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Falar Real! Falar Nacional!

Hoje tenho procurado através da divulgação de vídeos sobre a Realeza Sueca, Norueguesa e Portuguesa (e quero aliás dizer que vou continuar nos restantes Países Europeus e depois passarei para os outros continentes), e conjuntamente com as Armas dos respectivos Países para chamar a atenção desta ligação histórica fundamental que os Povos têm que ter com as suas origens.

As Armas Reais com o seu respectivo esplendor, representam de algum modo também os Heróis Nacionais, os Feitos Gloriosos das Pátrias, o Alto Patrocínio dessas Glórias pelos Reis e Rainhas que reinaram e que hoje os que reinam são os naturais herdeiros.

Uma História Real que também é uma História Nacional.

Uma História Nacional que se fez Real!

De uma História Nacional nasce o Patriotismo e o Amor-próprio dos Povos.

A História Real é uma parte fundamental da História Nacional. Ambas estão ligadas pelo sangue dos heróis, pelos feitos não só de Reis ou de Rainhas ou de Príncipes, mas também de Generais, de Almirantes, de homens e de mulheres que cruzaram oceanos, que deram esperança aos seus povos oprimidos e estou-me a recordar de Jeanne D’Arc – já que ontem festejaram-se os 600 anos do seu Nascimento, e todos bem sabemos a História da sua curta Vida, mas o quanto ela foi importante para a História de França e da Europa! A França deve a Jeanne D’Arc a sua Liberdade! Assim como nós, Portugueses devemos ao Santo Condestável Dom Nuno Álvares Pereira a nossa Liberdade! Depois de Aljubarrota Portugal iniciou um novo começo, um novo rumo, por África, pela Ásia e pelas Américas. E por lá deixámos Património, uma História que além de ser a nossa, acaba por ser também a História dos outros Povos e civilizações com as quais os nossos antepassados cruzaram.

Falar Real é apelar ao orgulho nacional.

Falar Nacional é apelar à Liberdade e Regeneração Nacional da Nação!

Falar Real é abrir os olhos aos Portugueses e lhes dizer que podem contar com a Monarquia, a nossa maior herança; uma Herança não só feita dos nossos Reis e Rainhas, mas uma Herança feita por todos os Portugueses que antes de nós cá estiveram nesta linda terra portuguesa!

Falar Nacional é abrir os olhos aos Portugueses e lhes dizer que devem ter orgulho na sua Pátria, pois isso significa que têm origem nos seus antepassados e em todos aqueles que aqui estiveram, nesta linda terra Portuguesa e muitos se espalharam por este Mundo fora criando o nosso maior Tesouro que é a Diáspora!

Falar Real é chamar o Rei Dom Duarte ao Trono!

Falar Nacional é lutar pela Liberdade da Pátria e o Progresso da Civilização Portuguesa da qual todo o Português faz parte.

Nesta época de enormes dificuldades somos obrigados a Falar Real e a Falar Nacional. Devemos isso aos nossos Maiores, aos nossos Antepassados, e sobretudo às Novas Gerações!

Recordar Sua Majestade Fidelíssima, o Rei Dom Manuel II de Portugal

DOM MANUEL II ( 1932-2012 ) : a Real Associação de Lisboa convida os seus associados e todos os monárquicos a assistirem a uma conferência sobre a dimensão política do reinado, com alocuções de prestigiados historiadores, no próximo sábado, dia 5 de Maio, a partir das 15h30, no Centro Nacional de Cultura ( Largo do Picadeiro, ao Chiado ). Entrada livre, limitada à disponibilidade da sala.

Dois Reais Irmãos, marcados pela Tragédia

Sua Alteza Real, o Príncipe Real, Dom Luiz Filipe

Sua Majestade Fidelissima, El-Rei de Portugal, Dom Manuel II

Dois Reais Irmãos. Duas vítimas da ganância pelo poder, por parte de uma minoria republicana. Dom Luiz Filipe, barbaramente assassinado, assim como seu Augusto Pai, o Rei Dom Carlos I, a 1 de Fevereiro de 1908. Dom Manuel II, que nesse trágico dia, ficou ferido num braço, assumiu o Trono de Portugal, e que foi traído pelas elites do regime, que se guerreavam não dando a estabilidade fundamental que a Monarquia precisava para ser salva da queda. Dom Manuel II foi vítima do Exílio e nunca mais voltou a ver a sua Pátria bem amada. Lá de longe, no Reino Unido, amou mais a sua Pátria, do que muitos que se diziam Monárquicos e que o abandonaram.

Este ano, recordarei por diversas vezes, o Rei Dom Manuel II, dado que a 2 de Julho completarão 80 anos do seu falecimento. Não esquecerei o amor a Portugal de Dom Manuel II enquanto reinou e mesmo depois no exílio.

Para finalizar, proponho que escutemos esta belíssima canção “El-Rei”, cantada por José Campos e Sousa. Viva o Rei!

Dom Manuel II – “O Rei Saudade”

Passados, no passado dia 2 de Julho, 79 anos, sobre o falecimento de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei de Portugal, o Senhor Dom Manuel II, aqui deixo, um trabalho realizado para o Canal de História, sobre a vida e a obra do último Rei reinante em Portugal.

 

 

 

 

 

Rei Dom Carlos I

Para Reflectir!

Em Janeiro de 1924, o Rei D. Manuel II dizia ao 6º Marquês de Lavradio: “Todos (os Monárquicos) querem mandar e ninguém quer obedecer. O querer de antemão resolver qual há-de ser a forma de governo da Monarquia restaurada, é um absurdo. Ninguém tem autoridade para o fazer. Só Cortes Gerais podem decidir essa questão. E,… depois, esquecem que o Rei reinante em 1910 era eu! E esquecem que jurei sobre os Santos Evangelhos a Carta Constitucional. Mesmo que eu considere que muitas alterações seriam necessárias na forma de governo, estou ligado ao meu juramento, do qual só as Cortes Gerais me podem desligar”.
Fonte: Luís Filipe Afonso – Facebook

DOM DUARTE: “COM UM REI O PAÍS NÃO ESTAVA ASSIM”!

 



(Clique nas imagens para ampliar)
Jornal “O Diabo” de 12 de Abril de 2011

Fonte: Blogue “Família Real Portuguesa”

Manuel II of Portugal

Dom Manuel II – o Rei traído

Alocução de S.A.R. o Duque de Bragança Guimarães, 5 de Outubro de 2010

Portugueses:
5 de Outubro de 1143 é uma data fundadora para Portugal. Durante quase 800 anos a vontade e a determinação do povo, firmemente ancoradas na vontade e determinação dos seus Reis, conduziram os destinos desta comunidade de sonhos, a que chamamos pátria.
Mas 5 de Outubro, agora de 1910, é também a data em que a invasão mental estrangeira ocupou Portugal. Hoje, como sempre, falarei para todos, sem acepção ou excepção alguma. Mas hoje, como nunca, serei a voz de todos pela boca de alguns. Nenhuma das palavras que Vos irei ler me pertence, porque todas já eram pertença de todos depois de escritas por alguns de Vós. Irei ler-vos excertos de alguns dos nossos maiores escritores. Evocando Portugal, ou retratando a república. As suas assinaturas declaram os nomes de Camões, Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida, Eça de Queiroz, Almada Negreiros, Fernando Pessoa e Pe. António Vieira. Por isso em nome de todos a estes as agradeço.
Portentosas foram antigamente aquelas façanhas, ó Portugueses, com que descobristes novos mares e novas terras, e destes a conhecer o Mundo ao mesmo Mundo. Naqueles ditosos tempos (mas menos ditosos que os futuros) nenhuma cousa se lia no Mundo senão as navegações e conquistas de Portugueses. Esta história era o silêncio de todas as histórias. Os inimigos liam nela suas ruínas, os émulos suas invejas e só Portugal suas glórias. Mas se a história das cousas passadas (a que os sábios chamaram mestra da vida) tem esta e tantas outras utilidades necessárias ao governo e bem comum do género humano e ao particular de todos os homens, e se como tal empregaram nela sua indústria tantos sujeitos em ciência, engenho e juízo eminentes, como foram os que em todos os tempos
imortalizaram a memória deles com seus escritos; porque não será igualmente útil e proveitosa, e ainda com vantagem, esta nossa História do Futuro, quanto é mais poderosa e eficaz para mover os ânimos dos homens a esperança das cousas próprias, que a memória das alheias? (Padre António Vieira)
O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa. Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como partido republicano, lhe cumpriria reclamar, já foram realizadas pelo liberalismo monárquico. (Eça de Queiroz)
A república francesa que implantaram em Portugal, sem nenhuns pontos de contacto com quanto em nós seja português. Nenhuma reacção do espírito progressivo a instaurou; foi um fenómeno da nossa decadência, da nossa desnacionalização. (Fernando Pessoa)
No dia 5 de Outubro, em Portugal, não havia despotismo, não havia opressão e não havia fome. Os princípios proclamados à custa de tanto sangue pela Revolução Francesa, há mais de um século, ninguém precisava de os tornar a proclamar na Avenida agora, precisamente no período histórico em que quase todos esses princípios se acham refutados pela crítica experimental e científica do nosso tempo. Os famosos princípios da Revolução Francesa, leit-motiv de toda a cantata revolucionária de [5 de] Outubro último, são, precisamente, os que vigoram em toda a política portuguesa, desde o advento da revolução liberal de 1834 até nossos dias. (Ramalho Ortigão)
Os novos revolucionários de 1910, com excepção honrosa dos que não sabem ler, não tiveram por decuriões senão os seus predecessores revolucionários liberais de 34. E daí para
trás — o que quer dizer daí para cima — nunca abriram um livro. Tal a razão porque os raros homens de letras, que a nossa República conseguiu mobilizar, dia a dia se desagregam da hoste refugiando-se no anacoretismo filosófico, enojados da crassa ignorância dos sarrafaçais a que o regime os emparelhou. (Ramalho Ortigão)
É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira, não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na república não era possível, porque era perigoso, insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa. (Fernando Pessoa)
Bandidos da pior espécie (muitas vezes, pessoalmente, bons rapazes e bons amigos – porque estas contradições, que aliás o não são, existem na vida), gatunos com seu quanto de ideal verdadeiro, anarquistas-natos com grandes patriotismos íntimos – de tudo isto vimos na açorda falsa que se seguiu à implantação do regímen a que, por contraste com a monarquia que o precedera, se decidiu chamar República. (Fernando Pessoa)
Este regímen é uma conspurcação espiritual. Os republicanos passaram a legislar em ditadura, fazendo em ditadura as suas leis mais importantes, e nunca as submetendo a cortes constituintes, ou a qualquer espécie de cortes. (Fernando Pessoa)
Desde a proclamação da República que em Lisboa se não faz outra coisa se não pedir. (Fialho de Almeida)
É certo que nunca as classes dirigentes se divertiram tanto em excursões de recreio, nem se banquetearam tão
repetidamente, como hoje em dia. Na casa, porém, de cada cidadão, nem o imposto diminuiu nem o passadio embarateceu. Enquanto à prometida barateza a que seriam reduzidos os víveres, ao proporcional aumento a que seriam elevados os salários, ao desenvolvimento que teria o ensino e à perfeição que atingiria a disciplina da sociedade, uma vez sacudido da cerviz do povo o inconfortável jugo ominoso do regime extinto, observa-se que nunca se comeu mais caro, nunca foi mais numerosa a legião dos operários sem trabalho, nunca […] tantas propriedades foram impunemente assaltadas e destruídas como agora as redacções e as tipografias de cinco jornais. A República Portuguesa continua dando ao mundo o mais espantoso e inacreditável espectáculo: – existe! (Ramalho Ortigão)
O predomínio incondicional exercido pelas sociedades secretas em quase todos os actos do governo, como por exemplo na escolha das cores da bandeira, deposição de funcionários antigos e com direitos adquiridos, e imposição doutros sem mais competência do que as suas cumplicidades carbonárias; Corre que outras medidas de violência serão tomadas no sentido de desarmarem pelo terror as inumeráveis massas de cidadãos que não aderiram à República. (Fialho de Almeida)
Um país não pode ficar assim toda a vida, num pátio de comédia. Quebrámos estouvadamente o fio da nossa missão histórica.Desmoralizámo-nos,enxovalhámo-nos, desaportuguesámo-nos. (Ramalho Ortigão)
Quem considerar o Reino de Portugal no tempo passado, no presente e no futuro, no passado o verá vencido, no presente ressuscitado e no futuro glorioso; e em todas estas três diferenças de tempos e estilos lhe revelou e mandou primeiro interpretar os favores e as mercês tão
notáveis com que o determinava enobrecer: na primeira, fazendo-o, na segunda restituindo-o, na terceira, sublimando-o. Mas se a história das cousas passadas (a que os sábios chamaram mestra da vida) tem esta e tantas outras utilidades necessárias ao governo e bem comum do género humano e ao particular de todos os homens, e se como tal empregaram nela sua indústria tantos sujeitos em ciência, engenho e juízo eminentes, como foram os que em todos os tempos imortalizaram a memória deles com seus escritos; porque não será igualmente útil e proveitosa, e ainda com vantagem, esta nossa História do Futuro, quanto é mais poderosa e eficaz para mover os ânimos dos homens a esperança das cousas próprias, que a memória das alheias? Têm na memória que também antigamente pagavam, e que então era tributo do cativeiro o que hoje é preço da liberdade; sobretudo vêem a seu rei da sua Nação e da sua Língua, e que o têm consigo e junto a si para o requerimento da justiça, para o prémio do serviço, para o remédio da opressão, para o alívio da queixa; rei que os vê e se deixa ver; que os ouve e lhes responde; que os entende e o entendem; que os conhece e lhes sabe o nome. (Padre António Vieira)
Dispensem todas as teorias passadistas! Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos! Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Viva Portugal!

Fonte: Site da Casa Real Portuguesa

Donizetti’s Dom Sébastien, Roi de Portugal – Opera in 10 min

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