O fim do 1.º de Dezembro?
Foi neste dia 30 de Março de 2012 aprovado o novo Código do Trabalho, na Assembleia da República com um voto, particularmente contra, do Deputado, José Ribeiro e Castro.
No novo Código, agora aprovado, acabou-se com o Feriado do 1.º de Dezembro, dia que em Portugal celebramos a Restauração da Independência, mas mais do que isso, a nossa Liberdade e Independência enquanto Povo Soberano.
Reparei em algumas reacções na Internet que não se importavam muito com o fim do feriado, já que o dia em si, nunca será esquecido e será sempre comemorado. Quero acreditar que sim.
Mas, pensando a longo prazo, o fim do feriado, não trará mesmo o fim do 1.º de Dezembro no que toca, naturalmente à comemoração do seu significado histórico?
Num País como Portugal em que se calhar mais de metade dos Portugueses não sabe o significado de cada feriado, por ter uma atitude verdadeiramente “marimbista” sobre isso, (o que realmente interessa, afinal de contas é “mais um feriado” ;que é como quem diz, mais um dia de descanso e mais um dia sem ter que aturar os patrões e alguns colegas), a tendência não será a de passar uma esponja daqui a uns anos, fazendo com que o 1.º de Dezembro acabe por deixar até mesmo de ser comemorado?
Esta é a minha grande dúvida.
Porque, neste momento presente, acabar com o feriado ou não, pode até ser indiferente para algumas pessoas, mas daqui para a frente, o significado desse dia, estou convicto, irá se perder algures na História do nosso Futuro enquanto Pátria.
Permitir que tal aconteça, é a mesma coisa que dizer que somos “uma espécie de portugueses”, que vivemos aqui neste cantinho à beira mar plantado, e que temos por “irmãos” os nossos vizinhos espanhóis, que festejam os seus Dias importantes de recordação da sua Memória Colectiva e nunca, de certeza, iriam acabar com um Feriado, sabendo da sua importância simbólica e mais do que simbólica, uma Herança de Liberdade do nosso País que nos foi deixado pelos nossos antepassados que venceram a Guerra da Restauração para que hoje pudéssemos dizer que Somos Portugueses com muito orgulho!
Como interpretar a atitude do Governo?
Torna-se complicado aqui dizê-lo, pois, este espaço é Monárquico e não tem filiação partidária. Mas tenho que dizer apenas isto: havia outros feriados que podiam se calhar ser mais facilmente eliminados. Não me venham dizer que o Feriado da Restauração da Independência, prejudicava a recuperação da Economia Portuguesa. Quando bem sabemos, que os Feriados ou as Celebrações mais importantes da História do nosso País, são os que nos dão maior auto-estima, como Povo, e por isso mesmo, dar-nos-ia ânimo para ultrapassarmos as dificuldades e encararmos o nosso futuro colectivo e individual, com optimismo.
Andam a destruir a Língua Portuguesa original com o Acordo Ortográfico.
Andam a destruir a nossa Memória Colectiva.
Vão querer, obviamente, destruir Portugal.
E quando assim acontece, significa que estes políticos que nós temos, não acreditam em Portugal e querem o entregar à mão estrangeira, mais cedo ou mais tarde.
Isto também significa o fim de um regime que traiu os Portugueses, com promessas de Democracia, mas que acabou por implantar a “corruptocracia”, numa espécie de “Democracia Totalitária”.
Creio que se torna óbvio, o que realmente temos que fazer de ora em diante. Salvar Portugal, enquanto é tempo!
Desafio todas as Organizações Monárquicas Portuguesas, para que façam cartazes para afixar em todas as ruas de Portugal, precisamente com este slogan: SALVAR PORTUGAL, ENQUANTO É TEMPO!
Os Portugueses precisam de um Novo Portugal. Um Novo Começo. Uma Nova História. Uma História de Dignidade, Liberdade, Amor, Compaixão e Prosperidade e só uma Dinastia poderá assegurar tal, com uma renovação da Classe Política. Precisamos de Novos Políticos, verdadeiros servidores da Nação. Precisamos de uma “Revolução Cultural”, como já o disse o Senhor Dom Duarte, por diversas vezes.
A continuarmos assim, seguramente, não iremos longe!
VIVA PORTUGAL!
Nota: Os Portugueses têm que ir buscar no actual Representante da Dinastia de Bragança, aquele cujos antepassados, jamais traíram os Portugueses e Portugal!

Breves notas sobre o 5 de Outubro de 2011
O discurso do Presidente da República foi mais do mesmo. Está entalado até não poder mais, como muito bem se sabe. Por um lado, pelo mais fácil, o Partido dele está no Governo agora, logo não pode ir contra quem o sustem na Chefia do Estado, por outro, bem, por outro, o Sr. Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, na década de 80, reforçou as raízes dos problemas que já vinham de trás e que se foram agravando, até estarmos numa república, que já nem está de tanga, mas bem nua!
Acho absolutamente espantoso, a Televisão Pública (ou Televisão do Estado) usar as Comemorações da República, como instrumento de propaganda. Quando bem sabemos o que esta República tem valido.
É próprio de Ditaduras, não de Democracias, atirar areia para os Povos, com a instrumentalização da propaganda a um regime que perdeu nestes últimos anos, sobretudo, toda a credibilidade, seja nacional, seja internacional.
Assim se percebe o quanto jeito dá, à República, não podermos escolher em referendo se realmente queremos a república ou podemos optar pela Monarquia.
Assim se entende, que não convém, dar cobertura aos eventos monárquicos. A imprensa escrita nacional, pouco ou nada falou do assunto e só um ou dois jornais regionais o fizeram, relativamente às Comemorações organizadas pela Causa em Coimbra.
Finalmente, e extremamente importante, felicitar o Senhor Dom Duarte, por cada vez que fala sobre Portugal, nos dá, sempre, um tremendo orgulho em Sermos Portugueses e que vale a pena acreditar em Portugal.
Viva o Rei!
Viva Portugal!
O que é o 5 de Outubro?
5 de Outubro. O que é para mim esse dia? É um não-feriado. Não reconheço a República como regime de jure, apenas como uma realidade temporária. Se há algo que todos os Portugueses, sejam Monárquicos ou Republicanos, bem podem festejar, não é uma República libertária e vadia, mas sim, a Fundação de Portugal com o Tratado de Zamora a 5 de Outubro de 1143, que pelo qual, Afonso VII de Leão e Castela reconheceu Dom Afonso Henriques, Rei de Portugal, Soberano Independente. E assim, Portugal, a 5 de Outubro próximo completará 868 anos de existência. Viva Portugal!
O Discurso do Rei, a Voz que vem da História da Pátria
Tal como disse, anteriormente:
A Voz de um Rei, é a Voz Inspirada na História de toda uma Nação, em cada momento, em cada geração, em nome da Esperança. Foi assim com Jorge VI, foi assim com Juan Carlos I, foi assim com outros Monarcas que se dirigiram aos seus povos e apelaram à resistência em nome da Liberdade dos mesmos sobretudo, no século XX, graças, obviamente, aos novos meios de comunicação que foram sendo criados e aperfeiçoados….
Poucos povos poderão se dar hoje ao luxo de dizerem que podem ouvir a voz de seus Reis. Poucos poderão dizer que ouvem neles, a representação, no presente, da História de um certo passado que vem das raízes dos princípios da nacionalidade.
Poucos poderão afirmar que percebem que a voz isenta e independente dos seus Reis, significam a formação de um consenso político generalizado a bem da governança da Nação.
Em comparação, a voz de um Presidente representa acima de tudo os interesses políticos partidários. É inútil seja qual for o Presidente que assuma o cargo para o qual foi eleito, que se afirme que este representa um todo, quando é só uma parte e sobretudo representa, claramente, os interesses partidários de uma certa elite partidocrática e não o todo nacional.
Ao ouvirmos um Rei, ou o Rei, estamos a receber de Sua Majestade, porque é a Dignidade que lhe conferida pela História, uma Mensagem de Esperança e de força para encararmos as dificuldades no presente para preparação de um outro futuro.
Tenhamos pois, os ouvidos bem abertos e ouçamos a Mensagem que a História nos transmite. Nenhuma República durará muito tempo e é inútil se pensar em fazer “colecções” de república como em Portugal, França, Alemanha, Itália, Brasil, etc… porque ao haver um acumular de república, acaba-se por se demonstrar que nenhum sistema republicano verdadeiramente consegue resultar e prevalecer e que só a Monarquia com a sua experiência adquirida pela História, é que é o verdade serviço da Nação e portanto é a melhor Voz, para reunir os consensos que a república não aprova.
Sejamos, pois capazes de ultrapassarmos os conflitos que a Democracia Republicana é digna precursora e percebamos que só uma Democracia Real, pode ajudar à criação de consensos políticos e à permanência e desenvolvimento das diversas políticas governativas, mesmo se o Rei não governa, para bem de todos os Cidadãos. Daí os índices de desenvolvimento serem claramente maiores nas Monarquias do que nas Repúblicas.
Somos Cidadãos, sim. Mas não podemos ter tudo e não podemos escolher tudo. Mas mesmo assim, é a República que nos impede de escolher a Monarquia. Sejamos, pois corajosos em enfrentarmos os interesses partidocráticos republicanos que impedem a livre expressão de qualquer cidadão de um dia poder escolher, se for sua legítima vontade democrática, a Monarquia.
Confusões Monárquicas
900 anos
Amigos, se tivermos sorte, se o altíssimo assim quiser, se o belzebu cancerígena for pregar para outra freguesia, nós vamos comemorar o 900.º aniversário de Portugal. Em 2043, Portugal vai fazer 900 anos. Este meia-leca à beira-mar plantado vai assim cumprir nove séculos de impertinente soberania. Na ONU, se os países fossem ordenados pela antiguidade, Portugal só seria suplantado pela China e Inglaterra. E se o critério fosse a imutabilidade das fronteiras, então, até os chineses teriam de se curvar perante o ancião tuga. Isto, meus amigos, conta. A idade é um posto. E, reparem, eu não estou a invocar a ladainha manuel-alegrista da ‘missão universal’. Nada disso. Estou apenas a falar desta calma serena, desta paz que nasce da simples constatação: estamos aqui há 900 anos. Quando lhe resta um mísero século para atingir um milénio de existência, um país deixa de ser um país e passa a ser uma civilização, essa coisa que funde a história com o mito. E Portugal é uma civilização. Confusa, caótica e suicidária, mas uma civilização.
Esta idade milenar devia encher de orgulho os portugueses. Afinal, não é todos os dias que uma nação atinge esta idade profética, chinesa, bíblica. Ora, se bem repararam, eu escrevi “devia encher de orgulho”, e não ‘enche de orgulho’. Por que razão fiz isso? Porque os portugueses, na verdade, estão desligados da fundação do seu próprio país. Portugal foi fundado em 5 de Outubro de 1143. Sim, não me enganei no dia. Portugal foi fundado num mui medieval 5 de Outubro, o mesmo 5 de Outubro do golpe de Estado que implementou um regime antidemocrático e violento vulgarmente conhecido pelo eufemismo de ‘I República’. Como já perceberam, estas contas querem dizer uma coisa: na terça-feira, Portugal fez 867 anos, mas a nossa elite comemorou os 100 anos de um golpe de Estado.
Ao comemorar o 5 de Outubro de uma certa esquerda e não o 5 de Outubro de todos os portugueses, a III República está a privilegiar um regime em detrimento do país. E é um absurdo esta coisa de comemorarmos uma ideologia enquanto desprezamos a fundação de Portugal. O país é anterior às ideologias. O país precede os regimes. Os regimes e as ideologias existem para servirem o país, e não o contrário. Ao celebrar 1910 em vez de 1143, a III República está a dizer que Portugal existe para servir a ideologia da esquerda jacobina. Para a nossa classe dirigente, a ideologia da Lisboa carbonária é mais importante do que o país. E isto, meus amigos, é imperdoável. É imperdoável que 16 anos de caos e violência (1910-1926) sejam mais importantes do que 900 anos de história. Imperdoável. Mas, calma, amigos: em 2043, fazemos contas com esta amnésia jacobina.
PS: não, não sou monárquico. Mas também não sou parvo.
Fonte: Expresso





