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Dr. Otto Von Habsburg on interesting issues

 

 

 

 

Se o Presidente apelar, os Monárquicos serão os primeiros

Do suicidário jogo a que os partidos se têm entregado, pouco resta quanto ao respeito votado por uma população revoltada e em crescente desespero. O Sr. Cavaco Silva apela agora a uma necessária “união de todos” para vencer a crise. Não tem outra escolha.
Alguns compreenderão a necessidade do apelo desesperado, na urgência do acalmar de querelas estéreis e que pelo claro sinal de luta pela manutenção de privilégios quantas vezes imerecidos, não merecerá grande atenção por parte de um povo defraudado.
A crise económica, o suspeito desastre das contas públicas, a corrupção, a justiça que se tornou barregã de torpezas, a ruína de um modelo que jamais foi de crescimento e o descalabro financeiro, são encarados quase como se de fatalidades se tratassem num país habituado a escutar estórias, intrigas e boatos acerca do vizinho.
Se existe algo que os portugueses não suportam, é a intervenção estrangeira. Não aquela que se decide na penumbra de gabinetes de agências financeiras ou de bancos extra-fronteiras, mas a que hoje surge às escâncaras, sem pudor e orada numa tribuna parlamentar de um longínquo edifício imponente e bastante simbólico. Foram apenas duas ou três fazes cortantes, secas e ditas sem medida, sinal de desespero por uma situação que poderá atingir os mais profundos interesses daqueles que muito têm feito por aquilo que se designa de Europa. É justo reconhecê-lo, embora o dislate soe a declaração de supremacia, por estas latitudes inaceitável.
Cavaco Silva deseja apelar à unidade nacional? Pois faça-o sem demora e nem sequer precisará de procurar muito, para que as frases  já por todos ansiadas, sejam proferidas com naturalidade, dado o momento. Não se trata da gravidade decorrente de uma derrota militar de penosas consequências, mas de remédio seguro. Esta é mesmo uma daquelas horas transcendentes em que será necessário colocar à prova, o sentido que ainda se pode dar à reivindicação da nacionalidade.
Bem poderão os políticos evocar Pombal, Fontes, Costa, Salazar, Soares, Eanes e tantos outros de transitória glória  e decidido confinamento a um sector que a certo tempo, foi o vencedor de contenda interna e possível de dirimir por uma maioria, por muito escassa que ela fosse. Se Cavaco Silva optar pela evocação dessas pequenas crises, onde o armazém de mercadorias surge como a coisa primeira a salvar, pouco sucesso terá.  Ninguém procurará assimilar como suas, as presidenciais palavras.
A nossa história teve outras crises, essas sim, de imorredoura memória e que para sempre suscitarão aquele sobressalto essencial, sem o qual as hipóteses de ressurreição, de antemão se condenam a um fracasso. Os nomes dos homens que encabeçaram os destinos do país naqueles momentos de morte anunciada, são conhecidos e ícones tão simbólicos daquilo que é Portugal, como a bandeira ou o hino.
Em 1941, um desesperado José Estaline não recorreu a Lenine, ao proletariado internacional ou aos militantes do partido, para acender a chama patriótica de gentes temerosas do seu despótico poder e famintas de uma liberdade que não conheciam. Estaline evocou a Santa Rússia de outrora, Pedro o Grande, Alexandre Nevski, Catarina II – uma alemã -, Suvorov e Kutuzov, os grandes vultos que eram o símbolo de uma Rússia que ele próprio, o ditador vermelho, ajudara a aniquilar. Os russos compreenderam o que estava em jogo. Definitivamente, não se tratava da sobrevivência do regime e dos apparatchiks que refocilavam nas benesses exclusivistas que o sistema lhes prodigalizava. Quando Estaline pronunciou os Grandes de outros tempos, foi com assombro que os russos souberam estar na iminência do total esmagamento da sua pátria. O que se seguiu ao apelo, é conhecido.
Sem exagero podemos dizer que Portugal está hoje num plano semelhante ao daquele dia em que se finou de adiantada velhice, o Cardeal-Rei D. Henrique I. Sem sucessor, ele próprio o exemplo de uma pátria exangue e farta de fumos tão inebriantes quão enganosos, era mais que nunca, o visível corpo da pátria no seu próprio, naquela união que em tempos felizes, fora aparelho da força da unidade e do querer. Portugal foi-se, porque assim o quis, sem escolha ou ânimo para contrariar a fatalidade.
1385 teve D. João I e de um quase certo desabar da obra já centenária, surgiu um outro Portugal que em pouco mais de um século, para sempre marcaria as páginas da história mundial. 1640 teve aquele D. João IV que tudo arriscou e tudo  nos conseguiu, erguendo um outro império bem diferente daquele que o precedera e que bem vistos os factos, ainda existe, pujante e vastíssimo.
Não sendo um Rei, mas um Presidente de que jamais beneficiará daquele dito incansavelmente repetido por todos aqueles que procuram situar eventos num determinado tempo – …”no reinado do Rei D….” -, Cavaco Silva encontra-se em clara desvantagem. Apesar disso, ao invocar alguns nomes, os portugueses finalmente perceberão o que em verdade está em causa: a existência do país.
Sabemos a quem poderá pedir um auxílio que jamais lhe será regateado.

Nuno Castelo-Branco

Fonte: Blogue “Estado Sentido

Não a um Presidente “relativo” e a um Primeiro-ministro “engenheiro relativo”. SIM AO REI!

O Rei é, em absoluto, o Chefe do Estado legítimo de Portugal. Representa TODOS e está com TODOS. Com o Rei nada é relativo; Portugal vale por si, como UM TODO, não há Portugueses de primeira ou de segunda ou mesmo de terceira categorias; há, sim, PORTUGUESES! SOMOS TODOS PORTUGUESES.

O melhor servidor das Instituições Democrática e a garantia de que estas funcionarão sempre com transparência e honestidade, é o Rei. O Rei é o melhor servidor, por natureza, do bem da Nação.

Quero um Rei! Está na hora de dizermos SIM AO REI!

Exijo, como Cidadão Português, auferir do direito inalienável, em qualquer Democracia plena, de poder dizer da minha justiça sobre esta matéria, definitivamente. Quero ter o Direito, Democrático e Livre, de dizer que quero um Rei e uma Monarquia Parlamentar e Democrática, a Liderar a Nação.

VIVA O REI DOM DUARTE III!!!

VIVA A MONARQUIA!!!

VIVA PORTUGAL!!!

 

 

Portugal: A Queda Anunciada de um Regime

No passado Domingo, dia 23 de Janeiro de 2011, assistimos, nós Portugueses, à vitória “relativa” do Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, no âmbito das eleições presidenciais.

Segundo as fontes oficiais, o resultados oficiais que passaram na comunicação social, deste regime (?), foram os seguintes:

  • Votos Brancos:4.26%
  • Votos Nulos:1.93%
  • Abstenção: 53.57%.

E os resultados que “não interessam”:

Abstenções = 53,38%

Brancos = 4,26%

Nulos = 1,93%

O actual e também novo Presidente da República foi o que menos votos teve em TODA A HISTÓRIA da III República!!!

A Abstenção ainda foi maior do que na eleições presidenciais de 2001, que elegeu pela segunda vez, Jorge Sampaio!!!

Sinais:

O primeiro sinal que facilmente nos apercebemos é da arrogância do discurso de vitória de Cavaco Silva. Como se a vitória eleitoral fosse uma espécie de vingança pessoal ou político-partidária contra o Partido Socialista e o actual Governo.

O segundo sinal, de extrema gravidade e de enorme importância, é que, fazendo as contas, numa escala de 0 a 100%, contando com os resultados da Abstenção, dos Nulos e dos Brancos, o de novo eleito Presidente da República, obteve cerca de 23% dos votos. Nem chega a 1/4 dos cidadãos eleitores!

O terceiro sinal, e que é uma enormidade, é ter havido nestas eleições “eleitores fantasmas”, como se poderá ver nas seguintes imagens:

 

 

 

 

Pelo que, quando nós temos este número gritante de “eleitores fantasmas”, quando nós assistimos incrédulos ao facto escandaloso numa democracia ocidental como a nossa, de cidadãos não poderem votar, devido ao Cartão do Cidadão, quando nos apercebemos da tristeza do sistema que até foi abaixo devido a tantas requisições dos eleitores que queriam saber, afinal onde é que poderiam exercer o seu direito inalienável de votar, apercebemos-nos claramente que algo vai mal na República das Bananas…

Juntando a tudo isto, a fraquissíma qualidade da campanha eleitoral da parte dos mais diversos candidatos, sem nenhuma ideia para Portugal, sem nenhum objectivo definido, numa onda de ataques pessoais que não há paciência, com tanto baixo nível e a juntar a isso, o Tiririca Coelho que até ganhou simpatia popular, apercebemos-nos que Cavaco Silva certamente se tivesse que receber um Cognome, será certamente “o último”.

E será o último, porque o regime actual, fracassou em toda a linha. Seja no plano político – não estabelecendo em Portugal um regime democrático pleno e transparente. No plano económico e social, desde o abandono da indústria pesada, da agricultura, das pescas, passando pela medíocre educação, saúde, justiça, etc…

Finalmente, neste plano dos sinais, o actual regime republicano, não é capaz de galvanizar os Portugueses em acreditarem em si próprios. Fomentou nestes 35 anos de existência a ideia errada que Portugal não tem sentido, não valoriza a nossa História colectiva – bastará olhar para os Manuais escolares. Permite-se tudo e mais alguma coisa, sem um verdadeiro equilíbrio social que permita a prosperidade nacional.

Quando assim é, teremos que olhar para a nossa História, para as nossas raízes e recuperar o sentimento do que é ser Português.

Portugal é uma Nação que se emancipou do Reino de Leão e Castela. Fundou-se e expandiu-se, primeiro na Europa e depois pelos quatro cantos do Mundo. Foi uma Nação pioneira na Globalização. Estabeleceu um Império onde o sol nunca se punha. Criou raízes com os diversos Países que hoje compõem, a Lusofonia. Tem uma das maiores Zonas Economicas Exclusivas do Mundo. Tem uma riqueza que ainda não explorou e esta República destrutiva de Portugal não irá explorar, cedendo-a em nome de capitais fáceis para, se calhar, o Euro-Estado que se está a construir, graças ao Tratado de Lisboa, que foi tão festejado por estes senhores do sistema…

Quando assim é, temos que olhar para o que nos resta:

- Uma Pátria com quase 900 anos.

- Uma Família Nacional, solidária, que sempre que é preciso se une e resolve.

- Uma Tradição centrada nas raízes da Liberdade.

- A força e a capacidade de criar um Novo Pacto Social entre a Nação e os seus Representantes.

Assim, e só assim, os Portugueses unidos, terão que em Referendo, demonstrar, de uma vez por todas, à República, que não é bem-vinda, que os enganou, que os prejudicou, que lhes roubou um dos bens mais preciosos da nossa História: a Liberdade!

Não ponho em causa a Democracia quando falo que nos falta a Liberdade. Falta-nos a Liberdade de querer voltar a ter um Rei e neste aspecto até se confunde com a própria Democracia.

Sem uma boa Justiça não pode haver uma boa Democracia.

A Aclamação do Rei, isto é, a Eleição do Rei, é, por si só, algo verdadeiramente único no que toca às Monarquias Europeias. Sim, o Rei era pela Graça de Deus! Mas Graças a Deus que o povo aclamou os seus Reis e que estes o serviram durante mais de 700 anos! Vamos ocultar isto até quando?

O Pacto Social em Portugal sempre existiu entre o Povo e o Rei.

Seja na Monarquia Medieval, seja na Monarquia Constitucional, os Reis eram aclamados em Cortes. Eram confirmados, pelos representantes da Nação. Não podemos dizer, que a ascensão ao Trono é um acto anti-democrático, quando não percebemos nem queremos perceber o real significado de tudo isto.

As Liberdades do Povo foram sempre garantidas.

Fomos um Povo único na História porque sempre soubemos marcar posição. Recuperemos, pois, esta capacidade que quatro Ditaduras procuram nos silenciar. As de Afonso Costa, Pimenta de Castro, Salazar e o actual sistema….

Um regime que nasceu do sangue de um Rei e do Seu Filho e Herdeiro, não pode ser um regime digno.

Um regime que se auto impôs por 3 vezes ao povo, sem procurar a legitimidade democrática, não poderá nunca durar muito tempo.

Um regime que tem como seu chefe máximo, um Presidente eleito por cerca de 23% do total dos cidadãos eleitores, não tem sequer o direito de tomar posse! E no entanto irá tomar posse…

Portugueses,

Nós não precisamos disto. Temos um Rei, temos uma Família Real. Existe a Monarquia, como solução credível que nos poderá levar à prosperidade que tanto ansiamos. Precisamos de ir à História, às nossas raízes da Liberdade e traçarmos o caminho da Democracia Real.

O Rei vive entre nós desde 1953, ano que veio do exílio onde estava com sua Família. O Rei tem-se preocupado, durante toda a sua vida em servir Portugal, e procurar ajudar-nos de alguma maneira.

Um Rei que vive junto do Povo, servirá melhor o povo do que alguma vez um Presidente o fez. Um Rei que conhece o povo e ouve as suas preocupações e anseios, será o melhor servidor da nossa respublica.

Tenhamos a capacidade de perceber que o este actual regime político, a República perdeu toda a credibilidade. Temos que exigir a alteração da alínea b) do artigo 288.º da Constituição que impede um Referendo sobre a Chefia do Estado. E quando for o Referendo, vamos recuperar a Dignidade de Portugal perdida nestes 100 anos miseráveis de 3 república, e aclamar como Rei de Portugal, Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa.

Com a História que temos e com os Reis que tivemos, temos a obrigação de voltarmos a ser uma Monarquia. O prestígio de Portugal será claramente recuperado e haverá um Projecto para o nosso Portugal. Um projecto ambicioso com o qual, estou seguro, ganharemos todos.

Porque Portugal está em jogo,

Porque o futuro é já amanhã e temos que acordar hoje,

É A HORA!

CHEGOU A HORA DA QUEDA DA REPÚBLICA E DA PROCLAMAÇÃO DA MONARQUIA!!!

VIVA O REI!

VIVA PORTUGAL!!!!

Troca de impressões: Monarquia vs República, no Facebook

  • David Garcia

    Monarquia 3 vs 2 República – Países Nórdicos no topo de ranking sobre qualidade de Democracia. Pois!

    Fotos do Mural
    Países nórdicos no topo de ranking sobre qualidade de democracia

    http://bit.ly/fq…wyUkVer mais

    Por: TSF – Rádio Notícias
    13/12 às 22:38 · Apenas amigos · · · · Partilhar
    • Carlos Canelas e tu gostam disto.
      • David Garcia ‎3 Monarquias no topo de ranking sobre qualidade da Democracia e para variar a República Portuguesa, está em 18.º lugar… Ainda precisa de umas sopinhas de leite com café e mesmo assim não sei… LOL

        13/12 às 22:40 · · 1 pessoaA carregar…
      • Loddur Laufeyiarson Não achas que isso é mais uma questão de cidadania do que de regime?

        13/12 às 22:55 ·
      • David Garcia

        Ambos, my friend :)
        Pergunta:
        Por que não será a Monarquia capaz de ser um regime de cidadãos e com qualidade democrática? Estas Monarquias são regimes de cidadãos livre e iguais em direitos e deveres. Países evoluídos com mentalidade aberta…. Mas que mania, desculpa, de se dizer que é tudo obra da cidadania. Sim, até o é, mas o regime, obviamente, foi-se adaptando PACIFICAMENTE (ao contrário de certas republicas) aos novos tempos. Até nos casamentos reais os príncipes e princesas se casam com cidadãos de seus países ou de outros. Até nisto as Monarquias se tornaram claramente regimes democráticos.
        Abraço.Ver mais
        13/12 às 22:58 ·
      • Loddur Laufeyiarson Creio que no que se refere a certas monarquias se terem democratizado tens toda a razão. Mas também acredito que essa “qualidade de vida” – que engloba num conceito restrito uma quantidade enorme de problemáticas, não se deve exclusivamente à monarquia. Creio que existem factores mais profundos e que não se podem ignorar no que se refere à questão que puseste.

        13/12 às 23:00 ·
      • David Garcia

        Ok
        Vamos por as coisas noutros moldes. (Agora é que a coisa vai complicar).
        Os sistemas democráticos onde existem Reis ou Rainhas ou Príncipes ou Grão-duques são sistemas mistos.
        Isto é:
        Tens a grande Instituição Nacional que é a Monarquia, ch…efiada, obviamente por uma Família Real representativa, simbólica….
        E depois, tens os que governam, legislam e cuidam das Leis da “república”.
        No quadro de um Estado de Direito Democrático:
        O papel de um Rei, é simbólico e tem pouca influência, mas exerce uma magistratura de influência suprapartidária, unificadora, o que de algum modo, evita qualquer tipo de suspeitas de favorecimento partidário.
        Portanto, neste sentido, os que governam – o Governo, os que legislam – os Deputados e os que cuidam do respeito pelas Leis – os Tribunais e a Sociedade Civil tem um papel bastante importante que desempenha.
        Hoje o Rei da Suécia sai do Palácio e vai beber um Cerveja junto do Povo – obviamente que tem seguranças, não nos esqueçamos que é o Chefe do Estado Sueco.
        Pelo que houve uma evolução de baixo para cima. É evidente que sim.
        Curiosamente e para finalizar, por agora este post, aquando do 60.º aniversário do Rei da Suécia Karl XVI Gustav, o Primeiro-ministro disse esta frase muito interessante: “Nós somos uma república, mas o Rei é o melhor servidor da nossa república”.
        Pelo que talvez seja bom pensarmos nós, fazendo o tal exercício de consciência cívica de baixo para cima, se não seria bom para a nossa república termos um Rei.
        Disse :) Ver mais
        13/12 às 23:07 ·
      • Loddur Laufeyiarson

        Creio que o que tu queres dizer é que o rei seria um elemento aglutinador da nacionalidade de um país. O seu símbolo maior no que refere a uma “possível” identidade cultural. No que se refere aos países que aí tens é curioso que a Dinamarca…, Finlândia e Suécia pertencem à união europeia enquanto a Islândia e a Noruega estão fora da UE. Se analisar-mos a relação entre os problemas sociais (estou a falar de senso comum, não tenho aqui dados, nem um estudo deste tipo se faz do dia para a noite) e a confiança nas instituições nesses países talvez iremos encontrar uma relação diferente baseada mais na forma como as políticas sociais e económicas foram efectuadas de forma sustentada e indo de encontre às necessidades dos países e dos seus cidadãos. O que pretendo dizer é que não creio que o facto de existir uma monarquia seja assim tão determinante. O único facto que podes evidenciar é a filiação política de um Presidente da República, mas a verdade é que existem candidatos independentes que poderiam desempenhar da mesma forma o cargo “simbólico” Presidência da República. A questão quanto a mim passa pela hereditariedade e pela ideia de uma “casa” ou “família” com um capital e poder simbólico sobre uma nação.Ver mais
        13/12 às 23:18 ·
      • David Garcia

        Começando pelo fim, posso te dizer que não conheço nenhuma republica em que um candidato independente tenha ganho as eleições.
        É assim tão grave existir uma Família Real ao serviço de um País. Repara bem:
        O Rei e a Rainha de Espanha reinam e… exercem as suas actividades.
        O Príncipe Filipe é um auxílio ao Rei seu Pai.
        Mas as irmãs do Príncipe Filipe trabalham como qualquer outro cidadão e não deixam, obviamente de ser Princesas e quando são chamadas a tal, representarem a Família Real em algum acto importante para o País e o Povo.
        Eu acho isto magnífico.
        Tu tens na Holanda, na Noruega, na Suécia, na Dinamarca, membros de Famílias Reais que trabalham nas mais diversas áreas.
        O Príncipe William, futuro Rei, já dormiu na rua junto de sem-abrigo e ajuda várias instituições de caridade sociais.
        O que te quero dizer a ti e a quem ler e for, como tu, republicano :) , é que o exemplo que uma Família Real hoje dá aos cidadãos do seu país, é precisamente algo que a República impede e que é, que deixem de olhar para o vosso próprio umbigo e passem a ajudar quem precisa, sirvam todos, o vosso País. Ou seja, todos nós, temos as nossas responsabilidades para com o nosso país. Acima de tudo, trata-se de fazer bem, seja em que actividade for.
        Temos que ter a noção clara que é preciso existir em qualquer sociedade um equilíbrio claro entre Direitos e Deveres. Desde o Rei ao mais humilde cidadão, todos temos uma missão a cumprir. Temos esse dever. Fazemos parte de uma Comunidade Nacional e temos que ser responsáveis para benefício de todos.
        E não deixamos de ter o direito ao voto, à democracia e à liberdade.
        Se é só porque não se elege o Chefe de Estado, então deixa-me te dizer o seguinte:
        Se é para o bem do nosso País, quero lá saber das eleições presidenciais. Um Rei conheço-o desde que ele nasceu e se ele for bem mais velho que eu, como por exemplo, Dom Duarte (já que é o Herdeiro da Casa Real Portuguesa e que podia ser o nosso Rei), leu sobre ele. Na imprensa escrita e na TV fui assistindo ao crescimento de Dom Afonso, Herdeiro da Casa Real, que se está a fazer um Homem, que certamente servirá com dignidade os interesses dos Portugueses. Esta é a maior beleza da Instituição Real. O facto de sentirmos que esta Comunidade Nacional é representada por uma Família e que procura dar o seu melhor, como qualquer um de nós, em prol não das próximas eleições, mas sim e melhor ainda, em prol das próximas gerações; daqueles milhões de Portugueses que virão depois de nós.
        Queremos ter um País melhor. O que é que estamos a fazer por isso?
        O exemplo vem sempre de cima. Nós não precisamos de ter um Chefe de Estado eleito que assume quase praticamente o mesmo papel que assumiria um Rei – este claro, com menos poderes ainda.
        Finalmente, e em termos de Justiça Social, olha só este exemplo:
        O Rei não aufere de nenhuma Pensão de Reforma. É o único cidadão – que serve o seu País até à morte. A Monarquia torna-se mais barata já por dois motivos: não se gasta dinheiro em eleições presidenciais e não sustentamos reformas de ex-presidentes.
        Ah e obviamente, que havendo de novo Monarquia, o Palácio de Belém é que seria a residência oficial.
        As políticas são do Governo, obviamente. E tens nessas Monarquias Nórdicas partidos socialistas e de direita, como em qualquer Democracia. Mas o sucesso, deve-se à palavra consenso e ao elevado sentido de responsabilidade. São políticos com outra visão da própria política.
        Abraço.Ver mais
        13/12 às 23:34 ·
      • Loddur Laufeyiarson Eu compreendo o que queres dizer. Mas para mim o facto de ser algo hereditário já não concordo. E não concordo porque tanto podem surgir Reis capazes como um qualquer imbecil. Mas pronto é apenas a minha opinião e nada tenho contra os teus ideais. Abraço.

        14/12 às 0:03 · · 1 pessoaA carregar…
      • David Garcia

        Amigo,
        Até por isso, deixa-me só te responder :)
        Tivemos 3 casos de Reis considerados incapazes para reinarem e foram substituídos:
        Dom Sancho II, Dom Afonso VI e Dona Maria I – apesar desta o seu reinado até ter sido bastante bom mas problema…s mentais a atingiram na década de 80 do século XVIII…
        E aliás, estou totalmente convencido, de que se houver um dia Monarquia em Portugal, a Constituição tem que assegurar a garantia de que só é Rei aquele que, de facto, estiver em condições para tal e logicamente faça parte da Dinastia.
        Como vês, não é assim tão complicado nos entendermos.
        É claro que é a tua opinião que é aliás totalmente legítima como qualquer opinião :)
        Grande Abraço ;) Ver mais
        14/12 às 0:06 ·
      • Loddur Laufeyiarson

        Pois eu acrescentaria Dom Fernando; Dom Sebastião; Dom João V (pela falta de visão e pela aplicação do ouro do Brasil nos mercados Ingleses). A realidade é que poucos foram os Monarcas Portugueses que tiveram uma política concertada de apos…ta no país (falando nos últimos 300 anos) o que teve como consequência um país extremamente rural e empobrecido que falhou um arranque industrial, etc…

        Sim o Rei deveria poder ser deposto no caso hipotético de haver uma monarquia em Portugal. Mas lá está isso não seria o mesmo que uma dissolução do governo ou a convocação de eleições? Creio que em Portugal mudar o regime seria apenas uma operação estética mais do que outra coisa. Valeria muito mais apostar nas empresas e produção nacional e fundamentalmente numa educação de topo. Só assim o país poderia competir fosse de que forma fosse.Ver mais

        14/12 às 0:21 ·
      • Pedro Paulino de Noronha

        Loddur, nas modernas monarquias constitucionais, é muito fácil substituir, desde tenra idade, um pretendente por outro mais capaz, desde que aquele apresente sinais evidentes de incapacidade, desinteresse pela missão ou outra. Isto, porque,… ao contrário de um qualquer cidadão que de repente é empurrado para Presidente (tendo por ex. sido um actor medíocre toda a vida) apenas porque há interesses politicos envolvidos, um futuro Rei é preparado para tal desde que nasce. É educado para servir (e não para se servir, ao contrário de alguns politicos) o seu país, para permanecer equidistante de todos os partidos democráticos representativos, sem peias nem amarras partidárias, sem favores nem atenções especiais. Isto porque não precisam de votos nas urnas nem de apoios em campanhas.
        E, ainda por cima … sai muito mais barato !!!Ver mais
        14/12 às 0:25 ·
      • Loddur Laufeyiarson

        Obrigado pelo esclarecimento Pedro. Talvez pudesse funcionar, não digo que não. Agora não sei até que ponto é que no caso Português isso seria assim. Passo a explicar: Portugal é um pais que neste momento não possui um sentimento patriótico… de qualquer espécie (falo de orgulho na forma como os assuntos do país são tratados – por exemplo a já enunciada educação – e não qualquer tipo de patriotismo ou nacionalismo extremo) e para que um Rei pudesse reinar e aconselhar enquanto símbolo da Portugalidade teria que ser um líder extremamente carismático e popular de forma a servir de elemento aglutinador. Ora, tal não se passa por variadas razões sociais, políticas e económicas tal não se verifica. Consequentemente, qualquer mudança que não tivesse um cariz de mudança estrutural e estruturante não seria, porventura, muito bem vinda. Isto que acabei de escrever é uma exposição teórica mas que serve para explicitar o que acho que são os problemas mais profundos de Portugal (sem esquecer a sua integração europeia e global).Ver mais
        14/12 às 0:34 ·
      • David Garcia

        Dom Fernando impulsionou o comércio e frota naval.
        Dom Sebastião, apesar de ter perdido a vida na Batalha de Alcácer Quibir, nunca mais houve ameaças sobre a Península Ibérica do Islão; isto é, perdemos a batalha, mas não perdemos a guerra!
        D…om João V deixou-nos um Património notável. Concordo contigo apenas no facto de que devia ter havido uma mentalidade mais aberta ao incremento industrial. É uma falha que na Regeneração, com o Fontismo é recuperada. Portugal em 1910 está a meio da tabela de desenvolvimento. De algum modo, pode-se dizer que teve um crescimento positivo, apesar de variadas contrariedades. Não te esqueças que Dom João V morreu em 1750 e passados aí uns 60 anos, tinhamos os franceses a invadir-nos. Parece que não, mas é muito importante este factor. E depois tivemos uma guerra civil durante dois anos, entre 1832 e 1834. Portanto, a Monarquia Liberal Portuguesa até fez bastante pela industrialização e progresso do País, olha fez mais do que a I República, isso de certeza.
        Abraços e obrigado Caro Pedro Paulino de Noronha :) Ver mais
        14/12 às 0:59 ·
      • Pedro Paulino de Noronha

        A troca de opiniões acerca deste assunto, é, alem de apaixonante, obviamente morosa e não cabe dentro destas poucas linhas.
        Mas, peço-lhe, já agora, e no que respeita ao povo portugues (e não só …) que faça este exercicio : Tome a Igreja C…atólica. Acrescente-lhe um Papa que NÂO é eleito pelo “povo”, que governa até morrer, que detem (aparentemente) um poder absolutista. Ponha-o a visitar Fátima, e observe a “mole” humana que congrega, a devoção, a entrega das pessoas e a admiração que suscita. Isto é monarquia da pura na sua face mais ortodoxa. Medieval mesmo ! E no entanto … ela existe nos nossos dias endeusando um humano, só pela fé … !
        Mesmo (e principalmente) em Portugal !
        E não estamos (no que a uma monarquia constitucional diga respeito) a falar em nada disso … Curioso, é que o mesmo Portugal que desfilou durante dias chorando pela morte de um ditador, veio para a rua pouco tempo depois gritar vivas à revolução !Ver mais
        14/12 às 1:04 · · 1 pessoaA carregar…
      • David Garcia Caro Pedro,
        É uma perspectiva bem interessante. Obrigado por partilha-la.
        Cumprimentos.

        14/12 às 1:07 ·
      • Loddur Laufeyiarson

        David: A questão dos Reis são como tudo pontos de vista. É como a questão do tratado de Methuen que para uns foi positivo e para outros nem tanto. Mas em relação a Dom Sebastião vou dar uma ou duas achegas visto que é uma personagem que con…heço relativamente melhor. Primeiro era um Rei inexperiente que procurava gloria (foi criado de forma guerreira) e protagonismo. Depois a sua política de expansão passava inevitavelmente pelo retorno às praças do norte de África (questão do abandono e do orgulho nacional ainda ferido). Em segundo a questão do custo da guerra: tiveram de ser compradas peças de artilharia e munições na Flandres, recrutamento dos soldados etc… Terceiro a difícil logística da batalha na qual as forças portuguesas e suas aliadas (um soberano marroquino do qual não me lembro o nome pediu auxílio que Dom Sebastião acudiu) tiveram de marchar cerca de 14 kilómetros até ao local da batalha. De salientar esta marcha pois andar ao sol no deserto com um pesado equipamento feito de ferro não deveria ser pera doçe. Tudo isto contribuiu para o desfecho da batalha. Acrescenta-se ainda o pagamento de resgates e a morte do monarca.

        Pedro: Na questão do Papa existe uma dimensão espiritual que ainda tem muito peso. Sendo Portugal um país ainda muito ligado ao catolicismo, tal manifestação não creio que seja de todo inesperada. Mas estamos a comparar o vaticano, com uma capacidade diplomática elevada e com o acréscimo espiritual. Depois existe a questão da natureza do poder. Neste caso o mais alto representante da Igreja é equiparado à voz terrena de Deus (Igreja como a consorte de Deus) e todo este aparato simbólico aliado a uma capacidade diplomática muito elevada e uma estrutura de poder que se confunde com a “representação divina”. Todo o aparato está elaborado para uma manifestação popular. Posso-lhe garantir que existiram empresas de trabalho temporário a recrutar indivíduos para participarem na manifestação de apoio ao papa no Terreiro do Paço. Mas como diz, este espaço não é suficiente para uma discussão alargada sobre estes temas.

        Já agora felicito ambos por esta saudável discussão!

Debate Monarquia ou República, no Facebook

 

A Monarquia está na Origem de Portugal e no seu Glorioso Passado. Mas temos a obrigação de olhar para o futuro, tendo em conta a actual Crise Nacional e Internacional. Estou farto e cansado e ver gente que só pensa no passado ao defender a Monarquia. Estudem! Leiam! Aprendam! E sobretudo sigam o fantástico Exemplo que o Rei dá, se realmente são Monárquicos!

David Garcia Tenham um Coração Bravo e Lutem com coragem e dedicação pela Causa de Portugal.
12/12 às 20:52 ·
 

Pedro Fragoso desculpa a provocação mas, qual rei? 

12/12 às 20:53 ·
 

David Garcia O Rei de Portugal, Dom Duarte de Bragança. E desculpa a provocação, mas se não o reconheces como Rei, então és automaticamente republicano. 

12/12 às 20:54 ·
 

Eduardo Flôr VIVA A REPUBLICA! VIVA
;)
Abraço 

12/12 às 20:58 · · 1 pessoaA carregar…
 

Pedro Fragoso isso não é uma provocação, é uma constatação óbvia. E intitulá-lo de Rei de Portugal é assumires que Portugal é uma monarquia, coisa obviamente falsa. E só conheço um rei duarte, o eloquente…este é mais rafael e antónio e mais uma dúzia de nomes… 

12/12 às 20:59 ·
 

David Garcia Então digam-me lá as vantagens da República :)  

12/12 às 20:59 ·
 

Pedro Fragoso david, estamos no ano do centenário, há muita e boa leitura por aí. Mas para te dar um cheirinho, e sendo bastante sintético: ter no topo do poder de uma nação uma criatura que está lá porque sim e não pelas suas capacidades é demasiado horrendo para sequer eu pensar nisso. 

12/12 às 21:04 ·
 

David Garcia 

Pedro, Dom Duarte pode não ser o Rei de facto, mas é o Rei de jure. É o Chefe da Casa Real Portuguesa. Herdeiro do Trono de Portugal. Tal como eu trato com respeito os Presidentes da República, apesar de não gostar de nenhum deles, façam o …mesmo.
Dom Duarte I, o Rei Eloquente, reinou 5 anos, mas foi um Rei muito importante na nossa História. Deixou-nos o “Leal Conselheiro” – o primeiro livro editado em Português.
Abraço.Ver mais
12/12 às 21:04 ·
 

Pedro Fragoso 

Isso do herdeiro ao trono até nos monárquicos não é consensual… ;)  

provocações à parte: eu também o trato com respeito enquanto cidadão português ou timorense, mas nunca como chefe de uma casa qualquer. É apenas uma instituição (?) como ta…ntas outras em portugal.Ver mais

12/12 às 21:08 ·
 

David Garcia 

É óbvio que me recuso contribuir para os autores republicanos que ainda andam por Portugal, dizendo barbaridades…..
Sei tudo o que preciso de saber sobre a República, para ser Monárquico.
Nenhum Rei de Portugal o foi “porque sim”. Todos fo…ram reconhecidos pelo Povo, que os Aclamou. A Monarquia Portuguesa foi uma Monarquia Electiva. Os Reis só eram aclamados com o consentimento da Nação.
E os Reis incapazes ou considerados como tal, como Dom Sancho II, Dom Afonso VI e Dona Maria I, foram substituídos por uma Regência.
Em relação aos Presidentes da República em 100 anos, o único que ainda fazia alguma coisa, teve a alcunha de “o corta fitas” – estou a falar do Almirante Américo Tomaz – 3.º e último Presidente da II República.
O Manuel Teixeira Gomes, um dos Presidentes da I República, há quem diga que ele era pedófilo. E no entanto o actual e anterior Presidente o foram homenagear.Ver mais
12/12 às 21:10 ·
 

David Garcia 

Hoje, a esta data, posso te garantir que SIM, é consensual.
Nunca te esqueças que Dom Duarte, mesmo sendo, neste preciso momento um Cidadão, tem representado Portugal por diversas ocasiões, como até em relação à libertação de Timor-Leste, f…oi o primeiro português a chamar a atenção para o que se passava nesse País e por outro lado, tem o Passaporte Diplomático, o qual lhe permite representar, sim, a Casa Real Portuguesa, por exemplo, em algum evento numa Monarquia reinante e não só.
Deixa-me te aconselhar a leitura do livro “Dom Duarte e a Democracia” – autor Prof. Mendo Castro Henriques, Editora Bertrand. Há muita coisa que infelizmente os Portugueses não sabem sobre Dom Duarte e continuo a achar que deviam saber.
Conheci uma senhora que se dizia toda republicana. Leu o livro, fez-me meia dúzia de perguntas e hoje considera-se Monárquica. Ah e os estudos dela: Ela é Psicóloga. Portanto, é alguém com estudos e conhecimentos adquiridos e vasta experiência.
Abraço.Ver mais
12/12 às 21:14 · · 1 pessoaA carregar…
 

Loddur Laufeyiarson LOL. Então o que falar de um Rei Português que se divertia a ver autos-de-fé no Terreiro do Paço. O teu argumento passa muito pelo ad hominem. Como em todos os sistemas políticos há falhas, naturalmente, na monarquia e na republica irás encontra-las. 

12/12 às 21:15 ·
 

Pedro Fragoso 

aclamar: não me parece a forma mais correcta de se eleger alguém. 

Quanto à monarquia electiva, só vislumbro uma possibilidade: na eleição das mulheres por parte dos reis para conceber o filho macho que viria a reinar a nação.

Quanto ao presid…ente da república pedófilo, não conheço a história. Se me provares esses boatos dir-te-ei que é um péssimo exemplo. Mas se quiseres, ou melhor, saberá melhor que ninguém os pecados que os teus reis cometeram ao longo de muitos séculos.Ver mais

12/12 às 21:15 ·
 

David Garcia 

Loddur – hás-de me dizer que Rei é que fazia isso, com fontes. 

Pedro, posso te dizer que Barack Obama, foi eleito, por aclamação, pelo Partido Democrata para ser Candidato à Presidente dos EUA – apesar de não ser para Rei, aqui tens um exem…plo que acontece numa república….
Tivemos duas Rainhas reinantes, na Monarquia Portuguesa, esse problema nunca se pôs.
Sem dúvida, que para péssimos exemplos, temos inúmeros Presidentes da República dentro e fora de Portugal.

Abraço a ambos.Ver mais

12/12 às 21:19 ·
 

Loddur Laufeyiarson Posso-te dizer quem foi: Dom Sebastião. Fontes, deixa-me pesquisar que também te dou. 

12/12 às 21:20 ·
 

Pedro Fragoso oh meu caro david, exemplos desses não querem dizer nada – a CARAS e a Nova Gente agradecem essas conversões à monarquia. E essas leituras não me cativam, algo que não me condenarás já que segues a mesma via – bem mais radical – contra os republicanos. Agora, essas representações a mim não me dizem nada. O que duarte – detesto cerimónias – faz no Mónaco não me interessa para nada. 

12/12 às 21:20 ·
 

Pedro Fragoso David, 

Obama eleito por aclamação? Calma, calma, estou ainda a conter o riso. Já ouviste falar das primárias?

Então estás a dizer-me que todos os primeiros filhos de todos os reis foram, por coincidência, homens?

12/12 às 21:24 ·
 

David Garcia 

É pena que penses assim. Sabes, não é nada contra os autores republicanos. Mas é que já li demasiados. A mais não me obrigam.
Uma pessoa chega à Estação do Rossio, vindo de Sintra e vê grandes cartazes a dizerem “Comboio 1910-2010″ – quem f…or ignorante, vai pensar que foi na República que se fizeram os caminhos de ferro, quando estes foram inaugurados, por Dom Pedro V, de Lisboa ao Carregado, em 1857 (salvo erro).
O mesmo para o Eléctrico de Lisboa, foram colocadas as primeiras linhas na Monarquia Constitucional.
A demagogia e a areia que ao longo deste ano têm procurado, os respectivos responsáveis pelas Comemorações, a atirarem para os olhos do povo, vou vos ser muito sincero: enojam-me. A I República, para esses senhores que receberam mais de 10 milhões de euros para estas ditas comemorações, usaram o dinheiro, para mostrar que a República foi um “mar de rosas”. Esquecendo-se completamente, da Anarquia que foi a I República, com perseguições e torturas, o mesmo para a II República obviamente, e esta III sem qualquer projecto galvanizador para Portugal.
Eu gosto, particularmente destes debates. Desculpa a minha radicalidade. Vivo muito isto, o que é natural :) Ver mais
12/12 às 21:25 ·
 

Pedro Fragoso não tens nada que desculpar. Eu até posso perceber alguma da tua revolta contra algumas das actividades destas comemorações. Mas atacar a república por gastar 10M€ para fornecer informação ao cidadão vindo de um monárquico é, no mínimo, surreal: onde é que a casa real ou lá o que é gasta o dinheiro ao longo do ano? para que serviria o orçamento da casa de bragança se fôssemos uma monarquia? 

12/12 às 21:29 ·
 

David Garcia 

Pedro :)
Na Convenção Democrata – está no youtube for Christ sake – a própria Hillary Clinton, propôs a eleição de Obama por Aclamação para ser este o candidato do Partido Democrata a Presidente dos EUA. 

Na primeira Dinastia – Dona Beatriz, …filha de Dom Fernando I foi aclamada Rainha, mas o povo não a quis e juntou-se ao Mestre de Avis, Dom João.

Não vais querer pensar como pensas hoje, na Idade Média, quando Portugal se formou e se começou a afirmar como Reino, pois não?

Não vais querer pensar, como durante a II Dinastia, estávamos em plena expansão ultramarina, pois não?

Contudo, quero te dizer, que em vários momentos da nossa História, as Rainhas Consortes (mulheres dos Reis reinantes) assumiram a Regência em nome dos seus respectivos maridos e Chefiaram o Estado. Não há registo que alguma regência tenha corrido mal. Tivemos brilhantes Rainhas Consortes assim como duas Rainhas reinantes. Infelizmente, Dona Maria I por doença foi substituída pelo filho Dom João, este assumindo a Regência. E Dona Maria II morreu de parto. Acontece. …Ver mais

12/12 às 21:31 ·
 

Pedro Fragoso filipe, louvo a iniciativa mas uma pergunta: como diferenciar os abstencionistas monárquicos dos outros? Como poderão cantar vitória? Uma candidatura monárquica à presidência, por muito irreal que isso seja, seria uma forma mais precisa de saberem quantos são e quantos pensam como vocês. Isto porque o PPM é um partido marginal… 

12/12 às 21:32 ·
 

Filipe Cardeal talvez para tentar pagar a divida em que os republicanos nos meteram! 

12/12 às 21:32 ·
 

Filipe Cardeal se fizerem o referendo veremos quantos sao! 

12/12 às 21:34 ·
 

Pedro Fragoso David, a aclamação surgiu depois de várias vitórias eleitorais – capice? – nas primárias americanas. E as convenções dos partidos americanos funcionam eleitoralmente. Dessa vez, Clinton optou por essa via. So what? Folgo em saber que, afinal, os machos tinham a predominância. “Não há notícia que nenhuma regência tenha corrido mal.” E daí? O que é que isso prova? Que as mulheres também têm capacidade? óptimo! 

12/12 às 21:39 ·
 

David Garcia 

O PPM é um Partido marginal?
Como podes dizer isso dado que os fundadores foram membros da oposição ao Estado Novo? Que foi um dos primeiros partidos no pós- 25 de Abril e que muito se deve na política de Ordenamento do Território, desde o …Governo AD de Sá Carneiro?
10 milhões de Euros para campanha de (des)informação, deviam ter sido melhor empregues. No rigor Histórico. Não puxando apenas a brasa à sardinha republicana, mas também mostrando o outro lado, que “não convém”. Surreal, é o País estar já sem tanga, e se gastarem milhões em campanhas de demagogia republicana que pouco ou nada têm contribuído para a verdadeira evolução do País.
Por outro lado, em termos de custos, garanto-te uma coisa: O Rei não tem nenhuma pensão de reforma, ao contrário dos 3 ex-presidentes da república ainda vivinhos da silva…..
Eu quero um símbolo da unidade nacional e não um individuo partidário, que em nada favorece a unidade do País e em nada representa de simbólico. A Chefia do Estado não é a Chefia do Governo. Quem deve governar é o Governo saído de uma Eleição. Um árbitro de futebol, não tem que pertencer para não favorecer nenhum dos clubes em jogo. Um Rei é independente e isento por natureza. Para quê, então, ter um Presidente partidário, quando podemos ter uma Instituição Histórica, e Cultural, símbolo daquilo que fomos e que podemos ser. Os Reis preocupam-se com as futuras gerações. É por demais evidente, que os Presidentes preocupam-se com as futuras eleições. Aliás basta agora ver, já, os presidenciavéis a irem à caça do voto.
Não é esta a Democracia que eu quero. Não é nesta Democracia que me revejo, em que nem sequer se pode escolher entre Monarquia e República. Isto mais parece uma Ditadura. Só somos uma democracia, de nome….
Abraço.Ver mais
12/12 às 21:39 · · 1 pessoaA carregar…
 

David Garcia 

Pedro, em relação ao Barack Obama, é precisamente isso que quis dizer. Lamento não ter capiccado LOL
Hoje em dia, e no futuro bem próximo, na Europa vamos ter várias Rainhas reinantes. Até na Sucessão, há igualdade entre os sexos. – Século X…XI, é o século que me preocupa. O passado fica para os historiadores e museus.
Abraço.Ver mais
12/12 às 21:41 · · 1 pessoaA carregar…
 

Pedro Fragoso 

epá, oh david: o Obama foi eleito candidato do partido democrata por via ELEITORAL. O que é que não entendes nesta frase? 

Partido marginal: partido que tem pouco mais de dez mil votos. e se somos uma democracia de nome é porque alguns se dem…item das suas responsabilidade, como votar.

estás a dizer que o filho do duarte seria um símbolo da unidade da nação? Como assim? Nunca me converterás, podes ter a certeza. Por muitos livros que leia. =P

um abraço e até amanhã ;) Ver mais

12/12 às 21:50 · · 1 pessoaA carregar…
 

David Garcia 

O Rei representa muito mais que um País.
Um Rei é membro de uma Linhagem que Fundaram, e Consolidaram um País e uniram um Povo em torno de um ideal.
Camões chamou à Nossa Terra, “Lusitania antiga Liberdade”. Os Portugueses emanciparam-se, j…untando-se a Dom Afonso Henriques e juntos criaram um Reino – Portugal.
Os Portugueses emanciparam-se, juntando-se a Dom João I, porque não queriam domínio estrangeiro e aclamaram a Dinastia de Avis.
Os Portugueses emanciparam-se, juntando-se a Dom João IV, aclamando a Dinastia de Bragança, herdeira dos Reis de Portugal, que fizeram Portugal, que o consolidaram e expandiram.
E espero, que os Portugueses se voltem a emancipar, em nome da Liberdade que sempre os uniu, para aclamarem Dom Duarte de Bragança, Rei de Portugal ou seu Filho e Herdeiro Dom Afonso, como Primeiros Reis da V Dinastia. 

Gostei deste debate. Grande Abraço e até amanhã.
Viva a Democracia ;) Ver mais

12/12 às 22:08 · · 4 pessoasA carregar…
 

Raquel Sá Lemos Guedes 

Sr. Luddor
Já venho tarde, mas gostaria de lhe dizer o seguinte:
Um Rei é um homem, com virtudes e defeitos. Diz que D. Sebastião tinha um defeito (hoje considero uma coisa repugnante mas naquele tempo não sei se o seria (?) e também não faço… a minima ideia se é verdade ou mentira)
mas não deixou de se levantar e ir combater por nós em Alcácer Quibir!
Não se pode usar esse “pormenor” para deitar abaixo 800 anos de História.Caravagio sofria da mesma doença ( atenção: hoje tem tratamento
antigamente não) e até hoje não ouvi dizer que lhe tivessem, alguma vez, rasgado as suas belas telas. Outro “idem aspas” foi Tchaikovsky
e todos nos deliciamos com a sua música … no Natal até levam as crianças para ver o”Quebra-Nozes”, a “Bela Adormecida” o” Lago dos Cisnes”….enfim também eram homensVer mais
13/12 às 3:26 ·
 

Pedro Fragoso David, só queria dizer-te o seguinte em relação ao teu último comentário: as tuas considerações são, do meu ponto de vista, absurdas e totalmente distintas do meu pensamento político. 

Abraço

13/12 às 10:33 ·
 

David Garcia 

Pedro,
É a tua opinião. Tu tens uma visão da História da Monarquia Portuguesa diferente da minha. Cada um interpreta à sua maneira. Mas o facto de considerares absurdas as minhas afirmações, significa desde já a falta de argumentos para elas…, no mínimo. Mas enfim, a Democracia é, ao menos, algo que nos une e enriquece o debate.
Abraço e até logo.Ver mais
13/12 às 12:22 · · 1 pessoaA carregar…
 

Pedro Fragoso 

dizer que um argumento é absurdo significa não concordar minimamente com ele. Tu nesta discussão nunca foste capaz de rebater os meus argumentos, apenas apresentas a tua versão da história. Nunca admitiste que o Obama foi eleito eleitoralme…nte, que a grande maioria dos reis não eram os primeiros filhos de uma relação. e
Dizeres que o Rei representa mais do que um país e depois debitares uma série de considerações sem sentido, nunca esclarecendo o que queres dizer com isso, é muito pouco para quem se afirma monárquico. Os vossos argumentos baseiam-se sempre numa dimensão de honra e prestígio. Muito pouco para quem defende um regime em que o povo não tem, repito, NÃO TEM, qualquer interferência na eleição da chefia de estado. E se tu dizes que os presidentes da república não servem para nada, então para que serviria a vossa realeza? E, mais do que isso, atacas pessoalmente os políticos republicanos. Queres-me convencer que os monárquicos são todos perfeitos?Ver mais
13/12 às 12:36 ·
 

David Garcia 

Ok, não concordas, é um direito que te assiste em Democracia. Nunca admiti que Obama foi eleito? Quem disse? Estávamos a falar da Convenção Democrata. Mas o que me preocupa é Portugal. Pelo que deixemos o “Baraca Abana” em paz, que ele até …é boa pessoa. ;)
Pedro, relação a quem sucedia a quem, como deves calcular, não tenho aqui à minha frente uma árvore genealógica para te dizer se houve mesmo ou não igualdade entre os sexos na sucessão real, o que te posso dizer, é que, é natural que se havia filhas mais velhas dos Reis irmãs dos futuros monarcas, é natural que tenham casado com outros príncipes e Reis Europeus. Mas não sei de cor tudo, como é evidente….
Quando eu falo que a Monarquia Portuguesa era Electiva, que os Reis eram Aclamados, que as Revoluções deram legitimidade às Dinastias de Avis e de Bragança (por exemplo), isto não te diz nada?
Finalmente, não ataquei pessoalmente todos os políticos republicanos. É verdade que há bons políticos que são republicanos. Caricaturei o Almirante Américo Tomaz, admito, e até te posso dizer que Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e agora Cavaco Silva, de uma forma ou de outra, entraram claramente no jogo politico-partidário, ao longo dos seus mandatos e já agora, se foram eleitos 2 vezes seguidas, porquê que a Constituição não permite reeleição, imagina que era essa a vontade do Povo.Contudo, a Constituição não limita o número de mandatos do Primeiro-ministro, o que é uma grave contradição.
Dizer que em Monarquia o povo não tem interferência na eleição do Chefe de Estado – que aliás em Portugal a tinha, como já o referi – e ao mesmo tempo, bloquear a hipótese do povo poder eleger mais do que 2 vezes o Presidente da República, é muito contraditório, já que o Primeiro-ministro, como disse, não tem limitações deste género. Já para não falar, de algo ainda mais grave que é, proibir um povo soberano democraticamente de poder escolher se quer uma Monarquia ou uma República.
Ninguém é perfeito, Pedro. Mas eu vejo os níveis económicos e desenvolvimento humano das Monarquias Europeias e olho para Portugal a afundar-se. Sinceramente não deixará de ser preocupante, até para um republicano convicto como tu, certo?
Espero ter respondido a tudo.
Abraço.Ver mais
13/12 às 12:50 ·
 

Pedro Fragoso 

Claro que deixamos o Obama em paz: o teu argumento não tinha pés nem cabeça. 

mais uma vez david: a aclamação dos reis de que falas não pode ser comparada a um acto eleitoral. Nunca, nunca. É um argumento que me deixa doente, pensar que há al…guém que acha que o povo teve alguma interferência na escolha dos reis portugueses ao longo de vários séculos. Não foi o povo.

A não possibilidade de reeleição é um pilar republicano que distingue do do vosso projecto. Pessoas agarradas ao poder, não obrigado. Eu até sou favorável ao mandato único do presidente da república, mais extenso obviamente.

E quanto ao primeiro-ministro, deixa que te diga que um estudante de Ciência POlítica não pode confundir eleição de deputados com eleição do governo. Tu não votas para primeiro-ministro, tu não eleges um governo. Eleges deputados.

Querem o referendo? Quantas assinaturas conseguem reunir?

Comparares países a nível económico e afirmares que uns são evoluídos por serem monarquias e outros não porque são repúblicas é um disparate total. Mas pronto.Ver mais

13/12 às 13:27 ·
 

Raquel Sá Lemos Guedes Pedro Fragoso, sugere-nos leituras sobre a república.Talvez seja isso que lhe falta também fazer! Onde leu que o dia 5 de Outubro de 1910 foi um dia de eleições? 

13/12 às 13:34 ·
 

Pedro Fragoso onde leu que eu disse que 5 de outubro foi um dia de eleições? 

13/12 às 13:35 ·
 

Raquel Sá Lemos Guedes Quando diz que o rei não era eleito pelo povo , eu pergunto se se lembra de ter lido algo relativo a alguma eleição feita nesse maldito dia 5 de Outubro de 1910! Pergunto melhor: foi o povo que elegeu a república? 

13/12 às 14:22 ·
 

David Garcia 

Se não foi o povo, foi quem?
Ah, a não possibilidade de reeleição é um pilar republicano, mas ao afirmares que o mandato presidencial deve ser de mais tempo, estás a contradizer o principio republicano…
Ah os Reis para ti estão “agarrados …ao poder”….. Curiosa afirmação.
Meu caro, não me ensinas absolutamente nada em relação a eleições. Eu sei muito bem que nas Eleições Legislativas eleges Deputados e o Partido mais votado, isto é, o Líder desse Partido é indigitado pelo Chefe de Estado – Rei ou Presidente, para formar Governo!
Contudo, é engraçado, não contrapores o meu argumento em relação à limitação de mandatos. Quer dizer, o Primeiro-ministro pode, sendo líder partidário, ser reeleito várias vezes e o Presidente da República não o pode. E se o povo o quisesse para um terceiro mandato ou até um quarto (falo nesta frase de um PR).
Portanto, para estabilidade das Instituições, queres que um Presidente tenha um único mandato e extenso. Ora meu caro, tens isso num Rei por natureza. Ao contrário de um presidente que sim se agarra ao “tacho”, o Rei dedica toda a sua vida ao serviço da respublica.
Referendo? É a República que o proíbe, no artigo 288-b) da Constituição. Ah é verdade o sistema “protege-se”, porque tem medo da ignorância do povo. É exactamente como os ditadores pensam…
Por outro lado, quero te lembrar que a República foi uma consequência do Regicídio que fragilizou um sistema Parlamentar, uma Democracia embrionária que era a Monarquia Constitucional. Foi a Monarquia Portuguesa que foi dos Primeiros Países a abolirem a Pena de Morte, a República não só matou o Rei e o Príncipe Herdeiro, como até se tornou favorável ao aborto livre condenando seres inocentes à morte.
Pois, em relação ao desenvolvimento, Portugal só está no estado em que está, porque viveu 3 republicas, pior uma que a outra.
A Monarquia favorece o crescimento económico a todos os níveis. Em áreas como o Turismo, os indicadores são claros. Melhor Educação, melhores Serviços Públicos, uma mentalidade aberta. Um Mercado próspero. Enfim, coisas que não existem em Portugal, onde aliás temos por hábito ver monumentos nacionais com grafitis demonstrando a decadência da sociedade onde vivemos. Mas claro, é a liberdade, já me esquecia.
Abraço.Ver mais
13/12 às 14:23 ·
 

Pedro Fragoso 

David,
ao dar mais tempo de mandato não dou cinquenta anos, mas sim 6 ou 7. Se achas isto uma contradição ao principio republicano não te entendo. Se não te ensino nada em relação a eleições, cometes vários erros de análise. Elegemos deputad…os e não é obrigatório ser o líder partidário a formar governo. E não tenho nada que rebater o teu argumento. Aliás, se defendes uma monarquia constitucional, irias nesse sistema impor a limitação de mandatos no poder legislativo e executivo? Espanha, Inglaterra, p.e., são monarquias onde o PM pode ser o mesmo em várias legislaturas. Não percebo onde é que isso te afecta tanto. O PR no nosso sistema é o garante da democracia e uma espécie de árbitro. E, como tal, não pode estar nessa situação durante anos seguidos sob pena de abusar desse seu estatuto. É apenas um garante a limitação de mandatos. 

Outro ponto: “o rei dedica toda a sua vida ao serviço da respublica”. Com esta frase, não sei que diga. Respeito muito as opiniões dos outros mas só pode ser para rir. Onde é que a presidência da república é um tacho? E diz-me lá actividades que um rei pratica ao serviço da respublica, tou curiosíssimo….

Quanto à forma da implantação da república: pode não ter sido a mais democrática, obviamente. Mas comparem Portugal e outros países monárquicos da altura, a nível social, económico, financeiro, político. Estávamos optimamente, não era? Erámos um país ao nível dos mais desenvolvidos, correcto? Pois não. A monarquia caiu porque não conseguia dar ao povo o que ele merecia. E dizeres que a monarquia favorece o crescimento económico a todos os níveis deves estar noutro mundo. Essa correlação é absurda. Tanto há países monárquicos desenvolvidos como repúblicas desenvolvidas: EUA, Alemanha, França, p.e.

ah, e o aborto livre, já me esquecia. Votei sim no referendo, e orgulho-me de ter contribuído para o avanço civilizacional do meu país. Coisa que a Monarquia durante os seus últimos cem anos se esforçou para não fazer.Ver mais

13/12 às 14:45 ·
 

David Garcia 

É óbvio que tu como bom republicano não irias dar um mandato tão alargado, não faz o género de nenhum bom republicano que se preze :)
A Monarquia favorece a estabilidade do regime democrático, seja na Chefia do Estado, seja no Governo e é es…sa estabilidade que permite um maior crescimento económico e desenvolvimento social, porque as políticas dos vários governos não são interrompidas de uma forma abrupta e irresponsável como acontece em República.
Se em República o Presidente é o garante da Democracia “e uma espécie de árbitro” (esta última parte faz-me lembrar os Gatos Fedorentos ….), em Monarquia, é a garantia Institucional da preservação da Democracia e o Rei é o Árbitro por excelência do “jogo político”, porque precisamente não tem origem político-partidária, é isento, independente, exerce a sua magistratura com Equidistância, Transparência, não tem nunca um dêdo a apontar que favoreceu o partido A, B ou C, ao contrário da República, em que por exemplo, o Presidente Sampaio ao demitir o Governo de Santana Lopes, abriu um precedente, que levou à vitória de José Sócrates e do Partido Socialista. Sampaio é Socialista. Muita gente criticou e critica obviamente este acto. Bons motivos ou maus, pode-se discutir, mas indirectamente, Sampaio favoreceu o PS, e isto não acontece nas Monarquias. Não se dissolve um Parlamento estável, fomentando instabilidade política. Quanto muito um Governo pode se demitir e procurar consensos para a formação de um novo executivo. Sim, nem sempre são os líderes partidários indigitados primeiros-ministros, eu sei bem disso. Logo, neste contexto, Santana Lopes afastava-se e nomeava-se outro, teríamos poupado dinheiro em eleições.
O Rei dedica toda a sua vida ao serviço da respublica, isto é, ao serviço do bem comum. Respublica em Latim quer dizer o bem comum, a coisa pública. Pelas razões já diversas vezes apontadas.
Portugal a nível de desenvolvimento em 1910 estava a meio da tabela de desenvolvimento, hoje está nos últimos lugares…. São tempos diferentes, é claro. Mas quero dizer com isto, que a República, ou melhor, as 3 Repúblicas não fomentaram o desenvolvimento humano e bem pelo contrário fizeram certas correntes políticas acreditar que é um avanço “civilizacional” (espantosa palavra) permitir a morte de seres inocentes devido à irresponsabilidade de seus progenitores, acho brilhante.
O aborto para ti é um avanço civilizacional. Deixa-me te dizer uma coisa:
Eu até posso concordar com os casamentos homossexuais, porque todos os seres humanos têm direito à felicidade, não importa como entendem as suas vidas. Agora matar seres inocentes, é incompreensível.
Ok, podes dizer, casos de violação, a SIDA, etc… Estou plenamente de acordo contigo com estas chamadas de atenção. Mas, entendo que deve caber ao Estado proteger não só as mulheres vítimas, como também procurar dar qualidade de vida aos recém-nascidos. Uma criança não deve pagar pelos erros ou infortúnios dos adultos. Os adultos devem ser responsáveis e responsabilizados por aquilo que fazem. E o Estado não deve proteger “negócios abortivos” mas sim, proteger a dignidade da pessoa humana – está aliás na Constituição.
Ah e também sou a favor da adopção por casais homossexuais e também sou a favor da Eutanásia. Em relação a esta última, sim, a pessoa deve ter o direito de dizer e optar pela sua própria morte se estiver estendida, por exemplo, numa cama de um hospital há anos, sem se mexer e a alimentar-se por uma palhinha, como tantas vezes acontece. Ninguém merece tal sofrimento.Ver mais
13/12 às 15:08 ·
 

Pedro Fragoso 

David, david, 

Sampaio não promoveu instabilidade política. O voto dos cidadãos nas legislativas deu razão a Sampaio dando ao PS uma maioria absoluta. Não vejo onde anda a instabilidade política. Não sei onde vês Gatos Fedorentos. Tu também c…hamas ao rei árbitro: estarás a gozar com a monarquia, é isso?!

Eu sei o que é a respublica, não vejo é onde o rei faz tanto assim por ela.

Hoje está nos últimos lugares?!?! Essa visão pessimista e de desprezo que já admitiste ao longo desta discussão por várias vezes pelo nosso país é reveladora do que pretendes.

Quanto ao aborto: nem vou começar a discutir. É outro assunto, dá para muito teclar. Mas, pegando nas tuas palavras, uma mulher “deve ter o direito de dizer e optar pela sua própria” vida – neste caso, o direito a ter ou não ter o filho. Tu partes do pressuposto que o aborto até às 10semanas significa matar uma pessoa. Eu não penso assim logo estamos esclarecidos.Ver mais

13/12 às 16:24 ·
 

David Garcia 

Pedro, Pedro, Pedro…. 

És tão republicano que não percebes as jogadas de bastidores, é pena de facto.
Alguma vez o Presidente da República, ajudando indirectamente o seu partido a ganhar eleições legislativas é independente, isento, transpar…ente? Só se for no mundo da utopia republicana. Não na prática. Não vou discutir se a intenção foi boa ou má. Para ti, foi, sem dúvida. Agora, que havia outras soluções, havia.

Eu não brinco com coisas sérias. O Rei é, por natureza, um verdadeiro árbitro.

Vou te ser muito sincero. Não é desprezo pelo Nosso País. Mas sim, desprezo e total descrença na continuidade e credibilidade deste regime político que nos desgoverna.

Não apontaste uma única verdadeira vantagem da República sobre a Monarquia. O que disseste é o que muitos republicanos dizem.

Pois, a mulher tem esse direito, desprezando a inocência e a Vida daquele que não pediu para acabar por ser a mais fácil vítima.

Uma pergunta apenas: importavas-te que pegasse neste debate e o colocasse no meu blogue para a posteridade?

Abraço.Ver mais

13/12 às 22:47 ·
 

Pedro Fragoso 

David, eu nunca disse que Sampaio foi isento, independente. Apenas disse que não promoveu instabilidade política – as eleições assim o confirmaram. E a dissolução da Assembleia não foi a primeira medida de Sampaio, antes deu a Santana a che…fia do executivo. Correu muito mal. Se eu não apontei vantagens da república, não sei onde apontaste vantagens da monarquia. 

Podes, claro. Desde que sejas fiel ao que escrevi.

AbraçoVer mais

14/12 às 9:29 ·
 

David Garcia Não apontei nenhuma vantagem da Monarquia? Aconselho-te a releres desde o início.
Ok, é óbvio que respeitarei o que foi dito. 

14/12 às 11:28 ·
 

Pedro Fragoso David, a eleição do chefe de estado não é uma vantagem? ah, e outra coisa, eu gosto que os presidentes actuem conforme a sua ideologia, suas convicções, sejam pessoais, partidárias, o que seja. Fantoches como reis não me agradam. Se o PPM elegesse um PR querias que ele actuasse à margem dos seus ideais políticos? E quanto à tua descrença e desprezo: o pior cego é aquele que não quer ver os avanços do país, em todas as matérias. 

14/12 às 12:15 ·
 

David Garcia 

Esse é o argumento primordial republicano que eu já sei há alguns anos. Não houve, na verdade nenhuma evolução no pensamento. É o favorecimento do individualismo que levado ao extremo leva ao egocêntrismo de cada cidadão, fazendo com que es…te se esqueça que pertence a uma Comunidade Nacional.
Deve ser primeira convicção de qualquer política servir o bem comum. O pior cego é aquele que não quer ver os avanços das Monarquias Europeias e saber compara-los com Portugal. A I República não passou de intenções ideológicas e pouco mais. A II República foi a Ditadura. Esta III República levou-nos ao mesmo nível económico que estávamos em 1910. Obviamente com realidades bem diferentes. Mas esta crise endémica é fruto de 100 anos perdidos. Enquanto vários países europeus monárquicos evoluíram humanamente, Portugal atrasou-se e agora precisa de um TGV para ver se apanha o tempo perdido. As obras de país rico a cobrirem realidades próximas do terceiro mundo, fascinam qualquer cego, mas quem tem uma visão global da realidade nacional, percebe o que está mal.
Com a injecção de dinheiro estrangeiro na economia, e obras de luxo, criou-se um endividamento insustentável.
Como Português e Monárquico, já não tenho paciência para ver tantas asneiras e as pessoas ainda defenderem de corpo e alma a República, só porque se pode eleger o Chefe de Estado. É a mesma coisa que impedir um povo soberano de poder escolher o tipo de Regime que pretende, no quadro da Democracia. Podemos estar num poço a afogar-nos e ainda se dá Vivas à República! Até quando isto vai durar? Não faço ideia. Mas gostava que não durasse muito mais, para bem não só nosso, mas das próximas gerações.
Somos um dos Povos mais atrasados da Europa e isso deve-se a três repúblicas. Na Monarquia estávamos bem melhor, não duvido.
Viva Portugal! (E não a República Portuguesa)

Ministro admite que Brasil poderá ajudar Portugal na compra de títulos por Agência Lusa

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, confirmou hoje, em Brasília, que o governo brasileiro poderá ajudar Portugal por meio da compra de títulos da dívida pública portuguesa. Ainda hoje o i publicou uma entrevista a Dom Duarte Pio de Bragança em que este revelava que o Brasil quer apoiar Portugal na crise da dívida com melhores condições que o FMI.

“Nas emissões da dívida pública portuguesa podemos ter entidades brasileiras que possam estar presentes nestas operações e adquirirem a dívida portuguesa”, afirmou Teixeira dos Santos, após uma reunião de quase duas horas com seu homólogo brasileiro, Guido Mantega.

O ministro das Finanças disse ainda que entidades empresariais também poderão comprar títulos da dívida portuguesa.

“[Podem ser] entidades governamentais, empresariais, investidores, qualquer que seja a sua natureza, que estejam interessados em investir na dívida portuguesa”, assinalou.

Segundo Teixeira dos Santos, Portugal está a fazer um esforço de diversificação dos mercados, fora da Europa, que possam se interessar pela emissão de títulos da sua dívida pública.

“O Brasil, sendo uma economia que, para nós, é estratégica, é naturalmente um mercado que nós devemos explorar”, justificou.

O ministro afirmou também que não chegou a discutir com Mantega valores para uma eventual operação desta natureza.

O Ministério brasileiro da Fazenda escusou-se a fazer qualquer comentário sobre a reunião.

Na última sexta-feira, o presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou à imprensa estrangeira, no Rio de Janeiro, que “o Brasil irá fazer o esforço que estiver ao seu alcance para ajudar Portugal a sair mais rápido da crise”.

No sábado, à margem da XX Cimeira Ibero-Americana, em Mar Del Plata, na Argentina, o assunto também foi tratado numa reunião de Lula da Silva com o Presidente da República, Cavaco Silva, e com o primeiro-ministro, José Sócrates.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Fonte: Jornal i

 

Nota: Ora aqui temos um bom exemplo de como o Rei se antecipou ao Governo…

Minha opinião sobre o “Acordo Ortográfico”

conquista de Ceuta
Luís de Camões, Portuguese's greatest poet..

Image via Wikipedia

O Acordo Ortográfico foi feito por umas certas pessoas que, pelos vistos, não percebem nada de História. Não foi o Brasil que descobriu Portugal, mas sim Portugal que descobriu o Brasil. Quanto muito, seria o Brasil a ter que se adaptar à Língua de Camões, nascida em Portugal.

Por outro lado, em termos línguisticos, é curioso que ninguém tenha pensado que o Inglês da Inglaterra, é diferente do Inglês Norte Americano ou até Australiano. E eles não deixam de se entender por causa disso. Este Governo do “Porreiro pá”, tem destas coisas, que enfim, não é?….

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