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O Senhor Dom Duarte na OVIBEJA 2012

Reportagem em vídeo da visita de S.A.R. o Senhor Duque de Bragança à 29.ª OVIBEJA, no dia 29 de Abril de 2012, acompanhado por Dr. Luís Lavradio, Presidente da Causa Real.
Publicado por Joana Dias Pereira em Netcafé Monarquia Moderna

Apelo aos Monárquicos Portugueses

Monárquicos!

Quando se sente e quando se percebe com honestidade a realidade em que o nosso Portugal se encontra, é nosso dever, é nossa obrigação, mostrar o nosso apoio incondicional a Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real de Portugal. E assim, e começando pelas plataformas online temos o dever de divulgar a todos os nossos contactos esses espaços, para que possamos aproximar cada vez mais o nosso Rei do seu Povo, o nosso Povo, Nós Portugueses.

Neste sentido, apelo a todos que divulguem os seguintes espaços:

Site da Casa Real Portuguesa

Canal da Casa Real Portuguesa no Youtube

Página de SAR o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança no Facebook 

O Senhor Dom Duarte tem procurado defender o melhor possível os interesses de Portugal acima dos seus próprios interesses. Tem sido um Rei, mesmo não estando no Trono ainda.

Nas vésperas do Aniversário de Sua Alteza Real, façamos este gesto em Homenagem ao nosso Rei, em nome do futuro de Portugal.

Muito obrigado.

Viva o Rei!

Viva Portugal!

Dois Reais Irmãos, marcados pela Tragédia

Sua Alteza Real, o Príncipe Real, Dom Luiz Filipe

Sua Majestade Fidelissima, El-Rei de Portugal, Dom Manuel II

Dois Reais Irmãos. Duas vítimas da ganância pelo poder, por parte de uma minoria republicana. Dom Luiz Filipe, barbaramente assassinado, assim como seu Augusto Pai, o Rei Dom Carlos I, a 1 de Fevereiro de 1908. Dom Manuel II, que nesse trágico dia, ficou ferido num braço, assumiu o Trono de Portugal, e que foi traído pelas elites do regime, que se guerreavam não dando a estabilidade fundamental que a Monarquia precisava para ser salva da queda. Dom Manuel II foi vítima do Exílio e nunca mais voltou a ver a sua Pátria bem amada. Lá de longe, no Reino Unido, amou mais a sua Pátria, do que muitos que se diziam Monárquicos e que o abandonaram.

Este ano, recordarei por diversas vezes, o Rei Dom Manuel II, dado que a 2 de Julho completarão 80 anos do seu falecimento. Não esquecerei o amor a Portugal de Dom Manuel II enquanto reinou e mesmo depois no exílio.

Para finalizar, proponho que escutemos esta belíssima canção “El-Rei”, cantada por José Campos e Sousa. Viva o Rei!

“O Dia de Portugal devia ser celebrado a 1 de Dezembro” (in Expresso 03-Dez-2011)

Duarte Nuno, duque de Bragança, é o rosto e a voz dos monárquicos portugueses. Aceitou dar uma entrevista quando o risco de acabar o feriado do Dia da Restauração se tornou bem real. Era o palco principal das celebrações dos adeptos da monarquia que, assume, já “são 30%, da população”. Dom Duarte discorda. Para ele o perigo continua a vir de Espanha.


expreso_3-dez-2011

P Choca-o o fim deste feriado?
R Acho que se podia juntar o feriado de 10 de junho com o 1 de dezembro, porque o dia de Portugal foi escolhido um pouco arbitrariamente. Foi o Camões, como poderia ser outra personagem histórica. Podia ser o Nuno Álvares… Celebrando o Dia de Portugal a 1 de dezembro — um feriado criado na 1ª República — celebrava-se a independência. Porque a mensagem que se passa ao não se celebrar a independência é a de que o assunto não tem importância Se quiserem entregar-nos a Espanha, porque não?

P Há risco dessa interpretação?
R
Claro que sim. Faz parte de uma campanha que dura há muito de que Portugal não tem viabilidade e que mais vale sermos espanhóis.

P Sabe a origem da campanha?
R
Há interesses económicos de empresários que veem vantagens nessa associação. Há interesses ideológicos, que vêm desde os revolucionários de 1910. Há uma corrente iberista que vai passando a sua mensagem. As pessoas tentadas por estas ideias deveriam visitar a Catalunha, o País Basco, a Galiza e ver como é bom ser dominado pelos castelhanos! Uma coisa é a nossa colaboração – e eu gosto imenso de Espanha e da família real – mas temos de tratar os espanhóis em pé de igualdade. Quando eles começam a mandar noutros povos são sempre problemáticos.

P Os perigos não vêm antes de França e da Alemanha?
R Não acho. As empresas alemãs em Portugal são excelentes exemplos. Os empresários espanhóis são completamente diferentes. O problema não é esse. Nós achámos que éramos ricos como os alemães, começámos a gastar como eles e até mais. Agora, temos de pagar. A culpa não é de modo nenhum da senhora Merkel. A culpa é nossa.

P Não vê na crise europeia o risco de invasão da soberania?
R Só quando pagarmos o que devemos recuperaremos esse tipo de soberania. Os países mais bem governados acham que somos um bocado irresponsáveis, que não nos sabemos governar.

P Concorda?
R Fomos muito irresponsáveis, de facto. Tentei sempre contrariar os excessos de autoestradas, a Expo, o CCB, uma grande quantidade de coisas que se estava mesmo a ver não iam produzir riqueza. Toda a gente achava que não tinha razão. Contrariei quanto pude a entrada no euro, porque não tínhamos competitividade para isso. A verdade é que os países que não estão no euro, no geral, estão melhor.

P O fim do 1º de dezembro tira-lhe espaço de intervenção?
R Não quero ser como os profetas que acabaram apedrejados por estarem sempre a dizer coisas muito chatas… Há uma parte da população que me ouve. Ouvem-me os adeptos da monarquia e esses serão cerca de 30%, dizem as sondagens. Esse alertar para os problemas nacionais e propor soluções positivas sempre poderei fazer.

P Há monárquicos no Governo? Ouviram-no sobre isto?
R Há vários, até inscritos em organizações. Mas não fui ouvido sobre este tema, embora já tenha contactado com membros do Governo e tenha tido conversas muito interessantes com o primeiro-ministro.

P A supressão de feriados é necessária?
R Não sei. Acho que podia ser uma medida provisória, até a situação económica estabilizar. O que acho muito mau para a produtividade são as pontes. Foi um hábito que se criou que é francamente desaconselhável.

P Vê uma saída para esta crise?
R Depende. Como não temos moeda para desvalorizar só pode ser com medidas duras. Mas é preciso que sejam justas e que não haja grupos que fiquem de fora dos sacrifícios.

P A população percebe a necessidade destas medidas?
R Há aquele ditado popular de “o que tem de ser tem muita força”. Mas é preciso explicar. E há que dar exemplos. É importante consumir produtos nacionais. Digo isto há anos. Os particulares ainda ligam alguma coisa. O Estado não liga nenhuma: veja os carros que compram! Importam materiais e mão de obra para as grandes obras públicas!

NÃO À REVOLUÇÃO

Os portugueses vão contestar a austeridade?
As pessoas estão suficientemente informadas para perceberem que a revolta não leva a nada. O que resolve é essa capacidade portuguesa para o desenrascanço.

Soares disse que poderá haver uma revolução…
Está a voltar aos seus tempos heróicos da revolta. É muito jovem de espírito e como se revoltou para implantar a democracia, acha que estamos na mesma. Só que o regime não democrático estava economicamente muito bem e os revolucionários de 74 puderam ser generosos com o dinheiro que a 2ª República acumulou. Acho que foi Thatcher quem disse que o socialismo era a arte de ser muito generoso com o dinheiro dos outros.

Precisamente por essa falta de dinheiro, podia dar-se uma revolução…
Não vejo sinais. O marxismo-leninismo está completamente fora de moda, ninguém acredita nisso. Nem mesmo em Cuba… Há um lugar onde o socialismo e até o comunismo funcionam muito bem, que são os conventos. Aí, divide-se tudo, partilha-se tudo. Mas é voluntário.

Texto – Rosa Pedroso Silva

Fotos – Luís Faustino

Retirado do Site da Real Associação de Lisboa

Nota: Quando é que esta imprensa acerta no nome do Senhor Dom Duarte Pio de Bragança? Não conseguem investigar e perceber que Dom Duarte Nuno era o nome do anterior Duque de Bragança, Pai do Senhor Dom Duarte Pio? Valha-nos Deus!

VIVA O REI DE PORTUGAL!

Tenho por Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Chefe da Casa Real Portuguesa, a maior admiração e respeito e sinto-me bastante honrado e dou Graças a Deus todos os dias, pelo facto, de ter excelentes relações de amizade.

O Senhor Dom Duarte carrega nos seus ombros uma tarefa árdua que poucos mortais conseguiriam aguentar: É portador da maior Herança que ele próprio, por ser quem é, representa: A Herança de manter viva a Memória Histórica dos seus Antepassados os Reis de Portugal, mas também garantir a continuidade dessa mesma herança e se possível enriquece-la com o que de melhor tem dado ao longos destes anos todos, ao serviço de Portugal, mesmo não sendo Rei de facto, mas  de jure.

Por outro lado, o Senhor Dom Duarte, ao representar a Instituição Monárquica, está a defender os valores inerentes à mesma Instituição, tais como, a Liberdade, a Democracia, o Respeito pelo Próximo, a Responsabilidade de quem tem mais do que um Direito, um Dever, de Servir a sua Pátria e não se servir dela.

Ao representar a Monarquia em Portugal, o Senhor Dom Duarte, enquanto Rei de facto, poderá representar, seguramente, a continuidade da Democracia, e sem margem para dúvidas, será o melhor conselheiro de qualquer governante, com independência, equidistância e isenção.

A Monarquia em si, é uma Instituição de prestígio, que tem inúmeras vantagens. Acrescentarei apenas uma, num momento de crise como atravessamos: é um enorme factor de Riqueza Nacional. 

Viva a Monarquia!

Viva Portugal!

SAR o Duque de Bragança na SIC (Excerto)

Entrevista de SAR Dom Duarte ao Diário de Notícias

“Empréstimo do Brasil seria sempre melhor que do FMI

por FERNANDO MADAÍL

Crise. Na sua mensagem de 1º de Dezembro, D. Duarte lançou a ideia de uma  Confede-ração de Estados Lusófonos, para servir de rede ao falhanço do projecto europeu. Ao DN, advoga que o Brasil pode vir a desempenhar na CPLP o papel que, hoje, a da Alemanha tem na UE

Na sua mensagem de 1º de Dezembro defendeu a ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos. A CPLP pode ser aprofundada?

A CPLP deveria começar a evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos, que não é uma alternativa às alianças regionais (Mercosul, UE ou União Africana), mas um complemento – que, no caso de Portugal, iria conferir-nos uma posição muito mais forte dentro da UE, como a Inglaterra tem vantagens por causa da Common- wealth. Como se sabe, Isabel II [de Inglaterra] é rainha de mais uma dúzia de países: Austrália, Nova Zelândia, Canadá, várias ilhas nas Caraíbas e alguns Estados do Pacífico. Mas a Commonwealth não é só a chefia do Estado; é toda uma solidariedade entre esses países. Não sabemos o futuro. E pode acontecer – espero que não! – que as coisas corram muito mal na UE. Nesse caso, é bom termos uma alternativa.

E quais seriam as vantagens dessa confederação?

Há uma diferença muito importante entre a Confederação dos Países Lusófonos e a União Europeia. A UE tem uma certa unidade cultural – enquanto assumirmos que é, como diz o Papa Bento XVI, uma mistura entre a espiritualidade judaica, a lógica grega e o sentido de organização romano -, mas baseia-se sobretudo em interesses, enquanto a lusofonia é uma questão de afectividades. Apesar de todas as divergências e das guerras de independência, mantém-se uma afectividade e uma identidade cultural muito fortes. O que é que distingue um timorense de um indonésio? Aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia. É também o que distingue um angolano de um zairense ou um moçambicano de um sul-africano.

E como imagina essa confederação, pois não existe uma monarca comum como na Commonwealth?

Claro que a Commonwealth tem essa grande vantagem de ter uma rainha que é o Chefe do Estado de todos os países, mas isso não é indispensável. Uma união de repúblicas independentes pode muito bem criar uma série de organismos que preparem o caminho para uma confederação. Há vários exemplos. A própria UE, no meu entender, devia ser uma confederação e nunca uma federação. Muitos dos fundadores da UE diziam que o modelo para a Europa do futuro devia ser a antiga Confederação Suíça, em que as diferenças eram respeitadas. Infelizmente, estão a tentar uniformizar tudo e a extingir as diferenças, a começar pela moeda comum, que, como era de prever, provocou aos pequenos países um desastre económico.

Há alguma resistência ao Brasil como a potência dominante na CPLP.

Cada um dos grandes países tem um contributo importante a dar. Angola poderá vir a ser, em breve, uma grande potência económica – e tem todas as condições para ser um Brasil em África, desde que consiga resolver os problemas de adaptação à democracia e garanta uma administração que funcione melhor. Portugal tem inegavelmente capacidades enormes do ponto de vista cultural e científico. Mas é óbvio que o Brasil tem a dimensão, o sucesso económico e o desenvolvimento humano que lhe permitirão ser a locomotiva e um grande esteio da confederação. Se o Brasil tem um potencial económico muito grande isso é benéfico para todos os outros membros. Neste momento, na UE, estamos todos pendurados na Alemanha. Os alemães estão fartos e dizem que já não estão para aturar os países que se governaram mal e, daqui a pouco, deixam-nos cair.

Na sua mensagem, sugere mes- mo que “muito nos beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo em melhores condições do que com o FMI ou a Europa”. O Brasil poderia ser a nova Alemanha?

O Brasil tem capacidade para ser o motor do desenvolvimento económico de todos os países lusófonos. Veja-se esta curiosidade: o Estado de Minas Gerais, que é o terceiro mais importante do Brasil, só por si seria um país mais importante do que a Argentina, o Chile ou a Venezuela.

E que vantagens teria o Brasil, já representado no G20 e a reclamar um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, com a confederação?

Um país que atinge certo nível de desenvolvimento económico começa a ter também interesses geo-estratégicos. Assim como os EUA estão muito interessados no que se passa no resto do mundo e têm a sua área de influência, o Brasil também estaria interessado em ter uma presença na Europa que lhe pode ser benéfica, do ponto de vista económico e também político, e uma presença em África aparentemente menos interessante, mas com futuro – e, já hoje, o Brasil investe muito em Angola.

Um conjunto de países unidos pela mesma língua teria hipóteses de aumentar a área de influência?

Neste momento, já há interesse da Guiné Equatorial (julgo que tenho alguma culpa na vontade manifestada pelo seu Governo em aderir à CPLP); das ilhas Maurícias, porque se querem associar a Moçambique; e do Senegal, que queria entrar só como observador.

E a Galiza.

A Galiza gostava de ser considerada uma região (não um Estado) dentro da CPLP. O Governo português fica sempre muito preocupado, não vá eventualmente ofender Madrid. Mas isso não faz sentido. Em primeiro lugar, porque os galegos é que têm de decidir. Depois, porque os castelhanos também nunca se preocuparam em não ofender a nossa sensibilidade quando os interesses deles estão em jogo, nomeadamente quando começaram a ensinar espanhol em Angola.

Ontem anunciou que pediu a nacionalidade timorense. Porquê?

Primeiro, a minha pátria é a língua portuguesa – e gostava de ter uma ligação com o mais recente país de língua portuguesa. Mas sobretudo devido à ligação que todos conhecem e que tenho mantido com Timor-Leste.

 

Fonte: DN

Dom João IV – Crux Fidelis

MENSAGEM 1 DE DEZEMBRO 2010 DE SUA ALTEZA REAL O SENHOR DOM DUARTE, CHEFE DA CASA REAL PORTUGUESA

Mensagem do 1º de Dezembro

2010

Por S.A.R. o Duque de Bragança
Na perspectiva histórica de um País com perto de 900 anos, o penoso caminhar numa crise comparável à vivida nos tempos da I República cujo centenário este ano faustosamente se comemorou, permite-nos retirar diversas conclusões.

Comecemos pela curiosa circunstância de a República, fundada pela força que derrubou um Regime Democrático, nunca, até aos nossos dias, haver sido legitimada pelo voto popular.

Significativo é, também, o facto de o regime republicano, nas suas várias expressões, não ter tido capacidade para resolver nenhum dos problemas de que acusava a Monarquia e o facto de que as Democracias mais desenvolvidas e estáveis da Europa serem Monarquias.

As nossas três repúblicas do séc. XX nasceram de três golpes militares após os quais os governantes se lançaram a reorganizar a sociedade, com os resultados que agora estão à vista.

Como herdeiro dos reis de Portugal, eu represento um outro princípio, o princípio da liberdade e não o da coerção. Chegou a hora de a sociedade livremente dizer que Estado quer.

Em vários reinos do Norte da Europa ouvi destacados políticos afirmarem que “vivemos em República, mas o nosso Rei é o melhor defensor da nossa República”.

Deixo aqui uma mensagem aos monárquicos, aos convictos que, hoje, são a minoria mas, segundo as sondagens, serão a maioria no futuro que se aproxima.

Quero lembrar que essas sondagens chegam a referir 20%, 30% ou 40% de monárquicos, conforme as perguntas são feitas, percentagens tanto mais valiosas

quanto resultam da escolha de pessoas livres e não de propagandas de partidos ou de movimentos sem transparência.

Quero agradecer-lhes a sua generosidade, o seu entusiasmo, a sua dedicação quando içam nas ruas a bandeira das quinas com a coroa e quero dizer-lhes que continuarei a acompanhá-los, como sucedeu no 5 de Outubro em Guimarães, o dia da independência nacional.

A situação humilhante em que a Nação se encontra perante nós próprios e a comunidade internacional obriga-nos a reflectir sobre novos modelos de desenvolvimento económico e de vida em sociedade, inspirados na Caridade (conceito mais abrangente do que o de solidariedade).

Com efeito, depois da expectativa inicial do projecto europeu que a generalidade dos membros abraçou e que assumindo-se, na sua origem, como um projecto de cooperação entre Estados – com os mais ricos a ajudarem os mais pobres – passou, rapidamente, de miragem a tragédia, com os mais fortes a ditar regras e a impor sanções aos mais vulneráveis.

Neste contexto de incerteza e preocupação, são, por isso, cada vez mais as vozes autorizadas que preconizam a necessidade da reforma do modelo de desenvolvimento económico global. A reactivação estratégica de uma agricultura sustentável e ecologicamente equilibrada é fundamental para enfrentarmos com segurança os desafios actuais, como há pouco tempo lembrou o Papa Bento XVI.

Precisamos de um novo modelo para conseguir maior felicidade e bem-estar com menor desperdício de recursos, que deverão ser melhor e mais justamente partilhados, para que a ninguém falte o essencial.

Havendo tantas necessidades de apoio às populações, seria desejável dinamizar as antigas tradições de voluntariado, recorrendo também aos serviços dos beneficiários de subsídios do Estado, como condição para receberem esses subsídios. Receber subsídios sem dar a sua contribuição para a sociedade equivale a receber esmolas, o que não é bom.

Portugal não pode cair no desânimo a que nos conduzem os constantes e confusos acontecimentos políticos nacionais amplamente noticiados.

É fundamental acreditar no Futuro e partilhar Esperança, nunca nos esquecendo de onde viemos e para onde queremos ir.

Para isso, há que cultivar os exemplos de competência, seriedade e coragem na defesa de ideais, combatendo a falta de autenticidade que, infelizmente, constitui uma das mais comuns e perversas características do nosso tempo.

Quem está na Política deve ter como primeiro e último objectivo SERVIR a Pátria e, em particular, permitir a valorização dos mais desfavorecidos.

E para esta valorização ser possível, teremos de repensar todo o nosso sistema educativo, do pré-primário ao superior, adaptando os cursos às necessidades profissionais actuais e futuras e criando – com suporte da rede de ensino privado e cooperativo – condições às famílias com menos recursos para poderem escolher os estabelecimentos que gostariam que os seus filhos frequentassem, sem que tal venha a implicar aumento de encargos para o Estado.

Tenho visitado muitas escolas onde me explicam que os programas são desajustados às realidades actuais e às saídas profissionais, e particularmente aos jovens com problemas de adaptação. O “ Cheque Ensino” seria uma solução para estes problemas, permitindo às famílias escolher a oferta escolar mais adaptada às necessidades dos seus filhos, evitando a discriminação económica actual e promovendo a qualidade do ensino através de uma saudável concorrência…

Só desta forma conseguiremos melhorar efectivamente o nível médio cultural, académico e profissional da população com vista ao progressivo desenvolvimento e engrandecimento do País e não com fim exclusivamente estatístico.

Na sua longa História, Portugal foi grande quando se lhe depararam desafios que envolveram projectos galvanizadores de verdadeira dimensão nacional. Nessas alturas, os portugueses sempre souberam responder com criatividade, entusiasmo e coragem.

Hoje, é no Mar e na Lusofonia que a nossa atenção deve ser focada como áreas de eleição para realizar um projecto de futuro para o País e para a Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa. Afinal, são estas duas vertentes que, desde o início da Expansão Marítima Portuguesa, com períodos de maior ou menor brilho, maior ou menor envolvimento, têm vindo a constituir o nosso Desígnio.

O prestigiado Jean Ziegler, meu professor em Genebra, ensinava que existem dois caminhos para desenvolver os povos. O primeiro começava pela educação profissional, académica e ética da população, que iria desenvolver o país e conduzi-lo ao enriquecimento. O segundo caminho consistia em injectar dinheiro estrangeiro na economia. Os governantes criariam grandes infra-estruturas, enriquecendo-se alguns deles no processo, e a população compraria bens de consumo importados, enriquecendo o comércio. Mas no fim, essa nação estaria endividada e a classe média empobrecida porque as capacidades de produção teriam diminuído.

Infelizmente é esta a nossa realidade recente.

Deixo para os especialistas apontarem os factores da crise que nos fustiga, fazerem os diagnósticos acertados, apontarem as vias de solução. Mas não posso deixar de dizer que é urgente arrepiarmos o caminho que nos trouxe vez, promovi, no âmbito da Comissão D. Carlos 100 Anos, a organização do Congresso “Mares da Lusofonia”que permitiu uma participada reflexão, com representantes de todos os Países da CPLP presentes, acerca da valia dos mares e das Plataformas Continentais dos países lusófonos nas vertentes estratégica, de segurança, jurídica, ambiental, científica à gravíssima crise económica e financeira que atravessamos, como venho denunciando desde há anos.

Foi justamente neste sentido que, este ano, pela segunda, tecnológica e económica.

A intensificação do intercâmbio de conhecimentos da sociedade civil e o fortalecimento das relações afectivas entre os nossos países contribuirá decisivamente para a supressão das barreiras que ainda existem.

Recentemente visitei o Brasil, pátria de minha Mãe, onde, em Brasília, tive a feliz oportunidade de contactar alguns membros do seu Governo.

Transmiti os meus sinceros votos de sucesso à recém-eleita Presidente Dilma Roussef.

Percebi que lá existe uma grande abertura à ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos, que muito beneficiaria todos os seus membros e cuja adesão não comprometeria as alianças regionais existentes. O facto do Reino Unido pertencer à Commonwealth não prejudica a sua participação na União Europeia mas valoriza-a.

Ainda sobre a importância da afectividade que naturalmente se cultiva na Comunidade Lusófona, virá a propósito salientar a decisão do Governo de Timor – país a que me ligam relações de profunda amizade – quando, há semanas, declarou o seu auxílio a Portugal na compra de parte da nossa dívida pública, num gesto de fraternal amizade.

Do mesmo modo, muito nos beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo em melhores condições do quecom o FMI ou a Europa.

Para concluir, gostaria de transmitir a todos os portugueses uma mensagem de ânimo:

Não vos deixeis abater pela situação de dificuldade económica e crise moral que actualmente nos invade.

Lembrai-vos que tivemos momentos bem mais graves na nossa História em que a perenidade da Instituição Real foi suporte decisivo para a recuperação conseguida.

A dinastia, baseada na família, oferece o referencial de continuidade de que Portugal está carente há cem anos.

Viva Portugal!

Viva o Rei de Portugal!!!

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Sculpture of Alfonso Enriquez. Guimarães Castl...

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Sua Alteza Real, Dom Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, em Guimarães, a 5 de Outubro de 2010 para as Celebrações do Tratado de Zamora de 5 de Outubro de 1143, assinado entre Dom Afonso VII de Leão e Castela e Dom Afonso Henriques, em que o primeiro dos signatários reconheceu o segundo signatário como Rei de Portugal, Soberano Independente. Era a Liberdade e a Independência de Portugal, formalizadas.

Viva Portugal!

Discurso de Encerramento de S. A. R. Dom Duarte, no II Congresso “Os Mares da Lusofonia” – 22 de Outubro 2010

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Cascais, 22 de Outubro de 2010
Deste belo local que, em boa hora, a Câmara Municipal de Cascais ofereceu para a realização do II Congresso dos Mares da Lusofonia, podemos olhar para o Mar que criou o Mundo Lusófono do qual, felizmente, fazemos parte.

Mar que nos corre nas veias e cujas correntes nos impelem para desígnios de importância vital para o desenvolvimento e bem-estar de cada um e de todos, seja na vertente económica, social ou cultural.

O tema central escolhido para este ano: “A extensão da Plataforma Continental nos Países Lusófonos” – como se pode confirmar pela importância e profundidade das intervenções aqui registadas – é assunto do maior interesse para todos os Estados da CPLP face às novas e abundantes oportunidades que se abrirão. Queira Deus que as saibamos aproveitar…
O exemplo desta iniciativa da sociedade civil, num alargado espaço de debate politicamente descomprometido, com o objectivo de reunir pessoas interessadas e qualificadas em assuntos do Mar tendo como denominador comum falarem a mesma língua, crescerem do mesmo tronco e comungarem das mesmas convicções e preocupações, reúne condições únicas para construir algo de importante e consequente para o nosso futuro colectivo.
Neste aspecto, será importante relembrar o esforço desenvolvido pela CPLP para dar corpo às grandes linhas e orientações que tem vindo a apresentar, entre as quais destacamos pela natureza do tema a sua “Estratégia para os Oceanos” – que no seu conjunto perfazem mais de 7,5 milhões de Km2 – esforço esse, ao qual a Fundação D. Manuel II tem tentado corresponder, entre outras iniciativas, com a organização destes Congressos, no âmbito das Jornadas Rei D. Carlos.
Pela segunda vez, em dois anos, o Congresso dos Mares da Lusofonia realizou-se em Portugal, contando este ano, para além da Câmara Municipal de Cascais e da CPLP, com o apoio da Agência Cascais Atlântico e de um grande número de patrocinadores. A todos muito agradeço.
Os meus agradecimentos dirigem-se, também, àqueles que contribuíram para o sucesso desta acção, desde as várias Comissões envolvidas – a de Honra, a Científica e a Organizadora, aqui com uma referência especial ao seu Presidente Senhor D. Nuno van Uden e ao seu Coordenador Senhor Vice-Almirante Henrique Fonseca – e, naturalmente, a todos os oradores, conferencistas e moderadores cujas intervenções pela sua qualidade e interesse não podem nem devem ficar confinadas a este espaço.
Neste sentido, proponho que, à semelhança do sucedido em 2008, seja elaborada uma publicação idêntica à que ontem aqui foi apresentada, contendo todas as intervenções e conclusões deste II Congresso acrescida de objectivos para realizações concretas, cuja avaliação deverá ser feita no próximo Congresso em 2012, a realizar num outro País Lusófono, cujo local, em breve, gostaria que fosse anunciado.
Para concluir, tenho a grata satisfação de anunciar para muito breve o início de actividade do Instituto dos Mares da Lusofonia, cuja criação já havia proposto há dois anos, e que, em colaboração com a CPLP, terá como objectivo dinamizar e promover a discussão e realização de trabalhos relacionados com o Mar nos espaços sob soberania e jurisdição dos Países Lusófonos; estimular o intercâmbio na investigação marítima; contribuir para a criação e o desenvolvimento de iniciativas e projectos conjuntos entre os seus membros bem como envolver academias e universidades, nacionais e internacionais, para programas de licenciaturas e mestrados ligadas às ciências do Mar para jovens lusófonos.
A adesão a este projecto que tem recolhido grande entusiasmo da parte de tantos interessados sobre assuntos do Mar, oriundos de todos países de expressão portuguesa, deixam-me profundamente convicto do seu êxito e da importância de se trabalhar em conjunto.
Na verdade não nos poderemos nunca esquecer que o Mar foi, é e será o nosso Destino!

Muito obrigado a todos.

Dom Duarte de Bragança
Publicada por Maria Menezes
(Fonte: Blogue “Família Real Portuguesa”)
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