Jornal “O Diabo” no Facebook. A propósito da Entrevista de SAR Dom Duarte de Bragança
Quero agradecer à Equipa do Jornal “O Diabo” por ter divulgado o meu comentário no Facebook, a propósito da recente entrevista de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real Portuguesa.
Efectivamente é tempo de combater os insultos e a ignorância que pairam nas mentes de pessoas menos esclarecidas. O nosso País está a passar por uma tremenda crise financeira, política, social, económica, de valores, etc… É um facto que existe muita apreensão e até falta de fé em as pessoas acreditarem em outras soluções, tal como a Monarquia e Dom Duarte como Rei.
Agora, o que nenhum Monárquico poderá alguma vez aceitar, e deixar passar, sem intervir, que o Rei seja insultado nos sites da imprensa, sem dar resposta. O Senhor Dom Duarte, além de Chefe da Casa Real Portuguesa, é Chefe de Família. Tem-se dedicado a Portugal de uma forma pouco ou raramente vista em sectores republicanos. Nunca pediu nada em troca pelo serviço que tem prestado a Portugal, ao contrário de muitos republicanos.
Pelo que, apelo a todos os Monárquicos para defenderem o Rei, sempre que surgirem críticas ou insultos disparatados contra o Senhor Dom Duarte. Mas nunca deveremos cair no erro de seguir o exemplo de baixo nível de quem insulta. Devemos, isso sim, com elevação de quem é Monárquico, divulgar o que o Senhor Dom Duarte tem feito em prol dos interesses de Portugal.
A Democracia e a Liberdade de Expressão, não significam faltas de educação e não são sinónimas de que se pode dizer tudo, chegando ao ponto do insulto.
Viva o Rei!
Casas Reais
A ideia monárquica em Portugal ou, talvez ainda melhor, “realista”, como se diz noutros países europeus, está condicionada por “cem anos sem rei”, facto que fez desaparecer a vivência directa do que significa ter um chefe de Estado cuja legitimidade assenta na cultura e na história nacionais, e não em processos eleitorais. Por outro lado, a memória desse facto tem vindo a crescer mercê do esforço da convicção dos que nunca desistiram, do que tem revelado a investigação histórica e das novas formas de comunicação das redes sociais digitais.
Entretanto o “feitiço virou-se contra o feiticeiro” porque as criticas à Casa Real portuguesa de há cem anos atrás, viraram-se contra o regime republicano. A crise da dívida externa portuguesa que explodiu com a crise internacional de 2008 parece-se demasiado com a crise de financeira de 1892. A falta de soluções convincentes dos partidos do Bloco Central da 3ª República recorda o empastelamento dos partidos rotativos da Monarquia. E mesmo os gastos da Presidência República Portuguesa são tão superiores em bruto e em termos relativos aos da Coroa espanhola, por exemplo, que todos se interrogam se, em tempo de crise, também daqui não poderá vir alguma solução.
Falta ainda definir claramente na opinião pública como, em Portugal, monarquia e democracia precisam uma da outra. Houve uma manipulação evidente dos ideais monárquicos pelas forças salazaristas desde o Estado Novo e nunca houve uma alternativa muito clara a este “roubo do realismo” . D Duarte de Bragança, , representante da Casa Real Portuguesa tem dado os passos decisivos ao responder quando lhe perguntam se “foi educado para ser rei”, que “foi educado para servir Portugal”. Esse sentido de serviço, que é o melhor da cidadania, ajuda a explicar a popularidade crescente da ideia monárquica entre uma população farta de ver os políticos “servirem-se a si próprios” em vez de servir o país.
Quanto ao casamento do príncipe Harry Windsor com Kate Midleton, ele significa, a meu ver, mais uma aliança das Casas Reais com os respectivos povos. Embora os tradicionais casamentos dinásticos entre monarcas e seus sucessores ainda sejam por vezes apresentados na “imaginação mediática” como de “sangue azul”, sempre corresponderam a alianças no quadro europeu. Começaram a desaparecer nas monarquias nórdicas desde a década de 80, devido ao sólido posicionamento dos respectivos países dentro da realidade comum europeia, o que dispensa casamentos entre príncipes de nações estrangeiras e reforça os sentimentos de coesão nacional.
Mendo Henriques
Presidente do Instituto da Democracia Portuguesa
Fonte: Blogue do “Movimento de Unidade Monárquica”
Perguntas sem resposta? Pensamentos polémicos…
Como é que um País que perdeu o crédito internacional, se pode ainda de dar ao luxo de ter representantes a pedirem crédito para resolver os problemas por eles criados?
Como é que é possível, ainda haver pessoas, que por estar sempre contra (faça chuva, faça sol), não têm um pingo de responsabilidade, e não se reuniram com a “Troika” do FMI?
Como é que é possível, ainda haver pessoas, aparentemente, prontas, a não importa o tamanho da crise que enfrentamos, já estejam disponíveis para greves e manifestações?
Onde é que está a ética republicana?
Será que a ética republicana, agora com o fracasso à vista de todos, vai começar a cair no ridículo?
Só poderei dar uma resposta, mas nem é bem a estas questões, mas sim a outra – Para onde ou para quem, foram parar os milhões de euros vindos dos nossos parceiros Europeus para as reformas estruturais?
Um País em que pela terceira vez, tem que recorrer ao Fundo Monetário Internacional e aos apoios Europeus para evitar uma bancarrota, só pode ser por uma única razão: a incompetência política, da esquerda à direita.
Se uns gastaram milhões em Expo, Euros, Centros Culturais de Beléns, Auto-estradas, etc, etc, etc… E que mesmo assim, querem Aeroportos, TGV´s, outros querem Submarinos, negócios, e afins….
Meus senhores,
Assim não dá!
Não pode ser tudo permitido, porque se vive em Liberdade e em Democracia, e na lógica de “já que se vive em liberdade e democracia, EU TENHO DIREITO a isto, isto e aquilo”!
Tem que haver limites de bom senso a imperarem na nossa Sociedade. E isso só se cria, com a Educação. É na educação que está a base do desenvolvimento da nossa sociedade e infelizmente, bem sabemos como vai a Educação “do faz de conta” em Portugal.
Eu acredito que a Monarquia Parlamentar e Democrática, que tenho fé estar a caminho, possa ajudar a criar uma nova ética na política portuguesa e que a experiência deste passado, que hoje vivemos, no futuro, sirva de lição.
Do centenário ao protectorado – cem anos depois…
Os Gastos do Centenário da República
Dada a crise que hoje vivemos, em que estamos à beira da bancarrota (mais coisa menos coisa), não deixa de ser interessante, ver que os gastos para as Comemorações do Centenário da República, foram sinónimo de que tudo foi feito “à grande e à (republicana), pois, tal como nos regimes ditatoriais, há obras de regime, nestas comemorações, foi toda a propaganda possível, para justificar a República como regime “incontestável” (porque ninguém nos perguntou ainda), em Portugal.
Vamos aos números:
http://transparencia-pt.org/?search_str=nif%3A901775797
Pois, tal como dizia o ex-Primeiro-ministro António Guterres, “é só fazer as contas”.
No ano do Centenário da República, isto é, no ano passado, já vivíamos em crise e no entanto, gastou-se este dinheiro todo, em Comemorações absolutamente patéticas, querendo mostrar as “boas” (pois claro) intenções da República, mas claro “de boas intenções está o inferno cheio”, e a I República, não foi mais do que um Inferno. Já para não falar na Ditadura da II República e o desastre desta III República.
Meus Senhores (Republicanos),
Desistam! Liberdade, Igualdade e Fraternidade, só existe em Monarquia Democrática, em que o regime político pugna pelo equilíbrio social, pela rectidão das leis, e pela ética e bom senso de governo.
A República, em Portugal, falhou! Reconheçam isso!
Está na hora de os Portugueses chamarem Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte para ocupar o Trono de Portugal, como Rei Dom Duarte II.
Viva o Rei!
Viva Portugal!
Nota: Miguel Sousa Tavares disse hoje uma frase bem verídica: Onde foram parar os milhões dos vários empréstimos que a República Portuguesa pediu? Como é que se pode estar convencido que vai haver um novo empréstimo, quando os nossos credores, já perceberam, que os nossos (des)governantes se portaram mal?
Nota Final: pela foto, dá para percebermos o apoio popular à implantação da República!
Dignidade nacional
JOÃO CÉSAR DAS NEVES
DN 2011-04-11
Nas próximas eleições existe um elemento fundamental em jogo: dignidade nacional. Se, como várias vozes alvitram, o partido de José Sócrates tiver um resultado digno, a nossa democracia sofrerá um rude golpe. Portugal será a chacota mundial.
Não se trata de uma questão de votos, mas de elementar racionalidade. Aqueles dirigentes que presidiram seis anos, quatro dos quais em maioria, aos destinos nacionais, não podem ser poupados. Depois de longos tempos a negar a realidade, a manipular a imagem, a pintar quadros ilusórios em que cidadãos e mercados não acreditam, só ficarão impunes com descrédito para o sistema político.
Nos últimos 32 meses, ou o Governo ignorava a realidade ou sabotou deliberadamente a situação nacional. Não há outra explicação. Se a charada da vitimização tiver êxito eleitoral, isso mostra não a qualidade do Governo mas a tolice dos eleitores. Com a chantagem da instabilidade, ficção da política de sucesso, desplante de negar o óbvio, Sócrates andou anos a dançar na borda do vulcão. Agora que o País caiu lá dentro, o PS não pode ser poupado. Como na Grécia e na Irlanda, Portugal precisa de que ele perca forte a 5 de Junho.
Antigamente, algo evitava estas circunstâncias. Chamava-se vergonha. O responsável pela condução nacional ao colapso, mesmo considerando-se tecnicamente inocente, assumia politicamente a situação e afastava-se para dar lugar a outros. Mas esse pudor político anda muito arredado das praias nacionais, como andou no auge do Liberalismo oitocentista e na ruína da Primeira República. Mais que a incompetência e corrupção, era o descaramento dos responsáveis que então destruía a vida nacional. Foi essa a nossa experiência democrática até meados do século XX.
— Aqui outra interessantíssima diferente visão, mas, complementar: http://novoadamastor.blogspot.com/2011/04/o-desvario-do-momento-politico.html
O descrédito da República! O que se vai descobrindo… I parte
Nota: não me responsabilizo pela divulgação desta informação. Limito-me apenas e só, a informar os Portugueses, desta pouca vergonha. David Garcia
“Diário DA República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 – RESOLUÇÃO DA Assembleia DA República nº 11/2010.
Poderão aceder através do site http://WWW.dre.pt
Algumas rubricas do orçamento DA Assembleia DA Republica
1 – Vencimento de Deputados ………………………………………….12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados………………………………………2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ……………………………………………3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………………………………2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ……………………………………………….2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ……………………………..3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA………………………………………..961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares…………………………………………970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática …………………………………………2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) …………………………………………….2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios …………………………………………………………………….2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)…………………………………………13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ……………………………16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ………………………73 milhões 798 mil Euros
NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :¤ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) - Ver Folha 372 do acima identificado Diário DA República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.
É VERGONHOSO….,O POVO É QUE TEM DE PAGAR !!!!!!!!!!!! REPASSEM PARA QUE TODOS SAIBAM ACERCA DOS QUE FALAM EM NOME DO POVO E DOS INTERESSES DO PAÍS
O porquê de Portugal estar na falência!
Como se chama a isto em Português?
PORQUE ESTAMOS NA FALÊNCIA??????
|
420.000,00 ¤ |
TAP |
administrador |
Fernando Pinto |
|
371.000,00 ¤ |
CGD |
administrador |
Faria de Oliveira |
|
365.000,00 ¤ |
PT |
administrador |
Henrique Granadeiro |
|
250.040,00 ¤ |
RTP |
administrador |
Guilherme Costa |
|
249.448,00 ¤ |
Banco Portugal |
administrador |
Vítor Constâncio |
|
247.938,00 ¤ |
ISP |
administrador |
Fernando Nogueira |
|
245.552,00 ¤ |
CMVM |
Presidente | Carlos Tavares |
|
233.857,00 ¤ |
ERSE |
administrador |
Vítor Santos |
|
224.000,00 ¤ |
ANA COM |
administrador |
Amado DA Silva |
|
200.200,00 ¤ |
CTT |
Presidente | Mata DA Costa |
|
134.197,00 ¤ |
Parpublica |
administrador |
José Plácido Reis |
|
133.000,00 ¤ |
ANA |
administrador |
Guilhermino Rodrigues |
|
126.686,00 ¤ |
ADP |
administrador |
Pedro Serra |
|
96.507,00 ¤ |
Metro Porto |
administrador |
António Oliveira Fonseca |
|
89.299,00 ¤ |
LUSA |
administrador |
Afonso Camões |
|
69.110,00 ¤ |
CP |
administrador |
Cardoso dos Reis |
|
66.536,00 ¤ |
REFER |
administrador |
Luís Pardal: Refer |
|
66.536,00 ¤ |
Metro Lisboa |
administrador |
Joaquim Reis |
|
58.865,00 ¤ |
CARRIS |
administrador |
José Manuel Rodrigues |
|
58.859,00 ¤ |
STCP |
administrador |
Fernanda Meneses |
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3.706.630,00 ¤ |
|||
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51.892.820,00 ¤ |
Valor do ordenado annual (12 meses + subs Natal + subs férias) | ||
| 926.657,50 ¤ |
Média Prémios |
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52.819.477,50 ¤ |
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|
900,00 ¤ |
Média de um funcionário público |
58.688,31 – nº de funcionários públicos que dá para
Pagar com o mesmo dinheiro…
E DEPOIS AINDA QUEREM SABER SE A MALTA
ESTÁ DISPOSTA A ABDICAR DO SUBSÍDIO DE
FÉRIAS E/OU NATAL PARA AJUDAR O PAÍS…
DISTRIBUAM e CIRCULEM”
A Transição Económica Falhada
Autor: Ricardo Ferreira
Nota: artigo escrito em 2010.
“Faz este ano 36 anos, que um grupo de militares descontentes com a situação do país derrubou um regime que durava há 48 anos. Da nova situação política, saíram novas coordenadas políticas, económicas, as naturais mudanças sociedade que advêm de uma Revolução. Mudanças essas que acabaram por ditar no que toca á parte económica da questão, erros graves, que gerações de portugueses continuam a pagar. Somos hoje um país a braços com uma das maiores taxas de desemprego da Zona Euro e com uma crise económica sem precedentes. No pós 25 de Abril, com a crispação política da época, os Governos de então decidem nacionalizar a maioria dos sectores da vida económica nacional, tendo com consequência a destruição dos grupos económicos, que eram verdadeiramente fortes e os únicos preparados para uma liberalização da economia e da futura concorrência internacional. Curiosamente só nacionalizaram empresas e bens de nacionalidade portuguesa, pois no que toca aos grupos estrangeiros e as suas multinacionais nem com um dedo lhes tocaram. Com o afastamento dos patrões, e administrações vieram as então designadas Comissões de Trabalhadores que tudo criticavam e debatiam e em alguns casos chegou-se mesmo à Autogestão, que levou à ruína de inúmeras empresas. O Estado viu-se na necessidade de criar um Instituto para gerir todo este vasto património nacionalizado, surge assim o I.P.E. (Instituto de Participações do Estado). Portugal vê o seu parque industrial envelhecer, por falta de investimento pois como sabemos o Estado nunca teve vocação de Empresário perdendo país vantagens competitivas. Será só a partir de meados da década de 80 que o Estado irá criar condição para a reprivatização e liberalização da economia, promovendo o regresso de antigos empresários, pois relembro que até essa altura existiam sector da economia controlados pelo Estado (Casos da Banca, ou da Industria Química). Levou-se muito tempo para reorganizar e modernizar o sector industrial em Portugal, e houve casos mesmo em que já não era viável reinvestir de novo, pois a competição externa e os seus preços praticados, eram incomportáveis para esse tipo de negócios. Se no passado sempre se tentou valorizar os recursos naturais nacionais como as Minas de Neves Corvo, ou das Pirites Alentejanas que fazia parte da única Industria Integada que existiu no País, nos tempos da CUF era transformada e procedia-se à recuperação dos vários metais nelas existentes, evitando a importação dos mesmos. Hoje é totalmente diferente, prefere-se pegar no minério (quando a cotação internacional é favorável) extrai-se e vende-se em bruto para o estrangeiro. E assim Portugal em vez de criar riqueza e postos de trabalho que poderiam transformar esses metais e minerais em bens de equipamento, limita-se a vê-lo partir em barcos ou comboios. E o mesmo acontece se formos falar da valorização da nossa posição geográfica no mundo. Relembro que por estarmos no centro das principais rotas marítimas do Mundo que surgiu a Lisnave, que até aos anos 80, ganhou nome e fama mundial, criando milhares de postos de trabalho, e encaixando na economia nacional milhões de contos anualmente. Hoje olhamos para Almada e observa-se um Estaleiro mais ou menos recente, ao abandono, quando modernizado, e reapetrechado tinha ainda muito para dar. Podem-me dizer que os preços praticados pelos Estaleiros Coreanos e Japoneses não compensa, mas continuarei sempre a acreditar que um estaleiro com as dimensões e fáceis acessibilidades do de Almada tem sempre lugar nas rotas internacionais. Aqui mais uma vez não se soube aproveitar vantagens competitivas e técnicas que tivemos neste sector durante décadas. Assim como o Caso do Complexo de Sines, que a nova politica saída do 25 de Abril condenou ao fracasso. Hoje olhamos para Sines e apenas se vê ao longe a chaminé da Refinaria, mas o complexo de Sines era muito mais do que isso seria um conjunto de indústrias desde químicas a metalomecânicas, apoiadas por um grande porto atlântico que hoje trabalha a meio gás. Nos anos 70 planeava-se fazer de Sines um grande porto atlântico, de abastecimento rápido á Europa através de boas redes ferro e rodoviárias. E mais uma vez aqui o país perdeu vantagens competitivas para portos espanhóis que hoje desempenham parte desse papel, perdendo assim divisas. No sector educacional apostava-se forte na então Escolas Técnicas (Comerciais e Industriais) formando quadros intermédios tão necessários ás industrias emergentes, que não só fabricava aquilo que o país necessitava, evitando-se o dispêndio de divisas em importações, bem como ganhavam mercados externos para onde se exportava já bens de equipamento. Hoje tudo é diferente acabou-se com as escolas técnicas, somos um País de licenciados com canudos na mão, para os quais não há perspectivas de emprego e sujeitando-se de tudo um pouco para poder ganhar a vida e os quadros médios (canalizadores, soldadores, electricistas, etc.) estão em extinção. No sector da Navegação as politicas do pós 25 de Abril aniquilaram por completo este sector. Com a descolonização a politica foi de abater ao efectivo ou vender o maior número de navios que detinha, em vez de reorganizar o sector e criar uma nova marinha mercante adaptada às novas realidades do país, prefere-se hoje na maior parte dos casos, pagar ou fretar navios a companhias estrangeiras para o transporte de bens e mercadorias por via marítima, mais uma vez promovendo a saída de dinheiro que poderia ser reinvestido criando postos de trabalho no sector. Nas Pescas onde chegamos a ter uma das maiores frotas pesqueiras da Europa fossem de pesca de alto-mar (bacalhoeiros) quer de outros tipos de pesca, se no tempo de Marcello Caetano se davam subsídios para a construção de barcos pesqueiros, com a UE vieram os subsídios de abate dos mesmos, politica que só agrada aos nossos vizinhos. No sector agrícola, devido às políticas comunitárias, e ao pouco incentivo dado pelos sucessivos governos, assiste-se a um abandono dos campos. Para quê trabalhar a agricultura se os espanhóis e outros chegam aqui com os seus camiões e conseguem colocar maior tonelagem de fruta ou legumes a melhor preço que os portugueses? Neste país não se encara verdadeiramente a “industrialização” da agricultura e que bem era necessária e que criaria muitos postos de trabalho e dinamizaria outros sectores dependentes deste. Mas com que autoridade pode falar um Pais que está quase na bancarrota, e que para fazer boa figura na Comunidade Internacional empresta 776 milhões de Euros á Grécia e que nos faz mais falta a nós do que eles!”
Entrevista de SAR Dom Duarte ao Diário de Notícias
“Empréstimo do Brasil seria sempre melhor que do FMI“
por FERNANDO MADAÍL
Crise. Na sua mensagem de 1º de Dezembro, D. Duarte lançou a ideia de uma Confede-ração de Estados Lusófonos, para servir de rede ao falhanço do projecto europeu. Ao DN, advoga que o Brasil pode vir a desempenhar na CPLP o papel que, hoje, a da Alemanha tem na UE
Na sua mensagem de 1º de Dezembro defendeu a ideia de uma futura Confederação de Estados Lusófonos. A CPLP pode ser aprofundada?
A CPLP deveria começar a evoluir para uma Confederação de Estados Lusófonos, que não é uma alternativa às alianças regionais (Mercosul, UE ou União Africana), mas um complemento – que, no caso de Portugal, iria conferir-nos uma posição muito mais forte dentro da UE, como a Inglaterra tem vantagens por causa da Common- wealth. Como se sabe, Isabel II [de Inglaterra] é rainha de mais uma dúzia de países: Austrália, Nova Zelândia, Canadá, várias ilhas nas Caraíbas e alguns Estados do Pacífico. Mas a Commonwealth não é só a chefia do Estado; é toda uma solidariedade entre esses países. Não sabemos o futuro. E pode acontecer – espero que não! – que as coisas corram muito mal na UE. Nesse caso, é bom termos uma alternativa.
E quais seriam as vantagens dessa confederação?
Há uma diferença muito importante entre a Confederação dos Países Lusófonos e a União Europeia. A UE tem uma certa unidade cultural – enquanto assumirmos que é, como diz o Papa Bento XVI, uma mistura entre a espiritualidade judaica, a lógica grega e o sentido de organização romano -, mas baseia-se sobretudo em interesses, enquanto a lusofonia é uma questão de afectividades. Apesar de todas as divergências e das guerras de independência, mantém-se uma afectividade e uma identidade cultural muito fortes. O que é que distingue um timorense de um indonésio? Aquele espírito cristão, de caridade e de respeito pelos outros que não existe na Indonésia. É também o que distingue um angolano de um zairense ou um moçambicano de um sul-africano.
E como imagina essa confederação, pois não existe uma monarca comum como na Commonwealth?
Claro que a Commonwealth tem essa grande vantagem de ter uma rainha que é o Chefe do Estado de todos os países, mas isso não é indispensável. Uma união de repúblicas independentes pode muito bem criar uma série de organismos que preparem o caminho para uma confederação. Há vários exemplos. A própria UE, no meu entender, devia ser uma confederação e nunca uma federação. Muitos dos fundadores da UE diziam que o modelo para a Europa do futuro devia ser a antiga Confederação Suíça, em que as diferenças eram respeitadas. Infelizmente, estão a tentar uniformizar tudo e a extingir as diferenças, a começar pela moeda comum, que, como era de prever, provocou aos pequenos países um desastre económico.
Há alguma resistência ao Brasil como a potência dominante na CPLP.
Cada um dos grandes países tem um contributo importante a dar. Angola poderá vir a ser, em breve, uma grande potência económica – e tem todas as condições para ser um Brasil em África, desde que consiga resolver os problemas de adaptação à democracia e garanta uma administração que funcione melhor. Portugal tem inegavelmente capacidades enormes do ponto de vista cultural e científico. Mas é óbvio que o Brasil tem a dimensão, o sucesso económico e o desenvolvimento humano que lhe permitirão ser a locomotiva e um grande esteio da confederação. Se o Brasil tem um potencial económico muito grande isso é benéfico para todos os outros membros. Neste momento, na UE, estamos todos pendurados na Alemanha. Os alemães estão fartos e dizem que já não estão para aturar os países que se governaram mal e, daqui a pouco, deixam-nos cair.
Na sua mensagem, sugere mes- mo que “muito nos beneficiaria negociar com o Brasil um empréstimo em melhores condições do que com o FMI ou a Europa”. O Brasil poderia ser a nova Alemanha?
O Brasil tem capacidade para ser o motor do desenvolvimento económico de todos os países lusófonos. Veja-se esta curiosidade: o Estado de Minas Gerais, que é o terceiro mais importante do Brasil, só por si seria um país mais importante do que a Argentina, o Chile ou a Venezuela.
E que vantagens teria o Brasil, já representado no G20 e a reclamar um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, com a confederação?
Um país que atinge certo nível de desenvolvimento económico começa a ter também interesses geo-estratégicos. Assim como os EUA estão muito interessados no que se passa no resto do mundo e têm a sua área de influência, o Brasil também estaria interessado em ter uma presença na Europa que lhe pode ser benéfica, do ponto de vista económico e também político, e uma presença em África aparentemente menos interessante, mas com futuro – e, já hoje, o Brasil investe muito em Angola.
Um conjunto de países unidos pela mesma língua teria hipóteses de aumentar a área de influência?
Neste momento, já há interesse da Guiné Equatorial (julgo que tenho alguma culpa na vontade manifestada pelo seu Governo em aderir à CPLP); das ilhas Maurícias, porque se querem associar a Moçambique; e do Senegal, que queria entrar só como observador.
E a Galiza.
A Galiza gostava de ser considerada uma região (não um Estado) dentro da CPLP. O Governo português fica sempre muito preocupado, não vá eventualmente ofender Madrid. Mas isso não faz sentido. Em primeiro lugar, porque os galegos é que têm de decidir. Depois, porque os castelhanos também nunca se preocuparam em não ofender a nossa sensibilidade quando os interesses deles estão em jogo, nomeadamente quando começaram a ensinar espanhol em Angola.
Ontem anunciou que pediu a nacionalidade timorense. Porquê?
Primeiro, a minha pátria é a língua portuguesa – e gostava de ter uma ligação com o mais recente país de língua portuguesa. Mas sobretudo devido à ligação que todos conhecem e que tenho mantido com Timor-Leste.
Fonte: DN






