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Chegou o tempo de AGIR! (contra a república)

Temos um Rei para Aclamar!

Depois de ter escrito o seguinte parágrafo no Facebook, decidi aprofundar as ideias:

-Caros Monárquicos Portugueses, caros Amigos,
Não venho aqui vos dar lições. Apenas apelo a que num momento em que a nossa querida Pátria está a passar por uma fase terrível e só Deus sabe quando todos estes males estarão resolvidos, para bem do nosso Povo, e por ele, vos peço encarecidamente, que lutem, por amor de Deus, pela Pátria e pelo Rei e não entre vós! Longa Vida ao Rei Dom Duarte! Viva Portugal!

Desenvolvendo as ideias:

Precisamos de uma linha de orientação de Comunicação ambiciosa. Precisamos de maior dinamismo regional e local. Precisamos de não nos entretermos com o que não interessa e pensarmos alto. Pensarmos em Portugal. Precisamos de uma unidade de pensamento político em torno da Transição para uma Monarquia Democrática. Precisamos de ter os pés bem assentes no chão e não andarmos a perder tempo com cenários irrealistas (que é o contrário de se ser Realista ou Monárquico). Precisamos de perceber em que época vivemos.Precisamos de ver como funcionam as Monarquias Europeias que são Democracias Reais de excelência. Precisamos de de divulgar aos Portugueses a originalidade do Pacto Social nascido em Portugal, com a Aclamação Real. Em suma, precisamos de menos intrigas. Menos lavagem de roupa suja. Mais acções concretas. Mais trabalho de unidade na diversidade. Precisamos de defender o Rei quando é fundamental o fazermos nos sites dos Jornais Nacionais. Precisamos de defender a Monarquia Democrática também nesses sites e não olharmos para o lado, fazendo de conta que não é nada connosco. É CONNOSCO SIM! Precisamos, decisivamente, de marcar a Agenda Política. Precisamos de encostar todos aqueles que se dizem tão democratas mas que impedem o Referendo ao regime e a possibilidade de tal se realizar querendo manter o monopólio ideológico e fraturante na actual Constituição. Meus amigos, temos muito mais que fazer, do que perder tempo com guerrinhas internas entre Monárquicos. Já há demasiado tempo deixei de dar importância a pessoas que não merecem o menor crédito, a começar pelo Italiano Rosário Poidimani, passando pelo Nuno da Câmara Pereira, incluindo o Duque de Loulé e mais alguns tolos que seguiram as teorias da conspiração para descredibilizar o Senhor Dom Duarte e a Nossa Família Real.

Quem quiser se manter a par do que faz essa gente, que seja criada uma Comissão na especialidade com conhecimento de Sua Alteza Real o Duque de Bragança. Mas vir para a praça pública com isso, não é o melhor serviço que se pode prestar ao Reino a vir. Precisamos de ser mais discretos em relação a quem não merece a nossa atenção. Precisamos de nos preocuparmos mais com Portugal e o futuro dos nossos concidadãos e seus descendentes. Meus amigos, há tanto por fazer. Em relação ao Projecto Democracia Real verão novidades para breve. É tempo de atacar este regime com todas as nossas forças e pararmos de andar nas “tocas” como se fossemos uns coelhos que só saem quando acaba o Inverno (sem ofensa, claro). Meus Senhores, vamos para diante. VIVA O REI! VIVA PORTUGAL!

EU, MONÁRQUICO, ME CONFESSO !

Um dia, bem distante e tão presente,
perguntei a meu pai porque sorria.
E ele, num ímpeto de carinho e desalento,
……me respondeu: – Meu filho, por te conhecer
aceito a verdade da tua escolha.
Mas ao percorrer a vida passo a passo,
sofro pelo futuro que te espera.
Singelas palavras, sábia profecia!
Quisera eu que essa visão não fosse
nada mais do que um fantasma,
tentando ensombrar a claridade deste sonho!

Os dias e os anos foram desgastando,
vertiginosamente, deixando em mim presentes
as palavras sussurradas naquele momento
de discreto e sugerido lamento.
Apenas um instante, um instante apenas,
feito de mastros de navios, em marés acordadas.
Era uma canção escrita com cenas dum grito
de revolta, repulsa e desalento. E eu, em cada crise
em que me envolvo, transfiguro-me e vagueio por
todos os locais feitos de imagens, sozinho e nu.

Eu pecador me confesso! No meu grito de revolta,
alcanço ainda forças para um poema de esperança,
qual regato de águas serenas e cantantes, vibrando
pelo Rei ausente, mas de desejo bem constante.
E, de súbito, todo aquele poema de espadas e penas
se transforma num sonho pueril e distante.
Ser monárquico, é sonhar a inocência singular duma
fidelidade a ideais de cavaleiro andante, a juramentos
impregnados da candura do acreditar na beleza original.
Ser monárquico, é recriar a imagem da saudade paterna,
do aconchegante regaço maternal, da inocência de padrões
de conduta, que mergulham nas raizes mais distantes.

Por isso me confesso pecador! Por acreditar nessa simbiose
de saudade e futuro, de passado e presente, qual grito rebelde
de liberdade, voando por memórias renascidas.
Por isso me confesso pecador! Por ter presente dia a dia,
que o Rei da minha nostalgia desejada, transforma em poema
todas as vagas profundas e enfurecidas dum grito de igualdade,
suportado por recordações de injustiças e mãos vazias.
Por acreditar nesta bandeira azul e branca, símbolo dum dia
claro de sol vibrante e águas límpidas.
E se o sonho for poema acrescentado, rebelde como um grito
de criança, constante como marés acordadas, intenso como
paixão de secretas cores, onde me possa afogar absorvendo
a beleza nesse limiar do infinito, com vigor gritarei ainda:
Real, Real, pelo Rei de Portugal!

Deixai-me ainda acreditar no sonho!
Deixai embora que essa ofuscante claridade,
rasgue as vestes sombrias dos sentidos
e percorra todo o meu ser, até ao limiar do infinito.
Deixai que o símbolo da minha demência, seja a demência dos
símbolos da dignidade renascida, da portugalidade recriada,
do orgulho numa fraternidade de diferenciação entre iguais.
Deixai que eu seja um mero menestrel
duma sociedade de sentido renascido,
cantando a beleza da minha bandeira azul e branca,
gritando esse brado do Álcacer da nossa perdição,
qual Sebastião de Sá, que me honra o sangue, morrendo,
entre iguais sem desistir de lutar: – O meu cavalo não sabe voltar!

Fernando de Sá Monteiro (antigo Presidente do Directório e da Comissão Política Nacional do PPM)
Fonte: Fernando De Sá Monteiro no FACEBOOK

A REPÚBLICA TRANSVESTIDA OU DA IMPORTÂNCIA DA MONARQUIA

Autora: Aline Gallasch Hall

Muitos monárquicos se perguntam porque existe o Partido Popular Monárquico. Não pretendo aqui dar essa resposta, mas colocar algumas reflexões.

A propósito destas Legislativas, o PPM existe e disputa as eleições não porque quer o poder, mas porque há um problema no sistema político. E, para lutar contra isso, há que ser um partido. É verdade que teria mais lógica se fosse um movimento a favor da cidadania, mas também tem uma história e um papel importante nos fundamentos da democracia e isso deverá ser preservado.

Mas um movimento contra o quê? Muito simples: contra os demandos da República. Se a República tivesse, como consequência última, a Justiça, tudo seria controlado e gerido por cidadãos, e todos estaríamos satisfeitos. Mas não é, de todo, assim. O que vemos é uma sede de poder, compadrios e os lugares de chefia serem ocupados, não pela competência, mas pela demagogia e amizades várias. O povo julga que vota para um país melhor, mas apenas é um joguete nas mãos de incompetentes. E isso tem sido a República em Portugal.

Então, porquê a Monarquia?

Antes do Iluminismo, as monarquias constituíam o único sistema político naturalmente suportável (a Democracia grega não era democrática: afinal, tinha, como base, uma sociedade esclavagista e, embora algumas monarquias também o tenham tido, nem todas o fizeram).

A partir da Revolução Industrial o trabalho escravo das pessoas foi substituído pelas máquinas, o que deu origem a uma outra estrutura política que, como temos vindo a assistir, também não funciona. Principalmente porque imita o pior que é atribuído às monarquias – um certo totalitarismo.

A monarquia segue a ordem natural das coisas, tendo como base a estrutura de qualquer sociedade: a família. O rei é o Pater Familias, aquele que é tratado com respeito e que tem de estar acima de tudo – de Partidos, de políticas, como um regente da nação e um garante de justiça e equidade – ou então tudo estará perdido. É alguém que assume a chefia do Estado e assume essa responsabilidade convictamente, porque tem de o fazer, para colocar ordem no Estado. Não para estar lá 5 anos, fazer o que lhe apetece e depois sair sem pagar pelos erros que cometeu. Um rei que comete erros pode ser destronado – um Presidente que os comete acaba por sair ileso e com uma grande reforma, sem ser responsabilizado pelos seus actos.

Sim, um rei que não está à altura de desempenhar o seu papel é removido – como se fosse uma ecologia de poder. O próprio povo o destitui.

O rei não é de nenhum partido nem de nenhuma cor política. Não pode imiscuir-se nessas questões, pois está acima de todas elas – é aquele que toma as decisões.

Monarquia é algo que terá que ressurgir naturalmente em Portugal, ou não sobreviveremos como nação. Já temos visto uma linha de destruição dos valores da civilização, em que está incluída a própria família. O desleixo político dos últimos anos condicionou uma grande parte das gerações mais novas ao desespero e à dependência dos progenitores até tarde idade, não podendo os próprios criarem condições de iniciarem as suas próprias famílias. A crise demográfica é um bom espelho desse flagelo, o flagelo de uma população envelhecida, que não se renova nem tem novos braços para trabalhar que permitam, igualmente, o descanso de quem o fez por toda a vida.

E monarquia em Portugal? Sobretudo em Portugal. Nos 100 anos comemorados com gastos desonrosos em tempo de crise profunda, esqueceram-se que a República introduziu a confusão total e o desnorte que se instalou de tal forma que foi necessário aparecer alguém que criasse uma imagem de força, de responsabilidade, de poder para controlar as rédeas do país, mas que o fez de forma dictatorial. E isso, para Portugal, também não serve.

Na República vemos bem o seu sistema de desresponsabilização: todos atribuem culpas, ninguém as assume. Percebemos que o problema de base é que quem decide os destinos do país não é quem tem capacidade de decidir, mas só quem é lá colocado pelo sistema político.

Isso tem consequências para o povo, como todos bem sabemos, pois estamos a sofrer com isso. Consequências para o país, que está a mando de outros de forma vergonhosa, apesar dos seus 900 anos de História e com as fronteiras mais antigas da Europa. Só não há consequências para aqueles que, na realidade, nos conduziram para este estado. No passado, todos os males eram culpa do Rei, que consubstanciava os problemas do país – julgando os Republicanos que, retirando o Rei do trono, os problemas seriam resolvidos. Foram agravados: nunca, na História de Portugal, atingiu-se a bancarrota 3 vezes num espaço de 28 anos. Muito menos depois de uma injecção de dinheiro como aquele que recebemos da União Europeia unicamente para investir na nossa Economia e nas nossas infraestruturas. Em menos de meio século, as nossas possibilidades de conservação e subsistência como país autónomo foram reduzidas a um mínimo tal que não sabemos como iremos sobreviver, colectivamente, ou per si.

Entramos no caos, por uma ordem destrutiva de Governos, em que prevalece o lucro próprio e o proveito da irresponsabilidade.

A República organizou-se à imagem da Monarquia, mas como o seu negativo. Transvestiu-se. Não, não é verdade, nós não poderemos ser todos o que quisermos: devemos ser o que as nossas capacidades nos permitem. Daí a dificuldade, o ónus do Rei: tem uma vida inteira de preparação para colocar acima dos seus interesses, os interesses do Estado, porque sabe que, se o não fizer, tudo estará perdido. Ele não sairá impune – mas os republicanos, como temos visto, sim.

Nada é definitivo – qualquer solução política tem os seus defeitos. Mas temos de optar por aquela que defenda, genuinamente, causas e valores.

Há um logro nas eleições: julgam que, no dia seguinte à votação, todos os problemas estarão resolvidos. Não, não estarão. Só se resolvem quando se mudarem as mentalidades, abandonarem os sentimentos que têm servido de base a esta República e ao povo em geral. Foi isso que nos trouxe a este estado crítico. Chega de ganância. Ganância pelo poder, pelo dinheiro, pela aparência.

Vamos defender, vamos voltar às causas que construíram Portugal.

Fonte: Real Monarquia Portuguesa

Meditação de um monárquico assumido – Fernando de Sá Monteiro

 

Drº Fernando de Sá Monteiro, antigo presidente do PPM e convidado de honra no “Jantar de Reis” em Braga

MEDITAÇÃO DE UM MONÁRQUICO ASSUMIDO

 

Caro Manuel Beninger,

Caros Companheiros:

Até há poucos dias, estava convicto de que iria poder estar presente neste Jantar de Reis, maxime pelo simpático e inesperado convite do nosso Companheiro Manuel Beninger. Uma gripe ia deitando por terra a imensa vontade de estar aqui convosco. E foi a insistência do Amigo e o enorme desejo do reencontro que me fez correr o risco, ainda que podendo transportar, sem o querer, o vírus que vos poderá contagiar.

Mas, afinal, habituados a lidar diariamente com vírus políticos bem mais mortais e desastrosos, atrevo-me a pedir-vos a vossa compreensão.

Conforme há dias desabafei ao Manuel Beninger, mentiria se não dissesse que tenho atravessado um período de grande revolta, frustração e desânimo. É provavelmente uma conjugação de sentimentos nos quais, por nossa fraqueza, sentimos que estamos “velhos”.

Por isso um misto de Esperança e Emotividade atravessou o meu coração ao receber o convite. Por isso não pude recusar e não irei furtar-me a ele; porque foi também um desafio à minha força interior e à minha inquebrantável Fé na superioridade de uma Monarquia em Portugal, hoje talvez mais do que nunca.

Confesso-vos, caros Companheiros, que há vários anos que abandonei totalmente qualquer actividade política, se bem que nunca tenha deixado de tecer os meus comentários, as minhas azorragadas, os meus receios, as minhas convicções. Mas meramente a título particular ou em artigos escritos, com uma “independência” que sempre foi, provavelmente – para o bem e para o mal – uma das minhas características.

É que, no meu pensar, nem o Rei está acima de crítica. Apenas somos compelidos a tecer essas mesmas críticas em local próprio e sem tentar com isso incendiar ou desunir.

Tudo isto, meus Amigos, para vos endereçar igualmente um desafio. Sempre recusei uma posição de “mero observador”. Quando entro ou aceito qualquer desafio, faço-o de corpo inteiro. Por isso nunca consigo manter-me calado. Igualmente porque o desafio me provoca para dar mais de mim, rebuscar toda a força que ainda se mantém viva no meu ideário monárquico.

E diariamente sou provocado, podendo mesmo dizer que, em qualquer local, em qualquer situação, com qualquer individualidade, não consigo esconder o que sempre fui e serei: monárquico!

Também por esse motivo eu aceitei o convite com imenso gosto. Porque ele surgiu quando não o esperava, porque me sensibilizou e me obrigou a sair desta apatia que me vem consumindo o espírito, porque me provoca a “colaborar”.

Neste sentido, queria que aceitassem que neste Jantar de Reis me fosse permitido partilhar a minha voz e sentimentos com todos os companheiros que estão presentes, sejam eles antigos e saudosos companheiros do “meu” PPM, sejam de quaisquer outras organizações monárquicas e, até, independentes.

Só assim sei estar na Política: FALANDO, ESCREVENDO, LUTANDO POR IDEAIS.

Aceitem, Amigos e Companheiros, o meu abraço sentido e solidário, neste dia que tanta Esperança nos deve manter. É que, também na vida, certas datas podem ser o mote para um DESTINO!

É esse DESTINO que nós buscamos. Um DESTINO que não sendo saudosista é antes o reencontro com um passado que fez de Portugal uma Nação respeitada.

Somos monárquicos porque acreditamos que através da Monarquia seremos mais conscientes de quem somos e do nosso lugar na História. Somos monárquicos porque temos a consciência que só com a Instituição Real o nosso país sairá desta situação de miserabilismo e descrença no futuro.

Ninguém terá dúvidas acerca do que nos legou a República. Se ela começou com um assassinato traiçoeiro, continuou com os desmandos e a destruição dos valores mais nobres e honrosos que a Monarquia mantinha, mesmo nos erros praticados.

Porque sermos monárquicos não impede – ao contrário da maioria dos defensores da República de 1910 – de termos consciência de que muitas práticas políticas durante a Monarquia foram erradas e de consequências nefastas.

Mas, pergunto: afinal haveria porventura menos liberdade e democracia durante a Monarquia Constitucional? Não foi através dessa liberdade que os republicanos puderam erguer a sua voz, inclusive no Parlamento, até afrontando – em termos muitas vezes insultuosos – a Família Real?

Associar a Democracia ao regime republicano é uma mentira e uma falta de pudor. De resto, recordemos que após 1910 e até ao 25 de Abril, pelo menos três ditaduras marcaram o seu percurso sinuoso e destruidor: com Pimenta de Castro, com Sidónio Pais e finalmente com o Prof. Oliveira Salazar.

É, pois, curioso e desconcertante, verificar como se comportam os republicanos ao celebrarem, com pompa e circunstância, à custa do erário público e numa altura de crise profunda, social, política e económica, um Centenário da República.

Afinal, a República é compatível com as ditaduras, pois de que outra forma se poderão comemorar 100 anos de República senão adicionando-lhe cerca de 50 de ditaduras?

Depois, falar-se de ética republicana é algo que me deixa particularmente agastado. A Ética, meus Amigos, existe ou não independentemente dos regimes políticos. A Ética é algo que somente o Ser Humano poderá construir.

Eugénio Bucci, no seu livro Sobre Ética e Imprensa, descreve a ética como um saber escolher entre “o bem” e “o bem” (ou entre “o mal” e o mal”), levando em conta o interesse da maioria da sociedade. Ao contrário da moral, que delimita o que é bom e o que é mau no comportamento dos indivíduos para uma convivência civilizada, a ética é o indicativo do que é mais justo ou menos injusto diante de possíveis escolhas que afectam terceiros.

Ninguém retém a Verdade absoluta. E ser capaz de reter a Verdade que se contem na opinião de outros faz de nós cidadãos mais conscientes.

Deus me conserve a capacidade para, a todo o momento, ser capaz de admitir os meus erros de julgamento. E me permita ter a abertura de espírito necessária para “assimilar” que nada está “a priori” e “em definitivo” assente em Verdades insofismáveis e imutáveis.

Assim, o meu contributo terá sido maior ou menor, consoante o que dele possa ter sido aproveitado, ou venha a ser, numa “luta” por “ideais”.

É intencionalmente que uso o plural, pois que, na minha percepção do mundo e da sociedade que desejo, absorvo uma sensibilidade que vai muito além de uma simples mudança de “regime”.

Há que construir – temos que construir – todos nós, sem excepção, uma sociedade onde a componente humanista abra caminhos de esperança a tantos que nos “gritam”, diariamente, por justiça social, por valores intemporais que parecem adormecidos, quando não mesmo destruídos…

Todos nós somos chamados a essa “mudança”, independentemente das nossas opções políticas e “partidárias”.

A consciência que tenho do que dei é a de que foi muito pouco. A consciência do que desejaria dar, é que me “desgasta” o espírito, sentindo-me muito “insignificante”, nesta “globalização” tão propagandeada, tão defendida até, que tantas preocupações de vária índole me acodem ao espírito.

Gostaria de ver mais, muito mais. Tenho sede de uma fraternidade efectiva entre os seres humanos, sentindo uma enorme impotência perante um Mundo onde a miséria humana e social são a vergonha de todos nós.

Entender tudo isto como a incapacidade total para construir algo de mais “colorido” e “musical”, onde nos possamos rever como cidadãos mais livres e felizes, é certamente um pessimismo indesejável.

A sociedade tem dado passos importantes, há que reconhecer. Mas ficarmos sensibilizados para essa consciência, não nos deve inibir de querer mais, muito mais.

O caminhar do Homem deve ser, tem de ser, constantemente acompanhado de novas aspirações sociais, reconstruindo diariamente essa divina capacidade que nos foi dada para uma visão de um Infinito para o qual caminhamos, ao qual aspiramos, sem contudo sabermos, perfeitamente, em que moldes.

Resumiria toda esta longa meditação, com uma modesta (mas sentida) expressão de cidadão: dei tão pouco ao mundo e aos homens que admitir o contrário seria ridículo e inconsciente da minha parte.

Uma pequena gota, uma brisa que de algum modo possa ter sido “sentida” e “absorvida” por outros será certamente o bastante para me sentir recompensado no esforço que dei.

Essa magnífica qualidade que acompanha intrinsecamente o espírito dos mais jovens, sempre insaciáveis na busca duma “perfeição”, secularmente acompanhada da aguerrida capacidade para o inconformismo e para uma “rebeldia” tão necessária a um Mundo em constante sobressalto, dá-me força, esperança, desejo de lutar, “fome” de construir mais e melhor, razão para viver.

Aqui estou e estarei, dando pouco porque pouco valho, mas intransigentemente insatisfeito e solidário com essa vontade de construir mais e melhor.

Aceitem o abraço do Vosso Companheiro

 

Fernando de Sá Monteiro

Fonte: Blogue PPM – Braga

Todos unidos por um mesmo Ideal. Uma Política de Complementaridade

O ano de 2010, no qual a República celebra, faustosamente, o seu Centenário, e que para uma certa classe republicana monopolista de uma Democracia que só deve pertencer ao Povo e não a ela, em que seus membros, naturalmente, terão pensado que a Causa Monárquica estaria morta e enterrada, os Monárquicos conseguiram, dar uma resposta, absolutamente notável que é a do entendimento e procurar, obviamente, uma política de união na mesma luta.

Assim sendo, temos a Causa Real e as Reais Associações, temos um Think Tank absolutamente notável e imprescindível que é o Instituto da Democracia Portuguesa e temos o renascido Partido Popular Monárquico, este com uma liderança, que certamente conseguirá bons frutos e melhores, seguramente.

Fazendo uma análise transversal às várias organizações, a Causa Real com as Reais Associações, é, por natureza própria um Movimento Político alicerçado obviamente à Casa Real Portuguesa, chefiada por Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança e quem lhe vier a Suceder. A Causa Real e as Reais Associações têm como missão primordial, unir os Monárquicos, TODOS OS MONÁRQUICOS, não importa o Partido Político, em torno da Família Real e de um Ideal Monárquico Democrático e Parlamentar. Agora com as recentes inaugurações de Núcleos Concelhios em já certos pontos do País, torna-se evidente, que a Causa Real está a procurar se aproximar cada vez mais da População a nível geral, não importa, repito, o partido político que cada cidadão defenda.

O Instituto da Democracia Portuguesa, na minha opinião tem uma dupla vertente. Antes de mais, é bom lembrar que o Presidente de Honra é Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança. O IDP procura sensibilizar Portugueses, que reconheçam O Senhor Dom Duarte como o Legitimo Sucessor dos Reis de Portugal, sejam Monárquicos ou até Republicanos, mas que sobretudo se preocupem com Portugal, de trabalharem conjunto, na prossecução de estudos e debates sobre a actualidade Portuguesa e as potencialidades de Portugal como Nação Independente. Por outro lado, através dos Masters de Verão, procura também sensibilizar, creio que não estarei a dizer asneira nenhuma ao dar predominância à Juventude, não importa o partido em que esteja, ou se é monárquica ou republicana, no sentido de, obviamente, a sensibilizar também, na missão muito importante à qual o IDP procura dar resposta aos diversos desafios.

O Partido Popular Monárquico, agora com uma nova Liderança, é um partido, que sim, tem um programa de governo, tem ideias e propostas governativas, e tem procurado, como aliás se sabe com o Jantar dos Conjurados deste ano e com a Cerimónia Evocativa da Restauração deste ano em Lisboa, eventos os quais o Presidente do PPM, e outros dirigentes do Partido estiveram presentes e cumprimentaram o Senhor Dom Duarte de Bragança e Família Real. Contudo, o PPM, sendo um Partido Político, tendo boas relações com a Família Real, não pode, por uma questão de princípios fazer uma declaração de total apoio à Casa Real, assim como a Casa Real, nomeadamente o Senhor Dom Duarte, como sendo Sucessor dos Reis de Portugal e Rei de jure de Portugal, não pode tomar partido por nenhum partido e muito menos pelo PPM, pelo que, posições clarificadas, não há nem poderá haver, de forma alguma, nenhum tipo de conflitualidade entre os Monárquicos, porque todos sabem qual deve ser a posição institucional seja do Chefe da Casa Real Portuguesa, seja do PPM.

Havendo estes 3 pilares absolutamente imprescindíveis e ao mesmo tempo tão diferentes e tão iguais, só pode haver condições para uma política de complementaridade. Cada um respeitará o seu espaço de acção, mas cada um também poderá e deverá se reunir com seus parceiros monárquicos.

Deixo uns exemplos:

Por que não, jovens militantes do PPM, participarem nos Masters do IDP?

Por que não, jovens da Causa Real, não trabalharem em conferências pró-Monarquia com jovens do PPM?

Por que não, em matéria de estudos de planificação governativa, os Dirigente do PPM não trabalharem ou não se reunirem com os Dirigentes do IDP?

Por que não, os Dirigentes da Causa Real, na defesa do Ideal Monárquico, não se juntarem ao PPM, em ocasiões próprias?

E finalmente, por que não, todos juntos, demonstrarem, quando chegar a hora do Referendo, que esta República e duas outras anteriores, efectivamente, como disse o Senhor Dom Duarte, e muito bem, foram uma “perda de tempo”, mostrando os porquês de tais afirmações:

a) com fortes argumentos pró-Monarquia Parlamentar e Democrática;

b) com fortes argumentos originários de estudos feitos seja pelo IDP, seja pelo PPM.

Não querendo, de modo algum, comprometer as diversas linhas de acção de cada organização que aqui falei, creio que estão criadas todas as condições para uma Política de Complementaridade, isto é, cada organização tem a sua missão própria, mas ambas podem perfeitamente, trabalhar em diversas áreas em conjunto.

Neste dia em que celebramos os 370 anos da Restauração da nossa Liberdade, como Portugueses, e também neste ano de Centenário da República, creio que, o caminho rumo à vitória, só pode ser o da concertação de esforços de todos os Patriotas Portugueses, no sentido de resgatarmos o nosso País.

Quero apelas a todos os Dirigentes, que tenham em atenção esta ideia que aqui escrevo. A União faz a força. Unidos, no essencial – a Monarquia, certamente conseguiremos bons resultados e é Portugal que sairá a ganhar.

Saudações Monárquicas a Todos.

Viva o Rei!

Viva Portugal!

Conclusões do XXIII Congresso Nacional do Partido Popular Monárquico

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O XXIII Congresso Nacional do PPM decorreu este fim-de-semana (23 e 24 de Outubro) no Hotel Ritz em Lisboa. De forma, necessariamente sintética destacamos:
O Partido procedeu a uma profunda alteração estatutária, de entre as alterações efectuadas destacamos: a limitação dos mandatos do Presidente da Comissão Política Nacional (que passa a poder realizar apenas 3 mandatos sucessivos); a descentralização estatutária dos locais de reunião dos órgãos do Partido que passam a realizar-se obrigatoriamente em diversos locais do país; a criação de órgãos de organização local do Partido à escala territorial dos concelhos; a criação de um senado do Partido que agrega os Fundadores e ex-presidentes dos órgãos nacionais do Partido, no sentido de garantir a ligação do Partido com a sua História e fundamentos programáticos. Todas as propostas de alteração aos Estatutos foram aprovadas por unanimidade, algo sem precedentes na história do Partido. 
De destacar também a eleição dos novos órgãos do Partido num clima de grande consensualidade e de união interna. Nesse sentido, foram apresentadas listas de consenso para todos os órgãos do Partido. Algo também sem precedentes na história recente do Partido. Paulo Estêvão, líder parlamentar do Partido nos Açores foi eleito Presidente da Comissão Política Nacional com 99% dos votos.
Foram também aprovadas um conjunto de moções que defendem a integração do Partido numa futura coligação no espaço político-partidário ocupado pela antiga Aliança Democrática (AD). Nesse sentido os órgãos do Partido tudo farão para despoletar a criação duma aliança política pré-eleitoral entre o PSD, o CDS e o PPM.
Do ponto de vista especificamente programático, o PPM centrou o seu discurso na recuperação do sector agrícola, na continuação da defesa do discurso ecológico cuja paternidade em Portugal lhe pertence, na priorização da construção de uma grande estratégia nacional para a exploração do 10ª maior Mar Territorial do mundo, no regresso de critérios de grande exigência e qualidade ao sistema educativo, na manutenção de um grande esforço de carácter orçamental para auxiliar os mais desfavorecidos (política social) e na defesa deste tipo de princípios programáticos nas restantes áreas de actividade aqui não referenciadas.
No que diz respeito à actualidade política, o PPM solicita a todos os agentes político presentes na Assembleia da República que ajam com moderação e sentido de Estado. Não temos nenhuma dúvida que este Primeiro-Ministro não tem soluções para o país e que deve ser rapidamente substituído, mas isso não pode significar lançar o país numa grave crise orçamental que dirija o país para o abismo. Relativamente à Revisão Constitucional, o PPM defende a alteração da Constituição no sentido de possibilitar aos portugueses a opção de escolha do regime em referendo (Monarquia ou República). No que se refere à questão do reforço das competências das autonomias regionais, o PPM – que tem assento no Parlamento Açoriano – defende um amplo conjunto de alterações constitucionais. Entre outras coisas refere-se, a extinção do Representante da República, o aumento das competências do Parlamento Açoriano e a blindagem constitucional da Lei das Finanças Regionais.

ÓRGÃOS ELEITOS

PRESIDENTE HONORÁRIO

JOSÉ JORGE MONIZ CORTE-REAL DA ASSUNÇÃO ANDRADE
MESA DO CONGRESSO

PRESIDENTE – PAULO CORTE-REAL CORREIA ALVES
VICE-PRESIDENTE – ADRIÃO SARAIVA GONÇALVES
SECRETÁRIA – MARIA ALEXANDRA SILVANO PATO

CONSELHO NACIONAL

BELBINA LAUREANA FERREIRA EURICO MATIAS
MARIA ORLANDA FERREIRA EURICO MATIAS
LUÍS MARIA BARREIROS
JOSÉ CARLOS SÁ MENESES
PEDRO PAULINO NORONHA
ANTÓNIO MANUEL CABRAL OLIVEIRA
ALCIDES BRANCO MENDES ANDRADE
SANDRA TORRALVO MENDONÇA
ANA DE JESUS MARIA PEREIRA
GABRIEL JORGE PATO
FLORBELA PINHEIRO TORRALVO
FLORA TORRALVO DA SILVA MENDONÇA
ANA MARIA FARIA REIS CARVALHO
AUREA DE FÁTIMA GOMES DA ROCHA
PEDRO TOMÉ ALEIXO
ANA ISABEL SILVANO PATO
AMARO JORGE BORDA D’ÁGUA
FÁBIO REIS FERNANDES
TERESA MARIA BARBOSA DORDIO
JOSÉ MANUEL SANTIAGO

COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL

PRESIDENTE: PAULO JORGE ABRAÇOS ESTÊVÃO
1º VICE-PRESIDENTE: GONÇALO MARIA PACHECO DA CÂMARA PEREIRA
2º VICE- PRESIDENTE: MANUEL MARIA BENINGER SIMÕES CORREIA
3º VICE-PRESIDENTE: ARMANDO CARLOS FERREIRA
SECRETÁRIO-GERAL: VALDEMAR PEDRO ALMEIDA
VOGAIS: FREDERICO DUARTE CAVACAS TEIXEIRA DE CARVALHO
                VANDA CRISTINA DA CRUZ RAIMUNDO
                JORGE HENRIQUE DE ALEGRIA CIRNE
                ALINE GALLASCH- HALL
                PEDRO MORAIS MESQUITA BORGES DE MACEDO
                SÍLVIA MARIA RODRIGUES DE OLIVEIRA
                GIL FRANCISCO CAVALEIRO PINTO
                JOÃO PEDRO FONSECA PINTO
                MANUEL MARIA CÂMARA MELLO VAZ DE SAMPAYO
                MARIA DO CARMO CABRAL DA CAMARA PEREIRA MUNOZ

CONSELHO DE JURISDIÇÃO NACIONAL

PRESIDENTE: MANUEL HUMBERTO S. JOÃO
SECRETÁRIA: DEOLINDA ROSA MACHADO VIEIRA ESTÊVÃO
SECRETÁRIO: JOÃO MANUEL ALFERES DAS PEDRAS

SENADO

PRESIDENTE: MIGUEL PIGNATELLI DE ATAIDE QUEIROZ

(Fonte: Sítio oficial do Partido Popular Monárquico)

Viva o Rei de Portugal!!!

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Sculpture of Alfonso Enriquez. Guimarães Castl...

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Sua Alteza Real, Dom Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, em Guimarães, a 5 de Outubro de 2010 para as Celebrações do Tratado de Zamora de 5 de Outubro de 1143, assinado entre Dom Afonso VII de Leão e Castela e Dom Afonso Henriques, em que o primeiro dos signatários reconheceu o segundo signatário como Rei de Portugal, Soberano Independente. Era a Liberdade e a Independência de Portugal, formalizadas.

Viva Portugal!

O Partido Popular Monárquico – PPM

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Flag of Portugal, land use (1830-1910).

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Tendo em conta que hoje se realizou o XXIII Congresso do Partido Popular Monárquico – PPM, no qual, foi eleito para novo mandato, o Dr. Paulo Estêvão para Presidente do Partido, gostaria de tecer alguns comentários sobre os últimos acontecimentos relacionados com este Partido histórico da Democracia Portuguesa, enquanto Monárquico.

1- Se é verdade que até há bem pouco tempo havia uma situação de guerrilha entre o PPM, nomeadamente o seu ex-Presidente e os restantes monárquicos, hoje, apraz-me poder afirmar com enorme satisfação, que tal não acontece mais; a família monárquica está portanto bem unida, à parte ainda algumas pessoas que eventualmente não tenham concordado com esta união, relativamente, à Sucessão Dinástica Portuguesa, mas felizmente que em termos consequentes, tal situação já está sanada definitivamente!

2- O PPM, desde a sua fundação, tem sido mais do que um Partido pró-Monarquia. Tem sido um partido que tem defendido a nossa terra, a nossa paisagem, a identidade portuguesa. É um Partido cuja principal finalidade é contribuir para a restauração da Monarquia em Portugal, mas também é um Partido pró-exectivo, isto é, é um partido que se preocupa, como acabo de o referir, com as mais diversas áreas da vida portuguesa.

3- Permitam-me citar o Dr. Paulo Estêvão a uma Entrevista ao jornal “O Diabo”:

7 – Um dos maiores princípios não escritos do PPM é que se extinguirá no momento em que o regime em Portugal voltar à monarquia. Concorda?

Sim. A principal razão da nossa existência, para além de um Programa partidário muito rico em causas nacionais, tem a ver com a defesa de um sistema constitucional monárquico à semelhança dos que existem em países tão desenvolvidos e estáveis como a Suécia, a Holanda, a Nova Zelândia, a Bélgica, a Grã-Bretanha, o Luxemburgo, o Canadá, a Espanha, a Austrália, a Dinamarca, a Noruega, o Japão e muitos outros.

Somos monárquicos que acreditamos que a alteração do nosso sistema de governo se deve fazer no âmbito da luta partidária e democrática. Aliás, os republicanos fizeram o mesmo durante a nossa monarquia constitucional. O Partido Republicano Português obteve várias vezes representação parlamentar e diversas figuras emblemáticas da I República, como o Afonso Costa ou o Manuel de Arriaga, integraram o Parlamento da Monarquia Constitucional Portuguesa.

O que se passou é que como nunca lograram ganhar nas urnas decidiram matar o Rei e provocar um golpe de Estado contra um Governo eleito democraticamente. A seguir o PRP criou um regime não democrático, em que através da coacção e do assassinato político logrou ganhar todas as eleições que se realizaram durante a I República (sendo que apenas votava 30% da população masculina, algo confrangedor quando comparado com os 70% da população masculina que votava na monarquia).

Em síntese, manter-nos-emos fiéis aos mecanismos democráticos e deixamos métodos como o assassinato político e a revolta armada para o cardápio comemorativo da República. Se viermos a ser novamente uma monarquia, o Partido Popular Monárquico extinguir-se-á ao contrário do que fez o Partido Republicano Português que dedicou o melhor do seu tempo a tentar extinguir a oposição política.

8 – Os monárquicos em Portugal parecem divididos entre os apoiantes de D. Duarte e os detractores. Faz sentido? Deve o PPM participar nessa luta?

Não faz nenhum sentido e nós não participamos, nem promovemos, esse género de questões.

9 – Para si, quais os valores que o partido defende e que mais nenhum, em Portugal, considera? O que me fará votar PPM?

Os nossos valores são, glosando o que disse em determinada altura o Primeiro-Ministro que temos a infelicidade de nos governar: ”Portugal, Portugal … Portugal”. Fonte: Blogue do PPM

O Partido Popular Monárquico é o único partido que defende, do ponto de vista programático e estatutário, a criação de uma monarquia constitucional. Ou seja, uma alteração do regime político vigente e uma alternativa real para Portugal. Quando a situação económica e político-partidária do país entrou em colapso em 1926, a solução encontrada por alguns sectores foi um Golpe de Estado que deu origem à ditadura militar e ao Estado Novo. Por sua vez, o envelhecimento e a decadência do regime que sucedeu à I República teve como desenlace final o golpe militar de 1974.

Actualmente vivemos, novamente, uma situação de ruptura económica, social e política. O sistema político está arruinado pela lógica de facção e o triunfo da mediocridade dos carreiristas políticos. A situação orçamental do Estado é dramática, mas os agentes político-partidários estão reféns do sistema clientelar que criaram e demonstram total incapacidade de inverter o rumo dos acontecimentos. O sistema judicial está transformado num caos e é refém do sistema partidário vigente.

Nesta situação, algo tem de mudar antes que se instale a desordem, a bancarrota e o caos. Tudo precisa de começar de novo, de forma a extirpar os cancros instalados no corpo da nação. A solução não passa, nos nossos dias, por um pronunciamento militar. A solução passa pela regeneração do sistema político, através da criação de uma monarquia constitucional. Pelo surgimento e afirmação de novos partidos políticos imbuídos de um forte sentimento patriótico e libertos das clientelas tradicionais. Tudo isto arbitrado, com total isenção, por um Rei que seja fonte e garante da unidade da nação portuguesa. A restauração da monarquia portuguesa é a única válvula de escape que nos resta para regenerar o país. Não existe outra alternativa.

O PPM tem todas as condições para corporalizar uma alternativa real ao actual regime. Descrevemos, nesta entrevista, os nossos propósitos para o futuro, mas o nosso passado, enquanto partido de Governo (1979-1983), não deixa dúvidas em relação à firmeza da nossa proposta política: foi nossa a iniciativa parlamentar de extinguir o Conselho da Revolução (1982) e o consequente início do trilho rumo a uma sociedade verdadeiramente pluralista e democrática, livre de tutelas político-militares de natureza marxista.

Lisboa, 4 de Julho de 2010

Paulo Estêvão”

Conclusões: Cabe ao PPM acima de tudo, lutar por um Portugal melhor. Não vejo, por que não haver um Partido Monárquico, afinal, se este havendo no futuro Monarquia acabará por deixar de existir, porque obviamente, um Rei não pode ter nenhum partido a apoiá-lo, nem o Rei poderá apoiar um partido político, seria contrasensual. Assim, ao contrário do que pensava anteriormente, em que era contra a existência do próprio PPM, a verdade é que se a Família Monárquica está unida no essencial, podem os monárquicos perfeitamente estar com quem bem entendem e trabalhar o melhor possível para a mudança de regime em Portugal. Uns não são nem serão nunca mais monárquicos do que outros.

Sou Associado da Real Associação de Lisboa, entrei em rotura com a actual Direcção da mesma e também pretendo me demitir do cargo de Conselheiro Monárquico, mas não deixarei nunca de participar na vida associativa da dita associação. Agora, nada me impedirá, nestes novos contextos actuais, de um dia, se me der na cabeça, me tornar Militante do Partido Popular Monárquico; por uma simples razão:

a) é verdade que há monárquicos noutros partidos;

b) o problema é que nesta fase “do campeonato” já não consiggo me rever em nenhum dos partidos do sistema, digamos….

Os meus sinceros votos para que a Direcção liderada pelo Dr. Paulo Estêvão, seja bem sucedida por um Portugal melhor; tendo em conta a realidade actual do nosso País, neste momento, precisamos mesmo de uma mudança e ajudar o PPM a ganhar mais militantes, certamente, poderá ser bastante entusiasmante; pois só assim, se tornará num partido cada vez mais forte.

 Nota final: ao defender directamente ou indirectamente a existência do PPM e ao mostrar disponibilidade em ajudar este partido, não estou a trair nem o principio monárquico, e muito menos Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte de Bragança, em quem reconheço total Legitimidade na Sucessão Dinástica Portuguesa, tal como anteriores Dirigentes do Partido assim o fizeram.

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