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A Rectaguarda

Portugal está agora a iniciar um processo, que se acentuará nos próximos anos, e que o levará de volta a viver de acordo com as suas tradições. Trata-se, não de um processo deliberado, porque os portugueses nunca mudaram por força de argumento intelectual, mas por força das circunstâncias. O destino final deste processo é a tradição, e é uma questão de sobrevivência, porque só na tradição os portugueses conseguirão ser competitivos e sobreviver. O processo afectará a economia, mas também as instituições, como a justiça, a política, a educação, a saúde, etc.

Tratarei aqui da economia, começando por identificar alguns traços da tradição económica portuguesa.

É uma economia de proximidade – esta é a sua principal característica. Trata-se, predominantemente, de produzir para pessoas que se conhecem. É uma tradição de economia face-a-face em que o produtor e o consumidor geralmente se conhecem entre si. O mercado que os portugueses reconhecem e onde funcionam bem é o mercado local – como os célebres mercados do Bolhão no Porto ou da Ribeira, em Lisboa -, não o mercado nacional e menos ainda o mercado global, ideias demasiadamente abstractas para a sua cultura.

Esta característica pressupõe uma outra. Trata-se de uma economia de pequena comunidade. Vamos assistir em breve (na realidade, já está a acontecer) a uma forte corrente de emigração das grandes cidades – onde se gera o desemprego – para as pequenas cidades, vilas e aldeias do interior e do centro litoral – a rectaguarda, onde um grande número de portugueses mantém a sua casa (até aqui fechada) e uns terrenos, para além de uma teia de relações pessoais. A economia de Lisboa será, de longe, a principal vítima deste movimento. Portugal vai voltar a regionalizar-se, não por decisão política, mas por força das circunstâncias.

E quais os produtos que tradicionalmente os portugueses fazem bem? Tudo aquilo que diga respeito à gratificação do corpo. Em primeiro lugar, alimentos, significando um retorno crescente à agricultura, pesca e pecuária , mas também toda a gama de serviços ligados aos cuidados do corpo – serviços de cabeleireiro, desportivos, de enfermagem, de cuidado de velhos, etc.

Quanto às indústrias, aquelas em que os portugueses são bons, porque têm tradição nelas, são ainda aquelas que, directa ou indirectamente, estão ligadas à gratificação do corpo. Bebidas, vinho em primeiro lugar, indústrias de conservação e transformação de alimentos (conservas, secagem de bacalhau, etc.), roupas, calçado, joalharia, as indústrias ligadas ao espaço doméstico (mobiliário, vidros, sanitários, torneiras, etc.).

Nos serviços, manter-se-ão os serviços públicos, agora mais descentralizados pela necessidade de servir um maior número de populações locais, mas a nível global a provisão de serviços públicos diminuirá fortemente. O mesmo acontecerá com toda a outra espécie de serviços, como os financeiros.

Dentro de poucos anos a economia portuguesa será, sobretudo, uma economia de pequenas comunidades e de pequenas empresas (geralmente familiares) servindo mercados locais. O comércio tradicional voltará a florescer, especialmente fora das grandes cidades. Nas grandes cidades serão vítimas deste processo: os grandes centros comerciais e, em geral, as grandes superfícies de distribuição, bem como as lojas de marca, vendendo produtos geralmente importados.

As grandes empresas que subsistirão no país , incluindo bancos, serão sobretudo estatais e serão poucas as grandes empresas privadas a sobreviver a este processo, excepto se receberem ajuda estatal. Haverá certamente, no meio deste panorama geral, pequenas empresas inovadoras fora dos sectores tradicionais (v.g., em áreas tecnológicas de ponta), mas permanecerão como excepções e nunca constituirão massa. A principal fonte de inovação no país ocorrerá nos sectores tradicionais (a indústria vinícola é um excelente exemplo neste aspecto) e é daí que Portugal pode esperar restaurar a sua competitividade.

Tenho descrito este cenário a quem me pergunta o que vai ser o futuro. Quando termino, os meus interlocutores olham-me com horror: “Mas isso é regressar aos anos 60 ou 70!”, exclamam. Em parte sim, em parte não. A parte não é que a revolução das telecomunicações, as auto-estradas e outros equipamentos sociais que não existiam na altura, uma parte do Estado Social também, estão aí para ficar. A parte sim é que esta é a nossa tradição e, com ela, nos anos 60 e 70 crescíamos a 6 e 7% ao ano (em 1973 atingimos mesmo 11%), na realidade éramos um verdadeiro milagre económico (segundo o Financial Times).

Publicada por Pedro Arroja em 17:32  

Fonte: Blogue Portugal Contemporâneo

Jornal “O Diabo” no Facebook. A propósito da Entrevista de SAR Dom Duarte de Bragança

Quero agradecer à Equipa do Jornal “O Diabo” por ter divulgado o meu comentário no Facebook, a propósito da recente entrevista de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa.

Efectivamente é tempo de combater os insultos e a ignorância que pairam nas mentes de pessoas menos esclarecidas. O nosso País está a passar por uma tremenda crise financeira, política, social, económica, de valores, etc… É um facto que existe muita apreensão e até falta de fé em as pessoas acreditarem em outras soluções, tal como a Monarquia e Dom Duarte como Rei.

Agora, o que nenhum Monárquico poderá alguma vez aceitar, e deixar passar, sem intervir, que o Rei seja insultado nos sites da imprensa, sem dar resposta. O Senhor Dom Duarte, além de Chefe da Casa Real Portuguesa, é Chefe de Família. Tem-se dedicado a Portugal de uma forma pouco ou raramente vista em sectores republicanos. Nunca pediu nada em troca pelo serviço que tem prestado a Portugal, ao contrário de muitos republicanos.

Pelo que, apelo a todos os Monárquicos para defenderem o Rei, sempre que surgirem críticas ou insultos disparatados contra o Senhor Dom Duarte. Mas nunca deveremos cair no erro de seguir o exemplo de baixo nível de quem insulta. Devemos, isso sim, com elevação de quem é Monárquico, divulgar o que o Senhor Dom Duarte tem feito em prol dos interesses de Portugal.

A Democracia e a Liberdade de Expressão, não significam faltas de educação e não são sinónimas de que se pode dizer tudo, chegando ao ponto do insulto.

Viva o Rei!

Perguntas sem resposta? Pensamentos polémicos…

Como é que um País que perdeu o crédito internacional, se pode ainda de dar ao luxo de ter representantes a pedirem crédito para resolver os problemas por eles criados?

Como é que é possível, ainda haver pessoas, que por estar sempre contra (faça chuva, faça sol), não têm um pingo de responsabilidade, e não se reuniram com a “Troika” do FMI?

Como é que é possível, ainda haver pessoas, aparentemente, prontas, a não importa o tamanho da crise que enfrentamos, já estejam disponíveis para greves e manifestações?

Onde é que está a ética republicana?

Será que a ética republicana, agora com o fracasso à vista de todos, vai começar a cair no ridículo?

Só poderei dar uma resposta, mas nem é bem a estas questões, mas sim a outra – Para onde ou para quem, foram parar os milhões de euros vindos dos nossos parceiros Europeus para as reformas estruturais?

Um País em que pela terceira vez, tem que recorrer ao Fundo Monetário Internacional e aos apoios Europeus para evitar uma bancarrota, só pode ser por uma única razão: a incompetência política, da esquerda à direita.

Se uns gastaram milhões em Expo, Euros, Centros Culturais de Beléns, Auto-estradas, etc, etc, etc… E que mesmo assim, querem Aeroportos, TGV´s, outros querem Submarinos, negócios, e afins….

Meus senhores,

Assim não dá!

Não pode ser tudo permitido, porque se vive em Liberdade e em Democracia, e na lógica de “já que se vive em liberdade e democracia, EU TENHO DIREITO a isto, isto e aquilo”!

Tem que haver limites de bom senso a imperarem na nossa Sociedade. E isso só se cria, com a Educação. É na educação que está a base do desenvolvimento da nossa sociedade e infelizmente, bem sabemos como vai a Educação “do faz de conta” em Portugal.

Eu acredito que a Monarquia Parlamentar e Democrática, que tenho fé estar a caminho, possa ajudar a criar uma nova ética na política portuguesa e que a experiência deste passado, que hoje vivemos, no futuro, sirva de lição.

Dignidade nacional

JOÃO CÉSAR DAS NEVES

DN 2011-04-11

Nas próximas eleições existe um elemento fundamental em jogo: dignidade nacional. Se, como várias vozes alvitram, o partido de José Sócrates tiver um resultado digno, a nossa democracia sofrerá um rude golpe. Portugal será a chacota mundial.

Não se trata de uma questão de votos, mas de elementar racionalidade. Aqueles dirigentes que presidiram seis anos, quatro dos quais em maioria, aos destinos nacionais, não podem ser poupados. Depois de longos tempos a negar a realidade, a manipular a imagem, a pintar quadros ilusórios em que cidadãos e mercados não acreditam, só ficarão impunes com descrédito para o sistema político.

Nos últimos 32 meses, ou o Governo ignorava a realidade ou sabotou deliberadamente a situação nacional. Não há outra explicação. Se a charada da vitimização tiver êxito eleitoral, isso mostra não a qualidade do Governo mas a tolice dos eleitores. Com a chantagem da instabilidade, ficção da política de sucesso, desplante de negar o óbvio, Sócrates andou anos a dançar na borda do vulcão. Agora que o País caiu lá dentro, o PS não pode ser poupado. Como na Grécia e na Irlanda, Portugal precisa de que ele perca forte a 5 de Junho.

Antigamente, algo evitava estas circunstâncias. Chamava-se vergonha. O responsável pela condução nacional ao colapso, mesmo considerando-se tecnicamente inocente, assumia politicamente a situação e afastava-se para dar lugar a outros. Mas esse pudor político anda muito arredado das praias nacionais, como andou no auge do Liberalismo oitocentista e na ruína da Primeira República. Mais que a incompetência e corrupção, era o descaramento dos responsáveis que então destruía a vida nacional. Foi essa a nossa experiência democrática até meados do século XX.

Mais….http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1827558&seccao=Jo%E3o%20C%E9sar%20das%20Neves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

— Aqui outra interessantíssima diferente visão, mas, complementar: http://novoadamastor.blogspot.com/2011/04/o-desvario-do-momento-politico.html

O descrédito da República! O que se vai descobrindo… I parte

Nota: não me responsabilizo pela divulgação desta informação. Limito-me apenas e só, a informar os Portugueses, desta pouca vergonha. David Garcia

“Diário DA República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 – RESOLUÇÃO DA Assembleia DA República nº 11/2010.

Poderão aceder através do site http://WWW.dre.pt

Algumas rubricas do orçamento DA Assembleia DA Republica
1 – Vencimento de Deputados ………………………………………….12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados………………………………………2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ……………………………………………3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………………………………2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ……………………………………………….2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ……………………………..3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA………………………………………..961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares…………………………………………970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática …………………………………………2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) …………………………………………….2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios …………………………………………………………………….2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)…………………………………………13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ……………………………16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ………………………73 milhões 798 mil Euros

NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :¤ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) - Ver Folha 372 do acima identificado Diário DA República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.
 
É VERGONHOSO….,O POVO É QUE TEM DE PAGAR !!!!!!!!!!!! REPASSEM PARA QUE TODOS SAIBAM ACERCA DOS QUE FALAM EM NOME DO POVO E DOS INTERESSES DO PAÍS

O porquê de Portugal estar na falência!
Como se chama a isto em Português?

PORQUE ESTAMOS NA FALÊNCIA??????

420.000,00 ¤

TAP

administrador

Fernando Pinto

371.000,00 ¤

CGD

administrador

Faria de Oliveira

365.000,00 ¤

PT

administrador

Henrique Granadeiro

250.040,00 ¤

RTP

administrador

Guilherme Costa

249.448,00 ¤

Banco Portugal

administrador

Vítor Constâncio

247.938,00 ¤

ISP

administrador

Fernando Nogueira

245.552,00 ¤

CMVM

Presidente Carlos Tavares

233.857,00 ¤

ERSE

administrador

Vítor Santos

224.000,00 ¤

ANA COM

administrador

Amado DA Silva

200.200,00 ¤

CTT

Presidente Mata DA Costa

134.197,00 ¤

Parpublica

administrador

José Plácido Reis

133.000,00 ¤

ANA

administrador

Guilhermino Rodrigues

126.686,00 ¤

ADP

administrador

Pedro Serra

96.507,00 ¤

Metro Porto

administrador

António Oliveira Fonseca

89.299,00 ¤

LUSA

administrador

Afonso Camões

69.110,00 ¤

CP

administrador

Cardoso dos Reis

66.536,00 ¤

REFER

administrador

Luís Pardal: Refer

66.536,00 ¤

Metro Lisboa

administrador

Joaquim Reis

58.865,00 ¤

CARRIS

administrador

José Manuel Rodrigues

58.859,00 ¤

STCP

administrador

Fernanda Meneses

3.706.630,00 ¤

51.892.820,00 ¤

     Valor do ordenado annual (12 meses + subs Natal + subs férias)
926.657,50 ¤

Média Prémios

52.819.477,50 ¤

900,00 ¤

  Média de um funcionário público

58.688,31 – nº de funcionários públicos que dá para
Pagar com o mesmo dinheiro…
 
E DEPOIS AINDA QUEREM SABER SE A MALTA
ESTÁ DISPOSTA A ABDICAR DO SUBSÍDIO DE
FÉRIAS E/OU NATAL PARA AJUDAR O PAÍS…

            DISTRIBUAM e CIRCULEM”

A Transição Económica Falhada

Autor: Ricardo Ferreira

Nota: artigo escrito em 2010.

“Faz este ano 36 anos, que um grupo de militares descontentes com a situação do país derrubou um regime que durava há 48 anos. Da nova situação política, saíram novas coordenadas políticas, económicas, as naturais mudanças sociedade que advêm de uma Revolução. Mudanças essas que acabaram por ditar no que toca á parte económica da questão, erros graves, que gerações de portugueses continuam a pagar. Somos hoje um país a braços com uma das maiores taxas de desemprego da Zona Euro e com uma crise económica sem precedentes. No pós 25 de Abril, com a crispação política da época, os Governos de então decidem nacionalizar a maioria dos sectores da vida económica nacional, tendo com consequência a destruição dos grupos económicos, que eram verdadeiramente fortes e os únicos preparados para uma liberalização da economia e da futura concorrência internacional. Curiosamente só nacionalizaram empresas e bens de nacionalidade portuguesa, pois no que toca aos grupos estrangeiros e as suas multinacionais nem com um dedo lhes tocaram. Com o afastamento dos patrões, e administrações vieram as então designadas Comissões de Trabalhadores que tudo criticavam e debatiam e em alguns casos chegou-se mesmo à Autogestão, que levou à ruína de inúmeras empresas. O Estado viu-se na necessidade de criar um Instituto para gerir todo este vasto património nacionalizado, surge assim o I.P.E. (Instituto de Participações do Estado). Portugal vê o seu parque industrial envelhecer, por falta de investimento pois como sabemos o Estado nunca teve vocação de Empresário perdendo país vantagens competitivas. Será só a partir de meados da década de 80 que o Estado irá criar condição para a reprivatização e liberalização da economia, promovendo o regresso de antigos empresários, pois relembro que até essa altura existiam sector da economia controlados pelo Estado (Casos da Banca, ou da Industria Química). Levou-se muito tempo para reorganizar e modernizar o sector industrial em Portugal, e houve casos mesmo em que já não era viável reinvestir de novo, pois a competição externa e os seus preços praticados, eram incomportáveis para esse tipo de negócios. Se no passado sempre se tentou valorizar os recursos naturais nacionais como as Minas de Neves Corvo, ou das Pirites Alentejanas que fazia parte da única Industria Integada que existiu no País, nos tempos da CUF era transformada e procedia-se à recuperação dos vários metais nelas existentes, evitando a importação dos mesmos. Hoje é totalmente diferente, prefere-se pegar no minério (quando a cotação internacional é favorável) extrai-se e vende-se em bruto para o estrangeiro. E assim Portugal em vez de criar riqueza e postos de trabalho que poderiam transformar esses metais e minerais em bens de equipamento, limita-se a vê-lo partir em barcos ou comboios. E o mesmo acontece se formos falar da valorização da nossa posição geográfica no mundo. Relembro que por estarmos no centro das principais rotas marítimas do Mundo que surgiu a Lisnave, que até aos anos 80, ganhou nome e fama mundial, criando milhares de postos de trabalho, e encaixando na economia nacional milhões de contos anualmente. Hoje olhamos para Almada e observa-se um Estaleiro mais ou menos recente, ao abandono, quando modernizado, e reapetrechado tinha ainda muito para dar. Podem-me dizer que os preços praticados pelos Estaleiros Coreanos e Japoneses não compensa, mas continuarei sempre a acreditar que um estaleiro com as dimensões e fáceis acessibilidades do de Almada tem sempre lugar nas rotas internacionais. Aqui mais uma vez não se soube aproveitar vantagens competitivas e técnicas que tivemos neste sector durante décadas. Assim como o Caso do Complexo de Sines, que a nova politica saída do 25 de Abril condenou ao fracasso. Hoje olhamos para Sines e apenas se vê ao longe a chaminé da Refinaria, mas o complexo de Sines era muito mais do que isso seria um conjunto de indústrias desde químicas a metalomecânicas, apoiadas por um grande porto atlântico que hoje trabalha a meio gás. Nos anos 70 planeava-se fazer de Sines um grande porto atlântico, de abastecimento rápido á Europa através de boas redes ferro e rodoviárias. E mais uma vez aqui o país perdeu vantagens competitivas para portos espanhóis que hoje desempenham parte desse papel, perdendo assim divisas. No sector educacional apostava-se forte na então Escolas Técnicas (Comerciais e Industriais) formando quadros intermédios tão necessários ás industrias emergentes, que não só fabricava aquilo que o país necessitava, evitando-se o dispêndio de divisas em importações, bem como ganhavam mercados externos para onde se exportava já bens de equipamento. Hoje tudo é diferente acabou-se com as escolas técnicas, somos um País de licenciados com canudos na mão, para os quais não há perspectivas de emprego e sujeitando-se de tudo um pouco para poder ganhar a vida e os quadros médios (canalizadores, soldadores, electricistas, etc.) estão em extinção. No sector da Navegação as politicas do pós 25 de Abril aniquilaram por completo este sector. Com a descolonização a politica foi de abater ao efectivo ou vender o maior número de navios que detinha, em vez de reorganizar o sector e criar uma nova marinha mercante adaptada às novas realidades do país, prefere-se hoje na maior parte dos casos, pagar ou fretar navios a companhias estrangeiras para o transporte de bens e mercadorias por via marítima, mais uma vez promovendo a saída de dinheiro que poderia ser reinvestido criando postos de trabalho no sector. Nas Pescas onde chegamos a ter uma das maiores frotas pesqueiras da Europa fossem de pesca de alto-mar (bacalhoeiros) quer de outros tipos de pesca, se no tempo de Marcello Caetano se davam subsídios para a construção de barcos pesqueiros, com a UE vieram os subsídios de abate dos mesmos, politica que só agrada aos nossos vizinhos. No sector agrícola, devido às políticas comunitárias, e ao pouco incentivo dado pelos sucessivos governos, assiste-se a um abandono dos campos. Para quê trabalhar a agricultura se os espanhóis e outros chegam aqui com os seus camiões e conseguem colocar maior tonelagem de fruta ou legumes a melhor preço que os portugueses? Neste país não se encara verdadeiramente a “industrialização” da agricultura e que bem era necessária e que criaria muitos postos de trabalho e dinamizaria outros sectores dependentes deste. Mas com que autoridade pode falar um Pais que está quase na bancarrota, e que para fazer boa figura na Comunidade Internacional empresta 776 milhões de Euros á Grécia e que nos faz mais falta a nós do que eles!”

100 anos de Gerações à rasca!

Gostaria de tecer apenas algumas notas, tendo em conta que hoje por todo o País, um movimento chamado da “Geração à Rasca”, se manifesta reclamando por emprego, e melhor condições de vida.

O princípio fundamental desta manifestação está certo. Efectivamente, eu próprio faço parte de uma geração de jovens licenciados que  não trabalha na área que estudou. Que trabalhei a recibos verdes. Que exerci diversas actividades profissionais, nenhuma delas ligadas à minha formação académica.

Mas seremos apenas a única geração à rasca?

Não me parece!

De facto, as condições económico-sociais do final da Monarquia e dos 3 períodos republicanos, assim o demonstram que à excepção dos anos 50, 60 e 70 até 1973, em que houve efectivamente um crescimento económico acentuado, de resto, têm sido fases em que se foram perdendo gerações qualificadas.

É evidente que as épocas falam por si. Portugal no início do século XX era um país predominantemente agrário e o novo arranque industrial só aconteceu, de facto, com a II República, facto que aliás a III República contribuiu para uma regressão que hoje, claro, bem sabemos, prejudicou o avanço económico português.

De facto, perderam-se 4 ou 5 gerações.

De facto, foram 100 anos de gerações à rasca.

 

O Rei não rouba

Em todas as minhas reflexões, tenho procurado defender a Monarquia Parlamentar e Democrática de uma forma prática e equilibrada, com base naquilo que efectivamente acontece hoje e procuro não meter demasiada retórica no meu discurso.
Em época de crise económica e financeira em Portugal e não só, onde até já se fala num hipotético fim de regime e também a franca necessidade de se cortar nas despesas, que tal o próprio Estado ser menos despesista em relação, por exemplo, à própria Chefia o Estado?
Em tempos abordei a questão dos direitos e dos deveres. É curioso que do lado republicano persiste a ideia de que a Monarquia é, segundo eles, um privilégio de uma família. Será mesmo? Ou não será antes a República um privilégio de alguns sobre os contribuintes?
Vejamos em termos práticos:
a) Em República o Presidente recebe um ordenado, para além de também receber outras benesses relativas à sua condição de Chefe do Estado;
b) Em República, o Presidente que deixa de exercer funções, por derrota eleitoral ou impossibilidade de renová-lo, passará a receber uma pensão de reforma, tendo em conta que, exerceu durante 5 ou 10 anos, o cargo para o qual foi eleito.
c) Em República, o ex-Presidente da República ao falecer, a sua viúva recebe uma pensão de viuvez, tendo em conta que, o seu marido, foi Presidente da República.
Em Monarquia será assim?
1- Em Monarquia o Rei e a Família Real recebem uma Dotação do Orçamento de Estado para exercerem funções de Estado;
2- Em Monarquia o Rei não tem um ordenado;
3- Em Monarquia o Rei não tem nenhuma pensão de reforma;
4- Em Monarquia, o Pai ou Mãe do novo Rei, não tem nenhuma pensão de Reforma, quanto muito viverá dos rendimentos da Família;
5- Em Monarquia a Família Real para viver, não precisa de pedir mais do que deve aos seus contribuintes para viverem minimamente bem e com a dignidade que lhe é devida.
Fazendo uma breve comparação entre Monarquia e República, não deixará de ser curioso que numa rápida conclusão, se perceba que é a República que é um regime de privilégios e que a Monarquia é um regime de serviço.
Pelo que o Rei não rouba o que já é dele, isto é, o Rei não retira ao seu povo mais dinheiro para se sustentar. A Presidência da República, pela sua condição de brevidade e rápida mudança de chefes de Estado, obriga, de algum modo, a sobrecarregar os constribuintes com todas as benesses acima referidas.
Não quero aqui chamar ladrão ou vigarista a nenhum ex-Presidente da República, nem ao actual Chefe de Estado Português. Todos eles têm o seu mérito na História recente de Portugal. O que quero dizer apenas é que ao afirmar que o Rei não rouba, quero sublinhar o facto de que, nós contribuintes passariamos muito melhor com um sistema que acaba até por ser mais justo e adequado à realidade que neste momento vivemos.
Mas digo mais agora noutro parâmetro!
Os Republicanos procuram justificar a necessidade do presente com base no passado. Os Monárquicos devem procurar justificar o presente em nome de um futuro melhor!
Foi a República que levou o País à quase bancarrota em que se encontra. Foi a República que levou o país às diversas crises que durante 100 anos (com menos frequência na II república, percebe-se porquê) assolaram Portugal e fragilizaram os Portugueses.
É tempo de mudança e de acção. Os Portugueses têm que entender a lógica das coisas. Este argumento é fortíssimo e põe por terra a falsa ideia de que em República temos direito a tudo e em Monarquia a nada. A república cria uma sociedade com pouca responsabilidade em relação ao futuro. A Monarquia incute no seu povo a responsabilidade de servir melhor a Pátria para um melhor e mais próspero futuro.
Com a Monarquia, todos ganharemos!
David Garcia
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