovi, no âmbito da Comissão D. Carlos 100 Anos, a organização do Congresso “Mares da Lusofonia”que permitiu uma participada reflexão, com representantes de todos os Países da CPLP presentes, acerca da valia dos mares e das Plataformas Continentais dos países lusófonos nas vertentes estratégica, de segurança, jurídica, ambiental, científica à gravíssima crise económica e financeira que atravessamos, como venho denunciando desde há anos.
Foi justamente neste sentido que, este ano, pela segunda, tecnológica e económica.
A intensificação do intercâmbio de conhecimentos da sociedade civil e o fortalecimento das relações afectivas entre os nossos países contribuirá decisivamente para a supressão das barreiras que ainda existem.
Recentemente visitei o Brasil, pátria de minha Mãe, onde, em Brasília, tive a feliz oportunidade de contactar alguns membros do seu Governo.
Transmiti os meus sinceros votos de sucesso à recém-eleita Presidente Dilma Roussef.
Percebi que lá existe uma grande abertura à ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos, que muito beneficiaria todos os seus membros e cuja adesão não comprometeria as alianças regionais existentes. O facto do Reino Unido pertencer à Commonwealth não prejudica a sua participação na União Europeia mas valoriza-a.
Ainda sobre a importância da afectividade que naturalmente se cultiva na Comunidade Lusófona, virá a propósito salientar a decisão do Governo de Timor – país a que me ligam relações de profunda amizade – quando, há semanas, declarou o seu auxílio a Portugal na compra de parte da nossa dívida pública, num gesto de fraternal amizade.
Do mesmo modo, muito nos beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo em melhores condições do quecom o FMI ou a Europa.
Para concluir, gostaria de transmitir a todos os portugueses uma mensagem de ânimo:
Não vos deixeis abater pela situação de dificuldade económica e crise moral que actualmente nos invade.
Lembrai-vos que tivemos momentos bem mais graves na nossa História em que a perenidade da Instituição Real foi suporte decisivo para a recuperação conseguida.
A dinastia, baseada na família, oferece o referencial de continuidade de que Portugal está carente há cem anos.
Viva o Rei de Portugal!!!
Sua Alteza Real, Dom Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, em Guimarães, a 5 de Outubro de 2010 para as Celebrações do Tratado de Zamora de 5 de Outubro de 1143, assinado entre Dom Afonso VII de Leão e Castela e Dom Afonso Henriques, em que o primeiro dos signatários reconheceu o segundo signatário como Rei de Portugal, Soberano Independente. Era a Liberdade e a Independência de Portugal, formalizadas.
Viva Portugal!
Discurso de Encerramento de S. A. R. Dom Duarte, no II Congresso “Os Mares da Lusofonia” – 22 de Outubro 2010
Mar que nos corre nas veias e cujas correntes nos impelem para desígnios de importância vital para o desenvolvimento e bem-estar de cada um e de todos, seja na vertente económica, social ou cultural.
Muito obrigado a todos.





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